Coração Vago
26 Capítulo 25
"Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas trilhas caminham pra gente se achar, viu?
Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade"
Tudo Diferente — Maria Gadú
Ela havia cedido de novo, e ele também. Eles simplesmente não conseguiram resistir. Era quase como uma força maior que os impulsionava para ficarem juntos. Você pode chamar essa força de praga, carma, destino e até mesmo amor, o fato é que essa força existe, seja ela reconhecida ou não.
Ele estava se vestindo novamente. Não precisava ser gênio para perceber que ele estava arrependido, que ela era um erro. Sabe o que é incrível? Não importa quantas vezes à mesma coisa tenha partido o seu coração, sempre sobra um pedacinho para ser pisado. Chega certo ponto que você pensa: “Nossa, mas isso já aconteceu tantas vezes, como é possível que eu ainda fique chateada com isso?”. A culpa disso tudo recai sobre uma mistura de substâncias químicas. Adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, serotonina e a endorfina são apenas algumas das culpadas. Porém, talvez você prefira simplesmente colocar a culpa no coração. É, acho que é mais fácil pensar assim.
Toda essa situação fazia com que ela se sentisse suja. Usada, descartada e depois jogada fora. Algumas vezes ele voltava como todo politicamente correto fazendo reciclagem. A situação era totalmente humilhante, mas quem disse que ela conseguia resistir? Sempre que ela o via o coração disparava, as mãos suavam, a respiração falhava e as borboletas invadiam o estomago com tudo.
Fatinha se esforçou para ignorar tudo o que ela sentia para se pronunciar.
–Viu como é bom quando você e bacana comigo?
–Eu tenho que ir. –Ele disse ainda vestindo a blusa.
A frase era simples e curta, mas de efeito devastador.
–Não. Bruno, espera um pouquinho vai. –Ela pediu se aproximando dele.
–Eu não quero que você fique mal com o seu gerente de novo.
O pretexto usado era fraco. Bruno sequer se esforçava para inventar uma história melhor.
–Isso é desculpa. Bruno, –Fatinha chamou a atenção dele, o obrigando a olhar para ela. –o que eu tenho que fazer pra você me assumir?
–Meu Deus do céu, isso não devia ter acontecido de novo. –O moreno falou obviamente arrependido.
–Por que não se é tão bom?
–É bom sim Fatinha, mas é só isso!
–Não Bruno! –Ela estava implorando.
–É só isso! –Ele repetiu indo para a porta.
–Não é só isso! Não é! –Fatinha insistia agarrada ao braço dele. –Bruno fica, por favor. Eu gosto de você! Fica Bruno, por favor! Explica o que eu tenho que fazer pra você gostar de mim!
Bruno era puxado pela loira que estava desesperada.
–Não é essa a questão! Você é linda e divertida, mas Fatinha a gente não tem nada a ver, eu devia ter resistido. –Os olhos da garota começaram a marejar com o que ele disse. –Não adianta eu ficar alimentando uma coisa que você quer muito, e eu também quero, mas não com você.
Foi como se ela tivesse levado um soco no estômago. Fatinha sabia muito bem que ele não a considerava uma garota para namorar, mas ouvi-lo dizer aquilo doeu mais do que o esperado. Nós nunca nos acostumamos em ser dispensados.
–Você entende? –Bruno perguntou, mas ela não respondeu. –Não dá. Tchau Fatinha.
O moreno saiu do quarto, e foi só ao ver a porta fechar que a garota reagiu.
–Idiota! Burro! –Ela esbravejou batendo na porta. –Um dia você ainda vai se rastejar por mim.
Com a promessa feita, ela se permitiu chorar todas as suas mágoas, ainda com esperança de que um dia ele se arrependeria.
Fatinha acordou assustada. Ela transpirava muito, e percebeu que estava chorando.
“Você é um brinquedinho descartável que o Bruno usa para se divertir e joga fora” –A voz de Ana sussurrava.
Bruno ainda dormia, e ela preferiu ir para o banho para que ele não a visse naquele estado.
