Em uma noite de sábado, meus pais aviam saído para comemorar seus 25 anos de casados e me deixaram em casa. Tenho 17 anos e me chamo Helena, moro no Brasil e curso meu ultimo ano escolar.

Estava em casa naquela noite de sábado assistindo um filme na TV, estava prestando muito atenção o filme realmente parecia ser muito interessante. Estava deitada no sofá quando o telefone tocou, ele não ficava muito longe do sofá, na verdade ficava em uma escrivaninha encostada nele.

-Alô? – Atendo me sentando no sofá.

-Eu gostaria de falar com a senhorita Helena Hoffman, por favor!

-É ela. Quem é?

-Aqui é do hospital, eu gostaria que ficasse calma, tenho uma notícia ruim para lhe dar.

-A senhora esta me assustanda. Pode me falar logo o que aconteceu? – Eu disse preocupada.

-Bom, quando seus pais estavam retornando do local onde estavam, um caminhão em alta velocidade perdeu o freio e sem querer bateu no carro deles. Eu sinto muito mais seu pai morreu na hora, sua mãe ainda chegou viva a ponto de nos passar seu telefone para fazer contato, ela faleceu minutos depois. Eu sinto muito.

Nessa hora senti meu coração partido. Como isso? As pessoas que sempre me ensinaram tudo, que me deram amor e carinho, que estavam sempre do meu lado me apoiando e dando força, aviam morrido. Eu não conseguia acreditar.

Lágrimas descontroladas começaram a cair, eu estava desesperada.

-A senhora está bem? – Perguntou a voz no outro lado da linha.

Não sei da onde tirei forças para responder...

-Estou. Obrigada por avisar tenha uma boa noite.

Desliguei o telefone ao mesmo tempo e comecei a chorar desesperadamente, nunca estive tão triste, eu não me conformava, por isso tinha acontecido? Porque comigo? Depois disso só me lembro de ter adormecido ali mesmo e de ter acordado com o rosto envelhecido e gordo de uma vizinha olhando para mim.

-Bom dia – ela disse e não parecia muito animada.

-Você já sabe? – perguntei em quanto limpava uma lágrima que já escorria em meu rosto.

-Saiu nos jornais hoje de manhã, quando vi vim correndo para cá. Já liguei para sua tia, Emma ela já embarcou no avião esta vindo para cá também.

Acenti com a cabeça em quanto ela colocava uma mexa de meu cabelo para trás.

-É melhor tomar um banho, vou preparar um café da manhã bem reforçado. Quer?

Fiz que sim com a cabeça me levantando e indo em direção as escadas para subir e tomar um banho.