Coração de Gelo ─ Nova Versão
7 E coração teima em brigar...
Notas iniciais
Capítulo 7
“Bom ao menos isso você teve a decência de fazer.” Aquelas palavras de Edward ressoavam na mente de Bella como se ele tivesse acabado de dizê-las e não há horas atrás.
Deus será que ela foi tão cruel assim ao separar pai e filha? Aquela pergunta torturava a fria Coração de Gelo com mais eficiência do que qualquer outra coisa seria capaz de fazê-lo.
Ora seu cretino, quem você pensar que é para fazer qualquer julgamento sobre mim? Ela tinha perguntado ao seu marido e a resposta dele não poderia ter sido mais dolorosa:
“O homem que você abandonou covardemente quando ele mais precisava de você e que pagou na pele o preço da maldade que você cometeu!”
Será que ela realmente foi tão egoísta e malvada com ele?
Deus, essas malditas perguntas sem resposta ainda iriam enlouquecê-la.
“... Eu não matei Charlie! Ele era como um pai para mim e pode ser que eu passe o resto da minha vida me esforçando para isso, no entanto eu juro que ainda vou lhe provar que sou inocente.”
Será?
Bella torcia muito para que Edward verdadeiramente fosse inocente, mas ter essa incerteza lhe provocava um imenso medo do futuro.
─ Aonde você vai? ─ Renée perguntou para Bella quando ela apareceu na sala de estar pronta para sair.
─ Vou sim. Eu preciso espairecer um pouco. ─ respondeu.
─ Hum. Para onde você vai? ─ sua mãe quis saber.
─ Por ai. Eu ainda não decidi direito. ─ murmurou.
─ E Milla? ─ indagou.
─ Ela está dormindo e com certeza só acorda amanhã.
─ Okay. Divirta-se e não fique pensando naquele idiota do seu ex. ─ sua mãe a aconselhou.
Que ex, se eu nunca me divorciei? Bella pensou irônica, mas se absteve de tecer qualquer tipo de comentário a respeito.
Em seguida a morena entrou no táxi que ela tinha pedido antes de aparecer na sala de estar, pois de fato a fria Coração de Gelo estava precisando relaxar e já que ela pretendia beber algo por ai era melhor deixar seu carro em casa.
Álcool e direção nunca combinaram e Bella era ajuizada o suficiente para não se arriscar nessa mistura.
Uma pena que na sua vida pessoal você não tenha o menor juízo. Sua consciência debochou dela.
─ Boa noite. ─ ela cumprimentou o taxista e ele sorriu para a linda morena ao ver o quanto ela era bonita.
─ Boa noite, senhorita. Para onde eu devo levá-la? ─ o taxista perguntou para Bella antes de dar partida no carro.
─ Para algum barzinho não muito longe daqui, mas também não tão perto e que seja tranquilo. ─ o instruiu e ele assentiu.
Em seguida ele dirigiu rumo à avenida principal e por volta de quinze minutos depois parou em frente a um barzinho bem frequentado que atendia perfeitamente ao que ela lhe pediu.
─ Chegamos. Eu devo esperá-la? ─ questionou.
─ Não, mas se você me der seu número de celular eu ligo para você vir me pegar mais tarde. ─ respondeu.
─ Okay. Aqui está. ─ o taxista disse e entrou a morena um dos seus cartões de visita.
Depois ela pagou a corrida e saiu do carro para entrar no barzinho onde Jasper Hale, o subdiretor do FBI, estava agindo esta noite como bartender para ajudar ao dono do bar, que por sinal era um velho amigo dele.
─ Olá. ─ ele cumprimentou Bella quando ela se aproximou dele e se sentou em uma das banquetas do balcão do bar.
─ Olá. ─ a nova diretora do FBI respondeu de volta.
─ O que você bebe essa noite? ─ indagou solicito.
─ Um gin mule. ─ respondeu.
