"Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você."

Quase Sem Querer — Legião Urbana

–Vocês estão juntos? –Perguntou uma voz conhecida, interrompendo a conversa.

Todos se calaram e olharam para quem havia chegado.

–Essa é uma boa pergunta. –Murmurou Ju.

–Mãe! –Gritou Fatinha surpresa, correndo ao encontro da Vilma. –Que surpresa boa! O que a senhora está fazendo aqui? Cadê o papai?

–Dona Vilma! –Bruno cumprimentou a senhora com um abraço.

Ju e Gil também cumprimentaram a senhora.

–Olá! –A senhora respondeu a todos. –Vim até o Rio com o seu pai para que ele pudesse doar sangue.

–Mas hoje é domingo, o hemocentro está fechado. –Fatinha estranhou.

–Foi um caso de urgência, estavam precisando do sangue tipo A- que é o do seu pai. –Esclareceu a mulher.

–E eu conheço essa pessoa para quem o papai está fazendo a doação? –A loira perguntou.

–Na verdade, conhece sim. É o Eriberto. –Respondeu a senhora.

–O Eriberto? O meu Eriberto? –Fatinha perguntou apreensiva.

–Como assim o “seu Eriberto”? –Perguntou Bruno tentando controlar o ciúme.

–Sim, é o seu ex-noivo. –Esclareceu Vilma.

–E como ele está? O estado é grave? Posso visitá-lo? –Perguntou Fatinha preocupada.

–O médico disse que o estado dele é estável, e que a doação de sangue resultará em uma melhora. –Disse Vilma. –E sobre você visitá-lo, infelizmente não será possível. As visitas só estão sendo permitidas para familiares, eu e seu pai sequer o vimos.

–Entendo. E o papai? Ficou no hospital?

–Ficou sim. Eu resolvi aproveitar a vinda até aqui para visitar a minha filhota querida. –Vilma respondeu abraçando a filha. –E por falar nisso, vamos parar de desviar o foco da conversa dona Maria de Fátima?

–Eu concordo. –Disse Ju, que recebeu uma cotovelada do namorado.

–Não entendi. –Fatinha falou confusa.

–Não se faça de sonsa minha filha, esse papel não cabe em você. Respondam, vocês estão juntos ou não? –Pressionou a senhora.

–Vocês quem? Eu e o Bruno?! –Questionou Fatinha, escandalizada.

–Não, eu e o Gil! –Ju disse sarcástica.

–Estou esperando uma resposta Maria de Fátima.

Fatinha olhou para os pés, para o lado e até mesmo para o céu tentando fugir do momento constrangedor. A mãe dela batia um dos pés no chão, demonstrando impaciência, e foi quando algo inesperado aconteceu.

Bruno enlaçou Fatinha pela cintura e respondeu:

–Sim.

Ju deu um gritinho de comemoração, Vilma tentou conter o sorriso e Fatinha se manteve estática.

–Vocês estão namorando sério então? –Perguntou Vilma, tentando manter a pose autoritária.

–Sim, nós estamos namorando. –Afirmou Bruno.

As palavras ditas pelo rapaz tiraram Fatinha do estupor.

–Nós estamos namorando? –A loira perguntou surpresa.

–Estamos, por quê? Tem alguma objeção? –Bruno perguntou dando um selinho nela.

–Hn, acho que não. –Respondeu ela, ainda confusa.

–Finalmente! –Gritou Ju pulando no mais novo casal.

–Calma Ju, eu ainda estou grávida. –Comentou Fatinha, tentando se afastar do abraço.

–Desculpa, não consegui conter a emoção. –Pediu a it-girl agora abraçando o Gil, enquanto encarava o casal com um sorriso bobo.

–Gostou da novidade Dona Vilma? –Bruno perguntou.

A senhora ficou por alguns segundos calada antes de responder:

–Gostar eu até gostei, mas desde quando genro precisa chamar a sogra de “dona”? –Disse a senhora dando um puxão de orelha no rapaz.

–Força do hábito. –Bruno disse se desculpando.

–Vocês vão ficar aqui no Rio hoje, mãe? –Perguntou Fatinha.