Quando o moreno acordou Fatinha já estava mais tranquila. Ela coava o café, quando foi surpreendida por ele.
–Bom dia minha loira! –Ele a abraçou pelas costas.
–Minha loira? –Ela estranhou o apelido.
–Isso mesmo, minha loira.
Ela se virou e passou os braços em volta do pescoço dele.
–Então eu devo te chamar de meu moreno?
–É, ou você pode continuar me chamando de Brunito, ou de gato, esses apelidos que você adora.
–Ah é?
Bruno não respondeu, apenas puxou a loira para um beijo daqueles.
–Nossa, vocês dormiram com a porta aberta? –Ju disse entrando no apartamento e atrapalhando o beijo. –Ih, estraguei o momento romântico.
–Meu Deus, essa fechadura só pode estar estragada! –Bruno resmungou.
–Bom dia Ju. Na verdade eu que me esqueci de fechar a porta depois de ter ido comprar o pão. –Fatinha esclareceu. –Veio tomar café conosco?
–Vim, a mamãe dormiu demais e o papai não sabe fazer café, então aqui estou eu. –A it-girl confirmou.
–Fatinha, por favor, não se esqueça de trancar a porta. As pessoas que moram nesse prédio não entendem muito bem o conceito de privacidade. –Bruno pediu.
–Ai Bruno, deixa de ser chato. Se você tivesse escolhido outro prédio para morar não teria esse problema. Agora aguenta. –Disse Ju.
–Acho lindo todo esse amor de irmãos, mas será que alguém pode me ajudar a colocar a mesa? –Fatinha pediu.
Os dois param de se provocar e foram ajudar a garota. Todo aquele clima de descontração fez com que aos poucos ela esquecesse a lembrança ruim.
No geral a semana correu tranquilamente. Fatinha foi ao shopping com Ju comprar algumas roupas, e elas aproveitaram para dar uma olhada nos móveis para o quartinho da Bia. Todos eram lindos, mas não o que elas queriam.
Já na outra semana, Fatinha entrou no sexto mês de gestação, e eles voltaram ao consultório da Raquel para mais uma ultrassonografia. O exame analisaria a anatomia do bebê, se certificando de que a criança não possuía nenhuma má formação.
A médica também encaminhou Fatinha para um exame de sangue. A loira havia reclamado de muito cansaço, e Raquel queria conferir se tudo estava certo com a saúde da mãe. Como a consulta havia sido no horário de almoço e o resultado só sairia depois de algumas horas, Bruno deixou Fatinha no Hostel e depois foi para o estágio.
–Bruno, você está exagerando no molho de tomate. –Fatinha disse.
Já era noite e o casal estava tentando fazer uma pizza.
–Eu gosto de molho de tomate. –Ele argumentou.
–É, mas não precisa colocar esse tanto na pizza toda. Põe só na sua metade. –Ela ordenou.
–Você é mandona demais Maria de Fátima.
–Sou mesmo. Não tenho a menor intenção de comer uma pizza ruim.
–Eu deveria ter arrumado uma namorada mais legal. –Bruno provocou.
–E eu deveria ter arrumado um namorado que sabe cozinhar de verdade. –Ela retribuiu. –Não sei por que você reclama tanto. Tem uma namorada bonita, organizada, inteligente, que sabe cozinhar e também trabalha. Nossa, são tantas as qualidades que se eu não fosse eu, namoraria comigo.
–Ih Bia, se você for convencida como a sua mãe, não sei nem como eu vou fazer. –Ele disse.
–Não é convencimento moreno, estou apenas sendo realista.
Bruno encerrou a discussão com um beijo, e Fatinha não se importou nem um pouco. Eles já namoravam há duas semanas e ela a cada dia se apaixonava mais e mais. Todo o apartamento estava imerso em uma atmosfera romântica.
A pizza foi para o forno trinta minutos depois, e precisou de mais quinze para ser assada. Quando eles já haviam terminado o jantar a campainha tocou.
–Quem será? –Perguntou Bruno indo até a porta.
Ele viu Raquel pelo olho-mágico e a deixou entrar.
