Cookies for Christmas

1 Chapter 1 - James...


Notas iniciais
Pessoinhas do meu coração, vim com mais uma história linda e romântica com provavelmente cinco capítulos ♥

Espero que gostem e caíam de amores por essa história, e saibam que as postagens podem acabar demorando por conta de que nessa semana agora voltam minhas aulas.

Boa leitura. ♥

Ps.: A aesthetic é do Josh :3

Chapter 1 — James...

Olhei para os alunos da minha classe e sorri, vendo-os terminar suas respectivas lições. Respirei fundo devido o frio e me abracei, odiando a ideia de que havia pego um casaco fino demais para que pudesse me esquentar. Passei as mãos pelos cabelos para os ajeitar e impedir que caíssem nos meus olhos e então ouvi meu nome ser proclamado, fazendo-me instantaneamente virar em direção ao som.

—Sim? — Questionei, dando de cara com o diretor, uma pequena garotinha e um homem um pouco mais alto que eu que usava um cachecol, junto de uma jaqueta aparentemente quente.

—Essa é a Lily, a aluna da transferência que havíamos te notificado. — O diretor falou e eu assenti, me agachando de frente à pequena garota e sorrindo.

—Oi Lily, eu sou seu professor novo, Josh Christian Reynolds. Eu estive esperando o ano todo para que houvesse a minha aluna que completaria a minha sala, e você é ela. Gostaria de se sentar nessa cadeira que esteve te esperando? — Perguntei, mostrando a cadeira de frente para minha mesa, ao lado de Henry, um dos mais obedientes alunos. Lily tirou seu casaco e pendurou na cadeira e tirou um caderno junto de um estojo e, por fim, sentou-se.

—Esse é o pai de Lily, James. Se me dão licença, eu tenho que atender dois pais, então, se conheçam, por favor. — O diretor pediu, se retirando da minha sala.

—Prazer. — James disse, sorrindo para mim. Apertamos mãos. — Podemos conversar mais em particular?

—Claro. — Eu disse, abrindo a porta da sala e saindo, parando ali em frente e esperando-o deixar a porta encostada. — Pode falar, senhor...?

—Só me chame de James. — Ele disse, o sorriso ainda intacto, me fazendo sorrir junto.

—James.

—Então, a Lily perdeu a mãe um ano atrás, não sei se soube. — Ele disse e eu assenti. — A perda da minha esposa afetou muito ela. Então, se conseguir me ajudar com a recuperação dela, eu realmente agradeço.

—Não se preocupe, aos poucos vamos progredindo. — Falei e o vi assentir.

—Eu tenho que ir para o centro, então, até mais tarde, eu venho buscar ela. — Ele esclareceu e eu assenti, acenando e então entrando na sala.

—Crianças, essa é Lily, nossa nova colega, espero que sejam bem receptivos com ela. Quem gostaria de fazer decorações para nossa árvore de natal após um ditado? — Apresentei a garota e parti para a lição, afinal, era óbvio o desconforto dela com todos a olhando. Todos gritaram felizes e então distribui os papéis e papelões, junto dos glitters e outros. Após o ditado liberei para que fizessem suas decorações.

Fiquei ali, sentado na mesa observando-os felizes até que o sinal batesse, e assim que o fez, elogiei a turma e os dispensei. Lily ainda não levantara e mantinha-se pintando sua decoração. Me aproximei da garota de cabelos morenos e pele levemente bronzeada e a observei pintar um anjo de dourado com glitter.

—Que lindo, até parece que já fez isso antes. — Falei, vendo-a sorrir, alegrando meu dia por saber que ela estava se sentindo confortável.

—É que eu e minha mãe fazíamos nossas decorações para a árvore. — Ela disse, os olhos brilhando, prestes a derramar lágrimas.

—Quer saber? Temos muitas decorações, por que não leva a sua e decora a sua árvore? — Então eu vi a garota pular da cadeira e me agradecer enquanto se vestia.

—Obrigada, senhor Reynolds. — Ela agradeceu, me abraçando e eu sorri mais ainda, se fosse possível.

—Eu não sou tão velho assim, vamos guardar um segredo só nosso? Pode me chamar de Josh. — Falei e a vi assentir, e dando a mão pra ela, a segurei e fomos para fora da sala, onde James já esperava pela filha. A vi correr até o pai e abraçá-lo. — Entregue sã e salva.

—Obrigado, professor Josh. — Lily agradeceu e eu sorri.

—Obrigado, Reynolds. — O pai da garotinha me agradeceu e eu assenti.

—Não tem de quê. Só estou me perguntando o porquê de todos terem a mania de chamar os professores pelo sobrenome. — Brinquei e o vi rir, a risada me causando alguns arrepios pela espinha.