─ Boa pedida. ─ Jasper disse e começou a pegar os ingredientes necessários para preparar o drink. ─ A propósito, eu me chamo Jazz. ─ ele se apresentou para ela usando seu apelido quando percebeu que sua nova chefe não tinha ideia de quem ele era de fato e ele mesmo só a reconheceu porque já tinha visto uma foto dela no sistema do governo americano e como todos no FBI estavam esperando pela chegada dela Jasper sabia perfeitamente quem ela era.
─ E eu sou Bella. ─ a morena também se apresentou e sorriu para Jasper quando alguns instantes depois ele lhe entregou seu drink. ─ Obrigada. ─ ela o agradeceu antes de tomar um gole daquela bebida.
─ De nada. Você é nova aqui na cidade? ─ o subdiretor a questionou, apesar de saber que Bella havia chegado da França naquele mesmo dia para assumir seu cargo no FBI.
─ Não, mas eu passei muitos anos fora e se essa pergunta estiver relacionada ao inicio de uma cantada é melhor parar por ai. ─ o advertiu.
─ Casada? ─ inquiriu.
─ É complicado. ─ murmurou.
─ Complicado como? E não se preocupe, eu não estou dando em cima de você. Apenas fiquei curioso para saber o que uma garota tão bonita quanto você está fazendo sozinha em um bar. ─ Jasper achou melhor esclarecer isso antes que Bella se irritasse com ela.
─ Legalmente eu sou casada há quase uma década e meia, mas na prática eu estou separada há treze anos. ─ explicou.
─ Nossa, mas você não é um pouco jovem demais para ter se algemado há tanto tempo? ─ brincou.
─ Nem tanto, eu tenho mais de trinta. Mas, sim, eu era bem jovem quando me casei. ─ revelou.
─ Sei. Deixa ver se eu adivinho, e isso aconteceu porque você se casou com um príncipe, porém o príncipe virou sapo. ─ ele intuiu.
─ Não. O enredo da minha vida é mais trágico que isso, ele envolve um assassinato. ─ expos e Jasper demonstrou surpresa.
─ Uou! E quem matou quem? ─ ele quis saber.
─ Isso não vem ao caso. Eu já falei de mais para alguém que eu acabo de conhecer. ─ Bella retrucou na defensiva.
─ Okay, mas pelo pouco que você me disse eu posso supor que no mínimo essa questão do assassinato separou vocês.
─ Talvez você esteja certo. ─ ela murmurou não querendo se abrir totalmente.
─ Certo. Uma última pergunta: Alguém foi condenado por esse crime?
─ Não. ─ a morena respondeu a contragosto e ela nem saberia dizer por que fez isso se não queria fazê-lo.
─ Nesse caso eu não faço ideia do que de fato aconteceu, mas há um velho ditado que diz que todos são inocentes até que se prove o contrário. ─ ele quis refrescar a memória dela.
─ Ah, eu sei disso e como sei! No entanto quer saber da verdade? E quer saber de uma coisa? ─ a fria Coração de Gelo perguntou retoricamente, porém Jasper resolveu respondê-la mesmo assim.
─ Quero. ─ ele disse.
─ Eu sou uma idiota e sou uma idiota porque levei quase uma década para aprender a ter vontade própria e enquanto isso não me acontecia eu me deixei manipular pelas pessoas, ou melhor, a minha mãe me manipulou. ─ declarou e o subdiretor do FBI não esperava por esse tipo de admissão dela.
─ Entendi. E quanto ao resto do tempo? O que você fez? ─ ele quis saber.
─ Eu me acomodei. ─ ela admitiu envergonhada.
─ Nesse caso eu me sinto no dever de dizer que além de idiota você foi covarde. ─ Jasper foi sincero no que disse e a morena riu com amargura.
─ Você não é a primeiro que me diz isso hoje e o pior é que eu estou começando a acreditar que ambos estão certos. ─ confessou e ele sorriu.
