Convivência forçada

3 Tentando não se render


Notas iniciais
éee..Ahomine que se cuide...

Tentando não se render.

Kagami acorda no dia seguinte e se vê na sua cama. Será que fora tudo um sonho? Ahhh...sentiu uma dor atrás, percebeu que não era sonho, a noite com Aomine fora real. Se abrira igual um livro velho pra ele. Como eu sou burro, ele só quis se aproveitar de mim, óbvio, tava na cara.

Não ia se render de novo, prometeu que iria fazer a parte dele e não as vontades de Aomine Daiki.

Se levantou e foi pra aula. Ainda sentia dores pelo corpo e pelo membro, resultado da noite de sexo selvagem com Aomine.

Naquele dia Kagami reparou que Aomine saira cedo de uma das aulas, pensou consigo, se ele acha que vou ajudar ele tá ferrado.

Quando a aula acabou , entendeu o motivo de Aomine ter sumido, assim que chegou ao alojamento, pegou Aomine com uma garota, na cama dele, na mesma cama em que Aomine transara com Kagami. E o pior que ele conseguia ser mais carinhoso com a menina do que fora com ele. Kagami ficara chocado e saia, resolveu deixar os dois sozinhos.

Sentou num banco e se sentiu um lixo completo, usado era a palavra. Resolveu que não iria mais ficar se martirizando por aquele idiota. Enquanto estava distraído, ouve uma voz dizer:

– É novo também?

–Ah? — ele se vira e vê um rapaz moreno,lindo e alto.

–Me chamo Akira, e você?

–Kagami Taiga, prazer.

–Ah...bonito nome, — ele se sentava. — o que faz na universidade?

–Educação física. E você?

– Faço História. — Kagami ri

–Nada a ver uma com a outra, — repara na mão do garoto, ele segurava um mangá – ah, você gosta de mangás?

–Esse é meu preferido, — quando mostrou, Taiga sorri, também gostava.

–Nossa, eu também adoro esse mangá.

–Jura? — começaram a engatar uma conversa animada sobre a história, enquanto isso, no quarto Aomine diz, meio emburrado

–Sai daqui, — ele bufava, não estava conseguindo sentir tesão com a garota. Pela primeira vez o grande Aomine Daiki não conseguira dar vazão ao desejo por uma garota e ficou frustrado. A garota sai, batendo a porta furiosa, Aomine resolve tomar um banho pra tirar o cheiro da garota, que era tão doce que chegava a enjoar. Enquanto tomava banho, a noite com Kagami lhe veio a cabeça. Lembrou do ruivo todo rendido, de olhos semicerrados e salivando, se lembrar daquela visão, fez o moreno simplesmente ficar excitado e com vontade de pegar aquele ruivo baka outra vez.

“O que você fez comigo, bakagami?”. Esse era o pensamento que vinha na cabeça do garoto de cabelos azuis.

Enquanto que o ruivo estava animado conversando com o rapaz que conhecera no pátio da faculdade. Num dado momento , Akira dizia:

–Você deve ter sido bem popular entre as garotas do seu colégio, Taiga.

–Não..e nunca quis pra falar a verdade. Você que deve ser cheio das namoradas.

–Não Taiga, não sou. Eu sou gay. Gosto de meninos, — ele corava. Taiga baixava a cabeça envergonhado e surpreso, era a primeira vez que vê alguém assumir assim.

–Bom bem vindo ao meu mundo – ele dizia baixinho, o garoto se surpreendia com a revelação.

–Quer dizer que você é gay também?

–Sim....sou. -ele sorri meio envergonhado. Akira o abraça – pelo menos não me sinto só. Tenho de ir, conversamos mais amanha Taiga. — ele sai, um sorriso no rosto, encontrara alguém igual a ele. Kagami se levanta, resolveu voltar para o quarto e torceu que Aomine não estivesse mais com a tal garota.

Quando chega ouve Aomine tomar banho, se deitou na cama e fechou os olhos um pouco. Estava ainda exausto, não se recuperara da “brincadeira” de Aomine na noite anterior, a imagem de Aomine o dominando não saia de sua mente e era irritante e excitante ao mesmo tempo.

“Não...preciso me controlar, não vou me render mais assim.”. Kagami então se levanta, decide ir comer alguma coisa. Deixou a mochila ali, e suspirou, por incrível que pareça conseguiu pensar naquele idiota e parou na porta do banheiro.

–Ahomine?

Aomine se surpreende em ouvir a voz do ruivo, mas tenta se controlar e diz:

–O que é, Bakagami?

–Eu vou comer alguma coisa,quer que eu lhe traga algo? — ele perguntava meio a contragosto, mas o outro também era gente né, precisava comer.

–Ah...claro, me traz um sanduiche e um refrigerante. Muito obrigado.