—Desculpe, Josh. — Ele falou e assenti.

—Sem problemas, estou só brincando. E James, parece que a Lily pode ter alguns problemas na gramática, se puder, um dia marcamos de eu ter umas aulas extras com ela. — Disse e o vi assentir.

—Pode ser hoje. — Lily falou. — Meu pai vai estar ocupado cuidando das coisas e eu não tenho nada para fazer, pode ser hoje, papai?

—Filha, eu não sei, o senhor... desculpe, o Josh, pode estar ocupado. — James falou e a filha suspirou um 'okay' triste.

—Na verdade, não. Eu não tenho nada que me comprometa. E seria muito legal ajudar essa garotinha. — Sorri. James sorriu e assentiu enquanto a filha pulava de alegria.

—Então, nos vemos lá? — Perguntou, me vendo assentir e passando em seguida o endereço. Logo revirei os olhos ao ouvir a voz dela.

—James, eu fiquei muito triste pela Lily não ter entrado na minha sala. — Penny disse, aparecendo do inferno que seja.

—É, né... É meio que uma decisão do diretor. — Ele falou, notavelmente desconcertado.

—Vocês se conhecem? — Perguntei, me intrometendo.

—Ah, sim, o James trabalha na caridade do centro da cidade. — A rubra disse, olhando para mim com aquele sorrisinho presunçoso. — Ele é um cara incrível e ele vai pra nossa festa de caridade hoje a noite.

—Sim, quero ver o quanto foi arrecadado até o momento e ver como todos participam. — Ele falou, sorrindo para mim. — Mas enfim, eu tenho que ir. Nos vemos de noite, estou certo?

—Claro. — Penny e eu acabamos por falar juntos.

—Até. — Ele disse, pegando a filha pela mão e saindo.

—Você não vai conseguir ele primeiro. — A rubra disse e eu revirei os olhos.

—Nem tudo é competição. Ele acabou de se mudar e trouxe a filha pra escola, eu não estou concorrendo para ficar com ele, eu mal o conheço. — Falei, vendo-a rir com gosto.

—Tá bom, você gosta de roubar tudo dos outros. — E lá estava o escárnio de novo.

—Eu não roubei seus solos. — Falei me lembrando de quando éramos adolescentes naquela mesma escola e que após uma confusão com a professora, por eu querer cantar também, a Penny ficou comigo, mas ao invés de respeitar que cada uma tinha uma parte, começou a cantar mais alto e eu quase não fui ouvida. Desde então somos arqui-inimigas.

—Ah, sim. A professora te deu. — Ela falou, o ódio quase me queimando, mesmo que a um metro de distância.

—Eu não fui a única a cantar, ela dividiu a música, mas você tomou ela pra você. — Respondi, vendo-a revirar os olhos.

—Detalhes, detalhes... Nos vemos de noite, Reynolds. — Ela disse, olhando por cima do ombro enquanto entrava na sala dela.

—Sim, Berry, até. — Falei, revirando os olhos.

Empurrei a porta, entrando no estabelecimento com chãos de madeira polida. James se encontrava carregando uma caixa de um lado para o outro.

—Professor! Aqui no fundo! — A garota já tinha seus materiais abertos, então acenei para James que sorriu, indo pegar outra caixa, e eu tirei minha mochila das costas e sentei ao lado da linda garotinha. E assim começamos nossa aula, onde expliquei o máximo que conseguia de gramática, tentando ajudá-la nas palavras que não entendia. Ao fazermos o ditado novamente ela acabou por não conseguir escrever uma inteira. Após acabarmos brincamos um pouco.

—Ela já acabou? — O pai da pequena surgiu, se encostando no batente da porta e sorrindo com a imagem de minha pessoa fazendo cócegas em Lily enquanto ela se debatia na cadeira e me acertava com o bichinho de pelúcia.

—Sim, ela é bem esperta. — Respondi, vendo os olhos da mais velho brilharem.

—Sim , ela é.

—Enfim, tenho que ir buscar minha mãe no aeroporto. Nos vemos amanhã, Lily? — Interrompi o silêncio que se instalou e me levantei, abraçando a pequena e colocando a mochila nas costas, sentindo-a instantaneamente esquentar meu suéter.

—Obrigado, Josh. — O homem de cabelos pretos me agradeceu, os olhos sorrindo junto do sorriso simples, porém tão lindo. A barba quase por fazer lhe dava um pouco de charme, mas imaginar o mesmo sem ela quase me tirou do ambiente.

—Não tem de quê, James. Sempre que precisar. Nos vemos mais tarde. — O observei assentir e me dar a mão para cumprimentar. Observei a mão e a apertei, em seguida o puxando para um abraço.

