Notas iniciais
*Gente, eu sei que tenho negligenciado as cenas de ação, mas em breve, elas estarão de volta; *A verdade é que já percebi que meu caminho literário me leva muito mais a trabalhar o psicológico e os dramas atrelados ao emocional dos personagens, bem mais que o conteúdo de aventura dos heróis; *Peço desculpas, mas é preciso ser coerente com o que eu escrevo, então... Por favor, me perdoem por não estar a vontade com as cenas de ação. No mais, aproveitem que eu estou no embalo, escrevendo um capítulo atrás do outro.

Algumas semanas depois Diana resolveu dar uma chance a Tom. Ela não lembrava bem como tinha chegado a essa decisão, mas se ela fosse sincera, ela diria que foi o fato de ver Bruce nas capas dos tabloides, semana após semana, com uma mulher diferente – ou mais de uma – amparada em seus braços e, não raramente, aos beijos, que não eram nem de longe discretos. Aquilo lhe doía como o inferno!

E Tom estava sempre lá, ao lado dela, à espera dela, com carinho e palavras afetuosas de solidariedade e bondade... O afeto que ela queria que Bruce pudesse dar a ela. Quando Diana menos esperava, ela estava namorando o homem de mil faces, seu ex-parceiro durante os dois anos no Departamento de Assuntos Meta-humanos.

Ela não conseguia lembrar bem dos detalhes, mas lembrou-se de uma discussão com o Batman na noite anterior à aceitação do pedido de Nêmesis. Eles haviam saído em missão e o Morcego fez questão de lembrar-lhe que ela estava distraída e que não conseguia fazer nada direito. A discussão tornou-se acalorada e eles quase foram às vias de fato – muito embora o significado real dessa frustração fosse evidente para seus amigos heróis que agressão física não era a solução, e sim ‘um bom quarto para que eles pudessem se libertação das tensões sexuais que rondavam os dois’, Shayera soltou.

Ninguém entendia bem porque as brigas entre eles recomeçaram a toda prova, mas os embates furiosos durantes as reuniões, as caras emburradas e os gritos furiosos um com o outro em batalha não deixavam dúvidas de que havia algo errado entre os dois – de novo.

Na noite em questão, ele a tomou pelo braço com força, na frente de seus companheiros e começou a gritar com ela. Eles haviam sido chamados pelas autoridades Egípcias para auxiliar na contenção de vilões liderados por Luthor, durante um ataque ao museu do Cairo.

A fúria de Diana a deixara incapaz de enxergar que ele estava, no fundo, preocupado com sua segurança. Giganta acabara de dar-lhe uma surra, cujo resultado fora: uma costela quebrada, o lado esquerdo do rosto completamente inchado, e muitos, muitos hematomas e arranhões.

Tudo que Diana pensou foi no fato de que ele a estava envergonhando na frente das pessoas e de seus colegas, como se ela não fosse capaz de cuidar de si mesma. Ela achava que ele estava tornando público o quanto ele acreditava que ela era incapaz e inútil e aquilo a enfurecera como nunca antes. Ela estava machucada por fora naquela noite, mas seu coração doía ainda mais.

Então, quando Tom chegou tão carinhoso, trazendo o jantar, vestindo um jeans preto e uma camisa social, com alguns botões abertos, mostrando parte do peito bem esculpido, os cabelos loiros despenteados pelo vento da noite, um perfume masculino que, misturado ao seu cheiro natural, lhe garantia uma masculinidade sedutora, ela simplesmente cedeu.

Ela lembrava de como o abraço dele era caloroso e reconfortante, de como seu beijo era doce e como seus lábios eram suculentos. A barba por fazer roçava sua pele macia e a fazia arrepiar enquanto ele deslizava os lábios pelo seu pescoço. ‘Pelos deuses, era muito bom!’, Diana pensou. Estar com ele não era ruim, apesar dela estar ciente de que tudo que queria era estar nos braços do homem que ela amava. Mas Bruce não a queria e ela teria que viver com isso.

