Contrato de Setembro
11 Importância
Notas iniciais
ROMANCES MENSAIS
LIVRO IX – CONTRATO DE SETEMBRO
CAPÍTULO X – IMPORTÂNCIA
Os olhos de Beth brilhavam com expectativa. Ainda parado na porta da casa, observo-a por alguns instantes, tentando entender sobre o que ela estava falando ou que resposta eu deveria dar a sua pergunta. E aos poucos, um silêncio incômodo e constrangedor se faz presente entre nós.
— Por que está tão preocupado em agradar a minha família? O nosso casamento é falso. Você não precisa ficar tão nervoso assim para conhecer os meus primos. – Explica Beth e mesmo que discretamente, consigo ver que ela também estava nervosa.
— Eu sei que eles são importantes para você. Ainda que seja um casamento falso, não quero que você tenha problemas com a sua família. Já deve ser muito difícil para você ter que explicar sobre esse casamento repentino e ainda com uma pessoa bem mais velha que você. Ao menos quero tentar deixar a situação o mais confortável para você. – Respondo e novamente sinto um certo frio na barriga ao ouvir risadas e as vozes de várias pessoas falando ao mesmo tempo vindo de dentro da casa.
— Você... – Beth ri e desvia o olhar para encarar os próprios pés, mordendo seu lábio inferior. Ela suspira e volta a me encarar. Seus olhos verdes exibiam um brilho tão intenso que faz eu me perder neles. Preciso de um grande esforço para conseguir desviar o olhar. – Você nunca se cansa de me surpreender, Daryl Dixon? Quando eu acho que finalmente consegui entender sua mente, você sempre dá um jeito de me mostrar que eu estou completamente enganada.
— Sou eu quem deveria dizer isso, Beth Greene. – Afirmo, dando um riso anasalado. Observo seus – Você é tão imprevisível que às vezes eu acho que nunca serei capaz de acompanhar o seu raciocínio. Mas é isso que a torna tão única e brilhante.
— Sabe, nesse momento eu realmente sinto uma imensa vontade de quebrar as regras. – Comenta Beth com um sorriso malicioso. Ela se aproxima a passos lentos e eu a encaro desconfiado, ao mesmo tempo em que sou incapaz de fazer meu corpo se afastar. – Afinal, regras foram feitas para serem quebradas.
— Regras foram feitas para serem seguidas. – Afirmo, tentando soar firme, mas a verdade é que havia algo na forma como ela falava e me encarava que atraia meu corpo e afastava para cada vez mais longe a minha razão.
E então Beth desliza a mão livre pelo meu peito até chegar a minha nuca. Estremece levemente ao sentir suas unhas arranharem a minha pele. Ela sorri de maneira inocente, enquanto seus olhos transmitiam de forma lascívia o que se passava em sua mente. Seu rosto se aproxima do meu e por mais que eu soubesse que deveria me afastar, permaneço imóvel, preso em seu olhar.
O sorriso de Beth se amplia ao ver o controle que tinha sobre mim e a vejo ficar na ponta do pé. Ela me puxa em sua direção até que nossos rostos ficam a poucos centímetros de distância. Nossas respirações se chocam e é possível ouvir a intensidade com a qual meu coração batia em meu peito. Engulo em seco e tento me afastar, mas Beth puxa meu rosto e passa o braço, que segurava a sacola com a torta, por cima de meu ombro.
— Você é sempre tão certinho e inocente, que me dá vontade de despertar seu lado mais selvagem e rebelde. – Comenta Beth, deixando um beijo perigoso próximo a minha boca. Ela se afasta e sorri de maneira inocente. – Estou ansiosa para saber até quando você vai continuar a fingir que é indiferente a mim.
— Você é realmente um demônio com carinha de anjo. – Resmungo, tentando me recompor. Ela ri ainda mais, divertindo-se com a minha expressão mal-humorada.
— Tia Beth! Tia Beth! Tia Beth! – De repente uma criança que parecia ter uns três ou quatro anos aparece correndo com um grande sorriso no rosto e os bonitos olhos azuis brilhando. Ao encontrar a loira, ele abraça as pernas dela e levanta o rosto.