–Boa noite casal. Peço desculpas pelo horário da visita, acabei de sair do hospital e vim direto para cá. –A médica se explicou.
–Não tem que se desculpar, você é bem-vinda sempre. Aconteceu alguma coisa? –Fatinha perguntou.
–Na verdade aconteceu sim. O resultado do seu hemograma saiu e está com uma alteração.
–Que tipo de alteração? –Bruno perguntou preocupado.
–O exame mostrou que a quantidade de ferro no seu sangue está abaixo do normal. É uma anemia em estado inicial. –Informou Raquel.
–E isso é grave? –Perguntou a loira.
–A anemia durante a gestação é preocupante, mas mais comum do que vocês imaginam. Felizmente nós descobrimos cedo então já podemos começar com o tratamento. Pior seria se a doença não fosse descoberta, poderia causar vários problemas, inclusive na formação do bebê. –Esclareceu a médica.
–E o tratamento consiste em que? –Bruno perguntou.
–Vou receitar um suplemento para repor o ferro faltoso. O único problema é que a suplementação férrica pode causar prisão de ventre, então Fatinha, eu preciso que você consuma mais fibras. Também vou entrar em contato com um nutricionista e pedir a montagem de um cardápio variado para você.
–Raquel, eu não gosto nem um pouco de fígado, mas sei que ele tem muito ferro, então eu devo incluir na minha alimentação? –Fatinha perguntou.
–O fígado contém muito ferro, mas também muita vitamina A, o que é prejudicial para o bebê, então não é preciso incluir na sua dieta.
A loira sorriu aliviada. Só de pensar em ter que comer fígado ela já se sentia enjoada.
–Fatinha eu preciso te alertar que o suplemento talvez faça os seus enjôos piorarem, se for o caso deixe para tomá-lo à noite. –Acrescentou a médica. –Se você seguir todas as minhas instruções à risca, em pouco tempo não haverá mais anemia.
–Pode ter certeza de que ela vai seguir tudo à risca. –Bruno garantiu. –Estarei de olho.
–É bom saber. Agora eu tenho que ir, porque a Tatá deve estar acordada me esperando. –Raquel disse.
–Nossa Raquel, obrigada por tudo. Você está sendo mais do que uma médica, quase um anjo! –Fatinha agradeceu abraçando a médica.
–Não é para tanto, só faço o que eu amo. –Ela disse. –Falando nisso, já decidiu que dia vai ao hospital Fatinha?
–Então, estou pensando em ir na quarta. O Bruno quer ir também, algum problema?
–Problema nenhum, quanto mais voluntários melhor. Na quarta eu estarei de plantão, então vocês me encontrarão lá.
Eles combinaram mais alguns detalhes e Raquel foi embora. Juntos o casal deu um fim na louça suja, e foram dormir. Desde o dia em que eles assumiram o namoro, Bruno trocou o quarto dele pelo de Fatinha, passando a dormir com ela todos os dias. Nada, além disso, tinha acontecido. Ainda.
(...)
No meio da noite Fatinha acordou com fome. Fome não é a palavra certa, ela acordou com um desejo. O primeiro.
–Bruno. –Ela chamou cutucando o moreno. –Acorda.
O rapaz resmungou e virou para o outro lado da cama.
–Bruno, acorda! –Ela tentou novamente, sem resposta.
Fatinha resolveu apelar para uma tática mais agressiva.
–Bruno! A Bia vai nascer! –Ela gritou.
As palavras surtiram o efeito esperado, o moreno levantou assustado.
–O quê? Como assim a Bia vai nascer? Você tem certeza? Mas ela acabou de completar seis meses! Ai meu Deus! –Ele dizia em pânico.
–Calma Bruno, respira. A Bia não está nascendo, eu só disse isso para te acordar. –Fatinha disse tentando segurar o riso.
–Fatinha o que te leva a me acordar de madrugada, me fazendo passar por um susto desses? –Ele perguntou.
–Desculpa Brunito, mas é que eu estou com fome. –Ela disse fazendo a melhor cara de manhosa.
