Contrição De Snarkii

15 Capítulo 015 - O Grande Projeto


Notas iniciais
Jack Ishida, capítulo 015. Você quer dizer a verdade ao mundo, mas o governo te cala constantemente. Essa é a realidade. Boa leitura e Não esqueçam de comentar.

13 de Março de 1970.

Terminei o que aparentava ser o treinamento que Cobra me proporcionou. Ele mesmo me indicou uma espécie de cabana, para esperá-lo. "Farei uma ligação" — Disse ele, enquanto me indicava tal cabana.

Entrei naquele pequeno lugar, e me deparei com uma TV, um sofá, e uma cama. Decidi sentar no sofá e esperá-lo. Demorou alguns poucos minutos, mas ele entrou naquela cabana, sentou na cama, que estava na minha frente, olhou para mim e disse:

- Jack, você foi o melhor recruta que encontrei até agora. Meus parabéns.

- Obrigado...

- Mas, seu treinamento será mais avançado do que aparenta ser.

- Hm?

- Sim. Arbok anunciou hoje, por um de seus homens, que irá nos atacar hoje. Esse será o primeiro ataque oficial de Arbok.

- N-Nossa...

- Sim, e você irá ser o líder desse ataque.

- Huh!?

- Você mostrou ótimo desempenho ao atirar naqueles alvos, e também mostrou ser leal ao Comando Azul. Você irá comandar 90 unidades de defesa, basicamente todas as unidades possíveis de defesa. Mostre-me as mesmas habilidades apresentadas a pouco tempo, nessa batalha.

- M-Mas acho que não vou conseguir fazer isso.

- Essa frase é para os fracos! Nunca diga que não consegue fazer tal coisa se nunca tentou. Ultrapasse suas barreiras e limites, não seja fraco.

- Hum...

- Você usará um colete com 4 pentes de Ak-47, uma pistola M1911 de reserva em seu bolso direito, e duas granadas em seus bolsos esquerdo.

- T-Tá.

- Coma alguma coisa, descanse, a invasão vai começar às 16:00, como disse o homem do Comando Vermelho, que veio nos avisar.

- Certo.

- Boa sorte nessa batalha, Jack.

- Obrigado.

Depois desse diálogo, Cobra se levantou da cama, e saiu daquela casa pequena. Eu saí do sofá e fui direto para a cama onde Cobra estava, e nela me deitei. Olhei para o teto revestido de madeira rústica, e pensei na vida.

Pensei no que eu vivi, no que eu vivo, e no que eu possivelmente viveria. Porra, eu matei pessoas. Comecei aqueles pensamentos ruins novamente. Constantemente, questionava a mim mesmo, no monstro que eu havia me tornado.

"E agora?" — Pensava, e pensava mais ainda, quando me lembrava da cena onde eu matei muitos homens, que nasceram, viveram, e enfim, morreram.

Fiquei puto pensando naquelas coisas, mas tentava relaxar, pensando em coisas boas ao mesmo tempo. Também pensava que tal matança me proporcionaria uma ótima vida, para mim, para minha esposa e para, se Deus quiser, meu futuro filho.

Eram 15:30 e eu ainda estava deitado naquela maldita cama, pensando em coisas do passado, e do presente, que provavelmente, refletiriam em um futuro de maldades.

Tomei uma decisão: A expectativa era eu sair daquela casinha, conversar com Cobra e desistir de tudo. Avisar Guirouty e Alex sobre tal, e voltar a viver com a minha querida esposa.

Realmente iria fazer isso. Peguei a Ak-47 que estava no chão, me levantei da cama, saí da casinha e fui em direção ao Cobra para devolver tal arma e desistir de tudo.

Porém no exato momento em que eu estava quase entregando o rifle para Cobra, as unidades inimigas chegaram, subindo as escadas, e permanecendo no começo da Arena.

Todos os que estavam na Arena, tanto os azuis, quanto os vermelhos, ficaram paralisados, imóveis, sem nenhuma reação ou ação.

Cobra andou para frente, em direção aos homens vermelhos, e olhou para Arbok, que estava na frente deles.

- Que bela surpresa, meu bom amigo — Disse Cobra, ironicamente.

- Idem, meu caro — Respondeu Arbok, também com ironia.

- O que veio fazer em minha... Humilde localização?

- Apenas uma visitinha... Sabe? De amigos.

- Claro que sei. Mas e se eu não quisesse tal visita?

- Então deveria chamar outros amigos para a festa, sabe? Entrar de penetra.

- Hum... Concordo.

- Mas e então, fazendo o que de bom nessa favela?

- Apenas abrindo um novo espaço para a liberdade — Disse Cobra, estendendo os braços, indicando a favela inteira.

- Desculpe mas, você está sendo muito fingido agora. Seus planos são outros.

- Estou sendo? Hehe... Desculpe-me, quer resolver isso com uma simples briga?

- Gostaria imensamente, meu querido Cobra. Apenas não se envergonhe quando eu estiver de pé sobre seu corpo falecido no chão.

- Com certeza não. Agora, podemos começar?

- Sim, absolutamente sim.

Cobra então, segurando um colete na mão, se dirigiu até mim e me entregou tal equipamento. "Boa sorte" — Foram suas últimas palavras para mim.

Enquanto as unidades azuis arrastavam o que pareciam ser caixas, no meio da Arena, eu vestia o colete, já equipando as granadas e os pentes de AK-47.

