Coração De Mãe
15 Capítulo 14 - Encontro
Notas iniciais
Capítulo 14
Encontro
– Mamãe, eu uso esse ou esse? – Miku perguntou, mostrando as roupas que havia pego para que Haku a ajudasse. A mulher de cabelos prateados ficou surpresa ao ver que eram vestidos.
– Miku, isso é só um jantar, não um baile. Procure algo mais casual.
Miku corou e imediatamente se pôs a procurar alguma roupa que não desse a entender que ela esperava ir para algum restaurante chique e romântico.
Durante todo dia, Miku esteve com seus nervos a flor da pele, tanto que Haku teve de falar com ela por dez minutos para tranquilizá-la e assegurar de que não havia motivos para ficar nervosa. Mesmo assim, como toda garota antes de seu primeiro encontro (que nem encontro podia ser considerado, já que Haku estaria presente e se passaria na casa delas), Miku queria que tudo fosse perfeito.
Haku ainda tinha suas duvidas se os planos de sua filha para confessar seus sentimentos durante esse jantar dariam certo. De fato, a probabilidade de Luka ser recíproca aos sentimentos de Miku eram mínimas. Mas ela prometera que daria a Miku essa chance e Haku não era mulher de voltar atrás na sua palavra. Tudo que ela podia fazer era esperar e rezar pelo melhor.
Checando mentalmente a sua lista de tarefas, Haku se certificara de que Lily ficaria em casa essa noite. Os gêmeos estavam na casa de seus pais e Miku já havia deixado o jantar preparado, somente sendo necessário esquentá-lo. No mais, tudo estava em ordem.
Quando o relógio mostrou cinco para as 20:00, a campainha tocou.
– Eu atendo! – Miku disse, correndo escada abaixo. Felizmente, ela estava vestindo uma camisa branca simples e uma calça azul com tênis. Seu cabelo estava arrumado em suas típicas marias-chiquinhas.
– Miku, não corra. – Haku pediu, sua filha diminuindo o passo ao ouvir o conselho.
A garota de cabelos azulados abriu a porta e lá estava sua professora, parecendo completamente a vontade em um casaco preto com camisa branca por baixo e uma calça bege. Luka então olhou para sua aluna que a cumprimentou:
– Oi, Professora. – Miku decidiu não usar o primeiro nome de Luka a não ser que a mulher lhe pedisse.
– Olá, Miku-san. – Luka cumprimentou-a de volta.
– Boa noite, Professora Megurine. – Haku disse, escolhendo esse momento para aparecer.
– Senhora Yowane. É um prazer finalmente conhecê-la. – Miku deu espaço para que as duas se cumprimentassem com a costureira reverencia.
– O prazer é todo meu. Pode entrar.
Fechando a porta atrás de sua professora, Miku observou sua mãe interagir com a mulher de cabelos rosados:
– Espero que não tenha sido muito difícil encontrar nosso endereço. – Haku falou.
– Não. Conheço a vizinhança. Não mudou muito desde que eu morei aqui. – Luka respondeu, as três se encaminhando para a sala.
– A senhora morou aqui?
– Quando criança.
Miku reconheceu que aquela seria uma boa hora para checar a comida. Anunciando que ela ia verificar se o jantar estava pronto, Miku deixou Haku a sós com Luka, mas não antes de seu interesse amoroso perguntar:
– Você cozinha também, Miku-san?
– Sim. Mamãe nunca foi muito boa na cozinha, então eu preparo nossa comida. – Miku disse com um certo orgulho em poder exibir para Luka uma de suas habilidades.
– É verdade. – Haku disse com um sorriso encabulado. – Não consigo preparar nem arroz pra salvar a minha própria vida.
Luka pareceu intrigada. Miku então desapareceu dentro da cozinha e a professora perguntou um pouco sobre a vida da mãe de Miku, que lhe contou sobre seu trabalho e dificuldades. Foi então que Luka lançou outra questão:
– Se me permite perguntar, Yowane-san, você me parece demasiada jovem para ser mãe. Aconteceu algo entre você e o pai de Miku?
