Contrição De Snarkii

22 Capítulo 022 - Graças ao... Amor


Notas iniciais
Thiago "Snarkii" Ishida, capítulo 022. Se não fosse pelo Amor... Se não fosse por todos os meus amigos... Não é mesmo Itskovich? Boa leitura e Não esqueçam de comentar!

18 de Março de 1995.

Era grande. Sim, aquela base era mais que um simples "grande". Era enorme, gigantesca. Um corredor do segundo andar, à vista, ligava a seção A Oeste, com a seção B Leste. Nesse corredor, Itskovich apareceu, para minha alegria. Infelizmente, junto com ele, unidades inimigas se apresentaram da mesma maneira, preenchendo todo o espaço desse tal corredor.

Eu, Killer e os outros trocamos olhares, um de medo, outro de susto, e Stell que quebrava essa corrente emocional, sem demonstrar nenhuma expressão. Sacamos nossas armas em direção a Itskovich, porém os inimigos atiraram, fazendo com que a arma saísse de nossas mãos. Tiramos a conclusão de que eles eram bem treinados. Apenas profissionais conseguem mirar com tanta precisão.

Enquanto pensávamos sobre isso, Ekan gemia silenciosamente, sem querer chamar nossa atenção. "Irmão?" — Disse Stell, com um olhar, milagrosamente, assustado. "Estou bem... Estou bem..." — Dizia constantemente Ekan, enquanto segurava sua mão direita, encharcada de sangue.

Stell se aproximou ao lado de Ekan e olhou com ódio para Itskovich, que pronunciava: — "Ação!". Nesse momento, todas as unidades inimigas largaram suas P90, e seguraram suas granadas, tirando o pino e jogando em nossa direção.

Estávamos aonde provavelmente era o Sul. Norte estava, obviamente, à nossa frente. No meio desse espaço imenso, bem no meio no segundo e último andar, estava o corredor paralelo que ligava o Oeste e o Leste, como mencionado anteriormente. Itskovich estava no meio desse corredor.

À nossa direita, havia uma fila de uns 4 ou 5 tanques de guerra, e à nossa esquerda, dois gigantescos containers, um azul e outro vermelho.

Quando as granadas estavam vindo em nossa direção, Ekan, Stell e Stryker foram em direção aos conteiners, e eu e Killer, fomos buscar cobertura atrás dos tanques de guerra.

As granadas explodiram entre os conteiners e tanques, perto da entrada do estreito corredor branco. Em meio à explosão, pedaços de piso e parede foram lançados aleatoriamente no ar. Um desses grandes pedaços de piso, atingiram a barriga de Killer, que voou para trás após isso.

"Filhos... de uma puta!!!" — Gritou Killer, enlouquecendo, enquanto retirava o pedaço do piso em cima dele e levantava, recarregando sua M1911 como arma secundária. "Vamos seus boiolas!" — Gritou, enquanto saía da cobetura do tanque e ia para o meio daquele lugar extenso, atirando em todos.

Stell não possuía uma arma reserva, então pegou suas 10 pequenas facas, e jogou neles. A distância era muito grande, como um profissional, acertou 6 alvos. Ekan ainda se recuperava, tendo seu irmão do lado. Stryker atirava com sua M4A1 roubada também, porém errava quase todos os disparos.

Fui com Killer para o meio dos containers e tanques, e começamos a atirar. Killer foi atingido de raspão no braço, porém não se machucou gravemente. Atiramos, até que todos eles morreram, menos Itskovich. O russo estava numa pequena cabine que estava no meio desse corredor, à prova de balas, apenas rindo com nossa miséria.

Com um estalar de dedos do russo, mais unidades apareceram, agora vindo pelo leste e oeste, ao lados dos tanques e conteiners, em dois corredores paralelos e distintos uns dos outros.

Eles miraram com suas P90 diretamente em nós, hesitando em atirar. Outro estalar de dedos foi executado, e as unidades inimigas atiraram. Porém, erraram todos os disparos, com uma das mãos na cabeça, indicando dor.

