Coração De Aluguel

1 Capítulo 1 - Procura-se um namorado!


Notas iniciais
Sejam bem vindos a minha mais nova FIC!

POV Bella


– Bom dia amor! Disse assim que acordei e olhei para a foto de Jake ao meu lado no criado mudo.


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Este era o meu ritual todo dia ao acordar desde o dia que ele me deixou. A primeira imagem que eu via era a foto dele, a primeira frase do dia era pra ele. Jake me deixou no dia dez de dezembro de 2009. Éramos casados há três anos e vivíamos em eterna lua de mel. Nos conhecemos na faculdade, ele fazia direito e eu medicina. Nos formamos e logo em seguida nos casamos. Jake morreu em um acidente de carro ao voltar pra casa em uma noite muito chuvosa.

– Você tem saído muito pouco! Haide me contou que sua vida tem se resumido a trabalho e casa. Isto tem que mudar querida! Disse Billy meu sogro, estávamos almoçando em sua sala de jantar. Billy Black era a única família que me restava. Meus pais morreram quando eu ainda era muito jovem, me deixaram com uma vida confortável, mas sozinha. Quando conheci Jacob, ele e seu pai se tornaram a minha família. É claro que não posso me esquecer de Alice, sim Alice Cullen minha melhor amiga desde o High School.

– Haide está virando uma fofoqueira muito mal informada! Falei com o tom exasperado. Haide é como posso dizer minha babá, na verdade ela foi realmente uma babá e seu apelido fazia juz a isto. Foi babá de Jacob quando ele era criança e cuidou dele a vida toda desde a morte de sua mãe quando ele ainda era um garotinho, Jake deu a ela o apelido de Bah. Quando nos casamos Haide veio morar conosco e cuidar de nós. Sempre nos demos bem, ela me tratava como uma filha. Depois da morte de Jake ela preferiu permanecer comigo em casa, dizia que eu precisava de seus cuidados, mas o fato é que no momento eu estava é sendo vigiada por ela, que estava preocupada eu sei, mas eu estava bem. Já tinha me adaptado à ausência de Jacob em minha vida, na verdade eu tinha criado um mundo pra mim onde Jake permanecia vivo através de fotos, roupas, cds e livros que ele tanto gostava bem como vídeos dele e nossos juntos. Pode parecer doentio, mas era assim que eu conseguia viver e até ser feliz de certa forma.

– Por que mal informada? Perguntou Billy.

– Ora por que? Por que eu saio sim... E... E me divirto muito! Ela é que está ficando velha e não percebeu! Falei tentando desconversar.

– Tem saído então? Disse ele. – Bom se tem saído tanto assim, é porque conheceu alguém! Concluiu. – Isto é ótimo eu quero conhece-lo! Falou ele.

– Co... Co... Conhece-lo? Perguntei atordoada.

– Sim conhece-lo. O seu namorado, este com quem tem saído, quero conhece-lo! Falou ele.

– NAMORADO? Reagi no ímpeto.

– Sim filha, namorado!Você não disse que tem saído muito, então ninguém sai sozinho, só loucos fazem isto não é? E como eu sei que você não é louca quero conhecer o rapaz que tem feito você feliz ultimamente! Falou ele com um sorriso de deboche. Billy tentou por diversas vezes me apresentar a vários rapazes que ele achava ser adequados pra mim, apareceu cada figura, organizou jantares e mais jantares em sua mansão me obrigando de forma persuasivamente carinhosa a comparecer. Os Black eram pessoas muito influentes em NY por conta do nome que Billy conquistou entre os juristas e advogados da cidade, ele era um juiz muito competente.

– Billy, eu... Olha... Vamos com calma sim? Falei.

– Já faz dois anos Bella! Dois anos! Ele era meu filho, único filho! E eu o amava e ainda amo, mas precisei seguir em frente, pois ainda estou vivo! Você precisa fazer o mesmo querida, precisa seguir em frente, ser feliz, ainda é muito nova, precisa reconstruir a sua vida. Casar...

– Billy...

– PRECISA CASAR DE NOVO!... Constituir família e me dar um neto postiço! Falou ele se levantando da mesa em sua sala de jantar. – Você tem até o jantar beneficente pra me apresentar seu namorado, ou então eu não vou fazer a minha doação anual ao setor de oncologia infantil do North General e definitivamente vou arrumar um namorado pra você e desta vez não vou errar e você vai se apaixonar por ele por bem ou por mau mocinha! Disse ele me dando um beijo na testa.

