Control.
8 Capitulo VIII.
Hermione Jean Granger –Presente.
Ao amanhecer recebi milhares de cartinhas e chocolates provavelmente banhados em poção do amor. Não lembro ao certo como cheguei em minha cama, para ser franca, não lembro de nada que aconteceu após entrar em contato com Tom. Minha última lembrança era de ter....
Isso não pode ser possível! Eu me encontrei com o próprio Tom Riddle! Como isso é possível??!!
Não adianta nada chorar o leite derramado, Granger. Só relaxe....
Ao me olhar no espelho não pude acreditar.... Como alguém acorda maquiada e com o cabelo arrumado assim sem fazer esforço? Realmente, Tom, você se superou.
Levantei da cama mesmo sem ter a menor disposição para isso. Assim que saí do quarto encontrei a diretora me olhando com a maior cara de bruxa velha possível.
—Precisamos conversar- ela disse.
—Ain, Merlin! O que eu fiz de errado.
—Primeiro você....
—Era uma pergunta retorica.
Opa, você não devia ter dito isso Granger!
—Para a minha sala! AGORA.
Minerva andava furiosa e eu apena a seguia sem o menor interesse.
—O que tem de errado com você Hermione? — Essa foi a pergunta mais repetida durante todo o percurso.
—Eu não sei, está bem? Apenas mudei. Pessoas mudam, crescem.
—Você era a minha melhor aluna- choramingou.
—Ainda sou.- rebati.
—Mas e seus valores? Onde está a minha Hermione Granger?
—Ela não existe. Estava mais do que na hora dela morrer- escapou de meus lábios. Fiquei surpresa com a tranquilidade que disse isso.
—Você descobriu? — Perguntou Minerva surpresa e assustada ao mesmo tempo.
Pela minha cara de surpresa a velha percebeu que eu não sabia de nada então pôde enfim soltar um sonoro suspiro.
—Está liberada, apenas não mate mais aula!
De repete ela parecia tão preocupada. O que eu poderia descobrir que assustou tanto, a minha querida diretora?
Ah, eu descobrirei de uma forma ou de outra, Minerva.
Lancei um obliviate sob ela.
A diretora foi pega desprevenida e por isso não foi difícil invadir sua mente.
—Minerva, preciso de sua ajuda.
—Para tudo o que quiser, Dumbledore- falou a velha com um olhar preocupado.
—Guarde essas memorias para mim. Se eu morrer não quero que descubram meu segredo... é de vital importância que a senhorita Granger não saiba disso, me ouviu?
—Sim e está me assustando, Dumbledore....
—Sinto muito, Minnie.... Mas ela não pode descobrir isso jamais!
—Eu sei, é um segredo obscuro demais para essa jovem descobrir.
De repente sou expulsa de sua mente. A velha até tenta me acertar um encantamento, porém, o meu feitiço mudo foi mais rápido e sem grandes dificuldades consegui fazer a velha adormecer.
Lembrando da visão que tive ao analisar sua mente caminhei até a escrivaninha e destranquei a primeira gaveta.
Fácil até demais, Minerva.... O que será que me esconderam durante tantos anos? Despejei o frasquinho dentro da penseneira e mergulhei nele.
—Dumbledore.... Isso é errado! Não podemos fazer isso- gritou Tonks.
—Sabe que é a única forma, todos sabem. – Falou o cara que sempre tomei como exemplo de vida.
—Sequestrar uma criança? A que ponto chegamos? — Perguntou Remus Lupin.
—Ela é filha dos Malfoy, a prometida do Lord das trevas! Fiz um favor a essa criança- disse o falecido-diretor.
—Por que fez isso? — Perguntou Molly Weasley.
—Não podemos dar mais poder ao Riddle. Eu vi tudo, essa criança pode trazer a nossa ruína- falou a minha professora de adivinhações.
Mas o que tudo isso tem a ver comigo? A não... não me diga que sou sangue-puro! Não, impossível! Sou uma nascida-trouxa, por mais que me doa lembrar disso, é o que sou....
—Não sejamos apressados! A visão pode não estar completa- falou Molly.
—Sei muito bem o que vi, precisávamos fazer isso.
—Onde ela vai viver? Essa criança não pode ser jogada nas ruas, Alvo! — Murmurou Tonks.
—Sei que não apoiam agora, mas Hermione Malfoy é um erro, ela não devia existir- disse o diretor friamente.
—Vamos matar essa criança? Alvo está louco? — Perguntou chocada Minerva. –Daremos ela para os trouxas criarem!
