Coração de Gelo

1 Oneshot- Coração de Gelo


Notas iniciais
Essa foi minha primeira fic one-shot, ja tinha postado ela em um outro site, mas aproveitei pra postar nesse :3.
Podem achar o que quiserem, esse é um casal que eu acho que combina muito (apesar de não gostar da loirinha)
Bom, mas enfim, Esperoque gostem ^-^!

Era mais um fim de tarde comum em Magnólia. Depois de um dia agitado na guilda, Lucy voltava para casa um pouco pensativa e perdida em suas lembranças. Naquele dia, ouviu uma conversa entre seus companheiros e descobriu que um festival estava próximo: O Festival de Inverno! O festival se iniciava quando os primeiros flocos de neve começavam a cair, depois disso, seriam duas noites de músicas, jogos, apostas, comida e muita diversão. Lucy se animou com a notícia, sempre foi seu sonho participar do Festival de Inverno, desde que era bem pequena... E foi justamente a mesma notícia, que a fez começar a relembrar do seu passado e do porque que nunca havia ido em um festival.

Lucy caminhava a beira do rio, com um olhar de saudades e um leve sorriso no rosto. Ela se recordava de como era seu inverno, há anos atrás, quando sua mãe e seu pai ainda eram vivos. Ela lembrava de como era a sensação de acordar calmamente e, ao olhar para a janela, ver todo seu 'pequeno' jardim coberto de neve; ela se lembrava de como era divertido colocar um monte de casacos e depois ir brincar no frio e na neve; se lembrava também de como se sentia feliz quando seu pai e sua mãe deixavam seus deveres de lado e iam brincar com ela, e de como se sentia alegre quando fazia um boneco de neve junto com sua mãe, ou de como era legal quando andava de trenó com seu pai e de como se divertia no fim da tarde quando todos (até os criados) se reuniam para brincar de guerra com bolas de neve. Ela também se lembrava de como era acolhedor quando, já a noite, todos se reuniam na sala em frente a lareira e tomavam chocolate quente enquanto ouviam e se divertiam com as histórias de sua mãe. E se lembrava de como era a sensação de sentir o carinho de seus pais quando a abraçavam e a colocavam para dormir e saiam de fininho para não acordá-la; E se recordava e como era bom dormir calmamente sob grossas camadas de cobertores, sabendo que o próximo dia seria mais feliz do que aquele... Lágrimas escorriam por seu rosto a cada momento que ela lembrava.

De repente, o 'homem de balsa'a assusta, gritando:

HB-"Lucy-Chan, cuidado para não cair!"

Pra que falar, né? Lucy se assusta e se desequilibra, caindo no rio. O homem do barco, que não estava muito longe, aumenta a velocidade da embarcação para socorrê-la; ele chega perto da maga e a puxa pela mão; Lucy, toda encharcada ao subir na embarcação, começa a respirar fortemente para recuperar o fôlego (ela estava se afogando). Depois disso, o homem dá uma toalha a ela, para se proteger do vento frio (como já era véspera de inverno, o vento já estava muito gelado). Ele a leva até a pousada, ela agradece e vai correndo para seu quarto, tira a roupa e vai tomar um banho quente. Ela entra na banheira como um raio e fica tremendo por um tempo até seu corpo começar a esquentar. Depois de sair do banho, ela come alguma coisa, coloca seu pijama, escreve mais um trecho do seu romance e, depois vai se deitar. Ela se joga na cama e se cobre com duas cobertas e fica um tempo observando o teto, pensando:

