Coração de Gelo (Versão antiga)
11 Indescritível!
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS DO CAPÍTULO ATÉ O FIM, POR FAVOR, TENHO NOVIDADES!
–O quê? -Bella olhou questionadora para Edward quando ele não a deixou descer quando ela tentou, mas ele não disse nada, ao invés disso desceu do carro e deu a voltar até o lado do carona só para abrir a porta para ela.
A morena sorriu.
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Por um instante ela havia se esquecido desse lado tão cavalheiro dele.
–Nossa filha é tão linda. –Edward disse completamente bobo, enquanto observava a filha.
–Por favor, lembre-se do que eu pedi. –Bella sussurrou ao ouvido dele.
Ela tinha dito a Edward que a deixasse preparara Milla antes deles contarem qualquer coisa a menina.
O general assentiu mesmo não concordando porque sabia que era o melhor a se fazer pela filha deles.
–Milla. –Bella chamou a menina que deixou a bicicleta imediatamente e correu na direção deles.
–Edward!-Milla gritou e então sorriu se jogando nos braços de Edward deixando Bella completamente aturdida com a atitude da filha que estava plenamente abraçada ao pai como se aquilo fosse algo comum entre eles.
–Vocês se conhecem de onde?-a diretora perguntou quando foi capaz de encontrar sua voz.
–Eu o vi no hospital quando fui com a vovó fazer aqueles exames de rotina mamãe e... Ai caramba Edward! Me desculpa, eu machuquei você quando pulei em cima de você, né?-Milla se afastou assim que lembrou de que até outro dia ele estava no hospital.
Bella se ruborizou por não ter se tocado ela mesma disso quando eles fizeram amor tão intensamente, será que ela o tinha machucado? Era tarde demais para sentir culpa agora.
–Não se preocupe princesa, eu estou bem. –Edward disse mesmo sentido uma dor incomoda nas costelas, dor essa que tentava ocultar das mulheres da sua vida.
Ele abraçou sua filha outra vez e lhe beijou o rosto tratando de engolir a bile que se formou em sua garganta pela emoção de sentir pela primeira vez sua filha nos braços. Uma emoção inexplicável que somente um pai seria capaz de entender e talvez nem assim, pois se tratava de algo único, um momento inesquecível.
Ele não era o único emocionado, Bella também estava tentando conter as lágrimas, sabia que o momento seria impactante, porém não imaginava o quanto tudo isso poderia atingi-la. Sentindo-se uma intrusa naquele momento dos dois ela desviou o olhar e caminhou até a bicicleta da filha, a guardou perto da garagem e voltou.
Bella não queria quebrar aquele momento mágico, mas ela sabia que o melhor era sair dali o mais rápido possível para o caso de Renée aparecer, evitando assim uma cena constrangedora, momento que sem sombra de dúvidas seria explosivo.
–Filha. –ela chamou a atenção de sua bebê, porquê Milla seria seu eterno bebê não importava o quão grande fosse.
–Sim mamãe?-Milla perguntou sem se soltar de Edward. Seu príncipe, como a menina se referia ao general desde que o viu no hospital.
–Onde está sua avó?-a morena perguntou e não passou despercebido a ela que seu marido enrijeceu com sua pergunta.
–Lá em cima, acho que arrumando o guardar roupa dela. –Bella assentiu para si mesma antes de falar. –Vem filha, nós temos de ir a um lugar com Edward.
–Não vamos avisar a vovó primeiro?-Milla perguntou.
–Eu ligo para ela do carro. –a diretora respondeu o questionamento da filha prontamente, pois queria estar bem longe dali.
Sua mãe e Edward tão próximos assim não era bom, ela só esperava que a filha não notasse o quanto estava nervosa. Seu nervosismo tinha muito mais a ver com o que teria de cortar em breve a sua filha do quê com o aparecimento de Renée de repente, mas ela não queria que sua filha soubesse a verdade sobre quem era Edward na realidade na vida delas de modo errado, mas isso poderia acontecer se sua mãe aparecesse ali e começasse a acusar Edward de assassino.
–Vamos princesa. –disse Edward, pegando a mão da menina e a guiando até o carro.
