Notas iniciais
Esse capítulo era para ser postado na terça, mas como ele estava pronto e eu não resisto aos pedidos de vcs...O incêndio está no quarto capítulo que sairá na terça ou quarta .Grupo do face: http://www.facebook.com/groups/258396857616058/Ele é secreto, por isso precisam me add antes.Muito obrigada por cada comentário amores!Beijos e vejo vcs nos comentários.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=MlVFINL8mUs

Quando chegou a base Seal Edward foi direto para seu dormitório, o general queria tomar um banho antes de ir para a sede do FBI, pois precisava se manter acordado e mais calmo possível para falar com Roger Marks, sujeito detestável na opinião de Edward.

Ele tirou a roupa e a jogou num canto qualquer antes de entrar no banho e deixar a água gelada cair sobre seu corpo.

Edward fechou os olhos tentando relaxar, mas lembranças antigas e indesejadas que viviam lhe atormentando invadiram a sua mente.

Ele recordou de quando Bella quase incendiou a cozinha do apartamento deles tentando fazer o prato favorito dele e ele teve de correr para pegar o extintor de incêndio, depois desse dia ele nunca mais a deixou chegar perto da cozinha novamente, pois definitivamente sua mulher não era uma boa cozinheira, além de ser um perigo para si.

Lembrou-se de quando ela bateu o pé meses após o casamento deles insistindo que ele tirasse férias, pois o mesmo não andava muito bem de saúde na época e ele para não contrariá-la fez o que ela queria.

Recordou-se, de como ele riu e chorou como um menino no dia em que ela veio à base e lhe disse que estava grávida, que dentro de alguns meses ele seria papai.

Ah aquele dia foi o mais feliz de sua vida! Ele se sentiu completo, pois sua amada mulher carregava agora em seu ventre o fruto do amor deles. Edward ainda recordava com clareza como ela ria e corava naquela manhã a cada vez que alguém passava e ele contava todo feliz que seria papai!

Lembranças doces, mas que se transformaram em amargas quando ela lhe disse adeus prometendo nunca mais voltar.

Edward desligou o chuveiro, e socou a parede aborrecido consigo mesmo, por não conseguir parar de pensar nela.

Pegou uma toalha branca felpuda e se enrolou nele para sair do banho, respirou fundo tentando buscar sua calma.

Ele precisava de paz, ele queria paz e somente a teria quando pegasse o desgraçado que fez seu mundo perfeito ruir.

Ao invés de sair do banho e ir até seu armário pegar seu uniforme oficial para vestir e ir de uma vez por todas ao FBI, Edward tirou a toalha e deitou nu sobre sua cama, suspirando frustrado ao ver sua foto ao lado de Bella — uma das poucas que ela havia deixado para trás — sobre o criado-mudo de sua cama.

Na foto ele estava tão diferente de como era hoje, seu rosto estava tão mais feliz ao lado dela, em nada lembrava a expressão carrancuda que agora ele sempre levava em seu rosto.

Sua mulher estava linda, ela tinha um sorriso doce nos lábios enquanto estava agarrada a ele, e os braços dele em volta de sua cintura.

Era frustrante viver dia após dia recordando-se do passado ao invés de viver o presente e fazer planos para o futuro, mas Edward não conseguia se livrar do fantasma dela, não conseguia deixar de imaginar como tudo seria se ela estivesse ao seu lado.

Ele jamais admitiria para alguém, nem mesmo para si mesmo, mas seu maior desejo era poder reencontrá-la e lutar pelo amor deles como não pôde fazer quando ela se foi.

– Você não tem ideia do quanto significa para mim neném. –murmurou deixando a foto outra vez sobre o criado mudo e se ajeitando para dormir, ainda que somente por duas horas que fossem. Ficar 72 horas sem dormir estava exigindo demais do general de corpo másculo e forte.

[***]

Bella estava exausta, em duas semanas tinha trabalhado o dobro daquilo que estava acostumada, arrumar toda a bagunça deixada para trás no FBI estava lhe deixando de cabelo em pé.

A cada dia um novo problema surgia e isso só fazia com que ela ficasse mais irritada e com gênio intragável, nem mesmo ela se aguentava mais de tão enjoada que estava.

Bella fez uma careta, se antes detestava o que fazia agora então ela simplesmente odiava.

As coisas não estavam sendo fáceis para ela e algo lhe dizia que ficariam ainda piores.

–Perdoe-me interrompê-la diretora, mas estão ligando do colégio de sua filha, disseram que é urgente senhora. –sua secretária disse pelo interfone.