–Sim, o médico pediu que o seu pai não ficasse muito tempo no volante, então preferimos passar a noite aqui. –Respondeu ela.

–E vocês vão ficar lá em casa, não é? –Perguntou a filha.

–Para falar a verdade nós vamos ficar no Hostel. Não queremos incomodar vocês, e além do mais amanhã cedo estaremos indo embora. –Disse Vilma.

–Pois eu discordo, mas sei muito bem que de nada adianta discutir com a senhora. –A loira lamentou. –Então vamos lá para casa? Estou precisando de um banho urgente!

Todos concordaram que precisavam ir, e assim cada qual foi para a respectiva casa. Menos Vilma é claro, que foi para a casa da filha.

(...)

–Mãe, a senhora não vai acreditar! –Gritou Ju assim que entrou em casa.

Tanto Marta quanto Olavo se assustaram com a chegada repentina da filha.

–Juliana não me assuste desse jeito! –Reprimiu Marta.

–Ai mãe, deixa as broncas para depois e presta atenção na novidade incrível que eu tenho para a senhora! –Disse a it-girl dando pulinhos pela sala.

–Diga qual é a grande novidade então. –Pediu Olavo.

A morena fez caras e bocas tentando aumentar o mistério. Até uma música de filme de suspense ela cantarolou antes de gritar:

–O BRUNO E A FATINHA ACABARAM DE ASSUMIR QUE ESTÃO NAMORANDO!!!

Olavo sorria, Marta estava estática e Ju pulava como uma louca.

–O Bruno e a Fatinha? Você tem certeza minha filha? –Perguntou Marta.

–Certeza absoluta! O Bruno acabou de contar para a Vilma que ele e a Fatinha estão namorando. –Contou Ju.

–Ah! –Marta deu um grito de comemoração e correu para abraçar a filha.

As duas ficaram pulando juntas, comemorando o acontecimento enquanto Olavo só observava e ria. Depois de alguns minutos de histeria as duas se controlaram.

–Os pais da Fatinha estão na cidade? –Perguntou Olavo.

–Estão sim. Parece que o pai dela veio doar sangue para um amigo da família. –Disse Ju sem entrar em muitos detalhes.

–É a ocasião perfeita para fazermos um jantar de comemoração! Temos um motivo e os convidados. Ju liga para a Fatinha e avisa que hoje à noite nós sairemos para jantar e que os pais dela devem ir também. –Marta ordenou.

–Marta hoje é domingo, amanhã eles devem trabalhar e as meninas tem que ir para o colégio, assim como o Bruno tem faculdade. –Lembrou Olavo.

–É só uma noite Olavo, deixa de ser tão certinho. –Pediu Marta.

–Tudo bem. –Olavo cedeu. –Além do mais, uma notícia dessas merece comemoração.

–Ótimo, vou só tomar banho e ligo para a Fatinha! –Anunciou Ju.

Já no outro apartamento, Bruno e Vilma estavam na sala conversando enquanto Fatinha tomava banho.

–Bruno, um dos maiores presentes que vocês poderiam ter dado para o Adolfo foi dar o nome de Beatriz para a minha neta. Quando ele soube ficou com os olhos cheios de lágrimas, tentando não chorar. E sem falar que a música do Chico Buarque foi cantarolada quase todos os dias desde então. –Contou a senhora.

–É bom saber que ele gostou. Na verdade esse foi o critério de desempate, estávamos entre Catarina e Beatriz.

–Catarina também é um nome muito bonito, mas Beatriz encaixou perfeitamente. –Disse ela. –A minha filha parece estar muito feliz, mesmo sem ter recuperado a memória ela já está aceitando bem a gravidez. Preciso confessar que um dos meus maiores medos é que a Maria de Fátima não amadurecesse o suficiente para ser responsável por uma criança.

–Amadurecer? –Bruno estranhou. –Para mim ela já amadureceu faz tempo. A Fatinha estava muito bem vivendo por conta própria.

–Eu reconheço isso, ela cresceu muito desde aquele horrível sarau. Quando eu digo que ela precisava amadurecer era no sentido de não ser tão ingênua.

