Contrato de Setembro
10 Preparativos
Notas iniciais
ROMANCES MENSAIS
LIVRO IX – CONTRATO DE SETEMBRO
CAPÍTULO IX – PREPARATIVOS
As altas e confusas conversas paralelas se misturava a risadas descontroladas, brincadeiras infantis e gritos dos rapazes que jogavam um jogo de luta no vídeo game. Observo meus primos por alguns instantes, sentindo um aperto em meu peito ao lembrar de Sam e como ela estaria se divertindo se estivesse aqui conosco.
Respiro fundo e balanço a cabeça, tentando não me entregar a tristeza que sentia naquele momento. Estávamos na casa de Damon e Elena, esperando Oliver e Thea chegarem para iniciar nossa reunião de família. Enquanto isso, Austin e Ben jogavam eufóricos com Damon e Barry atrás dos dois, torcendo e dando dicas sobre movimentos que eles deveriam usar para vencer o outro.
Elena estava no sofá com Ally, Cait e Mal, observando os namorados e contando histórias engraçadas sobre o Hawkeye, a casa de show de tio Clint onde as garotas, com exceção de Mal, trabalham quase todas as noites. Ao notar o meu olhar, Elena faz sinal para que eu me aproximasse, dando aquele sorriso divertido e acolhedor.
Quando eu estava para me juntar com o grupo das meninas, a campainha da casa toca. Sorrio para minha prima e balanço a cabeça, em um aviso mudo de que eu atenderia a porta. Ela assente e volta a prestar atenção na conversa das amigas. Apresso meus passos para chegar ao hall de entrada da mansão Salvatore e abro a porta, sorrindo largo ao encontrar Oliver, Felicity, Thea, Roy e o pequeno Tony.
— Ei! Vocês finalmente chegaram. Eu já estava começando a achar que vocês não viriam mais. – Comento, dando espaço para que eles entrassem. – Entrem! Está tudo mundo conversando e jogando lá na sala. A casa não é minha, mas pode ficar à vontade.
— Desculpe a demora. Tony estava com fome e enquanto comia, acabou se sujando todo com suco. Tive que dar banho nele de novo e acabamos nos atrasando. – Justifica Felicity, enquanto me abraça.
— Não tem problema. – Afirmo, separando-me da loira. Sorrio para a pediatra e me afasto para cumprimentar Oliver. – Oi monstrinho.
— Oi bruxinha. – Cumprimenta Oliver, ajeitando Tony em um de seus braços, enquanto o outro me puxa para um abraço desajeitado. – Fala oi com a tia Beth, filho.
— Oi tia Beth. – Tony me abraça apertado com toda aquela doçura que eu nunca me cansava.
— Oi meu amor. – Puxo Tony do braço de Oliver e encho suas bochechas de beijo, enquanto ele gargalha, tentando se livrar de mim.
— Para tia... Beth... – Implora o garotinho de cinco anos de cabelos loiro-escuro penteado em um adorável topete, lindos olhos azuis, nariz delicado, sorriso fácil e bochechas rosadas, rindo alto. Tony mais se assemelhava a descrição de um pequeno anjo de tão fofo que ele é.
— Eu vou acabar roubando esse menino para mim, Felicity. – Brinco, apertando Tony com intensidade. A mãe da criança ri e lança aquele olhar orgulhoso, observando o filho.
— Não pode, tia Beth. Eu sou da mamãe e do papai. – Responde Tony e dessa vez é Oliver quem alarga seu sorriso e estufa o peito, orgulhoso da resposta do filho.
— Esse é o meu garoto! – Fala Oliver, aproximando-se de mim. – Agora vem, filho. Não podemos confiar em bruxas.
— Tia Beth é uma bruxa? – Questiona Tony, encarando-me com os olhos arregalados.
— Não escuta seu pai, bebê. Ele só fala bobagens. – Afirmo e dou um tapa na nuca de Oliver, assim que ele pega Tony de volta. Meu primo de consideração ri e coloca o filho no chão, que ao avistar Damon, corre sem pensar duas vezes até o melhor amigo do pai.