–Beleza, mas eu não sou a cozinha.
–Eu sei, mas o que eu estou querendo não tem na cozinha.
–Fatinha se você está realmente com fome qualquer coisa serve.
–Mas Bruno, eu estou com fome de uma coisa muito específica.
–A não ser que você esteja com fome de mim, não há nada que eu possa fazer. –Ele disse se sentando na cama.
–Para de brincadeira seu bobo. Eu estava querendo um pastel de sorvete. –Ela revelou.
–Calma aí Fatinha, pastel de sorvete? Credo, é uma combinação absurda. –Ele disse com cara de nojo.
–Absurda nada porque eu já comi. Eu tinha uns quatorze anos, por aí.
–Isso é um daqueles desejos de grávida?
–É, então é melhor você me levar para comer o que eu quero, do contrário a Bia vai nascer com cara de pastel de sorvete. –A loira ameaçou.
–Não sabia que você acreditava nessas superstições.
–Honestamente, eu não acredito, mas tenho que comer o pastel. Anda, nem é tão tarde assim! Meia noite e meia só.
–Meia noite e meia de uma segunda-feira Fatinha. É impossível encontrar alguma coisa aberta.
–Bruno, por favor! –Fatinha fez a melhor cara de cachorrinho pidão.
–Ok. –Ele cedeu. –Eu vou dar uma pesquisada na internet para ver se acho um lugar que vende, se eu encontrar nós iremos até lá.
O moreno se levantou e pegou o notebook da loira e começou a pesquisa.
–Tem esse aí. –Ela apontou para um site que apareceu depois de minutos pesquisando.
–Esse é em Fortaleza.
–Tá, mas e esse aí? –Ele perguntou indicando outro link.
–Esse é na Barra da Tijuca, nós vamos demorar meia hora para chegar lá.
–Bruno, qual é a chance de nós encontrarmos outro lugar que venda pastel de sorvete, que esteja aberto? Zero! Só mesmo essa lanchonete de posto aí. Desiste da pesquisa e vamos lá, por favor.
–Tem certeza Fatinha?
–Tenho. Se eu já tivesse carteira e carro, estaria lá há muito tempo. Você está sendo um péssimo pai/namorado, sabia? –Ela fez um drama.
–Ok, vamos logo antes que eu mude de ideia.
O rapaz se levantou e foi para o próprio quarto trocar de roupa. Fatinha comemorou e rapidamente se vestiu.
–Ainda não estou acreditando que vou fazer isso, mas vamos? –Bruno a chamou.
–Vamos!
Fatinha estava tão feliz que pulou no colo do moreno para enchê-lo de beijos.
–É melhor você parar com isso se você quiser sair de casa. –O rapaz alertou.
–Vamos, vamos, vamos! –Ela disse descendo do colo dele e o puxando pela mão.
Quando eles chegaram à portaria, encontraram Severino quase dormindo enquanto assistia TV.
–Boa noite Sevê! –Fatinha o cumprimentou, toda animada.
–Boa noite. Vocês vão sair agora? –O porteiro perguntou surpreso.
–Vamos. A madame aqui acordou com um desejo. –Bruno explicou.
–Desejos de grávidas devem ser realizados, não é Severino? –Fatinha perguntou.
–É verdade, do contrário o bebê nasce com a cara da comida desejada. –Severino concordou cheio de razão.
–Então é melhor nós irmos, do contrário a Bia vai nascer com cara de pastel de sorvete. –Bruno disse. –Eu vou à garagem pegar o carro, me espere aqui.
–Ok. –A loira concordou.
–Pastel de sorvete, uau. Quanto tempo faz que eu não como um desse. –O porteiro comentou.
–Há! Sabia que eu não era a única que já tinha comido pastel de sorvete! Sevê, você acredita que o Brunito disse que não existia esse tipo de pastel?!
–Como ele pode dizer uma coisa dessas? Minha tia Berê fazia um que era divino. A cidade inteira comentava do famoso pastel de sorvete da tia Berê. É uma pena ela ter falecido tão jovem.