—Minnie tem razão- disse Arthur Weasley. — Caso ela se apegue aos nascidos- trouxas não irá querer se apoiar ao lord.
—É arriscado demais, no entanto, darei um voto de confiança a vocês. – Seu sorriso não era sincero, como demorei tanto para perceber algo que estava escancarando bem ali na frente?
—Como esconderemos ela do mundo? Olhe esse cabelo loiro! Esses olhos claros! — Falou Remus.
—Simples- falou Minerva.
Com um breve aceno de varinha a criança estava bem diferente. A começar pela pele mais corada, cabelos castanhos e olhos chocolate.
Assim a lembrança termina. Não sabia o que fazer.... Na verdade eu tenho uma boa noção do que devo fazer agora. Peguei o penseira e corri para o salão principal. A essa hora todos ainda estão tomando o café da manhã.
Andei apressada até a mesa da Sonserina. Draco me olhou assustado e um tanto surpreso.
—Precisamos conversar- sussurrei.
Todos ao meu redor estavam nos encarando, apenas ignorei esse fato.
— Não quero ser visto em público com você, sangue-ruim.
—Repense suas palavras, maninho- falei sarcástica.
—Mas o que....
—Rápido- eu o interrompi.
Draco se levantou e decidiu me seguir. Ainda bem! Pensei que fosse ter que lançar um império em meu próprio irmão.
—O que quer? Sabia que mudaria de ideia- falou malicioso.
—Seu pervertido! Não é isso! Precisamos aparatar para a Mansão Malfoy e para já! Tenho uma revelação bombástica para dar!
Ele e eu fomos andando para longe do castelo e então Draco me olhou como se fosse louca e então me segurou e senti como se fosse vomitar.
—Eu definitivamente odeio aparatar- murmurei enjoada.
Olhei para frente. Era uma mansão enorme e luxuosa, quase um castelo!
—Luxuosa, eu sei. Agora vamos logo. Não me faça perder tempo, Granger.
Sorri maliciosa.
—Não mesmo, maninho.
—Droga, por que insisti em me chamar assim? — Perguntou irritado.
—Espere e verá- provoquei.
Entramos na mansão, era mais luxuosa por dentro.
—Draco... o que essa fedelha faz aqui? — Perguntou Lucios Malfoy apontando a varinha para mim.
—Olhe isso. — Entreguei a ele.
Então, todos os Malfoy se reuniram na sala. Estavam todos surpresos com minha visita repentina. Draco estava curioso, e apenas por isso me levou a sua casa. Enquanto seus pais estavam irritados por ter uma ‘fedelha’ imunda sujando o seu chão.
—Não.... Isso não é possível! – falou Narcisa surpresa.
Minha mãe correu para me abraçar. Draco fazia uma careta e enquanto isso, meu pai tentava conter as lágrimas.
—Aquele maldito- gritou Lucios.
—Está tudo bem agora, papai. Eu estou aqui- sorri verdadeiramente feliz.
Essa é a primeira vez em anos que me sinto bem de verdade. Sempre soube que tinha algo errado, que não pertencia aquela família, que não era uma sangue-ruim e que poderia ser poderosa. Agora sei o motivo.
Lucios e Narcisa correram para me abraçar. Nunca me senti tão viva.
—Draco, leve sua irmã para o quarto de hospedes. Preciso preparar o melhor almoço de nossas vidas- falou minha mãe animada.
—Ela quer dizer pedir aos elfos.
—Lucios- Narcisa bateu em meu pai de brincadeira e os dois começaram a rir.
É, acho que posso me acostumar.
—Mas... e a aula?
—Depois explicaremos tudo! Agora só quero que faça o que eu pedi.
—Claro- falou meu mais novo irmão me puxando até o tal quarto de hospedes.
Então ele abriu a porta. Entrei calmamente, até ele me jogar na cama.
—O que está pensando em fazer comigo? — Perguntei com carinha inocente.
—Para com isso! Você sabia de tudo?
—Não, só fui descobrir hoje cedo.
—Justo agora que você está gata descubro que é minha irmã! Bem que achei estranho os olhos e cabelo, mas jurava que era lente e tintura...
—Nem sei como explicar a aparência ter voltado ao que devia ser, talvez o anel tenha quebrado o feitiço, ou me dado a aparência dos sonhos, ou seja, a que eu devia ter- comecei a devagar.
—Como assim? — Perguntou confuso.
—Nada não. – É complicado demais explicar isso!
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