Será que algo tinha acontecido a sua menina?

–Ok. Passe a ligação.

–Bom dia senhora Swan. Aqui quem fala é Angela Weber, eu sou...

–Sei quem é senhorita Weber, vá direto ao ponto. –Bella a interrompeu impaciente. Ela queria saber de sua filha.

–Claro, a senhora é uma mulher muito ocupada, eu entendo. –a professora parecia nervosa.

–Então pare de rodeios e fale de uma vez. Aconteceu algo a minha filha?

–Sim. Milla passou mal após o lanche, nós não sabíamos que ela era alérgica a nozes quando demos a ela o pedaço de bolo.

Oh droga!

–Como minha filha está agora? Onde ela está?

–Ela está na ala infantil do hospital central, ela...

Bella nem mesmo quis ouvir mais nada, desligou o telefone enquanto Angela ainda falava , pegou sua bolsa e com as chaves do carro saindo apressada.

Sua secretária lhe disse algo, mas ela não prestou atenção no que foi, entrou no elevador apertando o botão que a levaria diretamente para a garagem do prédio.

Ela não podia acreditar no que estava acontecendo. Como uma escola tão conceituada havia deixado passar algo tão importante? Ela havia deixado muito claro, na ficha de inscrição de sua filha que a menina não podia comer nenhum alimento que contivesse nozes por ser extremamente alérgica ao alimento.

Bella rezava para que sua filha estivesse bem, pois se algo de grave acontecesse a ela, Bella arrebentaria a todos como um trator.

Por conta das curvas do destino Milla podia não ter um pai presente, mas tinha uma mãe que era capaz de virar uma leoa para protegê-la.

Com sua Ferrari vermelho-sangue a diretora saiu rasgando as ruas de Washington, DC até chegar ao hospital onde parou enfrente cantando pneu e entrou como um raio em uma tempestade furiosa.

–Onde Milla Swan está?-ela perguntou ao chegar à recepção da ala infantil.

–Qual o seu nome senhora?-uma recepcionista alta e ruiva questionou.

–Não interessa, onde está minha filha?

A recepcionista fez uma careta de desagrado não gostando nem um pouco de como foi tratada, mas por perceber que a morena estava nervosa deu a ela a resposta que queria.

–Ela está no quarto 103, dobrando... o corredor... a direita. – a última frase foi dita para o vento, pois logo que ouviu o número do quarto Bella se foi.

–Mamãe!- Milla falou ao ver sua mãe entrando no quarto, afoita por vê-la.

–Oi meu amor, a mamãe ficou tão preocupada. Como você está querida?-perguntou Bella, sentando-se na beira da cama em que a filha estava deitada e a abraçou.

–Bem agora, o tio Andrew cuidou bem de mim. –a menina respondeu com um leve sorriso no rosto.

–Tio Andrew? De quem está falando querida?-Bella perguntou intrigada.

–Acho que de mim. –uma voz doce e masculina respondeu a pergunta de Bella, que rapidamente se moveu para ver quem era.

Era um homem alto, quase tão alto quanto Edward, bonito, de cabelos negros e com encantadores olhos azuis, não devia ter mais de que 35 anos.

Ele era médico.

–Você está cuidando da minha filha?-perguntou.

–Sim, essa princesinha chegou aqui trazida pela senhorita Weber com uma forte crise alérgica, mas graças aos medicamentos já está bem melhor, apesar de ainda precisar de repouso pelos próximos dois dias já que os remédios causam muita sonolência- Andrew explicou.

–Eu entendo, e onde está à senhorita Weber?- a diretora indagou.

–Em minha sala, ela disse que não achava ser uma boa ideia cruzar com a senhora pelos corredores quando chegasse. – o médico sorriu envergonhado por estar dizendo isso.

–E ela tem toda razão, aquela escola sabe muito bem que minha filha é alérgica a nozes e não tiveram o menor cuidado com os alimentos ingeridos por ela. – Bella cuspiu irritada por sua filha estar internada por algo que poderia ter sido evitado com um pouco mais de atenção.

–Eu entendo que esteja irritada, afinal trata-se de sua filha, mas a senhorita Weber foi tão solicita que não creio que ela tenha alguma culpa.

–Pois para mim isso pouco importa. – rebateu a morena.

–Isso é culpa do meu pai. – murmurou Milla que até então estava quieta.

–O que disse?- questionou a mãe voltando-se em sua direção completamente surpresa com as palavras da filha.

