Coração de Gelo ─ Nova Versão
12 Confrontos...
Notas iniciais
Capítulo 12
─ Milla está bem. ─ Edward disse para Isabella ao falar com ela no celular por saber que sua mulher só havia anotado o número dele para falar com ele sobre a filha deles.
─ Eu sei. Não é por ela que eu estou ligando. Eu preciso falar com você sobre um assunto muito delicado. ─ respondeu e seu marido ficou alerta.
─ Pode falar.
─ Não pode ser por telefone. Nós podemos nos encontrar na sua casa daqui uma hora? ─ perguntou.
─ Por que não agora? ─ sugeriu.
─ Eu estou na estrada dirigindo. ─ respondeu.
─ Eu pensei que há essa hora você estivesse no FBI. ─ comentou.
─ Eu tive que ir a base SEAL falar com Nathan, mas também esbarrei em Emmett McCarty e o nosso encontro foi no mínimo... ─ a morena hesitou no fim.
─ Explosivo? ─ Edward sugeriu outra vez.
─ Para dizer o mínimo. ─ replicou.
─ Espero que Emmett não tenha passados limites. Ele tem algumas opiniões fortes sobre você. ─ murmurou.
─ Ambos dissemos coisas que não devíamos. ─ retrucou.
─ Você quer dizer que ele foi duro com você. ─ supôs.
─ Não. Eu quis dizer exatamente o que eu disse. ─ aclarou. ─ E, por favor, peça para sua mãe nos encontrar na sua casa. A presença dela é importante. ─ falou e em seguida a ligação caiu quando ela passou por um trecho ruim da estrada e o sinal de telefonia sumiu do radar. ─ Droga. ─ resmungou, entretanto não tentou ligar de volta, pois ela precisava falar com Louis para obter mais algumas informações importantes a respeito de Rosalie.
Edward suspirou.
Controlar os ânimos da sua mãe quando ela se deparasse com Isabella depois de treze anos sem vê-la poderia ser difícil e para o seu próprio bem séria melhor não deixar Esme de sobre aviso, por isso ele achou melhor enviar apenas uma mensagem pedindo que sua mãe fosse a casa dele dentro de uma hora.
Acontece que toda vez que Edward usava esse recurso tecnológico Esme jamais o enchia de perguntas, porque em geral seu filho estava muito ocupado para lhe responder sobre o que fosse em momentos assim.
─ Neném não me coloque no olho de um furacão, por favor. ─ Edward suplicou baixo como se sua esposa pudesse ouvi-lo, mas ela não podia.
Em seguida ele deu partida no motor do seu carro após entrar no veiculo e seguiu para a sua residência. Isabella ainda não havia estado lá, mas por Milla ela tinha o endereço dele e facilmente poderia chegar lá com a ajuda de um GPS.
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─ Você está bem? ─ Renée perguntou para a sua neta depois dela ter tomado um banho ao chegar em casa.
─ Estou. ─ Milla se limitou a responder, porém ela nem olhou para Renée, já que estava distraída com a tela do computador.
─ E como foi o seu passeio com aquele... com o seu pai? ─ ela interrompeu a idiotice que estava prestes a dizer para Milla.
─ Bom. O meu pai é incrível. ─ Milla falou com um sorriso em seus lábios e com ódio Renée sentiu seu sangue ferver de raiva.
Não é possível que sua neta não tivesse nenhum ressentimento sobre o pai depois de tantos anos longe dele.
Ela bufou e saiu pisando duro para fora do quarto da neta.
Milla deu de ombros ao ver a reação da sua avó. Ela não conhecia as razões por detrás dos atos de Renée e no fim também não se importava com elas, porque estava muito feliz por ter o amor incondicional do seu pai.
Já Edward tinha acabado de chegar em casa e depois de tomar um banho rápido ele comeu alguma coisa rápida na cozinha e foi para o seu escritório. Em seguida a campainha tocou e pensando que pudesse ser sua mãe o Almirante foi abrir a porta da frente.
─ Clara. ─ ele disse ao ver sua amiga de longa data e nova advogada, Clara Castellini, parada no alpendre da porta de entrada da residência dele.
─ Oi. ─ Clara o cumprimentou.
