Notas iniciais
Eu sei u_u Não deveria... Eu sei T__T Sério, não aguentei *-* Precisava criar essa fic .__.'' Espero que gostem ^^ (Deixei o Franky e a Robin mais jovens 8D)

Seus lábios vermelhos formaram um sorriso, uma expressão rara naquele rosto tão sério. Mas não era culpa sua, afinal, só conseguia sorrir na presença deles. Seus antigos, grossos e interessantes livros. Apenas eles a entendiam.

Aquela biblioteca era seu lugar preferido, aqueles livros eram seus melhores amigos, e sua imaginação era sua diversão. Não precisava da realidade, não precisava de pessoas... Se estivesse com eles, seria feliz.

Sair, namorar e fazer amigos não era necessário. Ler sobre isso já substituía essas coisas. Se pudesse viveria naquele lugar, mas infelizmente era obrigado ir à faculdade, nem todos concordavam com sua maneira isolada de viver.

Bem, não é muito normal uma garota de vinte anos praticamente morar em uma biblioteca por livre e espontânea vontade, tinha consciência disso. Mas, tinha medo. Sim, Robin tinha medo de sair e se misturar. Todos lá fora eram tão estranhos, medonhos, assustadores... E, pareciam sempre olhar e rir para ela, chamando-a de ridícula...

Por isso não saía, por isso passava horas e horas em um lugar fechado e abandonado, cheio de livros velhos. Era uma Hikikomori afinal. Ir à faculdade sempre foi um sacrifício; Sentava-se no final da sala, trabalhos em grupo estavam fora de questão, fugia dos famosos barzinhos após as aulas...

Era uma estúpida Hikikomori.

Apenas conseguia conversar com sua mãe e seu amigo Luffy. Gaguejava, tremia, entrava em pânico quando tentava se comunicar com outros. Já foi há médicos, grupos de ajuda, macumbeiros, igrejas... Nada resolveu, nada conseguiu ajudá-la.

- Talvez eu não tenha solução – Pensou chateada enquanto folheava um livro antigo, procurando o lugar onde tinha parado.

A morena parou de procurar ao ouvir um alto som ecoar por todo o lugar. Levantou-se de imediato e procurou o causador com os olhos, mas não encontrou. Seria apenas sua imaginação? Quando iria se sentar para voltar a ler, ouviu novamente o mesmo barulho estranho, dessa vez vinha de cima. A biblioteca tinha dois andares, mas o segundo não tinha livros, era apenas uma área para poder ler tranquilamente. Mordeu os lábios inferiores, um pouco receosa. Deveria averiguar?

- Deve ser somente um gato – Pensou tentando aliviar a si mesmo.

Fechou o romance que estava lendo e o colocou no chão, com cuidado. Esta era uma mania sua, tratar bem todos os livros. Colocou-se de pé e foi até a escadaria do lugar, subindo-a logo em seguida. Os quadros que aparentemente deveriam acalmar os leitores do lugar estranhamente estavam aterrorizantes. A cada passo a madeira velha rangia, deixando o cenário ainda mais medonho.

- Tomara que não seja ninguém – Torceu apreensiva – Não conseguirei conversar caso seja alguém...

Chegou até uma porta velha, feita de madeira e com algumas teias de aranhas cobrindo-a. Era ali, algo ou alguém estava do outro lado, fazendo um som insuportável. Engoliu seco e abriu de uma vez aquele obstáculo que os separavam. Um trovão caiu no exato momento de seu feito e iluminou o local escuro, mostrando com clareza um simples gato preto e assustado. Soltou a respiração que inconscientemente havia segurado. Era apenas um felino afinal.

O animal ao vê-la pulou para um lugar mais silencioso, levando consigo um pano branco que estava embaixo de suas patinhas, provavelmente para se aconchegar naquela noite fria. Os olhos azulados da morena arregalaram-se, não com a cena do gato, mas sim com o que ele havia descoberto.

- Um... Cadáver?! – Murmurou incrédula com aquilo que seus olhos mostravam.

Um homem de aparentemente vinte e quatro anos estava estirado no chão, provavelmente morto. Um medo ruim invadiu seu corpo e teve uma enorme vontade de gritar, mas não o fez. Deveria ligar para a policia? Sua mãe? Hospital? Mas, e os repórteres? Com certeza iria entrevistá-la. Não, isso seria ruim, deveria fingir não ter visto e sair de fininho... Mas, isso não a faria suspeita? Sua mente não sabia mais o que pensar.

- Bem, ele pode nem estar morto – Sorriu de leve com aquele pensamento, apesar de achar este fato improvável.

Engatinhou até o provável defunto – Já que suas pernas não se mexiam – E admirou-o por um instante. Era extremamente bonito e exótico, típico príncipe de seus livros. Deveria tocá-lo? Mas, e se estivesse morto? Estaria sendo ainda mais suspeita... Porém ele também poderia estar vivo, então teria negado ajuda, não? Balançou a cabeça, afastando aqueles pensamentos bobos.

- Minha vida não pode ficar pior...

Tocou o braço forte do homem, sentindo a pele gélida dele. Estava morto afinal, ninguém poderia ser tão frio assim. Antes de entrar em pânico por ter tocado um cadáver – Extremamente lindo – Viu o peito do mesmo subir e descer, em uma respiração tranqüila.

- Graças a Deus... – Pensou aliviada.

Moveu a mão timidamente até a parte da frente do homem, sentindo calor em certa região. Então ele estava quente e frio ao mesmo tempo? Analisou o corpo do homem, tentando achar algum machucado, lesão ou coisas do tipo, mas ele estava completamente normal. Bem, tirando o fato que vestia uma sunga azul marinho e tinha um botão discreto em um dos ombros.

- Bo... Um botão?! – Aquela situação ficava cada vez mais bizarra.

Certo, agora seu dilema era; Apertar ou não o botão? Claro que ele não era um robô e iria acordar repentinamente beijando-a e levando-a para um mundo maravilhoso, mas com certeza aquilo estava estranho. Homens não têm botões, certo? Se bem que nunca tinha avaliado um, exceto seu amigo Luffy, mas este não tinha, e os livros não diziam nada sobre isso.

Deu de ombros simplesmente e apertou o misterioso botão, esperando algo acontecer. Um barulho igual ao anterior invadiu o cômodo e Robin teve a impressão de sentir tudo tremer. O provável defunto-robô se levantou repentinamente, assustando-a completamente.

- SUPEEER! – Gritou o homem de cabelos azulados.

As pernas separadas e levemente curvadas, a mão direita na cintura e a esquerda apontando dramaticamente para o céu... Aquilo estava tão, esquisito. Sim, deveria estar sonhando. Isso é impossível. Beliscou o próprio braço e se surpreendeu ao sentir dor.

- Graças aos céus você me ajudou, estou aqui há dois dias – Falou o homem misterioso à Robin – Meu nome é Cutty flam, mas me chame de Franky. Au!

- Ro... Robô... – Murmurou assustada.

- Robô? Não sou um robô, idiota! Sou um Cyborg – Corrigiu ofendido – Sou mais humano do que maquina! Nasci como você e...

Iria continuar se a mulher não tivesse desmaiado. Robin não acreditava no que via, e acabou não agüentando. Franky segurou-a antes que fosse encontro ao chão, aconchegando-a em seus enormes braços. Aquela garota era realmente fraca, e bonita de certa forma.

Mas, o que faria agora?

Continua...

Notas finais
Hohoho o/ Espero que gostem ^^ E não me matem né T__T'