Tom não, Thomas a desejava e a amava. Para Bruce, ela era um fardo. Para Tom, ela era uma heroína. Ela não o amava. ‘Ainda’, ela disse a si mesma. Mas um dia... ela poderia. Então, tudo que ela fez foi aceitar o amor de Thomas Tresser em sua vida

(...)

Depois da sua conversa com Diana, em que ela disse que seguiria em frente, Bruce decidiu que deveria se concentrar na missão. O Batman em sua mente estava satisfeito: ele estava quebrado e solitário o bastante para não permitir distrações. ‘Eu sei que você a ama, mas ela está melhor sem você, Wayne. E sua missão também, sem ela ofuscando sua mente’, o Morcego bradava triunfante!

Mergulhar de cabeça no seu ato de playboy esbanjador e lascivo também foi outra de suas ações imediatas. Ele passou a frequentar ainda mais festas do que o habitual e exibir, se não uma, mas duas mulheres de uma vez só em cada um dos braços. Beijos roubados em momentos inadequados também se tornaram lugar comum para ele e suas beldades. Vez ou outra, ele também cedia a seu desejo e usava uma delas para sua satisfação imediata no banco de traz da limusine.

O que também era lugar comum era a sensação de vazio e arrependimento que vinha depois do ato frugal de sexo. Não era como se ele estivesse se divertindo. Era, talvez, uma forma de punição muito mais que de satisfação. As relações eram sempre rápidas, insípidas e sem carinho. Ele sequer as beijava, tampouco as deixava livres para tocá-lo.

Era um vínculo afetivo que ele não queria, nem como ilusão. Ele não estava preocupado com o prazer, nem de seu par, nem o dele. Ele só queria libertar-se, negando a sim o direito de desfrutar da sensação prazerosa de uma carícia, mesmo momentânea. Ele queria a dor... E ele conseguiu, como de costume.

Vez ou outra, Selina aparecia durante as patrulhas e ‘pelo menos com Selina, ele não se sentia tão mal’. Mas havia algo errado. Por mais sentimentos que tivesse para com Selina, não era ela que ele queria. Não era ela que seu coração e que seu corpo desejavam. Sua urgência de amor e sua satisfação física só poderiam ser realmente sanadas por uma única mulher: Diana!

Mas ela já não era mais dele. Ele a perdera e com ela o seu coração. Ele estava oco de novo. Ele era apenas ‘a noite, a vingança’, como o Batman queria!

(..)

Felicidade!

Bom, para Tom Tresser isso era um eufemismo. Ter um relacionamento com a mulher que ele amava era algo que ele jamais experimentara na vida. Não dessa forma. Não com essa intensidade.

Ele sabia que apesar de ter aceitado sua proposta para o relacionamento – quatro anos após se conhecerem (há dois ela trabalhava no DAM com ele e dois anos depois, se dedicava só a Liga e a Fundação) – ele ainda precisava conquistá-la por completo.

Thomas não era um garoto tolo e romântico. Ele era um homem experimentado e talhado pela vida. Ele tinha total noção de que Diana correspondia o seu afeto, mas não o amava – pelo menos, não ainda. Ela não olhava para ele como olhava para Bruce Wayne e ele sabia disso. Ele também sabia que ela estava lutando para enterrar os sentimentos pelo playboy e isso não o incomodara, para seu espanto. Ele a amava e estava disposto a esperar que um dia ela o amasse da mesma maneira.

Ele pediu a Sargento Steel que diminuísse suas missões para poder passar mais tempo com ela. Ele a levou ao cinema, ao teatro, restaurantes e tudo mais que o protocolo de um namoro exigia. Ele estava orgulhoso de si mesmo por ser o ‘primeiro namorado dela’, como ela o confidenciara. Saber disso o fez vaidoso, ao mesmo tempo que o tornou sensível para o fato de que ele teria que ser paciente e doce com ela.