– Na verdade... – Haku então se pôs a contar sobre como achou Miku quando era só um bebê e que ela a criara sozinha, com a ajuda de seus amigos. Luka pareceu impressionada ao final da história.
– Entendo... foi muita bondade sua, Yowane-san. Poucos teriam adotado uma criança de rua em um tempo de crise.
– O que posso dizer? Sempre gostei de crianças e não podia deixar Miku largada, indefesa nas ruas. Se bem que devo muito a ajuda de meus amigos.
Luka assentiu com a cabeça, parecendo admirada com a mulher a sua frente. A professora então comentou com um sorriso:
– Mas, se me permite dizer, jamais adivinhara que você e Miku-san não são do mesmo sangue. Vocês são muito parecidas. Não só em comportamento mas um pouco no aspecto físico.
Haku suspirou. Por que todo mundo sempre apontava aquilo?
Passados alguns minutos no qual as duas conversaram sobre o desempenho de Miku na escola e um pouco mais sobre suas vidas profissionais, Miku avisou que o jantar estava pronto e começou a trazer os pratos. Foi então que a campainha tocou. Haku e Miku olharam para porta com curiosidade.
– Eu atendo. Miku, continue pondo a mesa. – Haku falou, indo até a porta enquanto Miku arrumava os pratos e Luka se sentava.
Haku abriu a porta.
– E aí, Haku-chan! – Meiko chamou, com Kaito, Gakupo e Dell atrás dela. – Pronta pra festa?
E imediatamente a fechou, apoiando as costas nesta, com uma expressão de quem fora pego fazendo algo errado.
Ela havia se esquecido que havia combinado com seus amigos na semana passada de fazerem uma pequena reunião em sua casa. Isso e de contar a eles que sua filha iria jantar com a professora de quem gostava hoje.
– Quem era, mamãe? – Miku perguntou da sala de jantar. O ângulo e distancia em que a mesa se localizava não permitia que ela ou Luka ouvissem ou visse quem estava do lado de fora da porta.
– É... e... o guarda da rua... é. Eu vou ter de falar com ele por um minutinho. Podem começar sem mim! – Haku falou, tentando disfarçar seu nervosismo (e falhando horrivelmente).
A mulher de olhos vermelhos rapidamente saiu da casa e fechou a porta atrás de si, Miku olhando para esta em confusão. Luka apenas olhou da porta para Miku e comentou:
– Vocês tem um guarda noturno na rua agora?
Miku deu de ombros.
Enquanto isso, lá fora...
– Hein!!! – Meiko exclamou.
– Eu juro, me esqueci completamente que nós combinamos isso hoje. Me perdoem! – Haku falou, juntando suas mãos em súplica. – Mas eu prometi que ajudaria a Miku e esse jantar é muito importante pra ela e...
– Para, para, para... – Meiko disse, sacudindo a mão na sua frente, fazendo com que Haku se calasse. – Eu sei o que está acontecendo aqui. – Haku olhou para Meiko, confusa. – Você arranjou uma nova amiga pra beber, não é?!
O tom de acusação foi completamente perdido para Haku, que pode apenas olhar para Meiko em confusão. Ela então dirigiu seu olhar para seus amigos, que pareciam um tanto encabulados. Exceto por Dell, que simplesmente disse:
– Ela andou bebendo Vodka no caminho pra cá.
– Vodka? – Haku se espantou. Meiko já havia tomado muitas bebidas alcoólicas e apesar de seu gosto por estas, ela ficava bêbada rapidamente se a bebida em questão fosse mais forte do que uma garrafa de cerveja.
– Sim. Todos saúdem mãe-Russia! – Meiko disse, cambaleando com pouco antes de se recuperar.