–Ingênua, a Fatinha?

–Talvez como “Fatinha” a ingenuidade dela tenha se recolhido, mas como Maria de Fátima ela é quase uma criança. Ela sempre vai estar pronta para ser aquilo que os outros esperam que ela seja, e tenho certeza que a Fatinha também é assim. Eu conheço muito bem a filha que eu tenho, mesmo que ela não perceba isso.

Bruno ficou em silêncio tentando compreender o que Vilma dizia. Talvez aquilo fizesse sentido.

A loira tinha acabado de sair do banho quando o telefone tocou.

–Oi Ju.

–Oi cunhadinha. Hoje nós vamos jantar fora! –Informou a it-girl.

–Nós quem?

–Mamãe, papai, eu, Gil, você, Bruno, Vilma e Adolfo. Vamos comemorar!

–Comemorar o que?

–Nossa Fatinha, você está lerda hoje. Nós vamos comemorar a vida, a nossa família e obviamente o seu namoro!!!

–Hn, você não acha exagero demais não? Além do que, nem sei se os meus pais vão querer.

É claro que eles vão querer Maria de Fátima. Agora deixa de ser chata que daqui a pouco eu estou passando aí para te produzir. Não acredito que eu nunca brinquei de boneca com você.

Juliana desligou o telefone antes que Fatinha tentasse argumentar. Então, sem saída a loira vestiu a roupa e foi até a sala contar a todos.

–Nós acabamos de ser convidados para jantar fora. –Ela anunciou.

–E quem nos convidou? –Perguntou Bruno.

–Seus pais. –Ela respondeu. –Mãe, a senhora e o papai se importariam de sair conosco? Sei que vocês devem estar exaustos, mas tanto a Ju quanto a Marta não aceitarão um não como resposta.

–Pois eu adoraria rever os seus sogros e tenho certeza que o Adolfo também. Vou para o Hostel me arrumar, e você me liga quando der a hora. –Concordou a senhora.

–Então eu vou tomar banho. –Bruno anunciou. –Até mais tarde Vilma.

A senhora se despediu, e Fatinha foi para o quarto analisar o guarda-roupa. Todas as roupas de sair que ela tinha estavam apertadas, graças a barriga que crescia mais e mais. A loira já estava entrando em desespero quando ouviu a campainha tocar.

–Ju, você precisa me salvar! –Ela pediu abrindo a porta. –Nenhuma roupa me serve.

O desespero de Fatinha só aumentou quando viu a amiga, toda magra, usando um vestido maravilhoso.

–Pois então pode me chamar de sua anja agora, porque eu trouxe um presente para você. –Disse a it-girl exibindo uma sacola. –Vi no shopping esta semana e tive que comprar, só estava esperando a oportunidade certa para te dar.

–Ai que linda! Deixa-me ver!!! –Ela implorou arrastando a cunhada para o quarto.

–Toma, o presente é todo seu. –Disse Ju entregando a sacola para a amiga.

A loira abriu a sacola afoita, e ficou de queixo caído quando viu o presente que havia ganhado. Era um vestido vermelho todo rendado, com um decote que valorizava os seios inchados da loira. Abaixo da linha do peito a peça era solta, comportando a barriga avantajada, e cobria até a metade das coxas.

–Amei Ju! Você é a melhor amiga do mundo! –Fatinha disse pulando no pescoço da garota.

–Eu sei, eu sei. Agora se vista porque eu ainda quero te maquiar! –Ordenou a it-girl.

Fatinha obedeceu, e ficou maravilhada ao ver que o vestido servia perfeitamente. Foi então que Ju deu inicio ao momento Barbie.

A garota passou uma sombra discreta nos olhos da amiga e caprichou no rímel. O blush usado era cor de terra e foi passado sem exagero. A única coisa exagerada era o batom, que Ju insistiu que deveria ser vermelho.

–Fatinha, você ainda vai demorar? –Perguntou Bruno batendo na porta.

–Mais dez minutos maninho! –Pediu Ju.

Quando o rapaz ouviu a voz da irmã, decidiu jogar vídeo game. Assim, talvez quando ele zerasse o jogo elas estariam prontas.

