Controle do Caos
2 Invocando os melhores.
Notas iniciais
Controle do caos.
Grécia; 16:40 da tarde.
“Caro irmão,
Sei que faz um tempo que não nos falamos, mas no momento necessito de sua ajuda. Algumas coisas estranhas vêm acontecendo e o conselho do mundo da noite esta alarmado. Não sei o que fazer irmão, pela primeira vez na vida acho que vou precisas de mais do que a Sonia para me ajudar.
Fiquei sabendo que você tem ajudado a muitas investigações e resolvido vários casos por onde você passa e por isso penso que posso precisar dessa sua ajuda. As coisas estão complicadas e quase estamos em meio de uma guerra que poderá acabar com o mundo.
Queria poder te explicar tudo nessa carta, mas acho que não será possível. Peço-lhe que venha ate o castelo para que possamos conversar e discutir o que está acontecendo, e quem sabe colocar a conversa em dia já que não só a Sonia esta com saudades como eu também. 2500 anos é muita coisa maninho.
Estamos te esperando,
Atenciosamente Manic.”
Quando terminou de ler dobrou a carta novamente e suspirou. Um sorriso apareceu em seu rosto logo que deixou seu corpo cair na cama novamente. Mesmo que a carta não dissesse coisas boas era bom ter noticias de seu irmão mais uma vez. Realmente 2500 anos era muita coisa e seria bom voltar a vê-lo. Também sentia falta de sua querida irmã que sempre agira como uma mãe para todos eles, como a única mulher na família ela tomara a responsabilidades de cuidar dos quatros, provavelmente tinha tido um ataque de depressão quando soube que Shadow havia matado a Mephiles, se é que ficou sabendo.
Sua mente agora vagava em milhares de lembranças do passado, o passado feliz que tinha com seus irmãos naquele grande castelo que agora Manic comandava. Lembrava de quando irritava a Shadow e a Mephiles, de quando sua irmã Sonia sempre lhe contava a historia de quando seus pais se conheceram e quando Manic o ajudava a estudar e participava das brincadeiras para atormentar os outros, só para depois levarem uma bronca de Sonia. Eram tempos bons que agora eram apenas isso, lembranças.
Suspirou só para ver como sua querida companheira saia do banheiro. Ela tinha uma cara doentia, mas que tentava esboçar um sorriso para não preocupá-lo. Dava para ver o cansaço que sentia nitidamente, enquanto seu corpo parecia frágil e prestes a desmoronar. Ela usava um delicado vestido rosa bebê e sapatos bonecas brancos, seus cabelos rosas estavam soltos e um pouco molhados por causa do suor que escorria pelo rosto dela.
Mudou sua expressão para uma preocupada ao vê-la. Já fazia algum tempo que ela estava desse jeito, e nenhum dos dois sabia o que era. Amy agora estava se alimentando mais do que o normal e sempre vomitava boa parte do que tinha comido, e com o tempo ela fora ficando mais fraca, quase humana, sem falar dos desmaios que tinha de vez em quando. Isso preocupava cada vez mais a Sonic que já não sabia o que fazer ou pensar.
Ela se sentou na cama ao lado dele e ele a abraçou pela cintura com delicadeza, pousando o queixo em seu ombro e fazendo pequenos carinhos nela. Enquanto ela apenas passava os braços por cima dos dele e fechando os olhos para aproveitar o contato de seus corpos.
— De novo? – perguntou ele com uma voz triste a apertando um pouco mais contra se. Ela apenas assentiu meio constrangida. O estava fazendo se preocupar de mais, principalmente agora que estava mais freqüente e forte. – O que está acontecendo Amy?
— Não sei. – sussurrou ela. Fazia mais de dois meses que estava nesse estado e nada dele acabar. Amy se sentia cada vez mais fraca e parecia que ia desabar a cada instante. – Realmente não sei Sonic.
O mesmo começou a dar pequenos beijos no pescoço da mesma como uma pequena caricia para relaxá-la, coisa que conseguiu com facilidade. Ela inclinou a cabeça para o lado dando mais espaço para ele, soltando leves suspiros de vez em quando.
— Recebi uma carta do meu irmão hoje. – infirmou descendo seus beijos até o ombro dela – Ele está me convidando para ir visitá-lo para resolver uns problemas. Podia pedir a Sonia que visse o que tem de errado com você, ela é praticamente uma medica.