─ Entre, por favor. ─ ele pediu e lhe deu espaço para passar.
─ Obrigada, me desculpe por vir sem avisar, entretanto eu preciso ter acesso ao processo judicial pelo qual você está sendo acusado para defendê-lo e sem a sua assinatura em alguns papeis legais eu não posso fazer isso. ─ lhe explicou.
─ Tudo bem, mas como você soube que eu estava aqui? ─ Edward inquiriu-lhe ao se aproximar dela e beijar a face de Clara.
Clara retribui o gesto de carinho dele e sorriu.
─ Eu não sabia, todavia quando eu liguei para a base e me disseram que você estava de folga eu decidi me arriscar. ─ respondeu.
─ Por favor, senta. Bebe alguma coisa? ─ lhe ofereceu e ela cruzou suas pernas ao senta-se.
─ Uma água. ─ respondeu e seu amigo anuiu indo até a cozinha para pegar a água dela.
Clara abriu sua bolsa e estremeceu ao observar a decoração obscura da casa dele. Edward costumava ser uma pessoa solar, mas há alguns anos vinha agindo tão sombriamente que ela chegava a ter raiva da mulher que se casou com ele.
─ Aqui está sua água. ─ Edward disse ao regressar para a sala de visitas.
─ Obrigada. Estes são os papeis que você precisa assinar. Leia e acrescente sua rubrica nos locais indicados. ─ o instruiu.
Seu amigo sentou-se ao lado dela e leu tudo com atenção, mas rapidamente e pegando uma caneta em cima da mesinha de centro ele assinou todas as páginas marcadas por Clara.
─ Pronto. Tudo assinado. ─ anunciou ao terminar.
─ Nesse caso eu já posso ir. ─ retorquiu.
─ Espera Clara. ─ Edward pediu.
─ O que foi? ─ lhe perguntou.
─ Callen continua perseguindo você?
─ Não, ele me deixou em paz depois que você o confrontou. Aquele cretino tem medo de você e desde que nos viu juntos há quase dois meses ele pensa que você é meu namorado. ─ resmungou.
─ Eu não sou, mas se ele ameaçar tocar em você eu irei fazer bem mais que só torcer o braço dele, eu irei parti-lo ao meio. ─ sibilou.
─ Quer saber de uma coisa? Maldita a hora em que coloquei você na estante de amigos e maldita a hora em que Isabella Swan não soube valorizar o homem especial que ela tinha ao lado dela. Você teria sido um melhor companheiro romântico para mim e Bernard teria um pai mais presente na vida dele. ─ Clara disse e sem querer ela derrubou água sobre si. ─ Ah não! Será que eu posso ir ao seu lavabo me secar? ─ inquiriu-lhe ao ver a bagunça que tinha feito em sua roupa.
─ É claro. Você conhece o caminho. ─ Edward respondeu, todavia ignorou o comentário de Clara, porque ele sabia que entre eles jamais haveria o amor romântico ou mesmo a paixão verdadeira, embora tenha havido o desejo quando se envolveram sexualmente em momentos esporádicos de carência afetiva ao longo da amizade deles depois que Clara se divorciou há oito anos. Entretanto, ambos sabiam que tudo não passava de uma válvula de escape para a dor que sentiam e que na realidade sempre amariam a outras pessoas. Além disso, eles não se envolviam há meses e com Bella de volta a sua vida Edward não tinha a intenção de voltar a se envolver sexualmente com Clara. ─ Como está Bernard? ─ ele perguntou a sua amiga quando ela voltou do lavabo para a sala de visitas.
─ Bem, com saudades de você. Ele queria está aqui, mas tinha aula e eu não pude trazê-lo comigo. ─ respondeu de pé e pegou sua bolsa e a papelada que trouxe para ele assinar.
─ Diga ao meu afilhado que em breve irei vê-lo. ─ pediu-lhe.
─ Está bem. Até mais. ─ Clara se despiu dele com um beijo na face e se foi antes que Edward pudesse levá-la até a porta. ─ Você. ─ ela disse com raiva ao abrir a porta da frente e se deparar com Isabella Swan.
─ Eu a conheço? ─ Isabella franziu o cenho ao interroga-lhe.
