Coração Frio
5 Surpresas e Segredo - Parte 2
Notas iniciais
Acordei imaginando duas coisas: quem contou meu segredo e como eu iria enfrentar isso no colégio. Sai do meu quarto e fui até o quarto da Linda acorda-la. Descemos e fomos tomar café com nossos pais. Eles ainda não sabem de nada, não tive coragem ainda de contar o que aconteceu, mas eu sei que isso irá parar nos ouvidos deles rápido. Escultamos a campanhinha tocar e eu fui atender. Era Kataryna. Ela entrou e me perguntou se eu já tinha contado aos meus pais o que tinha acontecido e eu responde que não, que iria aguardar só até o final do dia.
Saímos nós 3 de casa — eu, Katy e Linda — e fomos direto para o colégio. Chegando lá, às pessoas zombavam cada vez mais. Algumas me davam apoio mesmo eu não ter confirmado à história. Victor me mandou uma mensagem no celular dizendo para eu e Katy encontrar ele na sala de música. Fomos até lá e ele logo foi dizendo:
-Não fui que fiz isso, você sabe Vicent. Eu gosto muito de você e não teria coragem de dizer isso.
-Mas quem garante que não foi você? O Vicent recusou seu pedido, você deve ter ficado com raiva e contou — Katy rebateu o que ele disse.
Pedi para que os dois mantivesse á calma que nós iriamos descobrir. Saímos da sala e fomos para à aula.
Na hora do intervalo Sarah apareceu. Ela foi logo me perguntando quem tinha sido que tinha contado aquela história falsa. Eu disse que era verdadeira. Ela ficou surpresa, mas mesmo assim ela queria saber quem foi, por que estava indignada.
-Quem sabe não foi você, né Sarah? — disse Katy.
-Como que eu iria fazer isso sendo que eu não sabia disso? A única pessoa que sabe disso é você. Eu acho que Vicent deveria ficar mais de olho em você.
Quando Sarah terminou de falar eu fiquei meio desconfiado de Kataryna. Será realmente que foi ela? Logo tratei de tirar essa ideia idiota da cabeça. O sinal tocou e fomos para à sala.
Na última aula Kataryna saiu da sala dizendo que estava passando mal. A professora mandou ela ir até à enfermaria. Logo depois ela voltou e disse para a professora que a enfermeira liberou ela. Ela pegou à mochila e foi embora. O estranho foi que ela não me contou o que estava sentindo.
A campa tocou e fui embora. No caminho eu estava pensando em ir na casa de Katy saber o que ela estava sentindo. Um minuto depois ela me manda um sms dizendo que estava bem e que não precisava eu ir até à casa dela. Acreditei na história e fui para casa.
Na hora em que eu cheguei em casa à porta estava meio aberta. Achei estranho por que meus pais zelam pela segurança da casa. Entrei desconfiado.
-Pai? Mãe? Vocês estão ai?
-Sim filho, estamos na cozinha com sua irmã — minha mãe falou logo em seguida.
Passei pelas duas salas e por um corredor e virei à direita para à cozinha.
Chegando na cozinha uma surpresa e medo tomou conta de mim. Meus pais estavam amarrados em uma cadeira no canto esquerdo da cozinha e sendo ameaçados por Victor, e minha irmã estava no canto direito também amarrada e sendo ameaçada com uma faca no pescoço por Kataryna.
-O que está acontecendo aqui?
-Sente que irei te explicar, Vicent — disse kataryna.
Peguei uma cadeira que estava atrás de mim e sentei. De repente Victor deu uma coronhada nos meus pais com o cabo da faca e os dois desmaiaram.
-Você se lembra das mortes que você causou? Pois então, irei vingar por essas mortes. Você sabe à dor que você trouxe para à família delas? Com certeza não né, para matar Ana, Beatriz e Edgar daquela forma você não tinha ideia da dor que suas famílias sentiram. Mas agora, eu irei fazer você sentir à mesma dor que eles sentiram, e adivinha como, matando sua "fonte de vida", à Linda.
-Não Kataryna, por favor, não faça isso, deixe ela em paz, eu faço o que você quiser, eu entro no lugar dela, mas não mate ela, por favor.
-Desculpa, mas isso não é o suficiente. Talvez você pensasse mais no que você iria fazer, se era certo ou não, se iria trazer consequências ou não.
-Victor, por que você fez isso? Por que você está ajudando ela? — perguntei à Victor.
-Você acabou com resto de esperança que eu tinha de ser feliz ao seu lado. Sabendo de como eu estava me sentindo, Kataryna apareceu para me mostrar em como dar o troco. Ela estava com muito ódio de você pelo o que você fez e também queria vingança — ele respondeu.
-E sabe quem foi que espalhou à história de que você era bissexual? Euzinha, sua querida melhor amiga, à que você tanto confiava. Ah Vicent, como você foi burro de ter contado á história das mortes para Sarah. E também de ter me contado que você era bissexual. Mas chega de lenga-lenga, vamos ao o que interessa.
-Não, deixe à Linda em paz, eu vou no lugar dela.
De repente Sarah aparece de fininho pela porta da cozinha, que estava atrás de Kataryna e Vicent, com uma arma. Eu esculto o 1º tiro, e 3 segundos depois o 2º. O primeiro garra em Victor no pescoço e o segundo garra em Kataryna, na cabeça. Morte imediata.
Eu corro para desamarrar Linda e Sarah para desamarrar meus pais. Eu abraço à Linda muito forte, e prometo à ela à nunca deixa-la sozinha, e depois digo que à amo muito. Abraço meus pais também, que estão acordando do desmaio. Eles estão sem saber o que aconteceu. Eu invento uma história, dizendo que Kataryna estava louca, por que ela estava "apaixonada" por mim e eu não queria nada com ela, e foi por isso que ela fez aquilo. E ela manipulou o Victor, que era "apaixonado" por ela. Meus pais não acreditaram muito na tal história de "amor". Depois contei à eles que Sarah apareceu para me ajudar, por que eu tinha avisado à ela que Kataryna iria fazer alguma coisa contra mim, por causa do "fora" que dei nela. Depois entramos em um acordo para não prejudicar Sarah, que estava com à arma do pai. Nós iriamos dizer que meu pai foi quem atirou. Ele não estava em casa no momento e foi avisado por Sarah, que tinha sido avisada por mim sobre o que estava ocorrendo, então ele entrou pelos fundos e atirou. Eu fiquei curioso em saber como Sarah sabia do que estava acontecendo. Ela me disse que sabia que estava acontecendo alguma coisa, por que segundo ela, ela escultou uma conversa muito estranha entre Kataryna e Victor e escultou eles dizendo que se encontrariam em minha casa. Ela ficou desconfiada e decidiu ir até minha casa.
Duas semanas depois do acontecido, meu pai foi condenado à fazer trabalhos comunitários por 5 anos. Várias pessoas ficaram revoltadas com à pena, mas no Brasil à justiça é cega, e pessoas ricas não são presas.
1 ANOS DEPOIS
Em um belo dia, eu e Linda estávamos passeando pelo centro. Nós paramos em uma esquina e esperamos o sinal para a gente abrir. Quando eu olho para o outro lado da rua eu vejo uma menina, da altura de Kataryna. Ela está com o capuz da blusa de frio cobrindo o rosto. De repente ela retira o capuz. É a Kataryna. Eu sinto um frio na barriga quando eu vejo ela. O sinal abre e os carros e ônibus passam sobre minha visão. Logo depois ela desaparece e eu me pergunto: Será que ela está viva, ou será que eu estou ficando louco?
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