— Onde é? – perguntou Amy em um suspiro. Adorava quando ele começava a fazer esse tipo de coisa, era sempre tão relaxante que ela sempre esquecia os problemas que tinha.
— Transilvânia, na Romênia. – falou sem poder evitar sorrir. Era irônico eles morarem bem no lugar onde dizia a lenda que morava o conde Drácula, mesmo que a culpa não fosse deles sobre essa lenda. – Partiremos hoje a noite.
— Então melhor aproveitarmos o dia. – falou a ouriça com um sorriso malicioso no rosto e se virando, ficando de joelhos na cama e frente a frente com o ouriço azul beijando-o apaixonadamente. Passou os braços envolta do pescoço dele enquanto ele a abraçava pela cintura.
— Tem certeza? – perguntou ele logo depois que se separaram. Sua expressão demonstrava a preocupação que sentia. Sabia que ela não estava bem e temia piorar a situação com isso.
— Não se preocupe. Eu estou bem. – confirmou ela para logo depois beijá-lo mais uma vez. Sonic a recostou delicadamente na cama se posicionando em cima dela, sem deixar de beijá-la nem um instante. Tomava o máximo de cuidado para que não fizesse nenhum movimento brusco para não fazê-la passar mal.
Se foi o tempo em que os dois competiam para ver quem ficava em cima e quem controlava a situação. Agora até ela mesma concordava em ficar em baixo para não ter que se movimentar muito e não acabar causando um desastre. Deixou que ele lhe acariciasse enquanto correspondia o beijo apaixonado que ele lhe dava. Podia sentir como ele ainda estava hesitante e preocupado maneirando em cada caricia para que não a fizesse passar mal mais uma vez.
Ela lhe acariciou a cabeça e deu-lhe um ligeiro beijo na testa indicando que estava bem, como resposta ele lhe deu um doce beijo nos lábios e começou a descer pelo pescoço tirando delicadamente as alças do vestido para que tivesse mais pedaços de pele exposta para beijar. Uma de suas mãos foi para a cintura da garota descendo lentamente ate a perna e logo depois subindo de novo passando por debaixo do vestido que agora estava escorregando pelo ombro quase mostrando completamente seu sutiã.
Amy passou os braços envolta do pescoço de Sonic, aproveitando cada contado da pele dele com a sua. Não podia dar o mesmo prazer que ele lhe brindava, mas por alguma razão sentia que iria dar a ele algo que os dois estavam querendo e que nenhum dos dois esperava. Era uma sensação estranha, que fazia seu coração se acelerar e uma inquietação na área do ventre começar a lhe incomodar. E toda vez que o ouriço azul passava a mão levemente por essa área ela podia sentir como se algo começasse a se mover lá dentro, como se reagisse ao toque dele. Isso acontecia já a algumas semanas e ainda não desvendara o que era e tinha a esperança que se a irmã de Sonic era tão boa assim em medicina poderia lhe ajudar a desvendar esse pequeno mistério.
Sonic deslizou o vestido da ouriça rosa, o tirando completamente deixando-a apenas com as roupas intimas. Logo depois se afastou e tirou a camisa, desabotoando um pouco a calça jeans, logo depois voltou a beijá-la. Levou as mãos ate as costas dela tirando assim o sutiã negro que ela usava. Começou a beijar os seios dela enquanto ela apenas enrolava suas pernas envolta da cintura dele tirando lentamente a calça junto com o boxer que usava.
Antes que pudesse imaginar o ouriço azul já tinha tirado a ultima peça de roupa que ela estava usando. Ele começou a penetrá-la lentamente, ela não era mais virgem a muito tempo, mas não queria fazer nenhum movimento brusco e machucá-la sendo que ela estava em um estado tão debilitado.
A cada minuto que se passavam as estocadas ficavam mais rápidas e em poucos instantes chegariam ao clímax. Amy já se sentia cansada, havia perdido muito de suas resistências nesses últimos meses e agora estava tão fraca quanto quando era uma humana. Sua respiração estava a mil enquanto o suor lhe escorria por todo o corpo, enquanto Sonic mal cansado estava, mesmo que sempre sentia como se o ar lhe faltasse quando tinha esses tipos de momentos com Amy.