— Tony! Fica de olho nele, Oliver. Não corre, filho. Você pode acabar se machucando. – Resmunga Felicity, suspirando, mas de nada adianta, já que pai e filho decidem ignorar a mulher para ver o que eles tanto estavam jogando. Ela me encara e dá um sorriso cansado. – Homens.
— Não importa a idade, eles nunca crescem. – Comento com a loira, virando-me para Thea que me encarava com aquele olhar desconfiado e braços cruzados. – O que foi, bonequinha?
— Por que não me contou que estava namorando? – Resmunga, visivelmente ofendida. O namorado da garota ri e revira os olhos.
— Ela está chateada desde ontem, quando você deu a notícia de que irá se casar. Aliás, meus parabéns, Beth. Espero que você e seu noivo sejam muito felizes. – Felicita Roy, abraçando-me.
— Obrigada, Roy. – Agradeço, sorrindo com sinceridade. – Pode ir na frente. Eu vou conversar com essa chata primeiro.
— Tudo bem. – Concorda o homem, encarando a namorada mais uma vez, apenas para garantir que ela ficaria bem, antes de ir atrás dos homens que continuavam a gritar eufóricos pelo jogo. – Boa sorte. Você vai precisar.
E eu sabia que ele estava certo. Suspiro e me aproximo de Thea. Depois de Sam, Thea provavelmente era a pessoa que mais me entendia de nossos primos. Mesmo com a diferença de quase dez anos de idade, nós nos entendíamos bem desde que ela era um bebê. Por isso, eu entendia a sua indignação por ter descoberto meu noivado de forma tão abrupta.
— Não é nada disso que você está pensando. – Garanto e ela me encara desconfiada. – Eu não estava namorando e também não posso te contar meus motivos ainda, mas Daryl e eu precisamos nos casar. Então, por mais difícil que possa ser, será que você poderia confiar em mim e esperar mais um pouco? Eu prometo que assim que eu puder, você será a primeira pessoa a saber a verdade. Irei explicar tudo o que está acontecendo e o que me levou a cometer a loucura de me casar tão repentinamente. Mas hoje, eu preciso da minha bonequinha para me ajudar a organizar um lindo e convincente casamento em quinze dias. Pode fazer isso por mim?
Thea me encara por alguns instantes, como se estivesse lendo a minha alma. Não sei quanto tempo passamos assim, até que ela suspira e desfaz a expressão mal-humorada, deixando apenas o brilho triste e preocupado em seus bonitos olhos verdes. Sorrio e a puxo para um abraço apertado, não demorando a ser correspondida com igual intensidade.
— Eu acho bom você cumprir com a sua promessa ou eu juro que vou arrancar esse seu cabelo oxigenado fio por fio. Estamos entendidas? – Questiona Thea, afastando-se de mim. Sorrio e assinto, concordando. Ela então me lança um olhar malicioso e animado. – Você disse no grupo que vai se casar com alguém com quem tem flertado por quase dez anos. Por acaso você estava falando do velho...
— Maduro e experiente. – Corrijo e Thea faz uma expressão debochada. Ignoro e sorrio orgulhosa. – E sim. O noivo é ninguém mais, ninguém menos que Daryl Dixon.
— Estou ansiosa para saber como conseguiu laçar aquele antissocial e conseguiu fazer com que ele concordasse com essa ideia louca de se casar. – Comenta Thea e eu passo meu braço por cima de seus ombros, conduzindo-a para a sala de estar, enquanto os delicados braços do membro mais novo da família Barton contornam minha cintura.
— Por enquanto, vamos para a sala. Eu preciso conversar com vocês antes do Daryl chegar. – Respondo e Beth assente, apressando os passos.
Assim que chegamos à sala de estar da mansão dos Salvatore, Thea se acomoda ao lado da cunhada e de Ally. Sinto meu celular vibrar no bolso e sorrio discretamente ao ver que era uma mensagem de Daryl, informando que já estava a caminho. Respondo que estava à espera dele e volto a guardar o aparelho em meu bolso da calça. Suspiro e volto a minha atenção a algazarra que o lugar havia se tornado.