─ Não, mas eu sei que você foi uma cadela com Edward e ele não merece seguir sofrendo. ─ retrucou irritada.
─ É amante dele? ─ a fria Coração de Gelo questionou-lhe com aparente indiferença, contudo o ciúme a estava consumindo por dentro.
Clara ignorou a pergunta dela.
─ Edward é um bom homem, entretanto ainda a ama e se você o magoar mais será uma covarde. Consequentemente, faça por merecer esse amor ou se verá comigo. ─ a advogada despejou sobre ela, mas antes que Isabella pudesse formular uma resposta Clara foi embora e a esposa do Almirante Cullen não pôde deixar de notar como sua oponente era uma mulher bonita.
─ Esqueceu alguma coisa, Clara? ─ Edward perguntou ao notar que alguém estava atrás dele na sala de visitas da sua casa e ao vira-se para ver quem era percebeu que era sua esposa.
─ A sua amiga já foi embora. ─ ela disse com o ciúme ainda presente em sua voz, contudo estava fazendo de tudo para esconder esse sentimento que estava dominando o seu ser.
─ Clara não é só minha amiga, ela também é minha advogada e estava aqui resolvendo algumas questões legais. ─ ele se viu dando explicações a ela como não fazia há anos e estupidamente gostou daquilo, já que lhe dava a sensação de que Isabella estava inteiramente de volta à vida dele.
─ Onde está a sua mãe? ─ a fria Coração de Gelo fingiu não se importar com nada.
─ Daqui a pouco ela vai chegar. ─ respondeu e como Clara, Isabella estremeceu ao ver a decoração obscura da casa dele. ─ O que realmente você foi fazer na base? ─ seu marido interrogou-a quando ele percebeu que a morena não diria mais nada.
─ Eu já disse, fui falar com Nathan. ─ ela respondeu desconfortável.
─ É claro. Você precisava agradecê-lo por ter sido seu cúmplice durante todos esses anos. ─ ironizou magoado.
─ Eu... Nathan é meu padrinho e se eu pedi ajuda a ele seria estranho que ele ficasse ao seu lado. ─ defendeu-o.
─ Eu sei que Nathan é seu padrinho, mas o que ele me fez não se faz a amigo nenhum! ─ o Almirante esbravejou revoltado.
─ Nathan mentiu para você porque eu ordenei a ele que não lhe desse nenhuma informação sobre mim ou Milla, todavia eu conheço o meu padrinho e sei que ele tentou ajudar você quando assumiu a chefia das investigações sobre a morte do meu pai. ─ Isabella revelou e seu marido sentiu-se atordoado ao escutar aquela noticia.
─ Você não pode estar falando sério. ─ murmurou. ─ Porra! Como ele pode ter sido tão antiético? Nathan foi uma pessoa extremamente próxima a mim e em uma ocasião como essas ele não pode conduzir uma investigação sobre a qual eu sou o principal suspeito crime. É baixo, é... ─ ele ficou tão indignado que as palavras sumiram da sua mente.
─ Eu sei, foi por isso que o obriguei a sair do caso, mas eu já disse que conheço Nathan e sei que ele estava tentando ajudar você. ─ defendeu-o outra vez.
─ Se é assim por que você o obrigou a sair? ─ quis saber cético.
─ Porque ele se apaixonou pela minha mãe. Os dois estão juntos e eu confio nele, entretanto não confio nela quando o assunto é você. ─ respondeu sinceramente e novamente pasmou Edward.
Como duas pessoas tão diferentes poderiam estar juntas? Perguntou-se.
─ Nathan e Renée estão juntos? ─ ele precisava confirmar o que tinha ouvido dela.
─ Sim. ─ sua mulher asseverou-lhe e com suas mãos unidas em seus lábios Edward deixou seu corpo cair pesadamente no sofá oposto ao que ela tinha sentado há poucos instantes por não ter mais forças para encará-lo de frente.
─ Uma pena que você não tenha desconfiado quando deveria. ─ ele disse e Isabella suspirou, pois ela não sabia se seu marido estava certo e campainha tocou antes que a morena pudesse conciliar seus pensamentos para responder algo a ele.