—Aqui é uma cidade pequena, em agradecimento aceitamos abraços. — Falei, saindo do abraço quente e sorrindo para ele, piscando em seguida. — Tchau, Lily!

E então saí pela porta que dava visão à rua principal.

—Mãe, não é nada demais. Eu e ela sempre brigamos no fim do ano, sem contar o decorrer do ano. — Sorri forçado, vendo-a rir ao meu lado.

—Não estou me preocupando, sei que é tudo um mal entendido. — A mulher de cabelos mais grisalhos sorriu, me dando a mão. Ficamos assim até pararmos em frente de casa e eu pegar a única caixa de sua mudança para a minha casa.

—Só uma caixa? — Perguntei e a vi dar de ombros.

—São as coisas sentimentais, todos os móveis eu doei para uma instituição de caridade, mas guardei três dos especiais que você amava quando criança no inventário da família. — Ela explicou e assenti, contente pela escolha dela.

—É uma decisão sábia. Vai fazer o que hoje a noite? Descansar? — Perguntei e a vi negar rapidamente.

—Eu vou com você nesse negócio de caridade da escola. — A mulher ao meu lado falou e eu assenti, mesmo achando que era melhor descansar após a viagem de Chicago até aqui.

—Então, vá tomar um banho e nos encontramos na sala. — Falei, entrando na sala de estar e colocando as coisas dela ao lado do sofá de descanso, como eu chamava o meu predileto, onde eu passava horas nos meus feriados e fins-de-semana sem correções dos alunos para fazer, vendo séries.

Fui para meu quarto, fechei a porta e abri meu armário simples, me olhando no espelho, meus olhos castanhos felizes perto dos trinta e seis, o corpo numa altura de 1.70 e rosto singelo, porém marcante. Me despi e fui para o banho, onde não demorei mais de dez minutos. Me troquei, colocando uma camisa branca social em conjunto de uma calça preta social, e fui para a sala, peguei minha carteira e a guardei no bolso junto do celular. Coloquei meu anel da sorte, que era bem seletivo nos dias de sorte, e o coloquei no dedo anelar e perguntei aos gritos se minha mãe já tinha acabado o banho, sendo respondido pela mesma positivamente.

Esperei mais alguns minutinhos e me surpreendi quando vi minha mãe toda produzida em tão pouco tempo, ela usava um vestido bege levemente dourado e um salto baixo, enquanto um casaco quase da mesma cor que o vestido a esquentava. Na mão direita ela carregava uma bolsa que, com toda certeza, continha sua carteira, celular e documentos.

—Pronta, senhorita beleza? — A vi sorrir, toda feliz.

—Sim, vamos honrar a ida de seu pai. — O sorriso branco e aberto dela continha todas as emoções de ter perdido meu pai alguns meses atrás, de câncer, então devido tudo que viveu tentando o ajudar, viu que poderia ajudar mais campanhas de caridade, essas que fossem principais à câncer.

Apertei a mão dela e entramos no carro.

Ao entrarmos na escola, nos surpreendemos com toda a decoração natalina em tons diversos de derivados do dourado, que reluziam por todo o ginásio. As banquinhas já haviam sido montadas, banquinhas feitas por diversos alunos, que durariam por aquela semana, arrecadando o máximo possível para ajudar diversas crianças em todos os Estados Unidos. Minha mãe avistou minha amiga, Katy, e foi cumprimentar a mesma, enquanto eu fui direto para as banquinhas dos meus alunos, para ver se eles estavam dando conta com seus pais.

—Oi, Simon, como estão as coisas? — O garotinho alegre e visivelmente hiperativo me abraçou e berrou um 'bem' alto.

—Se precisarem de mim, me chamem. — Avisei Simon, que estava sendo o tutor e acompanhante do restante da sala, assim como os pais, que riram vendo a alegria do filho. Acenei para ambos e voltei para minha mãe, vendo-a ainda com Katy. — Katy!

—Eai, viado. — A mais velha, um ano mais velha, me abraçou. — Nossa, não saio com você desde semana passada, o que aconteceu?

—Eu trabalho em escola, esqueceu? — Brinquei e a vi assentir dando de ombros.

—Não é desculpa. — Ela falou e eu ri.

—Imagina, são só mais de quarenta e cinco coisas por dia para corrigir. — A fitei, vendo-a abaixar a cabeça, iniciando o modo drama.

—Venceu. — A vi levantar as mãos como se fosse se render.

—Josh. — Era a voz de James me chamando, então virei, um pouco esperançoso demais para um cara que eu havia acabado de conhecer.

—James? — Fiz aquela pergunta óbvia e clichê que sempre acontece em filme de comédia romântica, mas vai que eu tenha a mesma sorte.