"Quando eles ainda eram vivos, meu inverno era tão feliz (sorri mas depois faz uma expressão triste). Mas, quando a mamãe morreu, tudo ficou tão diferente... Quando o inverno começava, eu não tinha ninguém para brincar comigo, meu pai estava sempre ocupado e os criados estavam sempre trabalhando as ordens dele; sem minha mãe, fazer um boneco de neve era a coisa mais difícil e dolorosa pra mim, pois só me lembrava que ela não estava mais ali comigo... A noite, ninguém conversava nem falava nada, só jantávamos e cada um ia pro seu quarto. Desde do dia que a mamãe morreu, meu pai nunca mais me abraçou ou me desejou boa noite antes de dormir; e depois de um dia desanimado, eu ia dormir, sabendo que o próximo dia, seria ainda mais triste do que aquele.... Então, depois de vários dias de tristes como aquele, eu fiquei sabendo que nas cidades vizinhas, em todo comecinho de inverno, acontecia um festival. Na esperança de que aquela tristeza finalmente fosse embora, eu pedi para o meu pai me levar ao festival; mas a resposta dele foi o suficiente para me calar por muitos invernos: 'Voce é filha de um nobre, tem mais coisas a fazer do que perder tempo com festivais. Agora pare de implorar por esse pedido bobo e vá para seu quarto estudar até a hora do jantar. E não se atreva a me atrapalhar de novo (olhar medonho)'... Desde esse momento, a vontade de ir a um festival e tentar sorrir mais uma vez, se transformou em um sonho, que ainda não fui capaz de realizar... (fecha os olhos por alguns segundos, depois abre) Mas mesmo que esse meu sonho não tenha se realizado, pelo menos eu encontrei um jeito de ser feliz... Agora eu sei que nos meus momentos tristes, eu só precisava de amigos... Eu só precisava, da fairy tail (sorri, fecha os olhos e adormece)"

Lucy dorme e só acorda no outro dia de manhã... Gripada!!! Ela mal se senta na cama e já começa a tossir e a espirrar sem parar; seu corpo fica fraco e ela fica tonta e se deita de novo; achando que pudesse ser apenas um pequeno resfriado, ela fecha os olhos para dormir por mais alguns minutos, na esperança de que isso a fizesse se sentir melhor. Lucy acorda assustada quando Natsu grita por seu nome; ela abre os olhos cansados e olha em volta vendo seus amigos a olharem de um jeito preocupado. Começa a dizer com uma voz rouca e cansada:

L-"Natsu... Erza... Gray... Wendy... Minna... O que voces estão fazendo aqui logo de manhã?"

N-"'Logo de manhã', como assim? Já viu que horas são?

L-"(balança a cabeça sem entender)"

E-"Lucy... (cruza os braços e fecha os olhos com uma gota na cabeça) Já são quase 15:00 da tarde!"

L-"N-nani(surpresa)"

W-"Nós percebamos que voce ainda não havia aparecido na guilda, então viemos ver se voce estava bem!"

G-"E pelo jeito, ela não parece estar bem..."- Gray termina e coloca uma de suas mãos na testa de Lucy, a garota cora-"M-mas Lucy... Voce está fervendo em febre (assustado)!!"

L-"Que?"- Diz com os olhos quase fechados e com uma cara cansada.

W-"Deixa eu ver!"- Gray retira sua mão da testa da maga e Wendy vai checar se isso que mago do gelo falou era realmente verdade (afinal, ela era a pessoa que mais entendia desses assuntos). Wendy se aproxima da amiga e coloca sua pequenas mãos na testa da mesma. Wendy se assusta:

W-“L-Lucy-san, você está muito quente!!! Deve estar com 40° graus de febre, isso é perigoso! Vou preparar as toalhas e a água para ver se consigo fazer sua febre abaixar!!!

Wendy sai correndo pela casa para procurar toalhas e água. Os outros amigos, preocupados com o que a pequena maga disse, começam a ajuda-las a procurar as coisas. Depois de uns minutos, eles encontram tudo e Wendy começa a molhar e torcer as toalhas e coloca-las na testa de Lucy, e fica fazendo isso por um tempo, até a febre da maga abaixar. Depois disso, ela pergunta:

W-“Lucy-san, como você foi ficar com uma febre tão alta assim?”

L-“Bem... (ainda deitada e com uma voz e expressão cansada) ontem a tarde, quando eu vinha voltando pra casa, eu me desequilibrei e cai no rio. O homem do barco me ajudou mas quando eu subi eu estava toda encharcada e o vento estava muito gelado! Então eu acho que foi isso que me deixou um pouco resfriada...

E-“Um pouco?! Mas você estava ardendo em febre! Acho que isso nem é um resfriado, isso tá mais pra gripe!!”

H-“Aye (expressão séria) !”

N”-Voce se desequilibrou?! (suspiro) Mas é uma desastrada mesmo (pose de ‘sei-de-tudo)”

G-”(sussurrando com uma gota na cabeça) E quem é você pra falar isso?”