Em poucos instantes tudo acabou e Sonic caiu do lado de Amy para não machucá-la. A abraçou com cuidado e fez pequenas caricias em sua cabeça, mechando com seus cabelos rosas que agora chegava ate sua cintura já que os havia deixado crescer. Ficou assim ate que ela recuperasse o fôlego. Era preocupante vê-la assim tão fraca, mas sabia que quando chegasse ao castelo onde seu irmão estava Sonia poderia ver o que estava acontecendo e ajudá-la.
— Melhor se preparar. – falou para logo dar um beijo na testa da garota que se acomodou mais em seus braços. – Hoje mesmo iremos para minha antiga casa.
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França; 18:32 da tarde
“Caro irmão,
Sei que é estranho eu estar comunicando agora depois de tanto tempo, mas é que tem acontecido varias coisas estranhas em nosso mundo e estamos a um pé de uma guerra sem sentido. Sei o quanto você é bom em deduções e em um raciocínio de estratégias e é por isso que peço que venha ate o castelo e me ajude a resolver esse problema.
Convidei também a Sonic para que também me ajude nessa questão tão delicada. Já não sei o que fazer Shadow, cada um está se voltando contra o outro e acho que você sabe o porquê, de tão bem informado que costuma ser.
Espero-te no castelo e espero te ver o mais rápido possível. Ah! E Sonia está ansiosa para te ver. De acordo com ela você finalmente arrumou alguém que te fizesse tirar essa cara amarrada (palavras dela) e ela quer ver quem é.
Esperamos-te,
Atenciosamente seu irmão Manic”
Shadow suspirou ao terminar de ler. Sabia do que Manic queria conversar. Só não pensava que o assunto seria tão serio para causar uma confusão no alto escalão das raças. Suspirou mais uma vez e começou a escrever uma resposta a seu irmão. Sabia que não poderia ir tão rápido do que poderia por causa de Maria que não se sentia muito bem esses últimos dias, mas pelo menos deveria avisar.
“Manic,
Sei do que o que esta acontecendo e seu que o assunto posso ser serio, mas devo demorar um pouco para chegar ai. Minha parceira, como Sonia estava mencionando, não está se sentindo muito bem esses dias e não sei se ela vai agüentar uma ida direta daqui de Paris ate a Transilvânia.
Talvez demoremos uns três dias, mas tentarei chegar ai o mais rápido que conseguir.
Shadow”
Dobrou a carta e colocou em um pequeno envelope que tinha encima da mesa de escritório que tinha no quarto. O mundo pode ter se desenvolvido, mas os vampiros gostavam de se manter tradicionais, mesmo que alguns gostavam de se modernizar, tanto que tinha vários vampiros que viram rackers , mas a maioria dos vampiros continuava com tradições tradicionais. E mesmo assim achava que era mais rápido que qualquer outro meio.
Tudo o que se tinha que fazer era usar uma pequena magia antiga que os demônios já não usavam mais e esse era passado para todos os vampiros. Era só pronunciar algumas palavras em latim e pronto a carta já não estava mais em sua mão. Suspirou mais uma vez se deixando relaxar. Ainda estava preocupado com tudo isso, afinal se isso estava chegando a ameaçar uma guerra as coisas estavam piores do que pensava.
De repente um par de braços delicados passou por seu pescoço e doces mãos passaram por seu peito fazendo pequenas caricias. Nem precisava adivinhar para saber quem era só ela tinha esse toque delicado e esse jeito tão carinhoso, só ela conseguia fazer com que ele se esquecesse de todos os problemas e se concentrasse apenas nela.
Sentiu como ela colocava a cabeça em cima da sua e fazia pequenas caricias com as mãos, apertando mais sua cabeça com o peito dela. Levantou sua cabeça só para receber um beijo delicado na testa e ver um lindo sorriso estampado naqueles doces lábios. Os olhos dela brilhavam mais do que o normal, esses últimos dias e ela parecia cada vez mais bonita. Não sabia como isso era possível, mas já fazia um tempo, um pouco antes desses enjôos e desmaios começarem, ela começou a ter um brilho natural a mais do que já tinha antes, seus cabelos que chegavam ate o quadril agora pareciam cintilar formando uma aura dourada enquanto seus olhos adquiriram um brilho tão intenso que se comparava a uma estrela. E quando sorri... Ah! Não a nada mais belo!
Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto quando a viu. Isso já era comum desde que ela passou a ficar do seu lado por toda a eternidade, deixando a vida simples de uma humana e entrando no mundo da escuridão por ele. De vez em quando nem conseguia acreditar que uma garota tão linda e gentil como ela pode se apaixonar por um cara frio e serio como ele, outras vezes pensava que tudo era apenas sua imaginação lhe pregando uma peça e que na verdade ele havia entrado em uma depressão tão profunda que agora estava sonhando que tinha ela a seu lado, que ela fosse apenas um fruto de seu louco subconsciente.
— Não devia estar descasando? – perguntou vendo a aparência frágil que ela havia adquirido. Podia ser bem fraca, mas mesmo assim era preocupante.
— Eu estou bem Shadow. – sussurrou para ele se afastando um pouco, mas por causa do movimento brusco que havia feito para isso tudo a sua volta começou a girar e logo suas pernas já não conseguiam mais sustentar seu corpo.
Em um momento acabou perdendo o equilíbrio e começou a cair na direção do chão. Se não fosse Shadow que teve o rápido reflexo de se levantar e segurá-la ela teria se chocado fortemente com o chão de madeira. O ouriço negro suspirou e levou a garota ate a cama colocando-a delicadamente na mesma, se sentou do lado dela e acariciou sua cabeça com delicadeza enquanto ela ainda tentava recuperar o foco.
— Quando falar que você deveria descansar é porque você precisa. – falou em um tom gentil ainda lhe acariciando a cabeça, penteando seus longos cabelos loiros. – Sabe que quando digo isso é porque estou preocupado com você e quero que fique bem.
— Eu sei Shadow, mas é que... – começou a falar, mas logo suspirou. Estava dando muito trabalho essas ultimas semanas e isso lhe incomodava. Desde que virara uma vampira começara a agir sozinha sem precisar que os outros resolvam seus problemas, mas desde que esse mal estares apareceram havia ficado fraca e indefesa, mas ao mesmo tempo sentia como algo crescia dentro de se. Havia tido uma idéia esses dias, mas a descartara quando se lembrará que isso era impossível para ela, por mais que desejasse que fosse. – Sinto que estou bem, mas ao mesmo tempo é como se meu corpo não correspondesse a esse sentimento.
— Seja o que for, é melhor que descanse. Vamos ter que fazer uma viagem um pouco longa e é melhor que esteja relaxada para isso. – falou fazendo a garota o mirar confusa o fazendo sorrir um pouco. – Recebi uma carta de meu irmão e ele que nos encontremos no castelo onde ele mora lá na Transilvânia. Ele é o rei dos vampiros então suponho que não esteja me chamando só para querer colocar o papo em dia.
— Nunca me disse que seu irmão era o rei dos vampiros. – reclamou Maria olhando com uma carinha infantil para Shadow que se abaixou para dar um beijo em seus lábios.
— Acho que devo ter me esquecido. – falou com um ligeiro sorriso fazendo a ouriça rir e logo dar um profundo beijo nele que retribuiu com prazer.
Ele se deitou na cama ficando os dois de lado na cama. Maria passara os braços pelo pescoço de Shadow enquanto o mesmo a abraçava pela cintura com cuidado e possessão. Ela usava um pequeno vestido azul de mangas compridas o que o ouriço agradecia muito, enquanto ele apenas tinha apenas uma calça jeans preta, seu peito estava completamente descoberto e sorte que os vampiros não eram afetados pelo clima já que em Paris estava fazendo um frio de congelar os ossos. Não nevava, mas só de sentir o vento você podia sentir como se sua pele fosse cortada por uma navalha fria.
Maria aproveitava o momento como costumava fazer sempre que tinham esses momentos. Bem que não tinha o que reclamar de Shadow com relação a esses momentos românticos. Ele poderia não ser o maior romântico do mundo, que te dava flores e te elogiava a cada instante, mas sempre que ele tinha esses ataques de luxuria ou ate mesmo de carinho ele costumava ser a pessoa mais adorável que existia. Não em palavras, mas sim em gestos.
Mas uma coisa lhe preocupava. E se o que pensava era verdade? E se por um ato do milagre esses enjôos não fossem apenas enjôos normais e tivessem uma base mais complexa? E se essas sensações que estava tendo era um anuncio de realmente estava do jeito que pensava? E se essa idéia fosse na verdade seu instinto lhe dizendo o que estava acontecendo?