–Nossa Severino. Sinto muito pela sua tia. O que aconteceu com ela?
–Acidente de trabalho.
–Ela se queimou fritando o pastel? –Fatinha perguntou horrorizada.
–Não, a tia Berê fugiu com o circo, junto com o cara que atirava as facas. Ela estava trabalhando como assistente, e um dia o homem errou a mira. –O porteiro contou. –A faca a acertou no peito.
–Sério?
–É a mais pura verdade. Saudades da tia Berê.
Bruno voltou nessa hora e encontrou Fatinha segurando o riso.
–Vamos minha loira? –Ele chamou.
–Vamos. Tchau Sevê!
Somente quando eles entraram no carro Fatinha pode rir. Escandalosamente.
–Do que você está rindo? –O moreno perguntou.
–Bruno, o Severino... –Ela interrompeu o que dizia para rir mais um pouco. –Ele me contou uma história trágica.
–Se a história é trágica por que você está rindo?
–É a história mais hilária que eu já ouvi. Nossa, não sei nem como consegui controlar o riso na frente dele. –Ela disse limpando as lágrimas que escapavam.
Fatinha contou a história para o rapaz, enquanto ele dirigia até a lanchonete. Severino é com certeza o melhor porteiro.
–Chegamos. –Bruno anunciou depois de quase meia hora dirigindo.
–Finalmente! –A loira comemorou, descendo do carro.
Os dois entraram juntos na lanchonete e encontraram um vendedor entediado.
–Boa noite, em que posso ajudar? –Ele perguntou ainda focado na revista que lia.
–Boa noite, eu queria um pastel de sorvete. –Fatinha pediu ignorando a grosseria do atendente.
–A fritadeira está desligada. –O rapaz disse simplesmente.
–Cara, nós saímos de Botafogo só para vir aqui comer esse pastel. –Bruno disse tentando controlar a raiva.
–Botafogo é longe, mas pelo menos não tem trânsito nesse horário. –O atendente comentou.
–Cara... –Bruno ia começar a brigar com o rapaz, mas foi interrompido por Fatinha.
–Bruno, por favor. –A loira pediu.
–E o seu pastel? –O moreno perguntou, estranhando a calma da garota.
Fatinha simplesmente tomou a revista da mão do atendente e começou a falar:
–Olha só, eu acordei no meio da noite desejando esse pastel de sorvete. Você não faz ideia do quão difícil foi convencer o meu namorado de me trazer aqui. Depois de meia hora dirigindo no meio da noite, você me diz que a porra da fritadeira não está ligada?
–Mas é a mais pura verdade. –O rapaz tentou argumentar.
–A verdade é que eu estou grávida de seis meses, acordo cedo todos os dias, vou para a escola, trabalho a tarde inteira e estudo a noite, ou seja, a minha noite de sono é fundamental. Eu estou aqui, interrompendo o meu sono, amanhã eu vou estar morta de cansaço, mas eu terei comido o meu pastel de sorvete! Você vai se levantar agora, ligar a fritadeira, e fará o meu pastel. –Disse Fatinha ameaçadora.
–Calma Fatinha, você não pode ficar irritada. –Bruno disse.
–Hn, eu vou ligar a fritadeira sim, mas é só porque um bebê com cara de pastel de sorvete seria horripilante. –Disse o atendente orgulhoso. –Só temos com sorvete de morango, ok?
–Perfeito. Faz um milk shake de banana também. –Pediu Fatinha.
O rapaz demorou quase meia hora para fazer o pedido da loira, e ela esperou pacientemente. Quando finalmente o pastel chegou, ela o devorou em menos de um minuto, rezando para que o cara não tivesse cuspido no prato. Bruno apenas observou, achando graça na cena que via. Ela terminou de comer, eles pagaram e saíram.
O relógio marcava duas e cinquenta da manhã quando eles finalmente chegaram em casa. Fatinha agradeceu o namorado com um beijo prolongado, e juntos eles foram dormir, nas poucas horas que restavam.
Notas finais
Enfim, demorou mais saiu. Comentários?
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