Coração Complicado
6 Destrancados
Na manhã do terceiro dia, quando Keiko acordou, viu que Yusuke estava agarrado nela. Estavam dormindo de conchinha. Era uma sensação boa. Acordar com ele. Ele estava dormindo profundamente ainda. E ela sentia a respiração dele na sua nuca. Sentiu um frio na barriga. Achou melhor levantar. Tomou cuidado para não acordá-lo. Se vestiu rapidamente. Mas quando ia sair do quarto, ouviu Yusuke resmungar. Viu quando ele começou a revirar na cama, como se a procurasse. Achou graça e observou que ele começou a acordar. Ele abriu os olhos e ficou olhando o lado vazio da cama em que ela estava.
Keiko: Bom dia! Procurando alguma coisa?
Yusuke: Bom dia! Esta cama fica muito fria sem você.
Keiko se aproximou da cama.
Keiko: Gosto mais do seu cabelo assim.
Yusuke: Bagunçado? Você me ama mesmo.
Keiko: Também. Mas eu quero dizer sem aquele monte de gel que você usa pra ele ficar todo para trás.
Yusuke: Ok. Posso usar assim umas duas vezes por semana.
Keiko sorriu.
Keiko: Vou fazer nosso café.
Tinham conversado pouca coisa à mesa do café. Concordaram que já tinham feito as pazes e que estava muito chato ficar ali sem fazer nada. Até porque o que os dois pensavam em fazer o tempo todo, não tinham coragem de falar.
Depois do almoço decidiram dormir, pra ver se o tempo passava mais rápido. Foram para o quarto e deitaram na cama abraçados. Keiko foi a primeira a cochilar. Yusuke ficou acariciando seus cabelos. Vê-la dormir era desconcertante. Beijou sua testa e depois um leve beijo nos lábios.
Decidiu se levantar. Não ia conseguir dormir mesmo. Ficou pensando se tinha um doce na cozinha. Procurou nos armários da cozinha e ficou surpreso por achar garrafas de vinho e saquê.
Yusuke: Mas eles não valem nada mesmo. Bem, já que está aqui, vou beber um pouco de vinho.
Yusuke abriu a garrafa e foi para a sala. Quando percebeu, já tinha bebido quase a garrafa toda. Sentia-se muito relaxado. Sua cabeça estava rodando um pouco e sentia vontade de rir. Keiko não ia gostar. Riu ainda mais deste pensamento.
Resolveu voltar para a cama. Ela parecia estar dormindo ainda. Cheirou seus cabelos e beijou-lhe delicadamente os lábios. Mas foi pego de surpresa quando sentiu as mãos dela em sua cabeça e o simples beijo se transformar num beijo cheio de calor.
Quando ela tinha acordado?
Os dois começaram a se acariciar com urgência. Uma urgência que sempre tiveram, mas que sempre foi contida. Keiko sentia seu corpo todo tremer aos toques de Yusuke e sentiu que ele tremia igualmente. Era um desejo crescente vindo dos dois.
Yusuke tirou a camiseta que ela estava usando e passou as mãos pelos seios dela. Ela gemeu.
Yusuke: Keiko, me mande parar. Eu sozinho não consigo.
Keiko: Eu não quero que você pare. Eu quero que me toque.
Yusuke: Keiko, você tem certeza? Eu não vou me controlar.
Keiko: Eu amo você. Não precisa se controlar. Sou sua.
E eles mergulharam num beijo profundo e seus corpos se encaixavam. Nada parecia mais certo aos dois. No fundo sabiam que sempre estiveram predestinados. Se existiam as almas gêmeas, com certeza eles eram. Um amor que sempre esteve no coração dos dois. E estavam quebrando a última barreira. Selando o amor deles para sempre.
Eles se amaram em toda plenitude de sentimento e desejo.
Quando Yusuke acordou era de manhã. Sabia que Keiko estava ao seu lado, mas começou a lembrar dos acontecimentos da noite anterior. Ela estava dormindo de costas para ele. Ele levantou o lençol e viu que ela estava nua. Rapidamente abaixou de novo.
Yusuke: Eu não acredito...
Keiko o envolveu num abraço.
Keiko: O que você não acredita?
Yusuke: Que nós... nós...
Keiko riu da situação.
Yusuke: Nós fizemos!
Keiko: Sim, nós fizemos... E foi maravilhoso pra mim. Yusuke você foi muito gemtil.