N-“(ouvindo Gray e ficando nevoso) Ahn? Disse alguma coisa, Gray ?”

G-“Sim, eu disse! Por que ?! Algum problema ? (nervoso)”

N-“Sim, eu tenho um problema e é com você , balinha de hortelã!!”

G-“Olha só quem fala né, brasa ambulante!!”

N-COMO É!!!”

G-“ISSO MESMO QUE VOCE OUVIU! POR QUE, QUER BRIGAR ?”

N-“ORA SEU-“

E-“CHEGA! (OLHAR MATADOR)”

N&G-“a-AYE!! (suando frio)”

L-“(sorrisinho) Só vocês...”

Um tempo depois...

Wendy, ao ver que sua amiga estava muito doente, resolveu passar a noite lá com ela; foi para sua casa, pegou suas coisas e depois voltou para a casa de Lucy. O resto de seus amigos, foram para a casa também, ainda preocupados com a maga celestial, principalmente um certo mago de gelo, que aparentava estar mais preocupado com a amiga do que os outros.

Na casa de Lucy, Wendy fazia o possível para a amiga ficar de repouso; levava comida na cama, levava o ‘romance’ pra maga continuar a escrever na cama, levava o livro na cama e cuidava dela trocando os panos molhados (por causa da febre, não muito alta agora) e usando sua magia de cura. Pouco tempo depois, as duas já estavam dormindo calmamente... Mas esse sono calmo não durou muito.

No meio da noite, Lucy começou a tossir sem parar e a febre de 40°graus voltará. Wendy sabia que não era hora para descanso, então passou a noite em claro cuidando da amiga. Na manhã seguinte, Lucy acorda se sentindo um pouco melhor e vê Wendy praticamente ‘desmaiada’ com a cabeça a beira de sua cama. Lucy puxa a coberta, se levanta e tenta acordar a pequena maga, delicadamente. A garota abre os olhos devagar e com uma expressão cansada no rosto; ela vira-se para Lucy, da um sorriso e pergunta:

W-“ohayo, Lucy-san! Como esta se sentindo?

L-“Ohayo, Wendy! Eu estou muito melhor (sorriso), graças a você!”

W-“Que bom (sorriso)! Mas você deve ficar de repouso, afinal , sua saúde ainda não está no 100% por cento.”

L-“(concorda com a cabeça e volta para cama)”

Wendy senta no chão, esfrega os olhos e se espreguiça, depois levanta e vai preparar o café da manhã para Lucy. Ela faz um delicioso chocolate-quente e alguns biscoitos, coloca nua pequena bandeja e leva para a amiga na cama. Elas tomam café da manhã juntas e depois conversam um pouco. Lucy agradece a pequena e diz que ela pode ir para casa, pois já estava bem melhor; Wendy fica um pouco preocupada, mas diz que confia nas palavras da amiga, então arruma suas coisas, pede para Lucy ficar o máximo possível deitada, se despede e vai para casa. Lucy se despede da pequena, se deita novamente, fica observando o céu nublado pela janela e aos poucos vai adormecendo. Algumas horas depois, ela é acordada com alguns barulhos que vinham do lado de fora da pousada. Ela se senta na cama, se aproxima da janela e, quando vê o que tinha lá fora, seus olhos começam a brilhar de alegria: era Neve. Sim, neve.... Nas poucas horas em que ela dormiu, foi o suficiente para nevar e cobrir as ruas com uma grossa mas, ainda pequena camada de neve. Lucy estava feliz. Bem, até ela se der conta de que aquele acontecimento significava que o festival de inverno iria começar e, como ela estava gripada e de repouso, com certeza não poderia ir ao festival. Isso a deixou triste.

Ela ficou o dia inteiro sentada na cama e olhando para janela enquanto pensava em como seu sonho ficava cada vez mais longe de ser realizado. Pra falar a verdade, todo aquele tempo refletindo e pensando a fez perceber outra coisa: Ela nunca havia visto a neve cair. A única coisa que ela se lembrava é de acordar todas as manhãs e ver a neve cobrindo seu jardim, mas nunca realmente viu a neve cair; isso só tornou o sonho dela ainda maior...