— Shadow. – chamou logo que se separaram. Qual seria a reação dele se isso que pensasse fosse verdade? Ele apenas soltou um leve murmuro indicando que estava escutando, mas não parou de dar beijos agora no pescoço dela. – O que você diria se eu estivesse... grávida?
Shadow parou o que estava fazendo e mirou Maria um pouco triste. Sabia o quando ela queria um filho, mas também sabia que isso era impossível. O s vampiros transformados não podem ter filhos, mesmo que estejam relacionados com um vampiro de sangue puro que tenha essa capacidade.
-Maria, você sabe que... – mas antes que pudesse terminar de falar ela o interrompeu.
— Estou falando se eu estivesse. – disse com um tom amargado. Não gostava que a lembrassem dessa sua incapacidade, isso sempre lhe fazia sofrer mais do que já sofre por lembrar sozinha.
— Maria, eu quero tanto um filho seu quanto você pensa, e sofro tanto com isso de não podermos quanto você. E se tivesse a possibilidade de você estar grávida, juro pra você que seria o vampiro mais sortudo e feliz do mundo. – falou com toda a sinceridade do mundo acariciando o rosto dela com delicadeza.
Antes que ela pudesse falar mais alguma coisa ele a beijou com todo o amor que sentia o que foi impossível para ela não corresponder.Lagrimas começaram a escorrer pelo rosto dela enquanto o beijo se tornava cada vez mais intenso. Não podia acreditar que ele sentia o mesmo, que estava tão triste quanto ela em relação a isso.
Antes que percebesse já estava sem o vestido e sem o sutiã enquanto Shadow permanecia apenas de boxer, ficando encima dela. O beijo apenas se aprofundava cada vez mais enquanto ele passava a mão por seu corpo e as dela pelo dele. Não havia só desejo naquilo, era o mais puro amor que emanava naquele lugar. Principalmente quando ele a penetrou e começaram um ritmo só deles, nem tão lento nem tão rápido. Era o momento deles, o momento em que podiam ficar juntos e nenhum dos dois desperdiçaria a oportunidade.
Cada caricia, cada contato, cada atrito em seus corpos fazia com que cada vez perdessem mais a razão. Maria tinha os olhos nublados enquanto Shadow já havia perdido completamente o senso da realidade.
Só depois de alguns minutos é que tudo terminou e Shadow se deixou cair na cama colocando Maria encima de se, abraçando-a pela cintura. Ela por alguma razão estava mais cansada que ele tendo que recuperar o fôlego em bocadas enquanto algo se agitava. Começou a fazer pequenas caricias no peito de seu amado enquanto deixava que o tempo passasse e aquela pequena sensação no ventre se acalmava.
— Acho melhor nos prepararmos. – falou Shadow dando um beijo na testa da garota que fechou os olhos prazerosamente. – Temos um longo caminho para seguir.
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Inglaterra; 20:30 da noite.
Os dois entraram no quarto exaustos. Nem sabiam mais quantos casos já tiveram só nessas ultimas semanas, mas sabiam que era mais de cem. Cada dia aparecia mais mortes, mais foras da lei, mais mistérios... E os mais difíceis sempre sobravam para eles. Mas essa era a conseqüência de se tornarem os melhores investigadores da esquadra vampiresca.
Você deve estar se perguntando: Vampiros têm uma esquadra? Pois tudo funciona como uma ordem. Existem leis criadas pelos demônios e pelo rei vampiro que limitam o que um vampiro pode ou não pode fazer, mas como tudo tem seus desordeiros a aqueles vampiros que se acham donos do pedaço e que podem fazer tudo que está proibido. E para controlar esses vampiros o rei criou uma organização de vampiros que resolvia casos e pegava esses desordeiros, mas ao contrario da sociedade humana os vampiros não prendem seus fugitivos. Qualquer um que quebre as regras é condenado a morte imediata e o resto é com os demônios que cuidam das almas condenadas.
Os dois entraram na esquadra dos vampiros por acaso e com seus esforços haviam conseguido o titulo de melhores de toda a organização. Agora eram chamados em varias regiões do mundo para resolver mortes dos series da noite como também pegar fugitivos altamente perigosos. Ate hoje nunca falharam em suas missões e isso só lhes traziam mais problemas.