Ele fazia companhia a Diana sempre que podia, especialmente quando ela voltava de algumas missões, chorando, depois de suas brigas com o Batman. Tom constantemente defendia o Batman dizendo a ela que provavelmente ele só queria o melhor pra ela e isso a irritava mais ainda. Mas Tom não podia se conter: ele achava que o Morcego estava certo porque também se preocupava com ela. Ele e o Batman pensavam da mesma maneira. Além disso, ‘Bom, ele é o Batman’, dizia Tom. E o Morcego era um herói para Thomas.

Depois de ouvir seus lamentos, ele a levava para o quarto, a silenciava com beijos carinhosos, que muitas vezes eram seguidos de carícias mais quentes, que Diana sempre refreava. Ele a esperava dormir e saía. Nos dias seguintes, ela acordava coberta e com as roupas intactas, com um bilhete que lhe dizia como ela era especial e que parecia um anjo quando dormia.

Diana de Themyscira estava oficialmente namorando Nêmesis. E o fato dele não ser Bruce não era tão ruim quanto ela achava que seria.

(...)

Já passava das seis da manhã em Gotham. Bruce tinha começado patrulha cedo na noite anterior. Ele precisava de uma distração depois de mais uma discussão exaustiva com Diana por causa de sua teimosia. Ele havia retornado às quatro, mas foi incapaz de dormir. Gotham estava irritantemente calma e ele não foi capaz de despejar sua frustração em nenhum bandido. Para sua infelicidade, seus principais inimigos desfrutavam de uma tranquila estadia no Asilo Elizabeth Arkham para Criminalmente Insanos.

Bruce tentou se concentrar na análise de alguns arquivos de seus casos em aberto, quando uma xícara de café foi colocada ao lado dele. Bruce estendeu a mão para a bebida automaticamente e o vapor subiu quente e reconfortante, fazendo-o inalar o cheiro forte do café preto.

— Obrigado, meu velho! – Ele disse, sem se virar.

— Algo mais que eu possa fazer pelo senhor, Mestre Bruce? – Alfred sempre sabia. Como é possível?

— É improvável, meu caro! – Bruce emitiu outro suspirou.

— Problemas com mulheres, Mestre Bruce?

Bruce virou a cadeira e olhou cautelosamente para seu mordomo. Suas mãos esfregaram a testa. Ele estava visivelmente cansado, mas acima de tudo, ele estava frustrado.

— Na verdade, sim!

— Qual delas, senhor?

Bruce sentiu a pontada de insulto que Alfred lhe dirigira, mas manteve a fisionomia imperturbável em sua máscara de indiferença. Ele não podia, no entanto, não acrescentar melancolia na voz quando respondeu:

— Há apenas uma em meu coração!

—Ah, sim... Miss Diana – Ele apontou – O que poderia ser um problema, Mestre Bruce?

— Tudo!

Alfred esperou por mais.

— Ela está tão diferente, Alfred. Eu a perdi... Acho que a perdi para sempre. Ela parece feliz sem mim. Estou com raiva por ela estar feliz sem mim, porque eu sou miserável sem ela.

— O que o aflige especificamente, Mestre Bruce? O senhor se sente responsável? – Alfred sabia a resposta.

— Droga, Alfred. Sim. – Bruce baixou a cabeça – Eu a afastei porque queria que ela fosse feliz SEM MIM. Eu fiz tudo para que ela não precisasse de mim. Eu a tirei da mansão, fiz tudo pra que isso acontecesse, mas agora, que ela não precisa de mim, eu estou arrasado. Mas... Eu ainda quero cuidar dela, será que ela não entende?

Alfred deu-lhe um tapinha solidário no ombro: – Bem, Mestre Bruce, parece que o senhor foi superado em seu próprio jogo. Ela esperou pelo senhor mesmo depois que o senhor a mandou para longe de sua vida. Contudo, o senhor não moveu as peças do tabuleiro. É justo que ela sega em frente, senhor.

A mão de Bruce apertou-se em torno de sua caneca de café.

— Obrigado, Alfred. Você está certo!

— Não é necessário nenhum agradecimento, mestre Bruce. Mas eu tenho outras observações, se o senhor permite?!