No fim da tarde, faltando pouco tempo para o início do festival, Lucy recebe a visita dos seus amigos: Natsu, Erza, Happy, Charla, Wendy e Gray.... Natsu começa:

N-“Yo, Lucy!! (sorriso)”

L-“N-Natsu, minna....(surpresa)”

E-“como está se sentindo?”

L-“Bem.... (sorriso) Depois do tratamento da Wendy, já estou bem melhor!”

E-“Sério?! (sorriso) Que bom!”

w-“Mas lembre-se que você ainda precisa ficar de repouso! Mesmo eu usando minha magia, ela ainda demora um pouco para fazer efeito.”

L-“Hi!!”

H-“E então Lucy, você vai no festival ?”

L-“Hum?! Bem.... Acho que não, Wendy disse que preciso ficar de repouso!”

W-“Hi, você ainda não está totalmente bem. Precisa ficar de repouso!”

N-“Então isso quer dizer que você não vai com a gente?”

L-“É.... acho que não (cabisbaixa)!”

N-“Ahh, vem com a gente! Esquece esse repouso, vamos nos divertir (sorriso)”

H-“(voando por trás de Natsu) Aye!!”

L-“(fazendo um biquinho bravo) Bakas, vocês sabem que eu não posso ir !!”

N-“Ahh, Lucy!! Deixa de frescura, vamos logo (pega no braço da maga e tenta puxá-la)!”

L-“E-ei, Natsu .... Pare (tentando puxar seu braço)!”

Nessa hora, Gray segura fortemente o pulso de Natsu e, com um olhar e uma voz séria, diz:

G-“você não ouviu ela dizendo para parar ? HEIN?”

N-“(olhar nervoso) Calma aí olhos caídos, eu só estava querendo animá-la!”

G-“Mas faça isso sem contradizer a vontade del (bravo)!!”

Natsu encara a cara brava de Gray por alguns segundos, o que deixa um silêncio no quarto. Depois de um tempo, Natsu finalmente desiste de encarar o amigo (não queria causar confusão na casa de Lucy), então diz:

N-“Tch (bravo)! Então tá. Gomen Lucy, eu só queria te animar!”

L-“T-tá tudo bem, arigato!”

N-“(sorriso) Bem.... Então nós já vamos indo!!”-Todos se viram e começam a caminhar em direção a porta (coisa rara, não?); Vão saindo um por um enquanto se despedem da amiga que está de repouso. Gray (que era o último), antes de sair, virou seu rosto para a maga e perguntou:

G-“Lucy....”

L-“(estranhando) S-sim?”

G-“Tem certeza de que não quer que ninguém fique aqui com você?”

L-“(Cora) B-bem.....(caindo a ficha) SIM!!! Quer dizer, s-sim. Arigato por se preocupar, mas não quero que vocês deixem de se divertir pra me ficar fazendo companhia (sorriso leve)! Mas mesmo assim, arigato!

G-“(a encara sério, percebendo que no fundo a tristeza a dominava) Vou respeitar sua decisão! Melhoras!”-Vira-se novamente, fecha a porta e fica um tempo ali, pensando na ‘amiga’ e, depois vai embora.

A noite....

Enquanto Lucy está no seu quarto, apenas observando as luzes do festival de sua janela, os magos guilda e os cidadão de Magólia estão se divertindo. Natsu e Happy comendo toda a comida das barracas do festival, Mirajane fazendo seus shows, Wendy e Charla jogando jogos para ganhar brindes, Wakaba, Macao e Cana disputando num campeonato de bebidas, etc. Juvia procura Gray por todos os lados e por todo canto, mas não encontra ninguém; então vai falar com Erza:

J-“Erza-san, você sabe onde está Gray-sama? Não consigo encontra-lo!”

E-“Hm?... Olá Juvia, sobre o Gray.... Ele voltou para casa antes de vir ao festival, disse que não estava muito bem!”

J-“O QUE??? JUVIA VAI AGORA MESMO VISITAR GRAY-SAMA (cora e imagina os dois juntos)!”

E-“(segura no ombro de Juvia) Juvia, acho que é melhor deixa-lo um tempo sozinho !

J-“Mas, Erza-san-“

E-“Por favor, Juvia! Eu te peço.”