– BILLY!Como assim não vai fazer a doação, a sua doação praticamente sustenta aquele setor durante todo o ano, as crianças precisam... Você... Você não teria coragem! Falei desacreditando.

– Ah teria e tenho filha, se você não colaborar, este ano não terá doação! Disse ele incisivamente, colocando o guardanapo de linho em cima da mesa e se retirando. As ameaças de Billy sempre eram verdadeiras, quando ele colocava uma coisa na cabeça ninguém tirava. E agora o que eu iria fazer? Um namorado, ele queria me ver com um namorado. A idéia já me causava alergia. Estava bem como estava, não precisava de nenhum homem no meu pé. Ele falou em casar, casar de novo e ter... Ter filhos? Ele só pode ter enlouquecido. É isto, só pode estar gagá o velho Billy Black!

(...)

– Tia Bella não quero mais ficar aqui! Dizia Nickolas um de meus pequeninos pacientes. Especializei-me em pediatria depois que terminei a faculdade de medicina. Sempre gostei de crianças e viver cercada delas me ajudava muito na atual circunstancia.

– Nickolas querido a tia já disse que você logo vai embora, não disse? Ele assentiu entristecido. Nickolas deu entrada no North General com uma forte pneumonia e estava demorando a se recuperar, pois além da patologia apresentada ele desenvolveu uma anemia por não querer se alimentar. Minha rotina no hospital era sempre corrida, mas gratificante.

(...)

Graças a Deus você ainda está viva! Dizia Alice do outro lado da linha. – Faz mais de uma semana que não dá sinal de vida! Concluiu.

– Oi exagerada! Falei rindo.

– Bella você é uma péssima amiga! O que eu tenho que fazer pra te ver? Marcar uma consulta pro Dani é isso? Daniel era meu afilhado e tinha quatro anos, eu e Jake o batizamos. Alice trabalhava como editora de moda da revista Victor Magazine, era casada com Jasper, ele e Jake eram muito amigos.

– Como vai Dani e Jazz? Perguntei.

Vão bem e eu também amiga desnaturada! Mas confesso estaria melhor se você aparecesse! Disse ela entristecida.

– Ali desculpa, é que tenho trabalhado muito ultimamente! Falei.

É só o que você faz, trabalhar e trabalhar. Bella pelo amor de Deus, você precisa viver um pouco, sair deste hospital e ver gente saudável, de preferência do sexo masculino! Disse ela.

– A não, você também Alice! Ai já é demais! Respondi irritada.

Por que eu também? Essa eu juro que não entendi. Mas não retiro o que disse, você precisa sair e ver gente nova, viajar... Sei lá precisa mudar as coisas! Falou.

– Billy também veio com umas maluquices assim como estas suas! Dizendo que eu preciso arrumar um namorado, na verdade ele me exigiu um namorado! Qual o problema com a minha vida? Me fala! Eu não tenho enchido o saco de ninguém! Por que não me deixam em paz? Falei chateada.

Nós te amamos e por isso nos preocupamos com você! Bella se até o Billy disse que você precisa arrumar um namorado é por que a coisa está feia não acha? Perguntou ela deixando-me sem graça. – Bom pelo visto você não vai responder. Melhor assim facilita pra mim! Amanhã almoçamos juntas, então passa aqui na editora, pois é caminho pra você! Te espero as treze em ponto! Beijos flor! Disse e desligou logo em seguida. Arg! Alice e seu dom em me tirar do sério!

(...)

– Boa tarde! Falei assim que entrei no escritório de Alice. Não tinha tido uma boa manhã no hospital, um de meus pequeninos havia piorado e sido reencaminhado a UTI me deixando bem chateada, fora o fato de ter tido uma péssima noite de sono cercada pela voz de Billy me ameaçando em minha mente, fala sério!

– Boa tarde Bellinha! Disse Alice remexendo em alguns papéis. – Já iremos sair eu só preciso entregar estas fotos... Ela levantou a sua cabeça e me fitou! – Seu dia não parece bom! Concluiu.

