Convivência forçada
1 O início
Notas iniciais
O inicio.
O moreno cruzou os portões da faculdade. Era nova vida agora, havia crescido e saído de vez do mundo do basquete. Basquete agora só de vez em quando com os amigos. Deu um sorriso e se lembrou do dia anterior, de quando a amiga de infância Satsuki arrumou a mala dele aos xingos já que as vezes Aomine Daiki conseguia ser o maior preguiçoso da paróquia e não levantava o dedo pra nada.
A faculdade tinha alojamentos, então ele moraria e estudaria lá. Foi até a reitoria para poder pegar a chave de seu quarto e seu programa de aulas. Viu o número do quarto: 419. As aulas começariam no dia seguinte, teria aquele dia pra fazer o que mais gostava: dormir. Chegou no quarto e agradeceu a Deus por ainda estar só, escolheu uma cama e nela se sentou, olhou para o quarto, era até espaçoso. Tinham duas camas de solteiro, uma pequena geladeira entre elas, uma escrivaninha e um armário de duas portas. E o banheiro. Resolveu que iria tomar um banho para relaxar.
O ruivo entra na reitoria, um tanto empolgado. Era estranho para ele agora estar longe do pessoal de Seirin, cada um foi prum canto, inclusive seu parceiro Kuroko. O azulado foi para mesma faculdade de Akashi. Kuroko e Akashi eram namorados. Kagami suspirou, tinha inveja dos dois. Estavam juntos, Kagami tinha um segredo que só Kuroko sabia, ele era gay e curtia meninos, tivera seus rolinhos por aí mas nada demais. Engatara um rápido romance com Himuro, seu amigo, mas que no fim das contas, acabou ficando com Murasakibara, seu parceiro na Yosen. Ele pegou seu programa de aulas e a chave de seu quarto , o número era 419. Mal sabia ele que ele teria uma surpresa quando chegasse.
Ele entra no quarto e ouve o barulho do chuveiro. Percebeu que seu colega de quarto já estava ali, torceu para que ele fosse legal, tanto quanto Kuroko foi quando eram de Seirin. Viu que ele também havia acabado de chegar e deixou as malas próximo a outra cama que estava vazia e se deitou, para descansar um pouco. Se virou de rosto para parede e dormiu.
Aomine sai do banho, estava cansado e estava somente de cueca. Quando sai viu algumas malas, percebeu que era do colega de quarto. Quando subiu o olhar para ver quem era o rapaz , viu um rapaz alto, ruivo, com as pontas dos cabelos pretos, parecia que conhecia ele de algum lugar..,quando viu a camiseta que ele usava, já que ainda Kagami gostava de usar as vezes a camiseta regata com o 10 de seirin, Aomine grita:
-BAKAGAMI?
Kagami dá um pulo na cama ao ouvir ser chamado assim, só uma pessoa costumava chamar ele assim...
-AHOMINE?
Os dois se olhavam, se encarando, saíam faísca dos olhos dos dois, eles foram inimigos nas quadras, apesar de que depois da derrota pra Seirin, Aomine e Kagami tinham criado uma amizade até estranha.
-Aff não acredito que vou ter que te aguentar quatro anos...- Aomine se sentava na cama, incrédulo
-E você acha que eu to feliz né? Eles são uns filhos da mãe, parecem que sabiam. — ele se referia aos responsáveis por dividir os alunos nos alojamentos.
- Que curso tu vai fazer?
-Educação Física
-TA ME ZOANDO? — Aomine olhava pro ruivo sem acreditar.
-Porque?
-Além de te ver no meu quarto, vou ter que ver tua cara feia nas aulas
-Você também vai fazer?
- Não...vou fazer balé, bakagami. Claro que é educação física, babaca.
Os dois ficaram longos momentos se encarando. Foi só naquela hora que Kagami repara que o rapaz estava de cueca e tenta disfarçar. Desde quando ver Aomine de cueca o impressionava? Ficou imaginando o tamanho do membro de Aomine e suspirou
-O que foi?
-Nada Ahomine. Eu vou tomar banho. — precisava se acalmar, sentiu o próprio membro protestar dentro da cueca.
Depois de toda aquela loucura , Kagami arrumou as coisas e vê as de Aomine espalhadas.
-Mas o que? Trata de arrumar tuas coisas Ahomine. Eu não gosto de bagunça.
-Arruma pra mim. — ele tava deitado de barriga pra cima e olhando pro teto, de short e todo preguiçoso
-Cê acha que eu tenho cara de Satsuki?
-Tem só falta os cabelos rosas...- ele provocava
-Ahhh vai se ferrar. Eu vou arrumar só dessa vez, se eu ver mais alguma coisa fora do lugar, eu jogo no lixo. Eu juro.
Kagami arrumava as coisas de Aomine e o moreno sorria, endiabrado. Tinha ganhado uma empregada.
A noite os meninos foram dormir, no meio da madrugada, Kagami acorda, sentindo uma dor horrivel no membro, que latejava, pulsando. Ele havia tido um sonho todo erótico com Aomine lhe pegando numa quadra e o penetrando-o enquanto Kagami estava de quatro e implorando por ele.
Isso nunca vai acontecer seu idiota, pensou. Mas precisava aliviar aquela dor que sentia. Se levantou e se trancou no banheiro, sentando na privada e pega no membro, fecha os olhos e começa a se lembrar de seu sonho, começava a suar só de imaginar Aomine ali, lhe chupando e lhe penetrando. Um gemido baixo escapava da boca do ruivo
-Daiki...
Aomine se mexia na cama, virou pro lado e não viu Kagami ali. Viu que ele estava no banheiro, mas o que o impressionou, foi ouvir um gemido de um Kagami rouco, dizendo:
-Daiki...me chupa....
Aomine fica sem reação, desde quando Kagami se masturbava pensando nele? Em seguida ouviu um gemido mais alto, imaginou que pela reação, Kagami estava gozando. Aomine pensou o como Kagami parecia uma menininha gemendo. Aquilo fez com que o próprio Aomine ficasse excitado, mas ele protestou consigo mesmo.
Isso não é hora, infeliz. E ele é homem, sossegue. Ouviu o barulho da torneira e resolveu disfarçar, virou e fingiu dormir, ouviu o barulho da porta e ouviu Kagami se deitar na cama, suspirando.
Uma desconfiança passou pela cabeça do moreno, mas ele teria que aguardar a hora mais certa para conferir. Ele achava que o ruivo pudesse ser gay e não se sabe por que cargas d'água, aquela expectativa deixava Aomine ansioso.
Notas finais
sem mais. u.u
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