— Eu tenho escolha?! – Bruce esboçou um sorriso lacônico.

— Em defesa de Miss Diana, devo lembrar-lhe que a última vez que ela esperou por um relacionamento com o senhor foi desastroso para a pobre moça.

—Eu sei disso, mas... – Bruce passou os dedos pelo cabelo novamente – Poderia ser diferente agora. Se ela não estivesse tão feliz namorando um idiota.

— Por que o senhor não a deixa saber como ela é importante na sua vida?

— Você acha que se eu disser que a amo é suficiente?

— Vai ser preciso mais que isso para apagar os danos que o senhor tem feito ao coração desta moça nos últimos quatro anos, Mestre Bruce.

— Eu não posso mudar o passado – Ele estava irritado. Era como se Alfred jogasse um balde de água fria sobre ele. A dor que ele causara a Diana talvez não tivesse perdão.

— Isso é verdade, mestre Bruce, mas o senhor pode começar sendo seu amigo, mostrando a ela o quanto a ama. O senhor sabe o quanto Miss Diana aprecia sua amizade em demasia, tanto quanto o seu amor. Eu creio que se ela jogou junto com o senhor quando o senhor a afastou, ela também o fará quando o senhor lhe der sua afeição, sua amizade e também o seu amor.

— Era tudo que eu mais queria, meu velho... Mas eu temo que a tenha empurrado longe demais. E se eu jamais puder tê-la de volta? Alfred, por que ela me arrancou da vida dela? – A ideia de não estar com ela fez o estômago de Bruce dar uma guinada.

— Antes, Mestre Bruce, Por que o senhor a afastou?

Bruce suspirou. Era hora de dizer tudo a Alfred. O que ele escondia até dele mesmo:

— Eu estava a ponto de pedi-la em casamento há quatro anos, Alfred. Eu só estava esperando ela se recuperar dos ferimentos. Mas um dia, depois do acidente com Dick, quando ele quase morreu, eu entrei no quarto dela, para vê-la dormir, como eu sempre fiz depois da patrulha. – Ele olhava para tela do computador como se buscasse ajuda – Eu pensei no futuro ao lado dela e tive medo, Alfred. O que eu podia oferecer a ela? Dor? Escuridão? O segundo lugar em minha vida? – Ele estava absorto em seus pensamentos – Pense daqui a 50 anos... Eu não pude protegê-la de Savage. Como eu poderia protegê-la quando for um velho inútil?

— Mestre Bruce, que bom que o senhor atentou para este fato, minha mente inferior não estava ciente de que a princesa das amazonas precisava desse tipo de proteção!

— Ela não precisa – Bruce praguejou, irritado com a ironia de seu mentor – Mas eu não vou ser um fardo para ela. Eu me recuso!

— O senhor é tão esperto e ao mesmo tempo tão... – Alfred evitou ofender seu pupilo – Caso o senhor não tenha notado, Miss Diana se sente da mesma forma em relação ao senhor. Ela se sente um peso em sua vida.

— Isso é ridículo! – Ele cuspiu – Como ela pode pensar assim? Ela é a mulher mais capaz que eu conheço... Ela é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Além disso, depois de Clark, não há ninguém mais poderoso do que ela no mundo.

— Ela é muito parecida com o senhor em teimosia e dificuldade de enxergar o óbvio, Mestre Bruce. Por isso é preciso mostrar a ela o quanto o senhor sente a falta dela e o quanto se orgulha dela.

— Você acha que ela ainda me ama? Eu a machuquei tanto que não sei se havia amor suficiente para que ela pelo menos não me odeie!

— Deixe-me refrescar-lhe a memória, Senhor. Talvez o senhor mesmo chegue a conclusão apropriada: Pelo que aprendi com a História e com a própria Miss Diana, para as amazonas, os homens são supérfluos. Elas são independentes e autossuficientes, não precisam de amparo, especialmente de um homem.

— É por isso que eu não queria macular Diana com minha escuridão e minha paranoia.