– Nós... vamos dar um jeito nela. – Kaito disse, pegando Meiko pelos ombros e guiando ela de volta para o carro.
– Nos desculpe pelo incomodo. – Gakupo disse, se curvando para a mulher de cabelos prateados.
– Não. Eu que deveria me desculpar por ter feito vocês virem até aqui a toa. – Haku disse.
– Ei! – Meiko disse de repente, se livrando dos braços de Kaito e apontando para Haku. – Sem desculpas! Volte lá e conquista aquela mulher como... como a mulher que você é!
Silencio novamente.
Era possível ouvir uma risadinha vinda de Dell, apesar de que os lábios dele mal terem se movido.
– Eu... vou levar ela pro carro. – Kaito disse.
Haku suspirou e voltou para dentro no hora em que Meiko disse “Ei, quem sabe Lily está de folga hoje?”. Suspirando, Haku voltou seu olhar para ver Miku e Luka trocando palavras entre uma servida. As duas pareciam completamente a vontade. Luka estava até sorrindo.
Miku estava bem animada enquanto sua mãe se sentava e garantia a Luka que tudo havia sido resolvido. A adolescente de cabelos azuis esperava que uma vez que Haku conhecesse Luka as duas ficassem amigas e Haku visse que Luka era uma mulher em quem ela poderia confiar.
Operação Jantar com a Mamãe e Luka: Sucesso! Miku pensou, mentalmente agitando duas cebolas Negi como pompons.
Após Haku terminar de comer, Miku se ofereceu para levar os pratos, mas Haku insistiu que ela podia pelo menos fazer aquilo e encorajou Miku e Luka a sentarem na sala para conversarem um pouco.
– Devo admitir, Miku-chan, sua mãe é uma mulher inspiradora. Tendo batalhado contra tantas adversidades somente para criar você. – Luka falou.
– É. Mamãe é a melhor pessoas no mundo pra mim. – Miku disse com o peito estufado de orgulho. – Quer dizer... não que eu não ache você legal também, Professora.
– Por favor, me chame de Luka. Deixe Professora para quando estivermos em aula. – Luka respondeu com um sorriso que fez Miku corar.
– Ah... tá certo...
Silencio se seguiu. Miku sentiu como se a temperatura na sala tivesse aumentado enquanto que Luka a olhava como se esperasse que a garota de marias-chiquinhas falasse algo mais.
Essa era a hora, Miku sabia; a hora da verdade. Ela teria de abordar o assunto para o qual ela se preparara todo o dia. Mas como começar?
– Profess... quer dizer, Luka-chan... posso te fazer... uma pergunta?
Luka fez menção com a cabeça que Miku podia prosseguir. Pensando rapidamente, a adolescente resolveu adotar a velha tática de...
– Eu tenho uma amiga com um problema e queria te perguntar... hum... o que você pensa sobre lésbicas?
Luka pareceu um tanto surpresa pela pergunta, o que era compreensível. Quando a mulher de cabelos rosados parou para pensar por algum tempo, Miku começou a se sentir nervosa. Será que Luka era contra homossexuais?
– Honestamente, eu não nunca pensei muito sobre o assunto. Para mim, elas são pessoas tão comuns quanto as outras. – Luka falou, deixando Miku mais aliviada. – Por que? Sua amiga é uma?
– Quem? – Miku perguntou e em seguida lembrou-se. – Ah! Ah, sim! Sim! Ela... hum... ela me disse que ela tá interessada em uma mulher, daí eu... – Para de inventar e vai direto ao ponto! Miku repreendeu-se mentalmente. — Digo... eu estou preocupada porque ela disse que ela gosta de uma professora na escola.
– E...
– E eu estou preocupada porque... isso pode pegar mal pra ela e pra professora, certo? – Luka concordou com a cabeça. – Daí eu queria saber o que você pensa sobre isso Luka-chan. Digo, você me parece bem experiente... – quando Luka levantou uma sobrancelha para aquela fala, Miku rapidamente tentou emendar. – Digo... ! Achei que você pudesse saber de uma caso. Digo... ! – É isso. Eu desisto. uma vozinha dentro da cabeça de MIku que soava muito como sua tia Lily falou.
