Copiosamente

20 Estilhaça-me


Notas iniciais
Essa é uma das coisas mais doentias que eu já escrevi, não me levem a mal.

Estilhaça-me

Eu sou a princesa de vidro, toque-me

Sinto o frio do inverno russo nas pernas

Cubra-me com os seus lábios, ressuscita-me

Os meus olhos são esmeraldas falsificadas

E as cicatrizes que se estendem por minh 'alma

São a mais pura arte esculpida em cristais

Grite pelo meu nome

Salva-me!

O meu rosto se mantém imóvel sob o frio

A minha silhueta brilha sob a luz da lua

Os meus demônios me estapeiam a face

E quando sinto o seu punhal me perfurando

Reconheço que nada na existência é eterno!

Mata-me!

O meu coração é uma poça de gelo derretido

A minha esperança se foi como areia ao vento

O meu sangue já se coagulou em minhas veias

Não consigo sentir o último foco de luz interior

A ilusão está me sugando a cada sopro de vida

Posso sentir a minha alma se separando da carne

Destrua-me!

Tornei-me entorpecida por completo pelo ódio devastador

Degustei do veneno que agora me escorre pelas mandíbulas

Eu sou o céu nublado, a metralhadora empunhada

Eu sou todo o trejeito de pesadelo na sua forma mais avançada

Não sinto remorso, não tracejo amor em meus olhos

Quero que a minha pele branca se rasgue em meio ao vento

Sou feita de vidro, delicada e frágil, porém destrutiva

Beije-me, ame-me, abraça-me, eu te amo, estilhaça-me!

Notas finais
Eu sou doentia em tudo o que eu faço, em tudo o que eu digo, em tudo o que eu sinto.