— Foco, Mestre Bruce. Isto não é sobre você, mas sobre a nossa amada princesa.

Bruce lançou um olhar zangado para Alfred, mas manteve a boca fechada.

— E, no entanto, apesar de tudo, ela foi contra o seu código. Então, a princesa das Amazonas foi contra a tradição estabelecida, apaixonou-se por um de seus inimigos: um homem mortal. Ela arriscou muito para estar com você, senhor. E o senhor a mandou embora e rejeitou seu amor, mas ela continuou o amando. Então me diga, senhor, ela o ama?

— Sim, Alfred... Ela me ama, ou pelo menos, ela me amava.

A admissão de culpa de Bruce o corroeu por dentro.

— Eu a fiz chorar. Mais de uma vez, meu velho. Será que ainda há esperança?

— Talvez ela tenha se afastado porque acha que o senhor não a ama mais, que não se orgulha de quem ela é. Assim como você, Mestre Bruce, a princesa não quer ser um fardo. Especialmente para o homem que ela ama. Um homem com tantos problemas. Ela não quer ser a causa de mais uma das suas ‘questões’, senhor!

— Da maneira como você me descreve, eu me pergunto por que ela quer estar comigo?!

— É, sem dúvida, um dos pequenos mistérios da vida, senhor. Decerto, me atrevo a confessar-lhe que, se eu tivesse a sua idade, eu não seria tão hesitaste em tê-la ia comigo. – Bruce levantou uma sobrancelha dado o atrevimento de seu sempre impassível companheiro – Até mestre Richard, senhor, já teria arriscado uma chance com a princesa, se ela não tivesse lhe dito que ele era jovem demais para que ela levasse seus flertes em consideração!

Embora Bruce soubesse que Alfred e Dick não estavam verdadeiramente disputando com ele o coração de Diana, ele fora incapaz de descartar a pontada venenosa de ciúme que atingira-lhe depois ouvir a confissão de seu mordomo.

— Mas para sua sorte, Mestre Bruce, o coração de Miss Diana é completamente tomado de afeições pelo senhor. Por isso, embora o cenário seja desfavorável, eu o aconselho a não desistir.

— O que devo fazer então? Pedir-lhe que termine esse namoro estúpido? Dizer a ela que eu a amo?

— Não, senhor. Não seria justo e, sejamos honestos, ela não estaria segura sobre seus sentimentos. O senhor já a iludira com promessas de um relacionamento que não foi capaz de cumprir.

— Então, o quê? – Bruce estava visivelmente impaciente.

— Seja amigo dela, senhor. Tente ser um pouco mais transparente, pelo menos com ela. Deixe que ela saiba que o amor que ela sempre nutriu pelo senhor é correspondido e tente não pressioná-la.

— Eu não sei se eu posso... Eu não sei se consigo esperar. Eu não suporto saber que ela está com outro homem, Alfred. – A postura de Bruce tornou-se rígida com a crescente irritação.

— Então eu não sei o que dizer-lhe, Mestre Bruce! – Alfred sentenciou.

— Está bem... Eu vou ser seu amigo... Mas e se ela não quiser me ouvir? Se não quiser minha amizade?

— O que ela fazia quando o senhor não queria falar com ela? Quando ela queria confortá-lo e o senhor a mandava embora?

— Ela não ia embora, por mais que eu mandasse – Ele abriu um sorriso – Amazona teimosa! Ela me obrigava a ouvir... Eu nunca disse, mas eu estava feliz por ela ficar.

— Bom, isso soa como um excelente plano, senhor! – Alfred preparou-se para retirar-se – Mais alguma coisa, mestre Bruce?

— Nada mais... – Bruce olhou para o homem que o criara com o olhar bem mais iluminado – Obrigado, Alfred.

— Foi um prazer, como sempre, senhor. O senhor sabe de minhas predileções por Miss Diana, seja para sua vida ou para iluminar a vida de quem vive nesta casa, Mestre Bruce. Espero tê-la de volta em breve.

— Eu também, meu velho... eu também!