Enquanto Miku parecia se desesperar, Luka pode apenas olhar para ela e sorri, levando sua mão a sua boca para tentar segurar uma risada. No entanto, ela não conseguiu segurar mais quando Miku corou um tom rubro.
A garota de cabelos azuis olhou para sua professora em confusão ao ver ela rindo. Percebendo que Luka estava rindo dela, Miku se sentiu nervosa e incomodada ao mesmo tempo. Luka conseguiu então se controlar e olhou para a expressão confusa no rosto de Miku.
– Perdoe-me, Miku-chan. Heheh. Mas, respondendo a sua pergunta; sim, essa sua amiga pode vir a ter muitos problemas, não só para ela, mas também para a professora em questão. Não só os óbvios, como possíveis acusações de pedofilia como também diversos outros devido ao vinculo professor-estudante.
Aquilo fez com que Miku imediatamente se sentisse deprimida e baixasse a cabeça para evitar que Luka visse a expressão triste no rosto dela. Luka então continuou:
– Minha sugestões seria, se ela estivesse disposta, a esperar.
– Esperar? – Miku perguntou.
Haku, que havia terminado de lavar a louça fazia alguns minutos, estava escutando pela porta da cozinha as duas falando, enquanto tentava fingir que não estava escutando, pois, afinal, porque ela iria estar escutando o que poderia ser a primeira rejeição amorosa que sua filha sofreria. Não era como se ela ainda suspeitasse que Luka poderia tirar proveito de sua menininha. Não senhor.
A mulher de cabelos prateados então ouviu o que Luka disse a seguir:
– Sim. Esperar até que ela mude de colégio, se forme ou, talvez, a professora mude de colégio.
Aquela ultima frase disparou diversos alarmes na cabeça de Haku, fazendo com que ela chegasse a uma conclusão:
Será que essa Professora Megurine...
Foi então que a campainha soou novamente, interrompendo o raciocínio de Haku e das duas mulheres na sala. Quando ouve um segundo toque, Haku decidiu ir atender:
– Deixem comigo. – ela falou, passando pela sala onde as duas estavam olhando. Haku abriu a porta e viu... – Lily?
– Ei... Haku... – Lily soltou um soluço e cheirava fortemente a álcool. – Por que cê tá... hic... me evitando ultimamente.
Essa não... Haku pensou, e rapidamente olhou para a sala. Miku e Luka voltaram a falar e a professora de cabelos rosados não parecia ter ouvido Lily falando. A pediatra então empurrou Lily para a rua, dizendo. – Agora não é uma boa hora, Lily. A Miku e a Professora Megurine estão...
– Eu não to falando... hic... delas. Tou falando de nós!
– Lily. – aquela realmente não era uma boa hora pra lidar com uma Lily intoxicada. Considerando o quanto... direta Lily ficava algumas vezes quando estava bêbada, Haku podia sentir que ela provavelmente teria de coagir Lily a voltar para casa enquanto conversavam.
– Cê não... hic... sabe o quão difícil é? Ficar do lado só olhand-hic-do enquanto você só... hic... me ignora...
Lentamente conduzindo Lily para a rua, Haku pode apenas suspirar enquanto sua amiga intoxicada continuava a falar. Ela honestamente não se lembrava de Lily alguma vez ter feito o papel de bêbada rejeitada. Ela geralmente era mais o tipo bêbada alegre.
– Fala sério! Você... hic, não entende! – Lily continuou com o se discurso.
– É claro que entendo. – Haku respondeu, apesar de que aquilo era uma mentira, pois ela só estava prestando meia-atenção ao discurso de Lily, pensando que era só conversa induzida pelo álcool.
– Então talvez você... hic... entenda quando eu fizer isso!