O general abriu a porta traseira de seu Aston Martin Vanquish para sua filha, sua princesinha e acomodou no banco traseiro se certificando de que o cinto de segurança estivesse bem colocado.
Bella sorriu.
Estava na cara que Edward seria sempre um surper protetor.
Ele fez o mesmo com ela como se ela fosse uma menininha, Bella pensou em protestar. Mas do que adiantaria? Então deixou passar, a verdade é que ela estava gostado de ser paparicada por seu marido outra vez.
[***]
Edward dirigiu com um cuidado muito mais do que o habitual, mas não tinha como ser diferente quando levava seus dois bens mais preciosos e amados.
O general sentia-se como um menino perdido no meio de um turbilhão de emoções confusas tendo sua filha pela primeira vez tão perto e sua mulher de voltar aos seus braços, mas também eram emoções boas que o faziam sentir bem.
Quando os três chegaram ao apartamento que antes de tudo costumava ser dele e de Bella, Milla sentou-se no sofá da sala e observou tudo ao redor parecendo encantada com o lugar, mas ao mesmo tempo curiosa.
–Por que estamos aqui mamãe? De onde você e Edward se conhecem?-a menina perguntou a mãe.
–Querida, nós estamos aqui porque eu preciso te contar algo... delicado. –a morena disse a filha se abaixando a frente da sua menina para poder olhar em seus olhos.
Droga! Sua voz soou hesitante, tudo o que ela não queria.
–Ah, é algo que pode ser ruim?-Milla questionou preocupada, pois sua mãe estava muito seria.
–Não querida. Edward e eu nos conhecemos há muitos anos, ele é alguém muito especial na minha vida... nas nossas vidas meu amor. Edward é seu pai, filha. –Bella tentou a todo custo parecer calma, enquanto esperava a reação da filha, mas isso estava se tornando bem difícil.
Os de Milla se arregalaram, ela abriu a boca e arfou, depois balançou a cabeça de um lado para outro como se não quisesse acreditar no que a mãe tinha dito e suas palavras só confirmaram isso:
–Não pode ser mamãe. O meu pai é mal, a vovó sempre diz isso e eu ouvi ela dizer para a você que meu pai matou meu avó Charlie. E Edward é bom, não é um assassino como o meu pai, eu não quero conhecê-lo nunca!
Bella escutou um ofego atrás de si e sabia que era Edward, não precisava se virar para saber e ver o rosto dele naquele momento, pois ela bem sabia que devia ser puro sofrimento.
[***]
Nem mesmo a navalha mais poderosa do mundo poderia ter feito um estrago tão grande no peito de Edward quanto às palavras de Milla fizeram. Sua filha não o queria porquê acreditava em uma mentira absurda e nada no mundo poderia lhe parecer pior que isso. A dor que sentia em seu peito não tinha comparação.
Ele estava quebrado por dentro, ele tinha perdido sua menina antes mesmo de poder tê-la para si realmente, antes de poder escutá-la o chamar verdadeiramente de pai.
Bella respirou fundo para manter a calma e controlar a vontade de correr até Edward e abraçá-lo como a um menino que precisa de consolo. Ela não o estava olhando, mas ela o sentia tão fortemente que sabia que as palavras da filha deles o tinha devastado e ela desejou nunca ter deixado Milla sob os cuidados de Renée, nunca ter sido tão fraca e se deixar manipular como se deixou para irem embora do país, ficando assim bem longe de seu Edward.
–O que sua avó diz não é verdade. Seu pai é como eu, ele caça os bandidos, seu pai é inocente meu amor, ele não matou seu avô. –ao menos era nisso que Bella queria crer, queria e esperava que fosse a verdade para mais tarde não se ferir mais ainda nessa história descobrindo que acabou dando mais uma chance ao assassino de seu pai. Edward tinha de ser inocente! Era o que o coração dela agora dizia.
–Ah, você sempre diz isso, mas sempre que eu perguntava do meu pai você encontrava um jeito de fugir das minhas perguntas. Então como eu posso saber se a minha avó não está falando a verdade?–Milla atirou na cara da mãe.