"Cortesia do nosso querido Ekan!!!" — Disse o mesmo, segurando uma granada estilo flashbang, que atordoa todos os inimigos, deixando-os cego por um instante. A parte direita foi totalmente neutralizada pela granada, porém a parte da esquerda continuava a atirar.

Tomamos cobertura nos conteiners, saímos de lá rapidamente e jogamos duas granadas. Um dos corredores paralelos, sem ser o central, foi destruído, fazendo com que todos caíssem em alturas altas.

Eu e Killer, então, começamos a atirar no grupo de inimigos da direita, que estavam retomando a consciência lentamente. Matamos muitos, porém faltavam apenas 8 inimigos, que estavam prestes a puxar o gatilho. "Recarregar!" — Gritou Killer, enquanto tirava o carregador usado.

Usamos uma técnica que ele me ensinou. Peguei o meu carregador e coloquei em sua arma, então ele pegou o seu carregador e colocou em minha arma, agilizando o processo em menos de um segundo.

Miramos e atiramos nos 8 inimigos restantes. Se passaram 2 segundos, e todos eles já estavam mortos. Eu e Killer jogamos nossas armas no ar, nos cumprimentamos com uma batida de mão, e pegamos as armas que antes pertenciam a cada um. Peguei a arma de Killer no ar, e recarreguei. Ele fez o mesmo, e entregou, assim como eu.

Seu olho brilhava, estampando um leve sorriso malvado em seu rosto. "Igual eu te ensinei, não é?" — Perguntou Killer, com orgulho. "E eu pensava que isso seria inútil!" — Disse, quase rindo.

Ekan já estava de pé, com pouco sangue pingando em sua mão direita. Estava tudo bem. Todos nós direcionamos o olhar para Itskovich, que estava visivelmente com medo. "O que será que tem nesses conteiners, Itskovich?" — Exclamou Stryker, apontando para o container azul.

Em seguida, Stryker pegou sua arma e atirou no grande cadeado que trancava aquela enorme porta do container. Ele então, abriu essa porta, deixando visível as diversas armas de fogo.

"Humm... Essa aqui é boa hein!!" — Disse ele, segurando uma RPG. "Acho que vou usar ela" — Exclamou indiretamente para Itskovich. Stryker então mirou sua RPG para a cabine, e atirou um pouco para a esquerda, atingindo o corredor e a cabine.

A cabine, junto com o corredor lateral esquerdo, começou a cair, fazendo com que Itskovich tentasse segurar a beirada dos equipamentos lá dentro. A cabine começou a cair, então num ato de desespero, Itskovich abriu a porta dianteira da direita e pulou, prezando por sua vida.

Caiu, rolando três vezes no chão, de uma altura de quase 4 metros. Gritou apenas uma vez, de dor, e então tentou se levantar. Porém, Killer apontou sua arma para ele, e disse: — "Fica quietinho aí nenem, papai tem uma arminha!".

Itskovich olhou nervoso para Killer, e começou a soltar palavras estranhas, provavelmente em russo. Killer então, sem paciência, deu um tapa na cara de Itskovich, fazendo-o calar a boca. "Eu queria dar um soco, mas tapa... tapa é muito mais humilhante" — Disse ele, enquanto olhava para Itskovich.

"Todo seu Snarkii" — Disse Killer, enquanto andava contra a direção de Itskovich, indo em minha direção. Olhei para o russo, com sua face vermelha pelo tapa de Killer. Ele olhava nervoso para o chão.

Cheguei perto dele, e disse: — "Quem está em desvantagem agora? Nunca vou me esquecer daquele seu... beijo... com Gih. Seu..." — Dizia, antes de socá-lo incessantemente. Uma de direita, outra de esquerda, repetidamente. Parei de socar no momento em que um dente saiu de sua imunda boca. Saquei minha arma e mirei em sua cabeça.

"Não..." — Pensei — "Vou fazer você sofrer como você fez comigo" — Concluí meu pensamento. Com calma, guardei minha arma, e vi Itskovich cuspindo sangue no chão. "Você gosta de cuspir não é? Não gosta? Humm..." — Disse, num tom irônico.