Antes que Haku pudesse reagir, Lily agarrou seus ombros e a beijou na boca. Os olhos da pediatra imediatamente se arregalaram ao perceber que ela estava sendo beijada por Lily. Haku momentaneamente perdeu contato com o mundo ao seu redor enquanto sentia... ela não sabia o que era, se surpresa, calor, raiva, ou uma mistura de todos estes.
O choque foi tão grande que ela nem notou quando Lily fora puxada para trás, jogada no chão e imobilizada por uma chave de pescoço aplicada por uma Luka com uma expressão séria no rosto. Haku somente voltou a si quando Luka já estava falando para Miku, que tinha uma expressão chocada em seu rosto:
– Rápido Miku-chan! Chame a polícia enquanto eu seguro ela!
– E-EI!!! O que você... GAH!!! – Lily tentou falar, mas só conseguiu que Luka apertasse ainda mais o braço em torno do pescoço dela.
– Atacar mulheres no meio da rua é categorizado como estupro. Vamos ver o que você tem a dizer para o juiz. – havia um certo tom de prazer vitorioso na voz de Luka.
– Luka-sensei, ela é minha tia! – Miku falou.
– Huh? – Luka apenas olhou para Miku, confusa enquanto que Lily parecia estar ficando roxa.
E apesar de toda aquela confusão, Haku só podia pensar em como seu primeiro beijo fora roubado por Lily, a notória sedutora de seu grupo de amigos...
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Depois de reanimar uma quase asfixiada Lily, explicar tudo para Luka e levar a loira de volta para casa, onde Haku encontrou uma Meiko sendo carregada por Gakupo até o carro de Kaito e Dell apenas observando tudo com interesse, Miku resolveu acompanhar Luka até o carro da professora que estava estacionado no fim da rua. Durante todo trajeto, a garota de cabelos azuis só conseguia pedir desculpas por tudo que aconteceu.
– Você não precisa se desculpar, Miku-chan. Na verdade, eu deveria pedir seu perdão por ter agido daquela forma. – Apesar de que ela merecia. foi a mensagem que Miku pode captar no olhar de Luka. – E, apesar de possuir minhas suspeitas, sua mãe disse que ela ajudou a criá-la, então sou forçada a reconhecer que pelo menos uma coisa boa aquela mulher fez na vida.
Miku até queria defender Lily, mas pelo tom e expressão no rosto de sua professora, sabia que aquilo não adiantaria. A rixa entre Luka e Lily era algo de família que Miku não conseguia compreender e algo que sua mãe sempre dissera que era melhor não se meter.
– De qualquer maneira, foi uma noite bem agradável. Gostei de conhecer sua mãe, Miku-chan. – Luka disse.
– Ah, também achei. – Miku então pensou no que Luka havia falado sobre ter paciência e decidiu voltar ao assunto enquanto elas se aproximavam do carro de Luka. – Hum... Luka-san... quanto ao que você disse sobre ter paciência, você mencionou esperar... o que você quis dizer?
– Exatamente o que eu falei. Tudo tem o seu tempo. As vezes, é melhor entrar em uma relação quando não há tantos riscos para os dois lados. – as duas então chegaram ao carro de Luka, que se virou e agradeceu a Miku novamente, que sorriu e disse que não fora nada. – Nos vemos amanhã na aula, Miku.
Com isso, antes que Miku pudesse reagir, Luka se inclinou e lhe deu um beijo de leve na bochecha. A garota de marias-chiquinhas ficou mais vermelha do que as roupas que Meiko usava e pode apenas abanar para Luka que entrou no carro com um ultimo “tchau” e partiu.
Um minuto depois, Miku começou a caminhar de volta para casa, sua cabeça não parava de revirar o fato de que Luka a beijara de novo e de novo e de que ela havia usado o nome de Miku sem nenhum honorifico. Será que aquilo significava o que ela achava que aquilo significava?
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