─ Sendo assim eu também me sinto no dever de dizer que acho que por trás dessa sua covardia existe um grande medo de algo e eu não sei o que é. Todavia, eu acredito que seria inteligente da sua parte enfrentar esse medo e correr atrás do prejuízo antes que seja tarde demais. Se é que não já é. ─ opinou e ela assentiu.
─ Obrigada por me ouvir, Jazz. Você é um bom conselheiro e deveria cobrar por isso. ─ Bella disse depois de tomar um último gole da bebida dela.
─ De nada. Mais um drink? ─ ofereceu.
─ Não. Eu não estou bêbada, mas eu não acho que encher a cara seja uma boa ideia para alguém resolver seus problemas e eu só precisava desabafar um pouco. ─ respondeu.
─ É claro. Volte sempre e este drink hoje fica por conta da casa. ─ Jasper disse quando Bella pegou a carteira dela para pagar o drink que tinha bebido.
─ Obrigada e até outro dia, quem sabe. ─ ela o agradeceu e deu tchau para ele antes de sair do bar e aproveitar para caminhar um pouco por um grande calçadão que tinha ali por perto.
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─ Quem é a gata? Sua nova conquista? ─ Joe, o dono do bar, indagou para Jasper quando sua chefe deixou o bar e ele ficou refletindo a respeito de algumas coisas que Bella lhe disse sobre a mãe dela.
─ Minha nova chefe. ─ murmurou.
─ Uoou, ela é gostosa! ─ Joe comentou.
─ E casada. ─ o subdiretor do FBI resolveu acabar com a animação do seu amigo.
─ E eu aqui pensando que você finalmente tinha desencalhado. ─ Joe brincou e Jasper inevitavelmente riu.
─ Chega. É melhor voltamos a trabalhar. ─ resmungou.
─ Okay. Eu vou até o deposito ajudar Sarah a trazer algumas bebidas de lá para cá. Você vai ficar bem sozinho por alguns minutos? ─ o dono do bar perguntou.
─ Vou sim. ─ respondeu e Jasper se questionou qual seria a reação de Bella ao descobrir o cargo que ele ocupava dentro do FBI.
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─ Emmett. ─ Edward disse ao ver o seu melhor amigo parado na porta da casa dele.
─ Oi. Eu posso entrar? ─ Emmett inquiriu a ele.
─ Claro. Quer beber alguma coisa? ─ Edward ofereceu ao lhe dar passagem.
─ Não. Obrigado. O capitão-chefe me procurou lá na base para perguntar por você e ele me deu a entender que vocês discutiram. Isso é verdade? ─ o vice-almirante foi direto ao ponto do que queria saber.
─ Usar a palavra “discutir” para descrever o que houve entre nós seria atenuar a situação. ─ o almirante respondeu enigmático.
─ E o que aconteceu entre vocês? ─ seu amigo quis saber.
─ Aconteceu que eu descobri que Nathan não passa de um dissimulado que me enganou durante todos esses anos. ─ declarou e Emmett franziu o cenho.
─ E enganou como? ─ o vice-almirante o questionou.
─ Da pior maneira possível, pois esse tempo todo ele sabia onde minha família estava. ─ afirmou e Emmett engoliu em seco.
─ Eu sinto muito Edward. Eu sempre desconfiei que algo assim pudesse ser possível, mas confirmar minhas suspeitas é o horrível, porque eu conheço você e sei que você deve estar se sentindo péssimo por essa traição. ─ seu amigo disse e Edward se aproximou dele para abraçá-lo.
─ Eu estou com medo Emmett. ─ o almirante confessou quando eles estavam abraçados.
─ De quê? ─ Emmett inquiriu ainda abraçado a Edward.
─ De que um dia você traia a nossa amizade de forma similar, já que eu sei de todos os receios que você tem contra a Bella. ─ explicou.