– Pois é... Alice é sério, estou em uma situação complicada... Contei a ela sobre a carinhosa ameaça de Billy e a primeira reação dela foi revoltante, ela gargalhava. – Alice pare de rir! É sério, o hospital precisa da doação dele! Falei indignada.

– Desculpe Bella... Dizia ela recobrando o fôlego.

– Você precisa me ajudar Ali, é sério! Falei quase suplicando.

– Te ajudar como? Eu já apresentei vários amigos meus e nenhum foi do seu agrado, aliás, você nem deu atenção! Disse ela.

– Alice! Supliquei. Ela se levantou da cadeira e começou a andar de um lado a outro da sala e eu com os olhos a acompanhava. Em determinado momento ela levou o indicador a boca e me olhou, logo depois fez sinal de negativo com a cabeça, em seguida parou e me fitou.

– Prometa manter a mente aberta! Disse ela se sentando em minha frente e me virando em sua direção, eu assenti com medo. – Eu tive uma idéia que pode dar certo, mas não é a solução para o seu problema. Vamos combinar amiga você precisa conhecer alguém de verdade, precisa...

– Alice! Por favor,...

– Ta bom! Falou ela me cortando, e logo em seguida pegou em cima da mesa algo que parecia um álbum ou um grande livro. – Eu recebo todos os dias fotos e mais fotos de homens e mulheres que querem uma oportunidade de se lançar como modelo... Não entendia onde ela queria chegar. – Tem uns aqui que são bem bonitos. Eu tive uma idéia... Alguns destes fariam de tudo pra ter uma oportunidade sabe, eu acredito que com jeitinho eu consigo um destes... Disse ela abrindo o que era definitivamente um álbum de fotos. – Pra te ajudar!

– Me ajudar? Perguntei sem entender.

– Sim, podemos contratar um destes como um... Um... Um acompanhante... Um...

– ALICE! Isso é prostituição sabia? Falei indignada.

– Ficou louca? Disse ela mais indignada do que eu. – Ele vai apenas te acompanhar no jantar beneficente e em troca você paga a ele um cachê, é simples. Ela disse. Eu fiquei de inicio horrorizada mais a seguir percebi que era uma boa idéia e que não tinha lá grandes problemas.

– Ai Ali eu não sei não! Falei.

– Confie em mim! Disse ela abrindo melhor o álbum e me mostrando as fotos, tinham rapazes muito bonitos ali, mas confesso que nada me agradou.

– Ai Bella é só pra te acompanhar durante algumas horas, qualquer um destes serve vai, pare de ser tão exigente! Disse ela se levantando da cadeira e levando consigo o álbum, quando ela se virou algo de dentro do álbum caiu e eu rapidamente peguei.

– Quem é ele? Perguntei segurando a foto nas mãos. Alice se voltou e fitou a foto.

– Ah este? É o Edward! O que esta foto está fazendo aí? Disse ela confusa. – Ah já sei! Disse ela pegando a foto da minha mão.

– Então? Voltei a perguntar.

– Edward é meu primo! Disse ela. – É músico... Eu tirei esta foto em uma de suas apresentações em Chicago que eu assisti. Eu deixei a foto aqui, pois tive uma idéia maluca, mas no fim desisti. Tadinho, ele é bom músico só não teve oportunidade de mostrar o seu talento ainda! Disse ela.

– Alice olha, eu me sinto desconfortável em contratar um modelo... Sei lá é estranho! Falei. Alice voltou a olhar a foto e depois me olhou com um sorriso enorme em seu rosto.

– O que foi? Perguntei com medo.

– Ele pode te ajudar! Disse ela.

– Ele? Perguntei apontando pra foto.

– Sim! Disse ela voltando a se sentar em minha frente. – Edward é uma pessoa muito legal, divertida e com certeza iria topar te ajudar! Olha como eu disse ele é músico e... Nossa perfeito! Ela disse.

– O que é perfeito Alice? Perguntei um pouco exasperada.

– Ele está aqui em NY, vai cantar amanhã no The Bowery Ballroom! (n/a: fica na 6Delancey St em New York) PERFEITO! Disse ela batendo palmas e se levantando de novo. Eu me virei pra mesa e apoiei meus cotovelos na mesma e escondi meu rosto entre eles.

– Alice! Falei resmungando.

– Amiga, é sério! É a solução perfeita pra você! Ele é bonito, isto você tem que admitir e pode sim te ajudar e você vai ajudar ele. Falou ela.