Yusuke ficou em silêncio e a observou. Claro que ele lembrava. De tudo, nos mínimos detalhes. Mas tinha continuado por causa do vinho que tinha tomado.
Keiko: O que você bebeu ontem?
Yusuke: Você notou é?
Keiko: Claro né?
Yusuke: Foi vinho.
Keiko: Não sabia que tínhamos bebidas aqui.
Yusuke: Nem eu.
Keiko: Não importa. Você pode tomar todo dia se quiser, se isso te deixar mais confortável.
Yusuke: Não preciso de vinho para querer você do jeito que eu quero. Só consigo me controlar mais. Mas, acho que foi tudo por água abaixo.
Keiko: Deixa de ser bobo. Sei o que estava tentando fazer e te amo mais por isso. Mas entenda que estamos um no futuro do outro. Eu não vou querer ninguém mais além de você. Sou completamente sua agora. E estou muito feliz. Consegue entender isso????
Yusuke: Eu também estou feliz. Muito. Eu amo você.
Eles se abraçaram.
E o que veio a seguir, foi novamente o desejo dos dois. E se amaram novamente, como se o mundo lá fora não existisse. Como se só o mundo dos dois dentro daquele quarto existisse.
O restante da semana que tinham ali foram passados, a maior parte, no quarto.
No final da semana, como prometido, Seus amigos vieram destrancá-los. Botan foi a primeira a entrar no casa.
Botan: Oi. Keiko, Yusuke.
Kurama: Este silêncio está muito estranho.
Shizuka: Ai ,meu Deus! Será que se mataram?
Kuwabara: Lógico que não! Que ideia!
Eles então começaram a procurar. Quando chegaram à cozinha, viram os dois sentados à mesa. Eles se olhavam, mas não olharam nenhuma vez para os amigos. Seus rostos estavam sérios.
Botan: Oi! Estão muito bravos com a gente?
Eles não responderam.
Shizuka: Digam alguma coisa.
Eles permaneceram em silêncio.
Kuwabara: Querem parar de gracinha e responder? Digam alguma coisa!
Kurama: Bem, acho que eles devem ter gostado de ficar aqui. Vamos embora e deixa-los trancados aqui pelo menos mais um mês.
Keiko e Yusuke deram um pulo.
Keiko: Ah não! Isso não!
Yusuke: Não aguentamos mais ficar aqui.
Shizuka: Então não fizeram as pazes?
Keiko: Pazes? Que pazes? Com esse daí? Nunca!
Yusuke: Vocês estavam pensando em quê, hein, quando tiveram essa ideia absurda?
Botan: Então não adiantou nada?
Kuwabara: Vocês são impossíveis mesmo! Dois malucos!
Shizuka: Não estou acreditando nisso. O que fizeram esse tempo todo?
Keiko ficou envergonhada e começou a gargalhar. Yusuke a acompanhou.
Agora os amigos não estavam entendendo nada.
Kurama: Qual é a graça?
Yusuke: Vocês são uns idiotas mesmo. Só quero dizer uma coisa: vocês são os melhores amigos que alguém pode ter.
Botan: Isso está meio confuso...
Keiko foi até Yusuke e segurou sua mão.
Shizuka: Se acertaram????????????
Keiko olhou para Yusuke com carinho e confirmou com a cabeça.
Todos começaram a rir e soltar exclamações de alívio.
Kurama: Que bom. Ficamos felizes por vocês. Se isso não tivesse dado certo, Yusuke ia nos matar.
Yusuke: Não pensem vocês que isso não passa pela minha cabeça. Que armação, hein?
Shizuka: Mas foi por uma boa causa. Vocês dois estavam precisando de um empurrãozinho...
Keiko: Muito obrigada. Desculpe se estávamos insuportáveis! Isso vai mudar agora.
Botan: Queremos saber de tudo! Nos mínimos detalhes. Como aconteceu? Quando fizeram as pazes? O que ficaram fazendo para passar o tempo?
Todos: Botan!
Botan: O que foi? Só estou curiosa.
Yusuke: Não vão ser necessários tantos detalhes sua enxerida!
Keiko: O importante é que daqui para frente Yusuke e eu estaremos juntos. Para sempre!
Eles se beijaram e seus amigos deram pulos de alegria.
Agora tudo estava acertado e Keiko e Yusuke poderiam viver felizes, sem sombras e sem mal entendidos.
O que o futuro reservava era certo: o casamento dos dois. Agora não faltava mais nada.
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