— O que foi meu anjinho? – Pergunta a mulher, acariciando o rosto da criança.
— Papai disse que é para você parar de namorar e mandou você voltar para a sala que ele está cansado de esperar. – Responde o garotinho de cabelos loiros em um topete.
— Fala para o seu pai que eu vou cortar a língua dele se ele não parar de ser chato. – Manda Beth e o menino ri, voltando a correr na direção em que veio. Ela se vira para mim e sorri. – Esse é o membro mais novo da família, Anthony Smoak Queen, mas todos o chamam de Tony. Agora vamos conhecer o restante da família.
Beth estende a mão para que eu a pegasse. Encaro-a com hesitação e ela suspira, vindo para perto de mim e me puxa pelo pulso, guiando-me pela imponente mansão da família de um dos primos de consideração da loira. Antes de chegarmos à sala de estar, onde era possível ouvir a algazarrar que os jovens faziam naquele momento, paro de andar e puxo meu braço com delicadeza, fazendo com que Beth me encarasse confusa.
Respiro fundo, tentando me acalmar. Eu ainda estava bastante nervoso para conhecer a tão famosa e excêntrica família Barton. Apesar de já conhecer todos os membros, esbarrando neles nas festas organizadas por Kyle, essa vez eu seria apresentado como futuro marido de Beth. Pensar nessa situação me deixava com os nervos à flor da pele, como nunca antes.
— O que você contou a eles? – Pergunto a loira, que me encarava com um sorriso divertido nos lábios. – Eu preciso me preparar para o que eu devo enfrentar assim que eu os encarar. Já ouvi histórias o suficiente para saber que vocês podem ser bastante perigosos. Ao ponto de serem letais.
— Não seja tão dramático. A gente só mata jovens virgens para fazer nossos rituais de iniciação e comemos cérebros em datas comemorativas. – Responde a garota com seriedade. Encaro-a confuso e ela ri. – Você sabe que eu estou brincando. Além disso, eu não contei nada além de quando será o casamento e de que precisamos da ajuda deles para espalhar pela mídia sobre nosso casamento de forma que pareça que somos um casal de apaixonados que estão juntos há um bom tempo.
— Então eles não sabem sobre o seu objetivo de assumir a presidência da empresa e nem sobre o meu visto? – Pergunto e ela balança a cabeça, negando. – Como você fez para escapar das perguntas deles ou das exigências de explicações? Você mentiu para eles?
— Não é assim que as coisas funcionam na nossa família. Nós não mentimos uns para os outros. Podemos ser bastante estranhos e ter problemas para escolher as pessoas com quem nos envolvemos, mas somos sinceros e respeitamos as escolhas de cada um. Eu disse que eu não podia explicar ainda e eles aceitaram. Simples e fácil.
— Mas... – Eu ainda tinha muitas perguntas, mas Beth parecia impaciente.
— Vamos logo. – Resmunga Beth, voltando a me puxar. Suspiro e acabo concordando. Essa situação era ridícula.
— Antes de entrarmos. – Chamo Beth e ela suspira. – Tudo bem para você se passarmos na casa de Glenn assim que terminamos essa reunião com sua família?
— Na casa de Glenn? – Repete a loira, pensativa. – Você fala daquele seu amigo que está te ajudando com o visto?
— Sim. Ele já deu entrada no recurso para solicitar uma revisão ao pedido do visto, informando que você e eu vamos nos casar. Por isso ele pediu que fossemos em sua casa para acertarmos alguns detalhes sobre o que vai acontecer de agora em diante. – Respondo e ela assente, concordando.
— Claro. Não vamos demorar muito aqui. Nós só precisamos conferir a história criada por eles para justificar nosso casamento repentino e o meu envolvimento com algumas outras pessoas antes de supostamente começarmos a namorar. Também vamos orientar sobre a cerimônia de casamento e qual será o papel de cada um. – Explica Beth, dando um sorriso gentil.
— Tudo bem. – Concordo e passo a encarar a sala. Nesse momento, noto que estávamos sendo observado em silêncio pela família de Beth. – Parece que chegou a hora.