Edward levantou-se do sofá e foi atender a porta da casa tendo a certeza que era sua mãe e ele já estava se preparando psicologicamente para um provável embate entre ela e Isabella.
─ Olá querido. Aconteceu alguma coisa? Você está pálido meu bem. ─ Esme Cullen o observou com atenção.
─ Mãe, escuta o que eu vou dizer: aconteça o que acontecer mantenha a calma, está bem? Por mim. ─ acrescentou em uma tentativa de abrandar o coração dela quando ela visse Isabella.
─ Está bem meu amor, mas você está me assustando. ─ Esme disse realmente preocupada com seu filho.
─ Eu não sei do que se trata, entretanto tenho certeza que o assunto em questão é importante e ambos necessitamos ficar abertos para escutá-la. ─ discursou e sua mãe não estava entendendo nada.
─ Está bem, eu prometo, mas de quem você está falando? ─ perguntou-lhe.
─ Isabella está aqui e quer falar conosco. A ouça... por mim. ─ o Almirante voltou a apelar para os sentimentos da sua mãe por ele e Esme rapidamente ficou incrivelmente tensa.
Ela não disse nada por vários segundos, contudo para ele foi como se sua mãe tivesse se calado por horas inteiras e não por um tempo tão breve.
─ Está bem, eu tentarei ouvi-la, no entanto não me peça para ficar quieta se ela o maltratar na minha frente, porque eu não irei ficar. ─ grunhiu.
─ Certo. ─ seu filho anuiu e com as mãos nos ombros dela a guiou para a sala de visitas. ─ Aqui está minha mãe. ─ ele foi o primeiro a falar para evitar que um silêncio terrível caísse entre eles.
─ Como vai Esme? ─ Isabella a cumprimentou por educação, mas também porque gostava dela e independente de qualquer coisa sempre a respeitaria.
─ Muito bem até saber que você estava aqui. ─ resmungou.
Doeu escutar isso, todavia sua nora deu o melhor de si para esconder seus sentimentos dela.
─ Certo. Charlotte está em casa? ─ Isabella questionou a Edward e ela sabia o nome da sobrinha dele porque havia lido no arquivo do caso de Rosalie.
─ Não. ─ seu marido respondeu simplesmente.
─ Melhor assim. O assunto que eu tenho para tratar com vocês é muito delicado, é sobre a mãe dela. ─ revelou-lhes.
─ O que há com a minha filha? ─ Esme sibilou.
─ Como nova diretora do FBI eu tenho acesso a todos os casos de lá e há pouco quando fiquei sabendo do sequestro dela entrei em contato com alguém que atua diretamente nos cartéis da Colômbia e o que eu tenho para dizer não é fácil. ─ começou devagar para que aos poucos eles pudessem assimilar as informações que ela tinha para lhes dar.
─ A minha filha está morta? ─ Esme sussurrou temerosa e a mulher agressiva rapidamente deu lugar a alguém frágil que parecia prestes a se quebrar ao meio quando se sentou ao lado do filho em um dos sofás da sala de vistas.
─ Não, mas o sequestro dela tem relação direta com a ligação familiar que ela tem com Edward. ─ respondeu cautelosa e Edward que havia abaixado à cabeça ergueu o olhar dele bruscamente para mirá-la.
─ Comigo? ─ indagou-lhe atordoado.
─ Sim. ─ sua esposa sussurrou ao abaixa-se na frente dele. ─ Não se culpe, por favor, não se culpe. ─ ela pediu ao ver pela expressão dele o caminho que a mente de Edward estava seguindo e tocou as mãos dele.
─ Como não?! Eu me sinto um completo inútil por não ter percebido o que estava bem debaixo do meu nariz! ─ praguejou ficando de pé.
─ Você não é. Você é muito melhor rastreador do que pensa. Rosalie esteve desaparecida por dez anos e por sete vezes você esteve muito perto de encontrá-la. Se não encontrou foi porque um dos seus homens o traiu e cada vez que você chegava perto dela esse infeliz jogava você na direção contrária. ─ relatou e primeiro o irmão de Rosalie perdeu a cor, depois ficou tão vermelho de fúria que Isabella teve medo que ele passasse mal.