– Eu ajudar ele, como? Perguntou.

– Ele está juntando grana pra poder gravar umas músicas em estúdio... Você pode ajuda-lo com a grana que ele precisa. Uma mão lava a outra! Disse ela. Achei um absurdo. Fomos almoçar e eu passei a pensar na idéia maluca de Alice em me fazer contratar seu primo músico pra se fazer passar por meu namorado no jantar beneficente.

– Como vai filha! Disse Billy entrando em minha sala no hospital.

– Billy? O que faz aqui? Perguntei com certa desconfiança, ele com certeza estava me vigiando.

– Oras vim ver minha filha postiça! Não posso? Disse ele se aproximando e depositando um beijo em minha testa.

– Claro que pode! Falei me levantando e beijando-o no rosto.

– E o seu namorado? Trabalha aqui? Também é médico? Dizia ele me enchendo de perguntas. E agora o que dizer, o que inventar?

– Meu namorado? Pensava.

– Bella? Disse ele com um tom reprovador. – A doação! Ameaçou.

– Seu chantagista! Falei serrando os olhos, e de imediato a raiva me fez raciocinar. – Não ele não é médico! Ele... Ele... Pense, pense. – Ele é... É músico! Soltei.

– Músico? Perguntou Billy desconfiado.

– Sim é músico! Falei procurando ser natural. – Ele não mora aqui, mora em Chicago, mas por um acaso vai fazer um show amanhã à noite aqui no... No The Bowery Ballroom! Falei me lembrando do primo de Alice.

– Músico de Chicago! Afirmou Billy pensativo. – Vai fazer um show aqui amanhã! Ótimo! Disse ele me olhando feliz. – E ele já vai ficar aqui até o jantar beneficente? Perguntou.

– O jantar? Voltei a pergunta e Billy levantou a sobrancelha me encarando. – Não sei, é que o jantar é daqui a um mês não é? Falei sem graça.

– Ele não é músico?Então deve ter vários lugares aqui em NY pra ele tocar e cantar e pode muito bem ficar com a namorada! Disse ele. – Isto é perfeito querida, quero conhece-lo antes do jantar beneficente! Disse ele sorrindo.

– Conhece-lo antes do jantar? Perguntei apreensiva.

– Bella filha, você está muito estranha! Disse ele.

– Ok Billy você via conhece-lo antes do jantar! Falei me sentido vencida. Billy ficou comigo por mais alguns instantes e depois foi embora com a desculpa de que teria uma audiência pra presidir. Passei o restante do dia pensando, em meio atendimentos. E agora o que eu faria? Vi-me obrigada a aceitar a idéia maluca de Alice.

(...)

– Falei com ele! Está no camarim. Disse que vai cantar algumas músicas primeiro e depois se senta conosco! Disse Jasper se sentando ao lado de uma Alice empolgada. Estávamos no The Bowery Ballroom, um blugar super bem freqüentado em NY.

– Você vai gostar dele Bella, não é Jazz? Perguntou Alice ao marido. Jasper era um repórter muito renomado na atmosfera política de NY e trabalhava no The New York Times.

– Sim com certeza! Edward é o cara mais gente boa que eu conheço! Falou Jasper bebericando uma vodka. Não tinha outra escolha o jeito era tentar encarar a situação da forma mais agradável possível. De repente as luzes do lugar foram diminuídas e no palco se fizeram evidentes e logo em seguida começou-se a ouvir uma melodia.

Never Think — Robert Pattinson (ouça)

A imagem a minha frente me provocou uma gostosa sensação de relaxamento e paz!

– É ele Bella! Disse Alice em meu ouvido. – Este é meu primo Edward Masen Cullen! Disse ela toda orgulhosa. Todos no lugar prestavam atenção na melodiosa voz dele e tinha que admitir ele era realmente bonito. Olhos verdes magníficos, um olhar hipnotizante, um sorriso torto lindo, uma presença de palco inconfundível e um cabelo cor de bronze totalmente desalinhado que com a barba por fazer lhe dava um ar totalmente sexy. Realmente ele era bonito, muito bonito!


Notas finais
E aí? Devo continuar?
Sabe eu particularmente estou curiosa pelo desenrolar desta FIC, e você se interessou?
Me diga, por favor!
Bjos e até!
www.lunanandes.wordpress.com