J-“(impressionada) H-hi!!”

Enquanto isso na casa de Gray....

Gray está sozinho, deitado na sua cama enquanto observa o teto e pensa em uma certa maga celestial. Ela já estava ali há algumas horas lembrando da expressão triste que viu a maga fazer no momento em que ele ia fechando a porta e a deixando só. Por algum motivo, ele estava se sentindo culpado por deixa-la, e estava pensando no que poderia fazer para ver o sorriso de Lucy. Passou o dia em claro pensando numa maneira de fazê-la sorrir.

No dia seguinte....

No outro dia, depois do almoço, Erza, Natsu, Happy, Wendy e Charla vão visitar a amiga. Ao chegaram lá, a comprimentam com alegria e começam a conversar; depois de algumas horas conversando e rindo, Wendy começa a tratar de Lucy e ‘examiná-la’. A pequena então conclui que a amiga já está totalmente bem; os outros se alegram e começam a dizer:

N-“Lucy, isto é ótimo! Agora você pode ir no festival com a gente (sorriso)!!!”

H-“Aye, nós vamos nos divertir muito!!”

E-“Com certeza (sorriso)!!

W&C-“Sim (sorriso)!!

L-“Bem, minna...”

Todos-“???”

L-“E-eu acho.... Eu acho que não vou....”

Todos-“HEIN???????”

W-“P-por que, Lucy-san?”

N&H-“É Lucy, por que?”

L-“B-bem, e-eu ainda não estou muito bem de corpo. Q-quer dizer, eu ainda estou meio cansada!!”

E-“Mas você não consegue ir ao festival?”

L-“B-bem, eu até consigo mas acho que prefiro ficar aqui, afinal, melhor não arriscar né?!”

Todos a olham um pouco surpresos, mas respeitam a opinião da maga. Depois eles conversam mais um pouco e vão embora. Lucy se despede de cada um e quando todos vão embora ela se deita e começa a pensar um pouco sobre a luz do pôr do sol. Ela começa a pensar em como seus amigos se preocuparam com ela enquanto ela estava doente (isso até tirou um leve sorriso do seu rosto), mas percebeu que naquele dia, uma pessoa especial para ela ainda não tinha indo visita-la. Peraí.... Uma pessoa especial??? Sim, um certo mago do gelo ainda não aparecerá na sua casa naquele dia, e isso, de alguma forma, lhe fez falta (por isso estava tão abatida). Desde que percebeu isso, seus pensamentos não se desviaram dele; ela começou a se lembrar dos seus primeiros momentos na guilda, de como conheceu cada um até chegar num certo mago do gelo..... A partir daí, seus pensamentos se focaram somente nele. Lembrava-se dele e do Natsu brigando por motivos bobos (o que lhe fazia rir baixinho), dos momentos em que ele mostrava ser um cara sério e determinado durante as lutas, e também os momentos em que ele também demonstrava ser uma pessoa boa e acolhedora, ela se lembrava dele a ajudando e protegendo-as por várias e várias vezes e, de alguma estranha forma, ela conseguiu sentir o calor que ele lhe transmitia quando sorria. A ficha caiu. Lucy despertou corada e assustada de suas memórias.... Por que estava pensando nele? Por que ele lhe trazia um sentimento estranho? Ela não sabia, agora estava presa nesta dúvida...

Toc, toc, toc... Alguém bateu a porta a fazendo voltar, totalmente, a realidade.

L-“E-entre!”

Lucy responde e se surpreende quando a pessoa que estava batendo a porta entra na sua casa: era Gray. Mas, logo no momento que ela estava pensando nele? Era acaso ou destino?Lucy continua:

L-“G-Gray?”

G-“(entrando com algo nas mãos) O-oi, Lucy! Como está se sentindo?”

L-“O-oi, estou bem melhor obrigada!

Gray vai se aproximando da cama onde Lucy está sentada, puxa uma cadeira e fica sentado de frente para ela, fazendo-a corar um pouco e desviar o olhar. Eles ficaram em silêncio por algum tempo, até Lucy lhe perguntar:

L-“E então.... O que veio fazer aqui?”

G-“Bem.... Eu não havia vindo te visitar hoje de manhã, então resolvi vir agora, pra saber como você está!”

