Yusuke sabia que não ia ser nada fácil ficar trancado com Keiko ali agora que tinham feito as pazes. Depois do café tinham sentado na sala e conversado sobre amenidades durante um bom tempo.

Não haviam se beijado novamente, embora por diversas vezes tivessem se encarado em silêncio.

Keiko pegou a carta novamente.

Keiko: Será que nós estávamos tão insuportáveis assim?

Yusuke: Que nada! Eles que são uns intrometidos.

Keiko: No final das contas acabou que foi boa ideia né?

Yusuke se levantou e foi até onde ela estava e a abraçou. Os dois no mesmo sofá!

Yusuke: Foi uma ótima ideia. Me lembre de não matar ninguém. Só alguns socos!

Keiko sorriu e ele viu que nunca mais ia amar ninguém. Ela sempre tinha sido o seu porto seguro. De tudo o que tinha passado, de todas as batalhas, ela sempre fora o motivo pelo qual voltar.

Yusuke: Eu posso te beijar de novo?

Keiko: Está me pedindo por quê? Você nunca pede nada!

Yusuke: Não quero levar uns tapas...

Keiko: Você não vai apanhar por me beijar. Não estamos comprometidos agora?

Yusuke: Comprometidos?

Keiko: Yusuke!

Yusuke: Desculpe, não resisti! Estamos comprometidos sim. Eu sou seu, você é minha e blá, blá, blá. Ainda bem que está estudando numa escola só para meninas.

Keiko: Você nunca se importou com isso!

Yusuke: Você que pensa! Você não sabe a quantidade de caras que tive que bater para afastar de você.

Keiko: Você está brincando...

Yusuke: Não! É verdade!

Keiko: E quem eram esses caras?

Yusuke: Há há. Não vou te contar. Ficou interessada?

Keiko: Eu nunca me interessei por ninguém. Só por você.

Yusuke: Você é mesmo uma boba!

Eles se beijaram ali mesmo no sofá. Um beijo carinhoso a princípio, mas que foi ficando cada vez mais forte. Eles se abraçaram e nada mais precisou ser dito.

Não sabiam como tinham ido parar no chão, mas estavam completamente agarrados um no outro.

Keiko sentiu as mãos de Yusuke subindo por dentro de sua blusa, mas o toque era maravilhoso. Não era como das outras vezes que ele a pegava de surpresa e levantava sua saia ou tocava em seu quadril. Estava participando. Queria aquele toque. Quando ele chegou aos seios, ela gemeu e ele se afastou.

Yusuke: Eh, eu preciso ir ao banheiro...

Ele saiu correndo da sala e a deixou ali no chão, arfando. Ela ficou encarando o teto, tentando se recompor. Tudo estava ficando muito perigoso.

No banheiro Yusuke tirou a roupa e se enfiou debaixo de uma chuveirada bem gelada. Ficar com ela trancada ali ia ser a pior prova pela qual ele ia passar. Não ia forçar a barra. Não com ela. Ele já tinha tido suas experiências há muito tempo atrás, mas ela não precisava saber disso. Fazer o quê? Coisas de menino. Mas o desejo que estava sentindo por ela era uma coisa absurda.

Keiko: Yusuke.

Ele tomou um susto. A porta não tinha chave.

Keiko: Você está bem?

Yusuke: Estou sim. Eu já vou sair.

Keiko: Tudo bem. Estou no quarto.

Yusuke pensou que isso não ia ajudar. Se estava difícil com ela na sala, pior seria com ela no quarto. Tinha que usar de todo o seu autocontrole.

Keiko sentou na cama e abriu a mala. Assim que Yusuke saísse do banheiro, ela também precisaria de um banho. Ela não fazia ideia de que o que estava sentindo sairia assim de controle. Ela não era tão ingênua a ponto de não saber “das coisas”, mas nunca tinha tido experiências com ninguém mais. Não que tivesse procurado. Sempre amou Yusuke e prestar atenção em outros caras nunca passou pela sua cabeça. Até porque sempre estava preocupada com ele e suas confusões.

Ela queria ver como conseguiriam chegar até o final do sétimo dia, porque se no fim do segundo dia já estava assim... Mas Yusuke estava tentando ser um cavalheiro, ela já tinha entendido. Mas até onde iria o controle dos dois?

Quando Yusuke saiu do banheiro foi direto ao quarto. Quando ele entrou, Keiko passou por ele como um tiro.

Keiko: Eu já volto.