─ Isso nunca vai acontecer, porque eu poderia ter um milhão de outros receios contra ela, todavia eu jamais cometeria uma canalhice dessas, pois você é o irmão que o meu coração escolheu e que Deus me deu. ─ o vice-almirante respondeu emotivo.
─ Você também é como um irmão para mim e eu o amo do mesmo modo que amo Rosalie e sempre vou amar, porque amigos de verdade como você são raros e extremamente preciosos. ─ retrucou igualmente emotivo.
─ Agora me diz: como está Charlotte? Ela é a pirralha mais linda desse mundo. ─ Emmett indagou se referindo a sobrinha de Edward a quem ele criava como uma filha desde que sua irmã Rosalie desapareceu durante uma missão do DEA na Colômbia há quase dez anos.
─ Ela está bem. Dormiu há quase meia hora. ─ respondeu e falar de Charlotte trouxe um sorriso suave, porém verdadeiro ao rosto de Edward.
─ Pena. Eu queria muito poder vê-la acordada. ─ seu amigo lamentou.
─ Emmett senta aqui. Eu preciso contar algo a você. ─ o almirante disse o chamando até o sofá.
─ Sou todos ouvidos. ─ respondeu e Edward respirou fundo antes de começar a falar.
─ Eu vi Bella, ou melhor, eu não só a vi como discuti com ela várias vezes hoje e até beijei. ─ ele disparou de uma vez só e pego de surpresa Emmett arregalou seus olhos.
─ Porra! Isso é brincadeira, né?! ─ o vice-almirante exclamou pasmo.
─ Nenhum pouco. É a mais pura verdade. ─ declarou.
─ E... e quando você a viu? ─ ele ficou tão nervoso com aquela noticia recebida que até gaguejou.
─ Dentro do avião francês que hoje foi sequestrado por terroristas. ─ revelou, deixando seu melhor amigo cada vez mais abismado.
─ Caramba Edward! Eu nem sei o que dizer. ─ murmurou.
─ Eu imagino. Para mim foi ainda mais chocante. ─ Edward confidenciou.
─ E como tudo isso aconteceu? ─ Emmett quis saber e do começo ao fim o almirante contou a ele os detalhes das loucuras que lhe ocorreram naquele dia. ─ Uau! Tudo isso é realmente inesperado, mas eu estou tão feliz por saber que finalmente você terá sua filha ao seu lado e é maravilhoso descobrir que ao contrário do que sempre imaginei aquela covarde não envenenou a menina contra você. ─ afirmou.
─ Emmett, por favor. ─ Edward quase gemeu ao ouvi-lo ofender sua esposa.
─ Está bem. Porém, e agora? O que vai acontecer daqui para frente entre vocês? ─ perguntou.
─ Eu não tenho a menor ideia, no entanto Milla com certeza ficará próxima a mim o máximo possível. ─ asseverou-lhe.
─ E você acha que ela pode ter ciúmes de Charlotte? ─ seu amigo levantou uma questão na qual o marido de Isabella sequer havia pensando.
─ Como assim? ─ ele indagou um pouco confuso.
─ Bom, eu acho que é óbvio demais para você perceber a que ponto eu estou querendo chegar ou a emoção do reencontro ainda não permitiu que sua mente analisasse essa nova situação por todos os ângulos. ─ Emmett ponderou.
─ Por favor, seja claro. ─ pediu. ─ Hoje eu não estou para enigmas. ─ completou.
─ Edward, Charlotte é sua sobrinha, mas você a cria como se fosse a sua própria filha e justamente pela distância imposta entre vocês, Milla nunca teve esse carinho de você. ─ o vice-almirante começou.
─ E? ─ impaciente Edward o incentivou a prosseguir mais rápido.
─ É que Milla pode não gostar dessa proximidade toda entre você e sua sobrinha. É possível que movida pelo ciúme a sua filha chegue a rejeitar você por achar que você prefere Charlotte a ela. ─ esclareceu e Edward ficou pálido como algodão.