–Que isso é culpa do meu pai, vovó sempre diz que eu sou alérgica a nozes porque ele também é.

Bella bufou.

Renée, sempre Renée!

Quando é que ela iria ouvi-la e parar de enfiar bobagens na cabeça de Milla?

–Você sabe que isso não é verdade, está sendo injusta com seu pai.

–Como é que eu vou saber se estou ou não se você não me deixa conhecê-lo. – a menina disse aborrecida.

–Milla aqui não é hora e nem lugar para isso. –a mãe a repreendeu.

–Não acha que talvez seja melhor deixá-la ver o pai?- Bella olhou enviesada para o médico por sua intromissão. – Desculpe, eu não devia ter me metido.

–Não mesmo. –respondeu grosseira. Nunca mais deixaria alguém lhe dizer o que fazer. – Quando poderei levar minha filha para casa?

–Agora mesmo se quiser.

Ela assentiu, pegou a menina quase adormecida em seus braços a levando para o carro.

Desta vez dirigiu mais devagar até sua casa e ao chegar mais uma vez pegou a filha nos braços e a levou para o seu quarto onde a menina gostava de dormir, deixando-a em sua cama descansando até ela chegar do trabalho, por enquanto teria que deixa Milla com a avó.

– Não diga nenhuma bobagem a ela sobre Edward como já andou falando, quando eu voltar nós conversamos. – Bella disse a mãe antes de sair de volta ao trabalho com uma estranha sensação que não sabia explicar.

[***]

Edward saltou da cama três horas após ter adormecido e se enfiou em seu uniforme oficial azul-marinho para ir à sede do FBI, tinha muito a falar com o chefe do FBI, pois além de comunicar- lhe sobre a nova missão conjunta, teria também que falar sobre mudanças nos planos de duas missões as quais já estavam em andamento.

Mas quando chegou lá para sua completa irritação o maldito chefe não estava e como não teria tempo em outro dia o general foi obrigado a esperar que o mesmo retornasse sem saber de quem realmente se tratava.

Bella chegou ao FBI quase às duas da tarde. O sol deveria estar a todo vapor, mas ao invés disso o tempo estava nublado como se quisesse combinar com o que estava por vir.

A diretora passou pelos corredores da organização mais uma vez cometendo o estúpido erro de ignorar sua secretária ao passar em direção a sala de reuniões, se não tivesse feito isso saberia o que a aguardava lá e poderia ter se preparado para o impacto da situação.

Quando ela entrou na sala e Edward escutou o som de saltos ele imaginou que fosse a moça que o atendeu com o café que pediu, mas qual foi sua surpresa ao virar-se em direção a ela e se deparar com uma morena curvilínea que mantinha a cabeça baixa enfiada em uma pasta qualquer do FBI.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=faloir8913c

Parecia muito interessante a leitura, pois ela nem o notou ali e o general não disse nada, ele queria ver quanto tempo ela levaria para perceber sua presença.

–Droga! Pelo visto o departamento de cibernética também foi atingindo pela droga dessa corrupção.

O corpo de Edward congelou ao escutar essa voz, ele a conhecia, seria capaz de reconhecer essa voz em qualquer lugar, pois todas as noites ela ressoava em seus sonhos desde que a dona dela se foi.

–Bella? É você neném?- foi instantâneo, bastou ela ouvir a voz para que Bella soltasse a pasta que tinha nas mãos a deixando cair no chão.

Por um instante os olhos dela se arregalaram de surpresa.

Não, não podia ser ele ali, não era Edward Cullen parado em sua frente em toda a sua maestria tantos anos depois.

Céus como esse ainda podia está tão bonito assim? Aos 38 anos o magnetismo dele e de seus belos olhos esmeraldas continuavam sendo o mesmo sobre ela, ainda lhe causava o mesmo efeito assustador e atrativo de antes.

O que Bella não sabia é que ela tinha o dom de causar o mesmo efeito sobre Edward, ambos sentiram seus corações dispararem, a boca ficar seca, um frio intenso na boca do estômago.

Bella teve que respirar fundo para não cair devido as suas pernas trêmulas e não demonstrar para Edward o quanto ele ainda mexia com ela.

–Hum... hum... –pigarreou ela. – Como vai general? A que devo a sua presença em meu local de trabalho?- o modo frio e hostil com que Bella falou foi como um punhal no peito do general. Ele não podia acreditar que ela o estivesse tratando como um estranho, como se nunca tivessem vivido nada.

Continua...