–Agora é a vez do seu cabelo. –Anunciou Juliana pegando a chapinha.

Ao invés de alisar o cabelo de Fatinha, Ju usou a prancha para cacheá-lo dando um aspecto natural ao cabelo. Quinze minutos depois a loira estava pronta, só faltava um detalhe.

–Fatinha, você está quase no sexto mês de gestação. Se você calçar essa sandália vai ficar com os pés inchados. –Ju argumentou.

–Mas essa é a única sandália que eu tenho para combinar com o vestido.

–Que tal essa aqui? –Perguntou a morena mostrando uma sandália bonitinha com salto baixo.

–Nem pensar. Ju essa sandália é tão velha que eu me lembro do dia que a comprei. –Disse a loira. –Eu vou com esta aqui. Além do mais, nós vamos ficar sentados na maior parte do tempo.

–Você é muito cabeça dura Fatinha! Calce o que quiser quem vai ter que fazer massagem nos seus pés não é eu mesmo.

Fatinha calçou o sapato, passou o perfume e finalmente estava pronta.

–Vamos Bruno. –Ela chamou entrando na sala.

O rapaz estava no nível onze do jogo que jogava.

–Me deixa só terminar essa fase. –Bruno pediu sem olhar para ela.

–Ok. –A loira concordou indo até a cozinha beber água.

Quando ela voltou, Bruno ainda estava vidrado na TV enquanto Ju esperava impaciente.

–Não sei se você reparou Bruno, mas a sua arma caiu há mais ou menos dois segundos. –Observou Fatinha, se referindo ao jogo.

–Ih, é verdade. –Disse ele pegando outra arma. –Obrigado Fatinha.

Bruno olhou para a loira e ficou paralisado com o que viu. Ela estava simplesmente perfeita!

–Você perdeu!!! –Disse Ju.

–Uau, você está linda! –Bruno elogiou com o olhar vidrado em Fatinha.

A loira agradeceu constrangida com o olhar de admiração do rapaz.

–Eu sei, ela está incrível. Obra minha, agora vamos porque o Gil está esperando lá embaixo.

Bruno ignorou a fala da irmã e foi até Fatinha. Ela estava tão linda que a única vontade que ele tinha era beijá-la e trancá-la dentro de casa para que ninguém pudesse cobiçar a mulher dele.

–Bruno Menezes, se você beijar a Fatinha e estragar a maquiagem que eu fiz, te garanto que a Bia vai ser a sua única filha! –Gritou Juliana tirando o rapaz do transe.

–Juliana você é muito chata. –Bruno disse.

O rapaz pegou Fatinha pela mão, e juntos eles saíram de casa. Assim que chegaram à rua, ele enlaçou a garota pela cintura, em um gesto de possessão. Todos já estavam lá, incluindo Gil e os pais de Fatinha.

–Minha filha, você está deslumbrante! –Elogiou Adolfo assim que a viu.

Todos concordaram e elogiaram a loira, que ficava cada vez mais encabulada.

–Que isso ein Fatinha! –Severino elogiou, mas então percebeu a cara emburrada de Bruno. –Com todo o respeito senhor Bruno.

–Vamos pegar os carros Bruno? –Olavo chamou o filho que o acompanhou relutante.

Em tempo recorde Bruno já estava de volta com o carro. Adolfo e Vilma iriam com ele, enquanto Ju e Gil iriam com Marta e Olavo.

O restaurante escolhido era chique e ao mesmo tempo intimista. Eles foram acomodados na mesa reservada e logo fizeram os pedidos. Para a entrada eles comeriam fondue de queijo acompanhado de um bom vinho tinto.

–E eu vou querer um suco de melancia. –Pediu Fatinha.

–Nada disso Fatinha. Sei que você deve evitar bebida alcoólica, mas uma taça de vinho não fará mal algum. Além do mais, estamos comemorando então podemos abrir uma exceção. –Disse Marta, cancelando o pedido da garota.

–Só uma taça. –A loira concordou.