─ Eu... Emmett isso não pode acontecer. O que eu faço? ─ questionou em pânico.
─ Antes de qualquer coisa não se desespere e amanhã mesmo converse individualmente com as duas sobre esse assunto. Depois as reúna em um lugar neutro e demonstre na prática que cada uma delas tem seu próprio lugar no seu coração, pois existe uma grande possibilidade de que Charlotte também se sinta ameaçada com a chegada de Milla, até mesmo porque as duas têm idades bem próximas uma da outra. ─ o aconselhou e o pai de Milla respirou aliviado.
─ Tem razão. Obrigado por me fazer ver algo tão importante e me mostrar um caminho pelo qual seguir, já que às vezes o medo não nos deixa pensar direito.
─ De nada e você já fez o mesmo por mim muitas vezes. ─ Emmett declarou. ─ Ah, e se for o caso peça ajuda a Isabella, pois justo, ou não, ela conhece Milla melhor que você e com certeza sabe acalmá-la melhor que você.
─ Por favor, Emmett, não me faça pensar por esse caminho. Eu não quero manipular a minha filha como a avó dela fez com minha esposa ao manipulá-la contra mim na época do assassinato de Charlie. ─ afirmou.
─ E você acha mesmo que Renée Swan fez isso com Isabella? ─ questionou duvidoso.
─ Eu tenho certeza, já que infelizmente Bella sempre foi capaz de emitir opinião própria, entretanto ela nunca foi capaz de sustentá-la por muito tempo, pois para certas coisas minha esposa sempre foi ingênua e se alguém lhe dissesse que A era melhor que B por mais que inicialmente ela tivesse escolhido B Bella sempre acabaria ficando com o A, porque assim lhe fizeram acreditar ser melhor. ─ o almirante explicou e seu amigo bufou.
─ E será que ela continua agindo assim?
─ Eu não tenho certeza, mas acredito que o tempo pode ter lhe ensinado a fazer valer suas vontades. Eu ainda não sei, porque muitas pessoas mudam, porém outras às vezes continuam iguais.
─ É verdade. ─ Emmett concordou com ele. ─ E às vezes algumas pessoas mudam para a melhor, porém outras podem mudar para a pior. ─ completou.
─ O que você quer dizer com isso? ─ o inquiriu.
─ Que você precisa estar preparado para as duas possibilidades. ─ aclarou e Edward anuiu.
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Bella acordou bem cedo para começar sua nova rotina diária e primeiro ela preparou o café da manhã para ela e sua família. Depois foi até o novo colégio de sua filha entregar o último documento que estava faltando para finalizar a transferência escolar dela da França para os EUA e por último, mas não menos importante, ela foi até a antiga agencia de empregos que sua família costumava usar para contratar empregadas domésticas antes de se mudarem para a França e lá solicitou uma que por um bom salário estivesse disposta a fazer todos os afazeres domésticos e a cuidar bem de uma pré-adolescente.
É que a escola em que Milla estudaria Bella poderia ter optado pelo ensino de tempo integral para a menina, todavia ela não queria isso porque sua filha estudando em tempo normal seria mais fácil poder vê-la em meio aos complicados horários de trabalho que às vezes Bella era obrigada a cumprir em nome da segurança das demais pessoas. Além disso, com seu marido agora sendo presente na vida da filha deles Bella também tinha que pensar na pesada rotina de trabalho dele e optar pelo que fosse melhor para todos, principalmente para Milla que merecia ter o pai dela sempre ao seu lado.
E terminando todos esses afazeres Isabella foi até o parque central da capital americana porque queria relaxar um pouco antes de ir para o seu principal compromisso do dia no FBI e lá mais lembranças ligadas ao seu passado com Edward vieram à mente dela...
─ Ahh!!! Coloque-me no chão! ─ Bella gritou quando do alto dos seus 1,95 de altura Edward a ergueu no ar.
