Ela corria.

Sorrindo por vê-lo, e com lagrimas de angustia por correr.

Correr entre corpos hospedeiros. Corpos desgraçados por não poderem mais viver.

A morte pareceu fácil demais.

- Oh menina onde estava? - Murmurou uma voz rouca que vinha de um colossal corpo dominado pelo parasita. De cabelos grisalhos e olhos verdes a boca retorcida num sorriso, enquanto abraçava a criança. A cena lembrava um fantoche, um ser controlando outro.

- Eu te procurava pai – A menina sorriu torto, mas ainda assim as lagrimas caiam constantes enquanto seus olhos disparavam ao lados ao ver tantos corpos caídos em meio á transes de domínio dos parasitas.

-Ei decida-se, ou chora ou sorri.- murmurou rindo – E não gaste mais sua energia, ela é preciosa. – O Corpo disse, bagunçando os cachos da menina.- Isso não importa mais, afinal esta chegando a sua vez.

- Minha vez ? – Curiosa perguntou a menina.

- Sim, para que seja sempre forte como o papai é preciso de um corpo hospedeiro. – Ele dizia apontando para as pessoas assustadas que corriam freneticamente tentando escapar, como uma caça.

- Mas isso é errado papai, os humanos parecem sofrer tanto.

- É assim que funciona, nós somos os predadores e eles a caça, um dos dois tem que morrer. – O homem colossal disse. Nos olhos humanos podiam antes se encontrar brilho mas nos dele não havia mais. – Vá e encontre algum hospedeiro, você é quem mais precisa de forças.

A menina se pôs a correr por entre as montanhas da cidade, tentando se afastar ao maximo dos urros de dor dos humanos.

Se ela não quisesse ser o predador?

Então ao invés de sorrir como o pai, decidiu se entregar as lagrimas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.