"Todos em formação!" — Gritou Arbok, para todos que estavam na Arena, tanto para os azuis quanto para os vermelhos. As caixas estavam prontas, todos usaram ela como cobertura, então eu fiz o mesmo.

Arbok desejou boa sorte à todos, e foi embora, provavelmente. Porém, antes de ele ir embora, ele gritou das escadas: — "Comecem!!!".

O tiroteio começou. As unidades vermelhas correram pela Arena para ficarem em lugares diferentes, dificultando a possibilidade de acertos.

Saí da cobertura e atirei com meu fuzil, assim como eu tinha feito com os alvos. Matei 5 pessoas, com apenas um pente de 30 balas. A verdade é que eu queria vomitar de nojo. Pessoas ensanguentadas no chão, faltando membros em cada uma, aquilo dava nojo e angústia, mas não podia parar.

Tentei recarregar, e rapidamente descobri como fazia, era fácil. Tirei o recarregador, coloquei outro, e ativei o novo pente para o uso. Comecei a atirar novamente, mas dessa vez sem mirar, apenas atirei sem ver. Não vi quem matei, mas estavam muitas pessoas caídas.

Peguei minha pistola M1911, mirei, e puxei o gatilho. Acertei 3 cabeças que explodiram com o impacto da bala. Sangue no chão e na parede... Era o que tinha de mais lá.

Os tiros pararam, durou pouco tempo. Haviam unidades azuis no chão, assim como unidades vermelhas, porém a vitória foi nossa. As unidades vermelhas restantes começaram a descer as escadas, fugindo de nós.

Foi um alívio, mas parecia que tudo havia começado a partir dalí. Estava em dúvida, se me sentia aliviado, ou em perigo novamente. Mas não importava, comecei a comemorar pois, afinal de contas, eu estava vivo.

Meu objetivo era voltar para casa vivo, largar aquele trabalho maldito, e compartilhar momentos bons com minha esposa. Larguei a arma, e fui direto ao encontro com Cobra.

"Você foi muito bem Jack" — Disse Cobra, ainda andando em minha direção — "Mas você deverá me desculpar por isso" — Concluiu. Olhei estranhamente para ele, foi assim, que ele aplicou um golpe em mim, me dando um soco na cara.

Caí com a cara no chão, apenas percebi que estava deitado no chão, olhando os outros corpos ensanguentados pela batalha sanguinária que ocorrera. Minha visão foi escurecendo, e eu desmaiei.

Dia desconhecido, de 1970.

Acordei em uma maca, numa sala escura, onde apenas uma luz apontada na minha cara era o que iluminava o ambiente inteiro. Cobra entrou na sala, batendo palmas, e disse para um dos azuis que estavam na sala: — "Comece o Projeto".

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- Cale a boca Jack, você não sabe do que está falando — Exclamou Killer para meu pai, indicando que o que ele acabara de contar era algo grave.

- Mas ele precisa saber disso Killer, ele Precisa!!! — Gritou meu pai com Killer, enquanto minha mãe chorava.

- Cala a boca agora se você ama a vida de seu filho e de sua esposa!

- Filho de uma puta! — Disse meu pai, já levantando — Eu nunca deveria ter aceito que --

- Chega desse seu papo — Advertiu Killer, mirando sua arma para meu pai. — Mais uma palavra sobre esse assunto, e todo mundo nessa sala morre.

- Você não é assim Killer — Disse meu pai, olhando para Killer.

Nesse momento, Killer atirou perto de minha mãe, fazendo com que o vento proporcionado da bala, balançasse o cabelo dela, de tão perto que foi.

- Eu não estou para brincadeiras... Não estou... — Disse Killer, rindo — Mais uma palavra, e eu MATO TODO MUNDO AQUI!! — Concluiu, enlouquecendo pela primeira vez que eu vi.

- ...

- Isso, é isso que eu quero! Hehe... Agora, Snarkii, vai pro carro.

- M-Mas.

- VAI AGORA!!!

- ...

Sabia que Killer queria esconder algo de mim, tinha certeza disso.. Mas não sabia que era tão importante.

Meu pai tocou em um assunto interessante sobre um Projeto que eu ainda desconhecia. Mas enfim, sem abrir minha boca, abracei meu pai e minha mãe, que estavam chorando, e fui para o carro.

As últimas palavras que ouvi do diálogo foram:

- Hehehehahahahaha!!! Essa sensação... Me dá poder! — Gritava Killer, enlouquecidamente — Esse é o primeiro, último e único aviso: Mais um piu sobre esse assunto, e todo mundo morre!! Hahaha...

- ...

- Até mais, Jack — Disse Killer, com um sorriso sádico em seu rosto.

Fui para o carro, e poucos segundos também, chegou Killer, abrindo bruscamente a porta, e fechando-a, batendo violentamente. Killer segurou forte o meu rosto e o virou para sua direção, dizendo: — "Tudo o que ele falou lá é mentira, não passa de asneiras! Não quero ouvir mais ele falando desse assunto com você. Se isso acontecer, mato todo mundo sem hesitar, me entendeu!?"

Balancei minha cabeça verticalmente, indicando que sim, com um olhar sério e frio em meu rosto. "Muito bem, agora vamos" — Disse Killer, dando a partida no carro.

Notas finais
Próximo capítulo em breve! Espero que tenham gostado!