─ Coloque-me no chão o quê? ─ ele a provocou.
─ Amor, por favor, coloque-me no chão. ─ ela disse e Edward sorriu a colocando de pé na grama do parque.
─ Saiba que eu só fiz isso porque você me pediu com jeitinho. ─ brincou.
─ Bobo. ─ sua namorada respondeu carinhosamente.
─ Eu te amo. ─ ele retrucou e suavemente encostou seus lábios nos dela, enquanto Bella aprofundou o beijo deles.
E naquele dia o casal estava completando três meses de namoro que por sinal estavam sendo muito felizes e eles não poderiam estar mais satisfeitos com isso. Porém, havia um passo que os dois ainda não tinham se atrevido a dar, já que casal ainda não tinha feito amor, apesar do enorme desejo e da imensa sintonia geral entre eles.
─ Eu também te amo. ─ Bella assegurou-lhe ao fim do beijo deles.
─ Bella, eu quero você. ─ Edward sussurrou contra os lábios dela e ela aumentou a pressão das mãos dela contra as costas dele.
─ Eu também quero você Edward, mas... a minha mãe disse que é melhor esperamos um pouco mais e eu quero muito você, no entanto... ─ a jovem não continuou o que estava dizendo.
─ No entanto nada. Nos dois sabemos que a sua mãe não gosta de mim e se nós dois nos queremos é isso o que importa, não acha? ─ seu namorado a contradisse.
─ Acho, mas...
─ Mas? ─ ele a instigou a continuar falando.
─ E se ela estiver certa? ─ questionou.
─ Morango, eu acredito que ao invés de ouvir a sua mãe nesse momento você deve escutar ao único que importa e nesse caso é o seu coração. Me diz amor, o que o seu coração está lhe pedindo agora? ─ o vice-almirante tentou ajudá-la, mas não pressioná-la, pois de forma alguma ele queria manipulá-la a favor das suas vontades como Renée fazia constantemente.
─ Que eu me entregue a você porque o nosso amor é maior que tudo e eu desejo poder sentir você por inteiro mais do que qualquer outra coisa na minha vida. ─ respondeu com sinceridade.
─ Então faça o que você achar melhor. ─ rebateu amoroso e a beijou nos lábios com muita ternura.
Droga, ficar pensando no seu marido definitivamente não seria a melhor maneira de relaxar e ao constatar esse fato a fria Coração de Gelo concluiu que já era hora de ir para o FBI onde ela poderia manter sua mente ocupada com trabalho ao invés de estar pensando em quem não devia.
E já no FBI ela estacionou seu carro numa vaga mais afastada das demais e seguiu para a porta principal onde o antigo diretor geral de lá estava a sua espera para ambientá-la ali antes da discreta cerimônia de nomeação oficial dela para assumir o lugar dele naquele posto, que por acaso aconteceria naquele mesmo dia ainda.
─ Muito obrigada por tudo o que você me disse senhor Willians. Foi um prazer conhecê-lo e poder passar esse par de horas na sua companhia. ─ Bella afirmou com bastante polidez.
─ O prazer foi meu, senhora Swan e se me permite, agora eu quero apresentá-la ao senhor Jasper Hale. Ele é um grande profissional da área de segurança pública e o atual subdiretor do FBI. ─ Willians apresentou Bella ao mesmo homem que lhe serviu um drink na noite anterior. E se ela fosse uma mulher frágil com certeza teria desmaiado naquele exato momento.
─ Como vai Jazz? ─ a morena ironizou o apelido dele, enquanto o fulminava com o olhar e Jasper sorriu ao notar a atitude dela.
─ Muito bem Bella. E você? ─ ele a instigou com toque de picardia na voz e a julgar pela raiva do olhar dela ao olhar na direção dele o subdiretor podia jurar que daquele ponto em diante ele poderia se considerar um homem morto.
Também quem mandou esse homem brincar com a criatura mais irritadiça do universo?
Continua...
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