— Vamos lá. – Beth entrelaça nossos dedos e me puxa para os primos que sorriam com malícia. – Pessoal, eu quero que vocês conheçam o meu lindo e tímido noivo, Daryl Dixon. Ele trouxe torta para vocês.
— Excelente escolha, Daryl. Eu amo tortas. – Comenta Barry, levantando-se do sofá para me cumprimentar. Ele estende a mão e sorri. Correspondo ao aperto. – Parabéns pelo noivado. Não nos conhecemos tão bem, mas desejo felicidade a vocês.
— Obrigado, Barry. – Agradeço, soltando a mão dele. Beth então entrega a torta para Barry, que a leva para a mesa de centro da sala.
— Então é você o maluco que aceitou se tornar oferenda dos rituais satânicos da Beth? – Questiona Austin com um sorriso divertido. Ele recebe um tapa na nuca da prima. – Ei!
— Continua falando besteiras e eu vou mostrar para a Ally a sua foto de quando você resolveu que...
— Ei! Também não precisa apelar. – Austin interrompe a prima com os olhos arregalados, apavorado com a ameaça da prima. Beth ri e cruza os braços, divertindo-se com o desespero do rapaz. Ele então estende a mão e sorri para mim. – Apesar de tudo, faça essa estranha feliz. Ela é louca e não tem coração, mas merece ser feliz.
— Farei o meu melhor. – Garanto e ele sorri, lançando uma piscadela para a prima que ri e manda um beijo para o primo.
E o próximo a se aproximar é Oliver Queen e Beth respira fundo, fingindo estar incomodada, enquanto o rapaz fingi estar irritado, mas ainda era possível ver um ar divertido entre os dois. Oliver para de frente para mim e, assim como Barry e Austin, estende a mão para me cumprimentar.
— Ela é uma bruxa e tem grandes problemas de personalidade. Provavelmente já está planejando a sua morte de forma lentamente e eu não tenho dúvidas que não vai demorar muito para você enlouquecer ou querer fugir dela...
— Você foi parabenizar a Beth e o noivo dela pelo futuro casamento ou assustar o Daryl? – Questiona uma mulher loira, com o garotinho que havia ido atrás de Beth no colo. – Não seja assim com a sua prima.
— Pelo menos alguém aqui nesse lugar me defende. – Brinca Beth, fazendo um coração com as mãos para a mulher. – Obrigada, Felicity. Estão vendo? Obviamente que Tony só tem os olhos do pai, porque toda a inteligência, doçura, beleza e sensatez veio da mãe.
— Eu estou sendo verdadeiro. Preciso preparar Daryl para o castigo que o espera no momento em que ele se casar com Beth. – Responde Oliver, dando de ombros. Ele se vira para mim mais uma vez, apertando minha mão de forma agressiva, e me encara com seriedade. Sinto uma aura assassina vinda do homem e me coloco em alerta. – Machuque o coração da Beth e eu te machucarei ainda mais intensa e dolorosamente. O pai dela pode não estar mais aqui, mas ela ainda tem uma família que está aqui para defendê-la. Então cuide muito bem dela e pense duas, três vezes antes de magoá-la, porque se isso acontecer, pode ter certeza de que irei ao inferno se for preciso para caçar você. Não se esqueça disso.
— Prometo que darei tudo de mim para protegê-la e fazê-la feliz enquanto estiver ao meu lado. – Afirmo, tentando transmitir toda a minha sinceridade. Oliver assente devagar, analisando-me e solta a minha mão.
— E você, bruxinha, eu acho bom eu ser o primeiro a saber se ele ficar alguma coisa contra você. – Oliver encara a prima, esboçando uma expressão ameaçadora, mas logo um sorriso doce aparece em seus lábios ao ser abraçado com carinho pela prima. – Eu estou falando sério.
— Você sabe que eu sou muito mais perigosa que você. – Resmunga a garota com o rosto escondido no peito do primo. Ela então se afasta e deixa um beijo na bochecha de Oliver. – Mas obrigada. Eu te amo, monstrinho.