— Muito bem, rapazes. Desliguem o vídeo game e todo mundo passa a prestar atenção em mim agora. – Peço em tom de voz alto, batendo palmas para chamar a atenção de meus primos. As mulheres prontamente se viram para mim e me encaram com expectativa, mas é claro que eu não tive tanta facilidade assim com os homens. – Vamos, Damon e Oliver. Eu quero falar hoje. Pausem o jogo e se virem para mim.
— Espere um pouco. Eu estou quase destruindo a dignidade do Oliver na frente do filho dele. – Responde Damon, sorrindo em desafio. Para incentivar ainda mais a competição, Barry, Ben e Austin passam a rir e empurrar Oliver, gritando e iniciando uma grande algazarra.
— Meu filho sabe que eu sou muito mais habilidoso e capaz do que você, Oliver. Ao contrário de você, ele é o ser mais inteligente e sensato desse lugar. – Provoca Oliver, recebendo vaias e mais risadas em respostas. – Não é, filho? Fala para o tio Damon quem é que vai ganhar.
— Você vai ganhar, papai. – E é claro que Tony ficaria do lado do pai. Mais uma vez, mais gritos e vaias fervorosas de divertimento ecoa pela sala. E para piorar, até mesmo as mulheres resolveram participar do tumulto que a casa se tornou com todo mundo falando ao mesmo tempo.
Cansada de tentar conter todos os casais que naquele momento mais se pareciam com crianças agitadas, ando discretamente pela sala até chegar próxima a estante da sala. Analiso o local e sorrio ao finalmente encontrar a tomada, onde provavelmente estavam ligados a televisão e o vídeo game. Aproveitando que todos estavam distraídos, eu me abaixo e puxo os cabos dos aparelhos da tomada.
E como era de se esperar, não demorou muito para que gritos de reclamação, resmungos insatisfeitos e risos de diversão pela confusão ecoassem pelo lugar. Solto os cabos e me coloco de frente a televisão, sorrindo satisfeita com as expressões indignadas de meus primos, que continuavam a proferir xingamentos por ter atrapalhado seu estúpido jogo.
— Já chega. Calem a boca e escutem a pessoa mulher mais bonita desse lugar. – Brinco aos gritos. Ainda demora um tempo em meio ao falatório incessante de meus primos até que eu consiga um pouco de silêncio para conseguir conversar com eles. – Agora sim. Como eu estava tentando dizer antes de vocês me ignorarem por completo, eu quero agradecer a presença de vocês. Minha vida tem estado um verdadeiro caos desde a morte de meu pai, então ter vocês aqui comigo me traz não apenas segurança, mas também muita alegria. Eu estava sentindo falta de vocês e de toda essa algazarra que o lugar se torna todas as vezes que nos reunimos. Obrigada mesmo por estarem aqui nesse momento tão importante para mim.
— Acha mesmo que nós perderíamos o milagre do século que é ver Beth Greene Puckett se casando? – Responde Elena, lançando-me uma piscadela. Eu acabo rindo e assinto, concordando com a sua colocação.
— Estamos ansiosos para conhecer quem foi o louco que desistiu da vida ao ponto de aceitar se casar com você. – Provoca Austin e não demora muito para que ele recebesse uma forte almofadada na cabeça da namorada, que quase o faz cair. – Aí, amor. Por que fez isso?
— Cala a boca e deixa a Beth falar. – Repreende Ally com seriedade.
— Tudo bem. – Concorda Austin, quase como um cachorrinho sendo repreendido por sua dona. E é claro que esse detalhe não passou despercebido pelos outros primos que passaram a rir e a perturbar o loiro por causa de sua obediência a Ally.
— Não sei do que vocês estão falando. Vocês não estão muito melhores do que ele. – Comenta Elena, fazendo questão de encarar Damon e eu podia ver sua ansiedade para ver o namorado tentar contrarias suas palavras. Para a tristeza da garota, Damon era realmente consciente do domínio que Elena tem sobre ele e permanece calado.
— É! Vocês realmente não podem dizer nada. São todos cachorrinhos das namoradas de vocês. Vocês deveriam ser mais como eu e serem aqueles que dão a última palavra. – Brinca Roy e Thea é quem rir dessa vez.
