Notas iniciais
Hoje é meu tão querido Chichi no Hi *---* quem me acompanha em Procura-se uma Uchiha sabe o quanto eu gosto dessa data e por isso, para não deixar passar em branco, estou postando essa pequena two-shot em comemoração ♥ Faz tempo que eu não escrevo UN e que eu escrevi essa two-short ^^ espero que gostem!

Capítulo I — Pai

Apenas uma carta nunca escrita ao seu pai...

~*~

Pai,

Sei que já faz muito tempo que não nos vemos, tempo demais para que uma menina tão jovem como eu, lembre-se do seu amado rosto.

Tempo demais para separar pai e filha...

Sei que talvez você não reconheça o meu rosto ou quem sabe, mama deve ter mandado uma foto minha escondida ao senhor, mas saiba pai, que hoje, só vim lhe dizer que tenho meus medos e minhas dúvidas.

Às vezes, incontáveis vezes, permaneço acordada durante a madrugada, olhando para o teto, imaginando como seria ser posta para dormir por você.

Imagino como seria adormecer sobre minha mesa de estudo e de maneira tão terna, você me acolher em seus braços com temor de me acordar e ser posta em minha cama, coberta por você, recebendo ao final um beijo de boa noite em minha tez.

Sim, eu admito, imagino-o em todos os lugares, em todos os momentos.

Imagino você indo me buscar na Academia, imagino-o almoçando comigo enquanto conto como foi o meu dia ou escuto sobre o seu. Até mesmo já imaginei como seria ser treinada por você como meus amigos são treinados pelos seus pais.

Imagino que técnicas do nosso tão devastado clã você confiaria a mim.

Sim, eu imagino.

Mas, por imaginar tanto, não consigo evitar de desejar que minhas ilusões se tornem reais, concretas, dando-me a oportunidade de tocá-las e admirar minhas memórias reais antes de dormir.

Sim, eu quero ter essas memórias, mas não as tenho.

Você nunca está aqui. Sempre está em uma missão, longe de mim e isso me dói. Me corrói. E me faz questionar o verdadeiro significado de ser shinobi; se é esse caminho, de ficar longe de casa e das pessoas que eu amo, que eu quero seguir.

Os dias parecem tristes e vazios aqui em Konoha.

Tenho amigos.

Tenho uma mãe que eu tanto amo.

Mas não tenho você.

E eu me questiono...

Você me ama?

Sente falta de mim?

Pensa em mim constantemente como eu penso em você?

Me ama da mesma forma que mamãe me ensinou a amá-lo?

Por que você não vem aos meus aniversários, pai?

Por que você não está ao meu lado agora?

Por que estou mais uma vez olhando para aquela imagem sua da adolescência e não uma sua de onde você está nesse exato momento?

Por que?

Pai, sei que pode parecer egoísmo, mas é assim como eu me sinto. Desculpe se não consigo compreender o verdadeiro significado da sua distância, se muitas vezes já olhei para o céu límpido de Konoha, se já admirei tantas primaveras e outonos e já me questionei se você se importa comigo e com a mamãe; se vocês dois são realmente casados e se amam como ela afirma.

Não me lembro de ouvir esse tipo de afirmação vindo de você quando eu era apenas um bebê, ou se ela já existiu.

E isso me dói. Pois eu só queria te ver, ter uma memória, uma voz, um cheiro, um momento para eu dizer que é meu.

Queria poder te mostrar minhas notas ou as técnicas que eu aprendo dia após dia, mas me satisfaria em simplesmente olhar em seus olhos e dizer que, apesar de tudo...

Eu te amo, pai.