Alguns vampiros guardavam um rancor imenso por capturar seus parceiros ou mesmo que conhecido e sempre tinham um desejo de vingança muito grande. E era uma dessas razões que deixavam o trabalho ainda mais difícil já que tinha não só que prender os fugitivos como também enfrentar os vários “jogos” que eles preparam como vingança. Era simplesmente cansativo e irritante.
A gata lilás deixou-se cair na cama exausta. Esse ultimo mês não estava se sentindo muito bem, sem falar que agora seu trabalho havia dobrado com a revolta que está tendo entre as raças da noite. Havia vezes que pensava que não conseguiria agüentar uma perseguição ou que não daria conta de resolver o caso por das dores que sentia.
O ouriço prata apenas observou sua companheira deitar na cama e tentar controlar a respiração agitada. Estava preocupado com o que estava acontecido com ela. Cada dia ela parecia mais fraca e passava mau de minuto em minuto, sem falar nos desmaios que estava enfrentando a todo o momento e que eram imprevisíveis. E com esse aumento de trabalho temia que ela ficasse pior ainda.
Acabou olhando de relance para a mesa que tinha do lado da cama e viu um pequeno envelope branco escrito seu nome e o nome da gata em letras cursivas em dourado. Era estranho porque normalmente os comunicados que recebiam as letras era de uma cor escarlate forte ou pretas. Quando escarlates era por causa de uma morte e a preta de uma perseguição, mas então o que significava o dourado?
Andou ate a mesa e pegou o envelope para logo sentar na cama. A gata o mirou, curiosa e logo se aproximou olhando o pequeno objeto que ele tinha na mão.
— O que é isso? – perguntou apontando para o pequeno conteúdo de papel. O ouriço deu de ombros.
— Não sei. É isso que queria descobrir. – disse ela abrindo o envelope e tirando a carta que tinha dentro começando a ler em voz alta.
“ Silver the Hedgehog e Blaze the Cat,
Tenho o conhecimento de sua reputação e é exatamente por esse motivo que estou escrevendo para vocês. Como vocês já devem ter percebido as coisas no nosso mundo da noite esta se complicando cada vez mais e não só ai como essa situação tem agravado com relação ao conselho. Como nossa situação está critica estou convocando os melhores para que me ajudem a resolver esse problema antes que cheguemos a uma guerra sem motivos.
Quero que vão ao meu castelo na Transilvânia onde eu estarei esperando vocês para discutirmos esse assunto e saber qual será o primeiro passo para resolver esse problema. Não precisão se preocupar em pedir a seus superiores porque já escrevi para eles e eles deram a permissão para reservar vocês para apenas essa missão.
Assinado o rei dos vampiros”
— Nossa! – exclamou Blaze com os olhos arregalados a carta que estava na mão de seu parceiro. – Uma carta do próprio rei!
— Estou tão surpreso quanto você. – disse Silver relendo a carta mais umas quantas vezes para ter certeza que era serio. Não imaginava que sua reputação junto com a de Blaze fosse tão grande para que chegasse aos ouvidos do rei e fazê-lo escolher a eles entre vários outros para realizar uma missão tão importante. – Ao parecer teremos que ir para a Transilvânia.
— Será que isso tem haver com o aumento de mortes? – perguntou Blaze voltando a se deitar na cama virada para Silver. O mesmo deu de ombros e se deitou também. Vampiros não dormiam, mas mesmo assim eles podiam tirar um cochilo ate recuperassem as energias, e tudo o que precisavam fazer era fechar os olhos e deixar a mente vagar, mas claro que continuariam conscientes.
Blaze se acomodou do peito de seu parceiro enquanto o mesmo tinha as mãos atrás da cabeça mirando distraidamente o teto. Isso lhe preocupava muito. Não queria perder sua amada e sabia que essa missão seria muito perigosa, principalmente ela com esse estado frágil que estava tendo ultimamente.
— Blaze. – a chamou delicadamente ainda mirando o teto. A mesma apenas soltou um pequeno murmuro enquanto fechava os olhos e se deixava relaxar no peito de seu amado. – Tem certeza que se sente bem para viajar?
— Não precisa se preocupar comigo Silver. – falou ainda de olhos fechados só que agora fazendo pequenas caricias no peito do mesmo. – Eu estarei bem. Só não fazer nenhum movimento brusco na viajem e nada vai acontecer.