— O que você disse, Roy? – Pergunta a mais nova dos Barton, encarando o namorado com os braços cruzados.
— Nada não, amor. – Responde Roy em um tom mais manso e novamente a sala de estar se enche de gargalhadas e comentários bobos.
Era incrível que não importa quanto tempo passe e nem quantas pessoas se juntem a nossa família, essa sintonia e cumplicidade entre nós nunca mudava. Novamente, minha mente viaja para Sam. Ela sempre era umas pessoas que mais provocava discórdia, iniciando a maioria das discussões infantis e engraçadas entre nós. Respiro fundo para não me entregar as minhas emoções e decido que precisava voltar a falar sobre o que me levou a reunir todos esses malucos em um único lugar. Assim, demoro mais alguns bons minutos até conseguir ter a atenção de todos.
— Continuando. – Digo, encarando a todos com repreensão. Rio e suspiro, tentando me acalmar. Ainda que fossem meus amados primos da família Barton, eu ainda me sentia um pouco insegura de como eles reagiriam ao nosso casamento. – Como eu disse para vocês por mensagem no grupo de nossa família, eu irei me casar na primeira semana de setembro. Eu sei que é repentino, mas eu realmente precisarei da ajuda de vocês. Um pouco antes de vir para cá, eu conversei com a Nancy por telefone e ela estará voltando para Hawkins semana que vem para passar as férias com os irmãos, então ainda teremos a ajuda de alguém experiente para nos orientar nesse universo que entre todos nós, apenas Elena e Damon parece ter algum tipo de conhecimento.
— Por que tão em cima da hora? – Pergunta Elena, pensativa. – Nós só temos quinze dias para organizar tudo. É pouco tempo, Beth.
— Eu tenho os meus motivos. Infelizmente, eu ainda não posso contar para vocês. – Respondo e meus primos assumem uma postura mais séria. Eles sabiam que eu dificilmente escondia meus segredos deles. Fosse para falar sobre minhas experiências sexuais estranhas ou acontecimentos banais do meu dia a dia, meus primos são as primeiras pessoas a terem acesso as minhas informações. Por isso, eles sabiam que se eu estava disposta a guardar segredo, é porque algo muito sério estava acontecendo. – Sinto muito por não poder falar ainda.
— Está tudo bem, Beth. Não precisa se sentir culpada por isso. Nós iremos esperar até o momento em que você pode nos contar a verdade. – Afirma Ben, sorrindo com doçura. – Assim como você me disse, quando eu não pude dar muitos detalhes do que acontecia com a minha mãe e sobre o meu namoro com Audrey, eu apenas quero que saiba que independentemente do que esteja acontecendo, nós estaremos aqui para te ajudar e apoiar no que você precisar.
— Obrigada, Ben. – Agradeço, um pouco mais aliviada por ver que todos pareciam concordar com a fala do garoto.
— Ainda assim, Elena tem razão. Duas semanas é pouco tempo para organizar um casamento. – Pontua Cait, encarando-me com preocupação. – Não tem como conseguir mais duas semanas?
— Não. Nós não temos tempo. – Digo, suspirando. – Mas eu quero um casamento simples. Pensei em pedir a casa dos avós de Oliver e Thea para realizar a cerimônia. O lugar é bonito e não precisa de muita decoração para ficar bonito. Quanto aos convidados, eu quero restringir para no máximo, sessenta convidados.
— Está de brincadeira, não é? Só a nossa família ocupa toda a lista de convidados e ainda deve ficar gente de fora. – Comenta Barry, encarando-me incrédulo.
— Acontece que Sammy não está aqui. Sem ela, não há motivos para fazer uma festa grande. Além disso, essa cerimônia será apenas para convencer de que Daryl e eu somos um casal de pombinhos apaixonados que planeja passar o resto de suas vidas um ao lado do outro. – Respondo e todos parecem ficar confusos com a minha fala.
— Quem vocês precisam convencer de que são um casal? – Pergunta Damon com desconfiança.