─ Quem é o filho da puta? ─ o Almirante perguntou com ódio em seu olhar, já que ele detestava ser enganado e nem sequer imaginava quem poderia tê-lo traído de forma tão atroz.
─ Eu ainda não sei, contudo o meu informante apurou um número de série criptografado que pode nos levar diretamente ao nome do traidor e como quase tudo sobre o grupo SEAL é altamente secreto ninguém sabe que se trata de você, se soubessem Rosalie e você já estariam mortos. Nem a minha própria fonte conhece a sua total identidade, no entanto ele desconfia que o traidor manteve silêncio sobre essa parte porque a intenção dele era fazer você sofrer lentamente através do sequestro da sua irmã e não ver você morrer depressa quando o cartel colombiano soubesse o seu nome. ─ explanou e Edward colocou sobre si a máscara do militar implacável que destruía a tudo que não era direito.
─ Onde está o número de série? ─ ele pediu a Isabella, pois se alguém tinha acesso a todas as informações do grupo SEAL esse alguém era Edward e para ele não seria difícil descobrir o nome do traidor através desse número.
─ Eu não vou dá-lo a você. ─ sua esposa respondeu. ─ Eu sei que para você seria muito fácil descobrir o nome do traidor tendo esse número de série, mas ele pode ter um cúmplice e nós não podemos arriscar a vida de Rosalie com a prisão dele. ─ argumentou.
─ Eu odeio dizer isso, entretanto ela tem razão e se algum SEAL for para a Colômbia com nós dois, esse alguém tem que ser Emmett. ─ Esme a apoio pelo bem dos seus filhos.
─ Mãe, eu sei que Rosalie é sua filha e que mais do que ninguém a senhora quer resgatá-la, mas por dez anos os traficantes colombianos nos tiraram Rosalie e eu não vou deixar à senhora se arriscar perto deles. ─ seu filho foi bem firme no que disse a ela.
─ Não seja ridículo Edward! Eu também sou da Marinha e o meu treinamento pode não ser tão intenso quanto o seu, contudo eu estou preparada para as piores adversidades e você melhor do que ninguém sabe do que sou capaz. ─ Esme protestou e sua nora achou melhor manifesta-se.
─ Edward tem razão, você não vai à Colômbia e se eu pedi para que ele a chamasse aqui é porque eu também sou mãe e acreditei que você tinha o direito de saber noticias da sua filha. Mas, eu sou a chefe do FBI e não posso permitir que você vá conosco resgatar a sua filha. Seria antiético, tão antiético quanto é inclui-lo nessa missão, todavia Edward é impulsivo e sei que ninguém poderia impedi-lo de ir quando os responsáveis pela investigação do sequestro dela o notificassem das minhas descobertas. ─ retrucou.
─ Você não é ninguém para me proibir de algo. ─ Esme sibilou.
─ Não, eu não sou, mas se ama o seu filho vai ficar aqui e garantir que Carlisle saiba de tudo com tranquilidade, já que se você for Edward inevitavelmente ficará preocupado com a sua segurança e será capaz de colocar a própria vida em risco. ─ Isabella deu-lhe um choque de realidade.
─ Quem me garante que você mesma não vai tentar matá-lo, já que para você ele é o assassino do seu pai? ─ Esme a confrontou e ela arfou.
─ Eu jamais faria isso porque eu não quero que a minha filha passe pela mesma dor que passo e a morte é pouco para o assassino do meu pai. Eu quero que esse criminoso apodreça atrás das grades pelo resto da vida dele. ─ retorquiu.
─ Desgraçada, o meu filho não é nenhum criminoso! ─ Esme esbravejou furiosa.
─ Eu não disse que é, mas no dia em que o caso do meu pai for encerrado eu quero que a pessoa certa esteja presa. ─ asseverou-lhe e avançou sobre Isabella para esbofeteá-la, no entanto Edward colocou-se entre elas.
─ Mãe, não! ─ alertou-lhe e em consideração a sua sogra Isabella recuou.
─ Chame Emmett para acompanhá-lo. O restante da sua tropa não estará com você no resgate da sua irmã e vai precisar de alguém para proteger as suas costas enquanto a minha equipe protege as minhas. Eu protegerei as dele e antes que alguém me fale que é antiético que eu participe dessa missão eu lhes recordo que sou a única pessoa envolvida que pode entrar em contato com os informantes corretos quando necessário. ─ aclarou.
