Coração Frio
4 Surpresas e Segredo - Parte 1
Notas iniciais
Um ano antes eu tive uma relação com uma pessoa. Ela queria assumir nossa relação somente para nossos pais, mas eu não concordei por que ainda era muito cedo. A pessoa não aceitou muito bem minha decisão e antes de terminar comigo, me ofendeu com palavras grosseiras, que nenhuma pessoa merecia ter ouvido. Depois do que aconteceu, eu fiquei com muito ódio da pessoa, que virou meu inimigo logo depois.
Quando eu cheguei no colégio, recebi uma mensagem no celular dizendo para que eu o encontre na sala de música, onde não tem ninguém no primeiro horário. Não consegue reconhecer o número do celular, então, eu decidi ir lá. Chegando lá eu encontrei o Victor, o meu ex-namorado e atual inimigo. Tomei um susto no momento. Olhei para ele por uns 10 segundos e perguntei a ele o que ele queria.
–Eu gostaria de conversar com você sobre o que aconteceu com a gente — disse Victor.
–Pelo o que eu lembre, nós já conversamos a um ano atrás sobre isso, e não pretendo conversar de novo.
Quando eu estava quase saindo daquele sala escura e pequena ele segurou meu braço.
–É sério. Quero lhe pedir desculpas pelo o que te falei. Eu não estava pensando no momento, eu estava com muita raiva por você não querer fazer aquilo. Seria um grande passo para mim.
–Mas para mim, seria o começo de um grande inferno. Mesmo eu sendo bissexual, meus pais não iriam aceitar de forma alguma um filho que gosta de meninas, mas que também gosta de meninos.
–Eu te entendo.
Logo depois, ele me fez uma pergunta:
–Eu gostaria de voltar com você. Gostaria de ter aquela relação que nós tínhamos escondida. Era bom, eu gostava, me deixava mais alegre, com mais vontade de viver à vida.
Me subiu uma dúvida enorme na cabeça. Se eu voltasse com ele, eu novamente corria o perigo de ser descoberto, e no momento, seria muito fácil de eu ser descoberto, por que na semana passada, correu pelo colégio á notícia de que eu era bissexual. Mas por outro lado, eu teria aquele prazer que eu sentia de volta. Claro que ele poderia ser substituído por qualquer pessoa, uma pessoa em especial.
Logo depois, olhei para ele e responde que não, que não dava para nós voltarmos à ter aquela relação de antes por causa dos perigos que eu corria de ser descoberto.
–Mas você prefere continuar infeliz? — ele me perguntou.
–Isso é melhor para nós dois.
Sai da sala de música e fui ao banheiro pensar realmente se eu queria isso. Sim, era isso mesmo que eu queria.
Na hora do intervalo, contei tudo para Kataryna. Ela ficou surpresa com à coragem de Victor.
–O que você respondeu para ele?
–Eu disse que não, que era impossível a gente voltar por agora. — responde à ela.
–Mas você não tem medo dele revelar seu segredo?
–Ele não seria capaz de fazer isso. Ele taria se jogando contra o fogo.
–Mas seria bom você prevenir. Sei la, matar ele seria uma boa ideia.
–Você ta louca?
–Ué, ele num te magoou no passado, te dizendo aquelas palavras horríveis? Então, agora é momento certo de você se vingar. — Kataryna falou de um modo como se ela também tivesse raiva dele.
Novamente eu respondi que não. A campa tocou e fomos para á sala.
Na saída do colégio, Kataryna pediu para mim pensar na ideia dela com carinho. Ela foi para à casa de uma amiga e eu fui para minha. Durante o caminho, pensei bem no ela disse. Ele me ofendeu de um modo muito cruel, mas isso ainda não seria um motivo para mata-lo.
No outro dia quando eu cheguei ao colégio, eu via às pessoas fazendo cochicho e olhando para mim. Outros olhavam para mim e ficavam rindo. De repente fui surpreendido por um empurrão pelas costas. Caí no chão e olhei para trás para ver quem tinha sido. Foi um garoto que eu só conhecia de longe. Me levantei e perguntei à ele, que estava acompanhado de mais 4 meninos, por que ele tinha feito aquilo.
–Olha só, o bissexual do colégio está se fazendo de desentendido — ele respondeu e me empurrou contra à parede.
Começou à se forma uma roda ao nosso redor.
–Como assim? Eu não estou te entendendo.
–Ah não? Então eu vou fazer você entender agora.
Ele me deu um soco no estômago e começou à me ofender, dizendo que eu não era ninguém e que eu não deveria estar naquele colégio, por que só pessoas heterossexuais poderiam frequentar aquele colégio. Depois me deu um soco no rosto. Foi nesse momento que o diretor apareceu e me levou para à enfermaria e mandou os 5 garotos para à secretaria.
Chegando na enfermaria, o diretor disse que cuidaria dos garotos e que iria chamar meus pais. E disse também que iria me indicar um psicólogo. Logo depois, ele deixou à sala e Kataryna entrou. Eu perguntei para ela quem poderia ter contado, ela me disse que poderia ter sido o Victor.
–Como eu disse, se o Victor disse alguma coisa, ele estaria atirando contra o próprio pé. Até por que, ele sabe que eu também o entregaria — eu disse.
Ela concordou comigo.
Comecei à pensar quem tinha sido. Três, dos meus quatro inimigos, estavam mortos e o outro não seria louco o suficiente de fazer isso.
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