L-“Entendi.... Isso é muito bonito da sua parte (sorri, fazendo Gray corar e desviar o olhar)!”

E o silêncio reina mais uma vez. Depois de alguns segundos ela continua:

L-“E então... Vai ao festival hoje?”

G-“Hm?! Eu não sei....”

L-“Hm, como assim ? Por que?”

G-“Não sei.... eu só sinto que não deveria ir....”

L-“Mas você não tem nenhuma razão para não ir, certo?”

G-“Bem.... Acho que algo está me fazendo falta, saber que vou a um festival sem ‘isso’ tira a minha vontade!”

L-“E o que seria ‘isso’?”

G-“Não sei.... Talvez algo, ou alguém..... (olha rapidamente para Lucy)”

L-“(cora e desvia o olhar) P-pois eu acho que você devia ir!!”

G-“Por que acha isso? (curioso olha para ela)”

L-“(corada mas olhando firmemente para ele enquanto fecha e aperta as mãos) B-bem, esse é um festival único que só acontece uma vez por ano, ele dá uma chance para todos relaxare, se divertirem e esquecerem seus problemas. Além do mais, todos os seus amigos vão estar lá, você devia estar lá com eles para se divertir e ter bons momentos para guardar de lembrança!!! Por isso eu acho que você deve ir!!!”

G-“(um pouco surpreso, a encara por alguns minutos depois sorri) Voce está certa, essa é uma oportunidade que não posso perder.... Então, pelos meus amigos, e por, você, Eu vou ao festival (se levanta com um sorriso determinado)!!!”

L-“(sorrindo determinada também) É assim que se fala e....... (cai a ficha e cora) p-p-por mim?”

G-“(vira com o sorriso ‘sedutor’) Sim, você que está me incentivando ir, então se eu resolver ir e eu vou, também será por você !!!”

L-“(cora e depois de um tempo sorri)”

G-“Bem, então eu vou indo !! (arruma a cadeira no lugar e começa a ir em direção a porta) Ah, quase esqueci !! (volta para trás na direção de Lucy w pega algo de cima da mesa) Isso é pra você!!! (estende a mão com um buquê de rosas)”

L-“(cora) P-pra mim ?.... (pegando o buquê)”

G-“Sim !! (cora) É um presentinho, para te deixar feliz!!(sorri ainda mais corado e coçando o rosto levemente)”

L-“(cora, sorri e cheira as flores) São lindas! Arigato, Gray!!”

G-“(sorri) pot nada!!(vira-se e sai correndo) Tchau, até (sorrindo corado)!”

L-“(cora e sorri) Até!!! Divirta-se”

E Gray vai para o festival. Um tempo depois, já a noite, Lucy está a admirar o buquê e a pensar no mago do gelo e na conversa deles. Começa a dizer para si mesma:

L-“Eu estava tão desanimada hoje de manhã. Não queria fazer nada, até minha vontade de ir ao festival desapareceu!! Mas.... (cora) Desde que ele veio conversar comigo a tarde e desde quando ele mostrou que se importava comigo, bem.... Parece até que minha vontade voltou... Agora, o que eu mais quero é ir ao festival (sorri meio triste)........ (caí a ficha) Mas , peraí!!! Wendy disse que eu já estava bem, eu que disse que estava sem vontade de ir. Então isso quer dizer que, se eu quiser, eu qinda posso ir ao festival (sorri)”

Lucy pula da cama e vai se trocar, arruma suas coisas e sai correndo para o festival, que estava na metade ainda. Lucy chega ofegante no local onde tudo acontecia. Ela começa a andar calmamente entre as tendas e barracas, apreciando cada cena, cada cheiro, cada música.... Não demorou muito para ela encontrar seus amigos no meio de todas aquelas pessoas. Eles se surpreenderam e correram na direção dela; estavam tão felizes com a presença dela ali, até lágrimas escorriam dos olhos de alguns, Lucy os acalmou e disse que havia ficado mais disposta e então resolveu ir. Assim, Lucy passou o resto da noite brincando, jogando, comendo, e se divertindo com Erza, natsu, Wendy, Happy e Charla. Aquele dia ficaria para sempre em sua memória.