— Eu ainda não posso responder isso com muitos detalhes, mas eu preciso da ajuda de vocês para usar a mídia para convencer todos os Estados Unidos de que nós somos um casal que está apaixonado há anos e escondeu esse relacionamento por muito tempo. Agora, depois do que aconteceu com a minha família, nós resolvemos nos casar. Vocês serão nossas testemunhas e precisam ser bem convincentes quanto a isso. – Esclareço vagamente, sentindo-me um pouco tensa.
— Então você está pedindo para a gente mentir para você e espalhar da maneira mais natural possível sobre um romance entre você e Daryl, que supostamente esconderam por anos? – Resume Elena, encarando-me com intensidade. – É isso?
— Sim. É exatamente isso. – Concordo, ansiosa.
— Por mim tudo bem. – Responde Austin, dando de ombros.
— É. Pode deixar com a gente. Em poucas horas, o mundo inteiro vai estar sabendo sobre o seu namoro as escondidas com Daryl. – Afirma Barry, sorrindo confiante.
— Espera. Vocês vão mesmo fazer isso sem qualquer informação? – Questiona Mal, parecendo perdida. – Vocês realmente estão bem em não saberem os motivos de Beth em pedir para mentirmos, espalharmos esses boatos para a mídia e ajudarmos a realizar um casamento em duas semanas? Não estão nenhum pouco preocupados que ela possa estar envolvida em algo realmente perigoso?
— É claro que estamos. – Garante Thea, encarando-me com seriedade. – Mas nós confiamos na Beth. Ela deve ter seus motivos para estar fazendo isso. E já que ela não pode nos contar ainda o que está acontecendo, tudo o que podemos fazer é dar o nosso apoio.
— O grande problema é a gente conseguir pensar em uma história para justificar o envolvimento de Beth com outros homens e as festas nada puritanas que ela frequentava até alguns meses atrás. – Comenta Oliver, pensativo. — No momento em que for anunciado que ela está noiva, o que não vai faltar são pessoas aparecendo para dizer que transaram com ela.
— Que tal falarmos que eles viviam um relacionamento de idas e vindas? – Sugere Ally, parecendo um pouco envergonhada.
— Excelente ideia, Ally! – Concorda Elena, animada.
— Podemos acrescentar que por Daryl ser sócio do pai da Beth e pela diferença de idade, eles não se sentiam confortável com o relacionamento deles. Mas agora, depois de todo o apoio que Daryl deu a Beth após a morte de tio Kyle, eles descobriram que o amor deles era mais forte do que qualquer obstáculo e resolveram se casar. – Complementa Thea e não demora muito para que todos começassem a se envolver em criar histórias que pudessem nos ajudar a convencer a mídia sobre a veracidade de meu relacionamento com Daryl.
E enquanto todos pareciam engajados em buscar possível lacunas que pudessem aparecer até o dia do casamento, ouço a campainha da casa tocar. Sorrio e sigo para a entrada, sentindo-me muito mais leve por ter o apoio de minha família, que são as pessoas com quem eu mais me importo e me preocupo com suas opiniões.
Abro a porta da casa e meus olhos imediatamente se encontram com os olhos de Daryl. Ele respira fundo. Parecia nervoso e deslocado. Observo suas vestes e ele parecia muito mais arrumado e cheiroso do que de costume. Analiso sua expressão tensa e acabo rindo.
— Está nervoso? – Pergunto e ele assente, lentamente. – Por quê? Não há motivos para isso.
— Eu estou prestes a ser apresentado como seu noivo para a sua família. Estranho seria se eu não estivesse. – Responde, soltando o ar preso em seus pulmões de forma mais pesada. Ele estende uma sacola parda grande e eu a pego, confusa. – Eu trouxe uma torta de chocolate. Acha que eles vão gostar? Talvez eu devesse ter trago vinho? Droga! Eu devia ter perguntado antes para você o gosto de cada um deles e só então...
— Daryl. – Chamo meu noivo, que resmungava ansioso. Ele me encara, confuso. Observo-o por alguns instantes, tentando esconder o quão abalada eu estava. Por algum motivo, suas palavras e ações fazem meu coração bater como um louco em meu peito e uma chama de esperança volta se acender em meu coração. – Por que está fazendo isso?
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