—Olha quem queria muito te ver. — Ele apontou para a filha ao lado dele, filha essa que tinha um sorriso enorme e pulou em mim, me apertando entre os bracinhos dela.

—É muito fofo da sua parte esse abração. — A vi rir e continuar o abraço, olhei para o homem e as duas mulheres ao meu redor, vendo-os admirados com a cena.

—Olá à todos que compareceram. Obrigado por terem vindo nessa grande noite, hoje, como podem ver, temos várias atividades, uma delas é o campeonato de cookies avaliados pelo senhor George, um dos mais conhecidos chefes. Antes de darmos início à competição que durará pelos próximos cinco dias, até o dia de natal que será nesse domingo, quero avisar que ainda está aberto a quem quiser participar. — Penny estava no palco com o microfone fazendo sua voz ecoar por todo o local. A rubra desceu as escadas e se aproximou de nós, o sorriso presunçoso crescendo na cara. — Percebe-se que eu vou participar, certo? Eu faço os melhores cookies de todos, James.

—Que bom. — Ele respondeu com um sorriso amarelo, vendo a filha sair do meu colo e o puxar para longe.

—É uma pena não participar, Josh, eu iria te destruir. — A rubra balançou a prancheta de inscrições na mão, o sorriso que mais me dava raiva ela usava. Deus, eu iria mesmo fazer aquilo.

—Não tem problema algum, já que vou participar, e ver quem é o melhor. — Falei, erguendo a mão e pedindo a prancheta com os olhos, vendo-a passar para mim com raiva. Sorri do modo mais sarcástico enquanto assinalava meu nome. — Pronto, me espere lá em cima.

—Se prepare para ter seu traseiro chutado. — Ela riu saindo de cena. Jesus, que mulher irritante.

—Só sonha. — Sussurrei para mim mesmo, vendo minha mãe e Katy revirarem os olhos.

—Se você fosse hétero eu diria que vocês se amam. — Minha mãe falou, ainda inconformada pelo fato de eu e Penny nunca termos nos dado certo, e pensar que uma vez já fomos seres civilizados entre nós. Dei de ombros e ri com a afirmação, então peguei uma taça de vinho branco e observei as pessoas ajudarem tanto a causa da escola, era algo tão lindo. Conforme o tempo foi passando e todos se embebedando e ajudando seus filhos, chegou a hora da competição, que era preparar um cookie em menos de seis minutos, e eu falhei miseravelmente, então você me pergunta o porquê e eu te respondo que eu sou o pior cozinheiro que pode existir, não sei fazer quase nada, macarrão é a exceção, afinal, tenho que viver.

Como aconteceu? Anunciaram, no caso, Penny anunciou que ia começar. Todos os cinco que subiram tinham somente uma mesa a frente onde teriam de disputar pelos ingredientes, acabou que eu fiquei em quarto, após fazer uma massa seca, mas digestível. Então a competição se seguiu com quatro participantes, todos professores. E quem venceu essa primeira rodada, foi Penny, para meu profundo desgosto. Ao menos ganhei um abraço de Lily e James, induzido pela filha, e da minha mãe e minha amiga, junto de uma promessa das duas mulheres que me ajudariam no dia seguinte após a ajuda com a Lily.

—Ao menos tentei. — Falei para James, que riu, me acompanhando.

—Sim, e você sabe qual vai fazer para trazer amanhã? Amanhã pelo que parece vai ser de noite mesmo, mas na sexta vai ser como uma reunião, de tarde. — Ele falou e eu pensei por um instante, até que Lily interrompeu.

—Chocolate! Todo mundo gosta de chocolate. — A garotinha falou e eu assenti.

—É uma ótima ideia. — Confirmei.

Cheguei em casa exausto com minha mãe na minha frente me falando como era importante eu viver um pouco, e não me deixar ser somente a escola e casa. Nas palavras dela, apesar de ter perdido meu pai, ela não perdeu o amor, pode ser que algum dia, se for pra ser, ela se apaixone novamente, e diariamente, ela se apaixona pela vida, então vive-la do modo mais confortável e fora de zona de conforto possível é sempre melhor, confuso? Um pouco, mas compreensível.

—Te interrompendo, porque eu já entendi e vou tentar relaxar mais e viver um pouco mais, amanhã a Katy vem para nos ajudar a me ensinar, certo? — Procurei confirmação, já que eu estava um pouco lerdo pelas bebidas após as saídas dos pais e dos alunos.

—Sim, se prepare para uma aula de culinária pesada. — A mulher mais velha falou, me dando um beijo na testa. — Boa noite.

E apaguei no sofá, agarrado na almofada com a cabeça quase caída.

Notas finais
Gostaram? Espero ver vocês nos comentários ♥

Beijos e SEE YA PONNIES!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.