– Ok. — Kagami sai e vai comer, na volta traz um lanche com refrigerante. Vê Aomine sentado na beira da cama, só de cueca e olhando pela janela. -Oe...Ahomine, está aqui – deixava em cima da escrivaninha e entrava no banheiro, ia tomar banho. No outro dia, não teriam aula, era sábado. Pelo menos iria descansar. Após o banho ,vê algo que lhe deixa puto.

–Mas o que está fazendo mexendo na minha bolsa?

–Quero ver a matéria oras, — ele já tinha comido e estava querendo ver o que perdera,Kagami tira a bolsa da mão dele.

–Nem pensar Ahomine, pede pra sua amiguinha.

–Como é que é? — Aomine cai na risada. — Tá com ciúmes Taiga?

–Eu? Ciúmes? Não.

–Tá sim...- Kagami bufa, sabia que aquilo era estratégia de Aomine e lhe diz, irritado.

–Ta bem..copia logo a matéria infeliz – jogava o caderno pro moreno e ia se deitar, puto da vida.

Era já de madrugada. Era a terceira vez que Kagami ia até o banheiro. Se sentia mal, vomitando e suava frio, talvez fosse algo que comeu. Sentia uma dor horrível. Aomine se mexe na cama e ouve o barulho no banheiro, vê que era Kagami e ele parecia gemer, mas era de dor.

Assim que o ruivo sai do banheiro ele cai na porta.

–Kagami! — Aomine vê a cena e ajuda o rapaz, pondo-o na sua própria cama. Percebeu que o ruivo ardia em febre e delirava. — Ei..Taiga o que houve? Fala comigo? Por favor? — ele parecia preocupado, lembrou-se que a idiota da Satsuki mandara um kit de primeiros socorros e pegou um antitérmico que tinha lá, metendo goela a baixo do ruivo. Kagami parecia resmungar e meio que choramingar, tremendo de frio. Aomine o puxa pra si, encostando a cabeça de Kagami em seu peito, e alisando seu cabelo e rosto, dizendo palavras para acalmá-lo. Inclusive Aomine puxa o rosto de Kagami junto ao seu e dá um beijo bem terno nos lábios do ruivo.

–Descanse meu baka reclamão...-se referia ao fato de Kagami as vezes reclamar tanto. Kagami adormece tranquilo. Em seguida, Aomine também.

No dia seguinte, Kagami acorda e se vê nos braços de Aomine. O que fazia ali?

–Ahomine?

Aomine acorda e vê Kagami ali, acordado e olhando pra ele.

–Kagami, como está?

– O que aconteceu comigo?

– Você passou mal ontem a noite, eu cuidei de ti.

Taiga corava. Saber que Aomine mostrara um lado humano, lhe balançou.

–Obrigado...- Sentiu a boca de Aomine cubrir a sua, gentilmente, Kagami soltou um gemido. -N-não Aomine...

–Me chama de Daiki , você fica tão lindo me chamando assim...- Kagami fecha os olhos, suspirando.

–D-daiki...- sentiu a mão de Aomine lhe alisando as coxas, lembrou que estava de cueca. Soltou um novo gemido, excitado. Não podia se render assim. — N-não Daiki...pare...

– Shh..- sentiu a mão do moreno em seu membro que já pulsava duro. — Olha como você me deseja, Taiga-kun....-ele sussurrava no ouvido do ruivo, que se contorcia. Estava a mercê de Aomine Daiki.

–Pare Daiki...-os olhos de Kagami lacrimejavam de desejo e o corpo do ruivo tremia, sentiu Aomine subir em cima de si e se roçar nele, dando beijos por seu pescoço. Enterrou os dedos no cabelo de Aomine, estava difícíl não se render com ele lhe provocando daquela maneira.

–Se renda Taiga...admita que me quer...admita...- Aomine pinçava um dos mamilos de Kagami, fazendo o ruivo ir a loucura.

–P-para...Daiki...-ele fechava os olhos e tombava a cabeça pra trás, se se rendesse agora, era como admitir que Aomine iria poder usá-lo sempre que quisesse. — N-não...

– Taiga você se fazendo de difícil assim, só faz eu te desejar mais...- Aomine desce a boca, direto pro membro de Kagami, mordendo-o delicadamente por cima da cueca. O ruivo solta um gemido. — se rende pra mim, Kagami?

–P-pra que? Não sou seu brinquedo Aomine. — Kagami reunia o minimo de força que lhe restava e o tirava de si, se levantando e ofegando, percebia o quanto o moreno também ofegava. — obrigado por cuidar de mim, agradeço. — ele se deita em sua cama. Aomine sente um soco na boca do estomago. Agora sentia a dor da rejeição. Era um sentimento novo para ele.

Notas finais
Ahomine , ahomine...kkkkkkkkkkkkkk