Convivência forçada
12 Uma chance
Notas iniciais
Uma chance
Kagami abre os olhos e vê uma mão em sua barriga. Gelou ao ouvir a respiração de Aomine em seu ouvido e se levantou, devagar. Deixou que Aomine dormisse. Aquele dia era um dia de feriado na cidade então não ia trabalhar. Tentou se arrastar com barriga e tudo,indo até a cozinha e fazendo algo para comer, sentia bastante fome. A dor havia passado, mas ainda sentia uma espécie de leseira. Ficou pensando em Aomine ali, cuidando dele. Encostou na pia da cozinha e ficou pensando. Era idiota demais de correr atrás daquele AHOmine. Ia mandá-lo embora assim que acordasse e...
Kagami desmaia, sentindo uma pontada forte na barriga.
Aomine acorda e não vê o ruivo ali, se levanta, procurou-o pelo quarto, e pensou que Kagami estivesse na cozinha, ao chegar na mesma toma um susto, vendo Kagami se contorcer e gemer com a mão na barriga.
–Taiga-Kun? Fala comigo amor...- o tom de voz do rapaz era desesperado, porém amoroso.
–A..omine...hospital...- Aomine entendia e o pegava no colo, o rapaz nem se dava conta de que estava sem camisa, enfiou Kagami no carro e o levou ao hospital, o médico que descobrira a gravidez de Kagami e já sabia a história, por coincidência estava ali. Ele leva Kagami para dentro e pede que Aomine fique ali. Uma enfermeira arrumava uma camiseta qualquer e pedia que ele vestisse, pois não era permitido ficar sem camiseta ali. Foi ai que Aomine se deu conta , estava sem camiseta e descalço. Vestiu a camiseta e se lembrou que tinha um tênis dentro do carro, foi até lá e o vestiu, indo até a recepção esperar notícias de Taiga. O tempo passava, fazia uma hora que estava ali, e nada. Aomine ligou para Satsuki e pediu que ela fosse com Tetsuya até o hospital, os dois começavam a acalmar Aomine que andava de um lado pro outro.
–Jajá você vai abrir um buraco no chão Aomine-Kun – dizia Kuroko, naquele seu jeito perdido de sempre. Satsuki puxava Aomine para perto de si e dizia, meio brava:
–Calma Daiki-kun! Ele tá bem!! noticia ruim já teria chegado..oe...
Passadas uma hora e meia, o médico volta, suado e com roupas tipicas de cirurgia, vinha com uma cara cansada, porém levemente serena.
Aomine pegou o médico pelo colarinho
–COMO ELE TÁ? PORQUE Cê DEMOROU TANTO INFELIZ? -Kuroko deu uma joelhada por trás de Aomine, tinha percebido que o médico não estava só. Uma enfermeira estava com ele.
–Senhor Aomine...o senhor Kagami está bem , não se preocupe, ele esta dormindo. Descobrimos que a bolsa dele rompeu mais cedo. E então fizemos uma cesárea nele. Conheça a filha do senhor Kagami. — a enfermeira vinha com a criança. Era uma menina linda. Dava para ver um cabelinho meio azul. Os olhos da pequena também eram azuis, muito igual aos de Aomine. Aomine pegou a menina no colo e tocou a mãozinha da pequena, que não chorou, apenas ficou olhando Aomine, que sorri.
–Tão geniosinha quanto eu e Kagami. — Satsuki e Kuroko ficavam encantados, iam brincar com a criança, mas logo em seguida a enfermeira levou a menina. O médico disse que Aomine podia visitar Kagami. O moreno entrou e viu o rapaz dormir, meio sonolento. Havia passado por uma cirurgia. Se sentou ao lado de Kagami e tocou a mão do rapaz, que abriu os olhos, devagar.
–O-onde eu tô?
– Calma Taiga...você tá no hospital. Você acabou tendo a criança antes da hora, acho que por conta do stress..
–CADÊ ELA? CADÊ?? — Kagami queria se levantar, mais Aomine não deixava, beijando a mão do ruivo.
–Ei ei...shhh...fique quietinho, ela já esta vindo...é linda Kagami...parece comigo
–EI! AHOMINE...-Ele fazia cara feia, Aomine ria.
– É nossa filha Kagami, aceita...
–Ela vai chamar Keiko, eu já decidi! — ele continuava sério. Aomine chegava com o rosto próximo ao de Kagami e colocava uma mão em cima da do ruivo, sussurrando:
–Tudo bem...mas se desarma...Taiga....se desarma...me dá uma chance...