E ela entrou no banheiro.

Yusuke foi para a cozinha.

Yusuke: Eu podia fazer algo, mas não sei cozinhar muita coisa. Só sei fazer miojo! Melhor esperar a Keiko.

Yusuke sentou-se na cadeira e ficou esperando Keiko sair do banheiro. Ela demorou bastante. Ele estava ficando impaciente. Ele se levantou e foi até a porta do banheiro.

Yusuke: Keiko, você já acabou aí?

Ele não teve nenhuma resposta.

Yusuke: Keiko, você está bem?

Novamente silêncio.

Ele então abriu a porta do banheiro. Olhou e ela não estava lá.

Keiko: Seu danadinho!!!! Querendo me olhar tomando banho, né?

Yusuke deu um pulo.

Yusuke: Você quer me matar do coração? Fiquei chamando você e não estava ouvindo nada. Achei que estivesse desmaiada.

Keiko: Sei.....

Yusuke: É sério! Onde você estava?

Keiko: No quarto, ué!

Yusuke: Você demorou pra caramba, hein.

Keiko: Não sabia que estava cronometrando meu banho.

Yusuke: Engraçadinha. Estava esperando você para fazer o jantar. Estou com fome.

Keiko: Você está achando o quê? Que eu sou sua empregada, garoto? Se vira!

Yusuke: keiko, você sabe que não sei fazer nada.

Keiko: O que te salva é que eu tenho que comer também. Você só pensa em comer!

Yusuke: Engano seu. Penso em outras coisas também. Em você por exemplo.

Ela ficou corada e foi para a cozinha. Yusuke sempre desconcertante.

Em poucos minutos Keiko fez um banquete.

Yusuke: Ah, agora sim.

Keiko: Come logo.

Após o jantar, Yusuke ajudou Keiko a Lavar a louça e eles foram para a sala. Ficaram no sofá juntos e abraçados.

Keiko: Eles poderiam ter deixado pelo menos um joguinho aqui né? Não temos nada para fazer.

Yusuke: Eles são uns lesados.

Keiko: Sabe Yusuke, eu estava pensando uma coisa.

Yusuke: O que é?

Keiko: Acho que não tem problema se você dormir comigo lá no quarto.

Yusuke: O quê?

Keiko: É verdade. Não vai ter problema.

Yusuke: Keiko, acho que isso não vai dar não. Eu prefiro ficar aqui no sofá.

Keiko sorriu, mas tinha ficado decepcionada.

Keiko: Por quê?

Yusuke: Você sabe por quê.

Keiko: Não sei não. Você não foi pra lá na outra noite?

Yusuke: Mas foi diferente. Achei que você não gostava mais de mim.

Keiko: Então você só faz o que não pode? Se pode perde a graça? É isso?

Yusuke: Não é isso não, sua geniosa. É só que eu não vou conseguir tirar as mãos de você.

Keiko: E quem disse que eu quero que tire as mãos de mim?

Yusuke: Tem noção do que está falando?

Keiko: Foi isso mesmo que ouviu. Mas se não quer ir, tudo bem. Pode ficar aqui. Boa noite.

Yusuke: Keiko....

Ela foi para o quarto e bateu a porta.

Yusuke: Que garota maluca!

Ele foi até a porta do quarto e bateu.

Yusuke: Posso entrar?

Keiko: Você que sabe. A porta não fica trancada.

Quando ele entrou, viu que ela estava só de calcinha e sutiã. Ela entrou debaixo das cobertas e ele ficou parado na porta. Ela não disse nada. Ele respirou profundamente e se deitou ao lado dela. Ele colocou as mãos atrás da cabeça e ficou olhando para o teto. De repente, viu Keiko se aconchegando a ele.

Keiko: Eu posso ficar assim?

Yusuke: Claro que sim.

Ele a abraçou e sentiu calor quando encostou seu braço nas costas dela.

Yusuke: Você poderia colocar uma roupa....

Keiko: Não! Estou bem assim.

Yusuke então teve certeza de que ela estava provocando, para ver até onde ele iria aguentar. Mas ele poderia entrar no jogo também.

Ele começou a passar a mão pelas costas dela. Ia até a cintura e voltava. Notou quando a respiração dela mudou. Por mais que sua vontade fosse a de continuar, ele não passou disso. Viu quando ela adormeceu. Respirou aliviado. Assim conseguia se controlar melhor. Só tinha que aguentar mais cinco dias...