Abri sua boca, coloquei a faca dentro, e a mexi, de forma com que cortasse parte de sua língua. Ele gritou, ou tentava, enquanto sangue saía de sua boca. Sorri de forma prazerosa, enquanto todos os outros olhavam.

"Vou cortar sua boca, para que você nunca mais encoste nos lábios dela" — Disse, passando a faca lentamente em seu lábio, enquanto ele gritava e cuspia sangue.

"Seus olhos..." — Disse eu, com um olhar orgulhoso — "Nunca mais permitirei que olhe para a Gih... Mas isso nós tratemos depois, não?" — Disse, enquanto ele olhava com um ar de negação. Peguei minha outra faca, menor que a outra, e encostei no seu peito. "Você já fez isso com muitas pessoas... Você vai adorar então" — Disse, em seguida fincando a faca em sua barriga, descendo mais ainda, abrindo um profundo buraco.

Sangue foi jorrado, enquanto ele gritava de dor e mais dor. Ele, antes encostado na parede, deitou no chão, enquanto vomitava sangue. "Agora é a vez de seus olhos" — Disse, enquanto pedia uma agulha ou algo afiado. Ekan abriu sua pequena maleta, e tirou de lá um palito de dente, que servia para os sanduíches. Peguei, e disse: — "Isso, é para você nunca mais olhar nos olhos de minha esposa". Em seguida, segurei firmemente o palito de dente, abri seu olho direito com meu polegar e dedo indicador da mão esquerda, e finquei profundamente. Antes castanho, seu olho começou a ficar totalmente vermelho. Agora, ele chorava sangue. Obviamente, fiz o mesmo com o olho esquerdo, deixando-o cego.

"Você não está vendo nada, não é? Deve ser bom..." — Disse — "Você não consegue prever meus movimentos não é?" — Concluí, lhe dando um tapa, cessando sua gritaria melancólica.

"Um último presentinho" — Disse, enquanto sacava minha arma e atirava em seus dois pés. Gritava, Itskovich gritava como se ele fosse se arrepender de algo. Eu não dei a mínima. "Vamos deixar ele sofrer... Agora, vamos embora. Ele vai morrer daqui a pouco" — Disse, enquanto já andava em direção à saída, junto com Killer e os outros.

"S-s-s-s-setor m-m-meia z-z-ero... Ajud-d-da!!" — Disse Itskovich, sendo interrompido por um tiro de Killer que atravessou seu crânio podre. Killer então, olhou para mim nervoso, e disse: — "Nunca abaixe a guarda para seu inimigo, já te ensinei isso".

"Vamos pegar os helicópteros encostados perto da grande entrada dos tanques e veículos" — Disse Stell, apertando um botão que abria a gigante porta, lentamente.

Vimos as motos, as mesmas daquela noite na qual nunca me esquecerei, encostadas na parede. Haviam 7, porém 5 era obviamente o necessário. Subimos nelas, menos Ekan com um pouco de dificuldade, precisando de ajuda.

Helicópteros passaram pela área, e outras motos apareceram no local. Subimos rapidamente e aceleramos para dar o fora de lá. Houve uma perseguição: Os inimigos atiravam em nós, enquanto tentávamos sair da enorme base.

"Unidade 7-0-5-4, favor responda! Estamos em uma perseguição, precisamos de um helicóptero para evacuação imediata, no ponto designado pelo radar transmitido, câmbio!" — Gritava Stryker, enquanto dirigia sua moto. "Coordenadas recebidas, ordem entendida. Helicóptero a caminho o mais rápido possível" — Afirmou.

Já matei Itskovich, nada vai me parar agora. Nada. Mas...

"O projeto está lá dentro" — Essa voz ecoou dentro de mim. Stryker tinha dito aquilo, naquela hora... Além de que, corpos e experimentos estavam lá. Eu tinha que voltar, eu precisava ver do que se tratava aquele misterioso projeto.

Notas finais
Próximo capítulo em breve e Espero que tenham gostado!