Silver entrelaçou seus braços na cintura da garota a aproximando mais de se e colocou sua cabeça por cima da dela sentindo o doce cheiro que ela tinha.
— Então amanhã teremos que pegar um barco e ir para o continente e logo depois atravessá-lo praticamente todo para chegarmos a Romênia. – falou com um ligeiro sorriso no rosto. – Tem certeza que vai agüentar toda a viagem?
— Tenho. – falou ela levantando o rosto o encarando diretamente nos olhos. – Afinal estarei com você.
Logo depois os dois se beijaram. Um terno e apaixonado beijo que começara a aumentar lentamente. Em poucos instantes suas roupas já estavam no chão deixando ao descoberto o corpo dos dois que se preparavam para se unir em um mais uma vez. Era uma sensação incrível a que tinham quando faziam e por mais que a luxuria estivesse envolvida nunca superava a paixão e o amor que dominavam os dois corpos.
A impaciência dominava os dois e em pouco tempo ele já estava dentro dela dando estocadas fortes e profundas querendo senti-la cada vez mais perto de se enquanto ela já estava tão envolvida no prazer que já havia perdido completamente a sanidade. Os corações mortos que tinham no peito voltavam a bater em uma velocidade tremenda como se quisessem saltar para fora e logo que tudo acabava os dois caiam exaustos na cama abraçados e envolvidos em um mundo só dos dois. Apenas aproveitando o prazer de ficarem juntos.
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Japão; 00:45 da noite
Estava ela sem seu colo carregando um pequeno vulto nos braços. O pequeno tesouro dos dois que tinha mais valor que qualquer jóia rara. Os dois tinham sorrisos no rosto enquanto observavam o pequeno vulto. Podiam ter se tornado os maiores espiões do mundo vampiresco, mas agora isso era o que menos importava.
Como havia a organização que cuidava dos delinqüentes dos vampiros havia também a organização que cuidava de vigiar secretamente as outras raças para ter dados uteis caso tivesse uma traição ou uma guerra. E do jeito que as coisas iam espiões como eles eram mais do que necessários, mas isso para eles não era nada comparado ao que eram agora.
— O que diz a carta Knuckles? – perguntou a morceguinha sem tirar os olhos do vulto em seus braços. O mesmo sorriu e pegou a carta que a pouco havia visto encima da mesa de noite e começou a ler em voz alta.
“Rouge the Bat e Knuckles the Echidna,
Vocês foram escolhidos entre vários outros espiões para que venham ao meu castelo para me ajudar a resolver uma questão muito importante. Como vocês têm sido os melhores de toda a organização de espiões creio que sejam necessários para descobrir o que esta acontecendo entre as raças da noite.
Quero que venham ao meu castelo na Transilvânia o mais rápido possível para que assim possamos discutir o que fazer e que vocês possam relatar as informações que vocês coletaram nesse ultimo mês de trabalho.
Assinado o Rei dos vampiros”
Rouge suspirou. Esses últimos meses de trabalho haviam sido muito complicados, mas pelo menos tinham algumas informações para relatar. Mas mesmo assim estava preocupada com o rumo disso tudo. Se as coisas estavam tão ruins isso significa que os boatos de que uma guerra poderia começar poderia ser certo, mas não queria que isso acontecesse e prejudicasse seu recente ganho, seu recente desejo realizado.
— Partiremos amanhã a noite. – falou Knuckles dando um beijo em sua testa e acariciando o pequeno vulto. – Queria poder deixá-lo com alguém. Se pelo menos ainda tivéssemos contato com os outros...
— Talvez seja bom levá-lo para o castelo. – falou Rouge encostando a cabeça no peito de seu parceiro. – Talvez lá seja mais seguro que qualquer outro lugar.
Knuckles assentiu para logo olhar para a janela que mostrava o céu estrelado do lado de fora. Era uma noite calma onde estavam, mas que na verdade era apenas uma ilusão do que realmente estava acontecendo.
— Só espero que isso não fique pior. – falou o equidina abraçando mais seus dois tesouros. As coisas que mais amava na vida.
— Eu também Knuckles. – sussurrou a morceguinha olhando na mesma direção que seu amado – Eu também.
E a noite continuava com seu resplendor se preparando para o inicio de algo sangrento e que poderia acabar com todo o mundo que conhecemos. Tanto da noite quanto do dia.
Notas finais
Bjsss ate o proximo cap.
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