Convivência forçada
11 Eu perdi você
Notas iniciais
Eu perdi você
Já haviam se passado 3 meses. Aomine se deita na cama, sabia que seria mais uma noite sem dormir. Ele havia procurado o ruivo em todos os cantos, mas ele evaporara na fumaça. Ninguém vira sinal do ruivo. Kagami sumira e não dera mais notícias. No pensamento de Aomine, ele havia perdido de vez a chance de se declarar para ele e poderem ter uma vida feliz. Tudo por seu orgulho masculino bobo.
Kagami chega em casa e vê as horas do relógio. Eram 9 da noite, se sentou no sofá e esticou as pernas, cansado. A barriga começava a pesar, estava já de 7 meses, próximo aos 8. Sabia inclusive o sexo da criança. Ele olha uma foto que havia na mesa de canto. Era dele, ele havia feito uma espécie de ensaio para guardar aquele momento com carinho. Se viu sem camiseta e tocando a barriga. Sentiu uma lágrima escorrer por seus olhos, ao lembrar quem lhe dera aquele “presente”. Daiki...ele chama baixinho, mais uma vez indo as lágrimas, já era uma constante isso em sua vida.
Kagami arrumara um trabalho e tentava se virar como podia. Cortou contatos com os antigos amigos e foi morar num lugar bem tranquilo e afastado. Não queria nada que pudesse lembrar Aomine Daiki. Kagami foi tomar um banho, se arrastando e depois se deitou, olhando pro teto e pensando na vida.
Aomine, em sua casa, permanecia deitado, olhando pruma foto que ele tinha de Kagami. Abraçou a foto e começou a chorar, dizendo consigo:
–Porra, eu te perdi...porque? Por um orgulho idiota....tudo por um orgulho idiota. -Aomine andava muito depressivo, Satsuki andava ficando por ali na casa dele para ajuda-lo, sabia que o quase irmão estava sofrendo com aquela separação. Ela entrava no quarto de Aomine e o via chorar.
–Daiki-kun..chorar não vai trazer o Kagami-kun de volta.
–Mas eu amo ele Satsuki...
–Ama tanto que desistiu de procurar.
–3 MESES! ELE NÃO QUER SER ENCONTRADO, NÃO ENTENDEU? -Aomine parecia muito nervoso.
–Você é um burro, se tivesse falado tudo logo, ele não teria se mandado.
Enquanto isso, Kagami estava deitado em sua cama. Começou a sentir algumas pontadas na barriga. Começou a suar frio e ficar preocupado. Não podia ser, não ainda. Era muito cedo. Talvez fosse só as preocupações. Começou a ficar mal e na mesma hora lhe veio um estralo. Estava só. Se caísse duro e morresse, ninguém ia se preocupar com ele. Ele iria morrer sozinho. A única pessoa que ele amou de verdade , não estava ali. Não tinha forças pra se levantar e correr prum hospital sozinho. Então pegou o telefone e fez uma ligação, torceu para que essa pessoa atendesse.
–Pera Satsuki, telefone. — Aomine tira o telefone do gancho. — Alô? — Ninguém respondia – quem é? Tá querendo passar trote, idiota? -ele nem sabia quem era , mas desconfiou que fosse trote, e já ia desligando, quando escuta.
–D-daiki...me ajuda...
Aomine dá um pulo
–KAGAMI? TAIGA...POR FAVOR É VOCÊ?
–D-daiki....eu to sozinho....e ..não to bem...me ajude...por favor...- a voz de Kagami era chorosa. Aomine já se levanta dizendo:
–Me diz onde você mora....por favor!! Confia em mim...-a voz do cabelos azuis era de desespero. Kagami então passava o endereço do local. Aomine desligava o telefone e voava o mais rápido que podia, levava 20 minutos para chegar na casa de Kagami. Abre a porta e sobe correndo as escadas, se depara com Kagami chorando e se retorcendo de dor na cama.
–Taiga-kun...cheguei..calma...-ele abraça o ruivo que agarra Aomine e começa a chorar mais ainda.
–DAIKI....TÁ DOENDO...
–Sh....- Aomine ergue o rosto de Kagami e lhe dá um beijo. -eu to aqui agora, tem algum remédio para dor?-Kagami apontava uma gaveta e Aomine pegava o remédio, dando para que Kagami tomasse e descansasse. Viu o ruivo deitar e se deitou por trás dele, alisando a barriga de Kagami com carinho, ele não pôde ver que dos olhos do ruivo saia uma lágrima. Aomine beija as costas do ruivo e fala uma série de palavras carinhosas, bem baixinho.
Aquela foi a primeira vez em 3 meses, que tanto Kagami quanto Aomine conseguiram dormir de verdade.
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