O jantar foi ótimo, todos se divertiram muito e Fatinha pode matar a saudade dos pais. Tirando os momentos que a loira se levantava para ir ao banheiro e os homens do salão a olhavam, para Bruno a noite foi perfeita.

(...)

–Você não acha que está dando intimidade demais para o Severino? –Bruno questionou assim que eles entraram em casa.

–Por que você diz isso? –Fatinha perguntou estranhando o mau humor do rapaz. –O Severino além de porteiro do prédio é meu amigo.

–Pois eu acho que você não deveria dar tanta bola assim para os seus “amigos”. –Disse Bruno com ciúmes.

–Como você é chato, ein?! –A loira disse indo para o quarto.

Fatinha vestiu o pijama e escovou os dentes. Quando ela tirou a sandália deu um gemido de dor. O pé dela estava muito inchado e dolorido. Bruno, que estava somente com uma calça de moletom tratando da higiene bucal, foi atraído pela queixa da garota.

–Aconteceu alguma coisa? –Ele perguntou preocupado.

–Não é nada, só o meu pé que está um pouco dolorido por causa da sandália. –Explicou Fatinha tentando amenizar a situação.

O moreno se aproximou da cama e viu o estado dos pés da garota.

–Seus pés estão muito inchados. Onde tem um creme?

–Ali, mas para que você precisa de creme?

Bruno pegou o pote e sem dizer uma palavra se sentou na cama apoiando os pés da loira sobre as coxas dele. Lentamente ele foi espalhando o creme pelos pés dela, enquanto massageava.

–Nossa, divino! –Fatinha disse gemendo. –Você não precisa fazer isso Bruno.

–Mas eu quero. E a partir de hoje a senhorita está proibida de usar salto.

Fatinha concordou focando a atenção no imenso prazer que a massagem lhe proporcionava. Depois de alguns minutos massageando os pés dela até o inchaço diminuir consideravelmente, Bruno subiu a massagem para a panturrilha. Fatinha não se importou nem um pouco, ela estava mais do que satisfeita com a massagem recebida.

Foi só quando Bruno começou a massagear as coxas dela, que ela se pronunciou.

–Estou com a leve impressão de que você está se aproveitando da situação.

–Leve impressão? Pois então eu vou ter que me esforçar mais para tornar tudo mais claro. –Bruno disse com um sorriso malicioso.

O moreno se deitou ao lado da loira e logo a puxou para um beijo calmo.

–Sabe o que é irônico? –Ele perguntou interrompendo o beijo. –Nós começamos a namorar hoje e desde então não tivemos um minuto para namorar mesmo.

–Hoje o dia foi longo. Nunca tive um domingo tão produtivo quanto este. –Fatinha concordou.

–Sabe o que poderia deixar este domingo mais produtivo ainda? –O moreno perguntou cheio de malícia.

–Uma boa noite de sono! Estou exausta Bruno, não sei de onde você está tirando toda essa animação.

–Ok. –O moreno concordou tristonho. –Posso te pedir uma coisa antes de você ir dormir?

–É claro.

–Um beijo de boa noite, que tal?

Fatinha riu do rapaz, mas ainda assim o beijou. No entanto o que era para ser um simples beijo de boa noite foi aprofundando.

–Bruno eu realmente preciso dormir. –Disse a loira cortando o beijo.

–Ok, pode dormir. –O rapaz cedeu e apagou a luz, mas não levantou da cama.

–Você vai ficar aqui? –Fatinha perguntou.

–Estou pensando em dormir por aqui, algum problema?

–Não, contanto que você fique quieto.

–Fatinha para de resmungar e dorme. –Bruno disse abraçando a loira.

–Ok, parei. Boa noite Bruno.

Pronto, agora como é que eu vou dormir com esse moreno lindo e sensual para me distrair? –Fatinha pensava.

Contrariando as próprias expectativas a loira dormiu rapidamente. Bruno ficou apenas observando a expressão de serenidade no rosto dela e a barriga volumosa enquanto escutava a respiração ritmada. O dia havia sido perfeito, e a noite também.

Assim eles dormiram. Ela com a cabeça recostada no peito dele e ele a abraçando pela cintura.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo.
Comentem.