─ Emmett nunca confiaria em você para proteger as costas dele. ─ seu marido opinou.
─ Vai confiar depois que ele souber que eu atiro tão bem quanto Charlie e por mais que seu melhor amigo me considere uma cretina ele sabe que não sou tão ruim assim. Hoje eu contei a ele que Jasper Hale assumirá minha função na investigação do assassinato do meu pai, pois quando Nathan exigiu que a nova chefia do FBI acompanhasse de perto esse caso ele não sabia que se tratava de mim. ─ revelou-lhes e Esme reagiu atônita, já que ela ainda não sabia de nada sobre esse assunto, todavia Edward ocultou suas emoções por detrás de uma falsa máscara de indiferença.
─ Quem assumirá o lugar de Nathan? ─ ele interrogou-lhe.
─ Você confia no Hale? Ele é subordinado dessa mulher e por intermédio dele essa mulher pode querer prejudicar você. ─ Esme advertiu-lhe ao mesmo tempo.
─ “Essa mulher” tem nome e se eu fosse tão antiética assim não o teria colocado para assumir minhas funções nessa investigação! ─ a morena retrucou irritada.
─ Você pode ter feito isso para encobrir suas reais intenções para não perder seu cargo caso seja denunciada por antiética. ─ Esme acusou-lhe com a força que somente uma mãe protetora pode ter.
─ Eu lhe dou minha palavra que não. ─ defendeu-se.
─ Acontece que a sua palavra já não vale de muita coisa, pois uma vez você jurou amar e respeitar meu filho até que a morte os separasse, mas você não fez nada disso quando o humilhou cruelmente antes de sumir pelo mundo! ─ exaltou-se e Edward se entrepôs na discussão delas.
─ Mãe, chega. ─ falou. ─ Eu já trabalhei em conjunto com Jasper Hale e sei que ele é um profissional correto. ─ tranquilizou-lhe. ─ Quem assumirá o lugar de Nathan? ─ repetiu a pergunta que Isabella não respondeu.
─ Michael Culkin. ─ ela disse neutra.
─ O mentor do seu pai? ─ Esme reconheceu o nome dele.
─ Sim, a aposentadoria dele foi adiada e ele tinha meu pai como um filho, mas jamais teve contato com nenhum de nós ou com a minha mãe e não pode ser acusado de antiética por chefiar as investigações do caso pelo qual seu filho é investigado. ─ assegurou-lhe. ─ Além disso, eu marquei de encontrá-lo pessoalmente hoje para transferir a responsabilidade das investigações para ele e ainda preciso comunicar Jasper Hale da decisão que tomei a respeito dele. Consequentemente, por mais que eu queira trazer Rosalie de regresso a vida de vocês preciso ir agora ou me atrasarei para a reunião que marquei. ─ comunicou-lhes e começou a sair.
─ Espere. Eu quero conhecer minha neta, leve-a a minha casa nesse fim de semana. ─ sua sogra disse, porém não foi um pedido e sim uma ordem a qual Isabella não cederia facilmente.
─ Não é uma boa ideia. Vocês são fortes, contudo Carlisle é mais sensível e eu não quero que ela o veja abalado por causa de Rosalie. ─ analisou ao parar para lhes olhar e responder.
─ Ela vai levar. ─ Edward garantiu firme para a sua mãe. Depois olhou para sua esposa e falou com ela. ─ Meu pai é mais sensível que nós, mas ele jamais deixaria que Milla notasse o clima tenso que estar sobre nós e vai fazer bem a ele conhecê-la. ─ explicou-lhe e sua esposa hesitou.
─ Se não levar eu irei a sua casa para ver minha neta e farei sua mãe ter que usar dentadura se ela me fizer escutar algo que me desagrade. ─ Esme ameaçou quebrar os dentes de Renée e a morena prendeu a respiração.
─ Está bem. ─ ela terminou cedendo, porque não é fácil vencer uma discussão com Esme e ela não se sentia vencedora, entretanto emocionalmente esgotada e não tinha mais forças para lutar contra eles.
Continua...
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