Para indicar o final do festival, todos os anos, dezenas de fogos de artifícios eram lançados ao céu. Todos se reuniram num local e observaram a queima de fogos. Os olhos de cada um brilhavam com as cores que se espalhavam pelo céu, principalmente os olhos de Lucy. Tudo estava lindo até alguém tocar a maga no ombro; a mesma vira-se assustada para ver quem era e vê um certo mago gelado a chamar. Sem entender muita coisa, ela atende o pedido dele e o segue. Ela vai o seguindo, passando pelas árvores e chegando em cima de um morrinho, onde não haviam pessoas nem nada para atrapalhá-los. Lucy curiosa e corada pergunta ao mago:

L-“Gray, por que você me chamou?”

G-“Bem, eu vi que você conseguiu vir ao festival, fiquei muito feliz! Mas então, pra compensar as horas que você perdeu deitada naquela cama, eu resolvi de fazer uma surpresa!!”

L-“Uma.... Surpresa? (corada)”

G-“(sorriso) Sim! Olhe isso !”

Gray se afasta um pouco da maga, mas fica de frente para ela, coloca uma de suas mãos para o alto e com a outra segura seu próprio pulso. Aciona sua magia e Grita:

G-“ Ice make.... Heavenly snowfall!!!”

Neste momento, um ‘raio de gelo’ é lançado para o céu até as nuvens e, em alguns segundos, diversos flocos de neves brilhantes começam a cair do céu. Lucy se maravilha com a cena, nunca havia visto a neve começar a cair. Ela estande as mãos abertas e ve os pequenos flocos brilhantes caírem nas suas mãos. Ela sorri. Gray fica a observando de longe, com um sorriso no rosto, a beleza da maga e o brilho da neve combinaram-se perfeitamente. Lucy fica muito feliz, graças a Gray, ela conseguiu realizar dois sonhos no mesmo dia; sem conseguir segurar sua alegria e gratidão, Lucy vira-se para o mago, corre em sua direção e o abraça fortemente, o que o faz ficar impressionado e corado. Lucy abraça-o fortemente e , encostada em seu peito, diz:

L-“Gray, Arigato (sorriso corado e algumas lágrimas)!!”

G-“(ainda assustado mas agora, retribuindo o abraço) Por você, eu faço qualquer coisa...”

L-“(Lucy cora e levanta a cabeça encarando aquele lindo rosto gelado do mago) G-Gray....

Os dois ficam abraçados se encarando, no momento, tanto na cabeça dela quanto na cabeça dele passam-se memórias dos dois juntos. Eles corados, não param de se encarar e, por impulso do momento (e uma pequena vontade no fundo) vão se aproximando. Eles vão se aproximando calmamente, enquanto fecham os olhos; os lábios deles estão a poucos centímetros, e eles nem pensam em parar. De repente, eles finalmente selam um beijo! É um beijo calmo e demorado, que consegue trazer á tona todos os desejos e sentimentos dos dois; eles ficam se beijando por alguns minutos, ambos aproveitando cada segundo desse momento tão esperado. Eles continuam com os lábios selados, com o desejo de nunca parar, mas o fôlego dos dois não permite isso. Eles se separam lentamente e começam a respirar ofegantes, tentando recuperar o fôlego (que valeu muito a pena perder). Eles respiram fortemente enquanto se encaram corados, ainda abraçados. Depois de se recuperarem, Lucy avança novamente sobre Gray, dando-lhe outro abraço, mais forte. Ela levanta levemente a cabeça, o encara sorrindo, um pouco emocionada e corada, e diz:

L-“Eu te amo, Gray!! (corada)”

G-“(a encara corado e surpreso, e então diz) eu também te amo, Lucy! Como sempre te amei...”

Os dois se encaram corados e com um leve sorriso no rosto então, depois de alguns segundos, eles voltam a se envolver nos lábios quentes um do outro. E assim ficam, juntos, por um bom tempo....

Naquela noite, Lucy não só realizou seus sonhos de inverno como também descobriu que a pessoa amada estava mais perto do que ela imaginava. Ela finalmente pode sentir o calor, que o coração de gelo de Gray podia a oferecer....

Notas finais
E aí o que acharam?
comentem por favor *u*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!