–Chance de que? Para você nós dois não passamos de um rolo ai...-Aomine calava os lábios de Kagami com um beijo. Em seguida se afastou dele e olhava em seus olhos sussurrando.
–Eu...te...amo...-parecia tortura, mas enfim Aomine conseguiu dizer o que pensava.
–Repete...acho que não ouvi..
–AFF BAKAGAMI...-ele suspirava e revirava os olhos. — Eu amo você. Eu tinha um orgulho idiota que não me deixava falar isso. Achava que isso era coisa de mulherzinha. Mas um homem de coração frio e calculista feito eu também ama oras...
–Aomine...
–Sim?
–Também amo você, seu baka! Esperei tanto ouvir você dizer isso. Porque demorou seu idiota? Vontade de chutar sua bunda! — parecia o velho Kagami, os dois riam mas a enfermeira chegava com a pequena Keiko, Kagami a pega no colo e começava a brincar com a pequena, Aomine põe a mão na cabeça da menina e não diz nada.
–Pode chorar Ahomine, eu não ligo. — Kagami sorria, Aomine não dizia nada, só deixava uma lágrima emocionada rolar de seus olhos e saia, pensativo. Deixou que Kuroko e Satsuki entrassem, disse que ia até a casa de Kagami buscar roupas para ele e a menina.
Quando chegou na casa do ruivo, viu a foto dele quando tinha a barriga numa pose sensual porém linda, segurando a barriga . Aomine sentou com o retrato na mão e ficou pensando. Não ia ser fácil. Iriam encarar uma tempestade todo dia, principalmente quando Keiko crescesse e começasse a perguntar. Será que sinceramente estava preparado para ser pai? Se levantou, reuniu o que possuía e saiu. A guerra iria começar. No caminho , ligou para Kise e pediu que fosse com ele. Depois de irem onde queriam, Aomine foi até o hospital, e viu Kagami conversando com Kuroko e Satsuki brincando com a menina. Ele tinha um papel em mãos.
–Kagami quero que leia isso, em voz alta.
O ruivo pega o papel e Kuroko vê o amigo pálido.
–O que foi Kagami-kun?
–Certidão de Nascimento de Aomine Keiko. Pais: Kagami Taiga e Aomine Daiki. — o ruivo não dizia mais nada. Aomine tinha preparado mais uma surpresa, para quando o ruivo saísse do hospital.
Bem, e chegou o dia, Aomine foi buscar Kagami com Momoi. Ele colocou Kagami no banco da frente, ainda cheio de pontos da cirurgia e Momoi foi atrás com a pequena Keiko que dormia toda sorridente no colo da “tia”.
Quando chegam na casa de Aomine, Kagami toma um susto. Estavam ali, Kuroko, Midorima, Akashi, Kise, Murasakibara, Himuro, o pessoal da antiga Seirin, inclusive Riko e Junpei, o antigo capitão. Aomine sorriu e disse:
–Essa é minha pequena Keiko...e esse moço aqui...- o abraça pela cintura – é meu amor, Kagami Taiga..que eu amo demais. E tenho um pedido para ele aqui na frente de todos.
Kagami sentiu o coração parar, estava completamente corado e impressionado com aquela demonstração de amor de Aomine. O Moreno se ajoelha e pega a mão de Kagami e diz olhando nos olhos do ruivo:
– Quer ser o senhor Aomine Taiga? — Logicamente, todos ficaram impressionados e até bateram palmas. Kagami corava mais ainda e dizia rouco
–Ah...err...aceito...-Aomine se levanta e lhe dá um selinho.
Assim que Kagami se recuperou, os dois fizeram uma espécie de cerimônia e fizeram uma espécie de documento, como se fossem realmente casados. Houve a maior festa em seguida.
Kagami estava num canto com Keiko no colo e Kuroko. Viu Aomine conversando com Akashi, tanto Kagami quanto Aomine, casaram-se de terno branco. Kagami via a aliança no dedo que levava o nome de Aomine. Na de Aomine estava escrito o nome de Kagami.
–Kuroko...
–Sim?
– Aomine não é mais o AHOMINE.
–Não..-kuroko ria baixinho.- tanto você quanto a Keiko mudaram a vida dele...Akashi tá querendo adotar uma criança, acredita?
Ele ri.
–Kuroko, — Naquele momento Satsuki sentava. — Momoi que bom que chegou, quero pedir algo pra você
–Nós....-disse Aomine que chegava e dava um selinho em Kagami.
–Tá..eu e o Aomine..-Kagami dizia sorrindo enquanto Aomine pegava Keiko no colo e brincava com ela. — queremos que você é o Kuroko sejam padrinhos da Keiko...
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