–Querida seu pai é como eu, ele caça os bandidos e não é um deles. Além do mais, Edward era o melhor amigo de Charlie, por isso eu sei que ele não matou seu avô. –a voz de Bella se encheu de uma convicção que assustou até ela mesma.
Edward escutava a tudo calando e em seu intimo pedia a Deus que sua mulher realmente tivesse nele a fé que demonstrava e que sua filha amada pudesse lhe aceitar pelo que ele era e não por uma descrição injusta feita por Renée.
Milla ponderou as palavras da mãe, talvez sua avó estive mentindo ou até acreditasse realmente no que dizia, mas o fato dela acreditar não queria dizer que fosse verdade, queria? Sua mãe casava os bandidos e se seu pai fosse um ela já o teria prendido, não teria?
Sem querer Milla deixou um sorrisinho escapar dos seus lábios ao começar a imaginar que agora ela poderia ser como a maioria das meninas que tinham seus pais que sempre iam buscá-las na escola, que agora ela teria alguém que ia amá-la e protegê-la além da sua mãe.
E de repente Milla se deu conta de algo. Ela não sabia direito se seu pai era ou não inocente e nem mesmo sonhava com isso. Não sabia porque ele nunca esteve com ela ou porque só a procurou agora, mas ele estava ali e a queria, não queria? Então como é que a sua mãe sempre dizia? “Deixe os problemas de adultos para os adultos resolverem”. Sim, era isso o que sua mãe dizia e era isso o que ela ai fazer.
Então Milla se levantou do sofá onde estava sentada e sem aviso algum ela se jogou nos braços do pai. Não importava mais o que a avó dela tinha dito para ela, o que importava era que o pai dela agora depois de tanto tempo estava ali com ela, abraçado a ela e tudo o que Milla mais queria nesse momento era o amor dele, o carinho dele.
Edward não podia acreditar que sua filha estava lhe abraçando depois de tudo o que ela tinha dito a mãe, mas o calor dos braços dela em volta de seu pescoço lhe gritava que ele não estava sonhando e que esta era a mais pura e doce verdade.
E com o coração cheio de ternura e todo bom sentimento que pudesse existe na face da terra ele se viu dizendo aquilo que por anos sonhou dizer e que estava em seu coração.
–Eu te amo filha, te amo muito.
–Eu também te amo papai, sempre amei. Eu sempre disse isso a você nos meus sonhos mesmo nunca vendo seu rosto. –a menina confessou envergonhada e isso se possível só emocionou ainda mais Edward, que a apertou ainda mais junto a si.
O general não sabia descrever como se sentia naquele momento e mesmo que soubesse somente um pai de verdade seria capaz de lhe compreender e descrever a emoção de escutar um filho lhe chamar de pai ou dizer que “te amo” pela primeira vez na vida e talvez nem assim soubesse tão sem dimensões eram seus sentimentos naquele instante.
O coração de Bella batia mais forte que nunca, a cena a sua frente não era linda, era muito mais que isso e com certeza ela jamais seria capaz de descrevê-la nem ousaria ser, mas guardaria esse momento para sempre em seu coração.
Depois de alguns instantes ela desviou o olhar, era intimo demais e ela não se sentia no direito de presenciar.
Em meio a tudo Edward sorriu para a sua mulher, mesmo que ela não estivesse olhando e mentalmente lhe agradeceu, pois mesmo tão confusa e incerta da inocência dele na morte de Charlie ela jamais colocou a filha deles contra ele e sabia que ela se esforçaria ainda mais para que Milla o aceitasse cada vez mais e mais.
Enquanto dava privacidade ao marido e a filha, Bella se viu perdida em pensamentos, já prevendo algo que teria de fazer ao fim do dia... Mostrar a mãe que seu poder sobre ela havia chegado ao fim e querendo ou não Renée teria de aceitar as decisões que Bella havia tomado e colocaria em pratica ainda neste dia, pois a morena estava fazendo isso para o bem de sua filha, para o bem do homem que por mais que tenha negado a si mesma por tantos anos nunca deixou de amar e ela bem sabia jamais deixaria e por último faria isso pelo bem de sua própria sanidade.
Continua...
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