— Também te amo, bruxinha. – Responde Oliver, deixando um beijo na testa de Beth. Eles sorriem e o rapaz se afasta, fazendo um gesto de que estaria de olho em mim.
— Quem diria que Beth acabaria se casando justo com Daryl Dixon. Parece que a vida é realmente surpreendente. – Comenta Ben, aproximando-se com Damon. Ele me cumprimenta e sorri. – Bom, parabéns ao noivado. Assim como Oliver disse, Beth não está sozinha. Então se você ousar brincar com o coração dela, você se tornará um inimigo da família Barton. E acho que você deve saber que isso nunca é uma boa ideia.
— Eu vou cuidar bem dela. – Garanto e Ben assente, sorrindo gentil. Ele também abraça Beth e sussurra alguma coisa para ela, que ri e aperta as bochechas do primo, antes dele se afastar.
— Bom, parece que chegou a minha vez de ameaçar você, Daryl. – Comenta Damon, cumprimentando-me com um aperto de mão e um meio abraço. Ele me encara com um sorriso semelhante aos dos psicopatas comuns nos filmes de terror. – Lutador profissional de Luta Livre, faixa preta de Jiu-Jitsu e Khan Sib Sam preto e branco em Muay Thai. Também tenho uma academia de lutas na periferia de Hawkins. Faça Beth chorar e nós não ficaremos nenhum pouco feliz. Você entendeu o recado?
— Sim. – Afirmo, um pouco assustado com o tom de voz e o olhar assassino de Damon. Eu conhecia da força do rapaz para saber que ele não estava mentindo.
— Ótimo. – Responde Damon, afastando-se com um sorriso ameno. Ele beija a testa de Beth e sorri para nós. – À propósito, parabéns pelo noivado.
— Agora nós podemos cumprimentar o mais novo membro da família? – Ironiza Elena, assim que Damon volta a se sentar no sofá. – Ou os valentões ainda possuem ameaças para fazer?
— Não. Você pode ir. Nós já terminamos. – Responde Oliver com um sorriso irônico. Elena revira os olhos e ri.
— Seja bem-vindo a nossa família, Daryl. Pode parecer que esses idiotas são perigosos, mas as mulheres da família são as verdadeiras armas nucleares. – Garante Elena, abraçando-me com cuidado. Ela se afasta e posso ver que ela falava a verdade. – Sejam muito felizes nessa nova união.
— Obrigado, Elena. – Agradeço e ela vai abraçar Beth, enquanto Thea se aproxima de mim. – Oi Thea.
— Oi Daryl. Confesso que fiquei surpresa pelo noivado de vocês, mas estou feliz em saber que você é o homem que vai se casar com a louca da Beth. Cuide muito bem dela e a faça muito feliz. Acho que já deu para perceber que ela é um membro de grande importância para a nossa família. – Responde a prima mais nova de Beth.
— Eu sei. Obrigado, Thea. Farei o meu melhor por ela. – Prometo e ela sorri, parecendo confiante.
Depois disso, eu fui apresentado as namoradas dos primos de Beth e ao namorado de Thea. Tony também voltou a se apresentar para mim. A família era enorme, mas bastante calorosa. Eu conseguia sentir todo o amor que eles possuem por Beth e sua preocupação em garantir que ela ficaria bem com o casamento. Assim como Beth havia comentado, eles pareciam aceitar bem a situação mesmo sem saber o que está acontecendo. Eles eram realmente uma família com uma ligação muito forte. Mesmo quem era de fora parecia compartilhar dos mesmos sentimentos que os membros originais da família Barton.
— Agora que todos nos parabenizaram e foram devidamente apresentados, vamos falar sobre como iremos espalhar para a mídia sobre o meu namoro e noivado com Daryl. – Beth encara os primos com curiosidade. – Conseguiram chegar a um acordo?
— Como Ally e Thea sugeriram, iremos usar a idade e a amizade de Daryl com tio Kyle para dizer que o relacionamento de vocês dois era um verdadeiro vai e volta. Beth tentou esquecer o Daryl saindo com outras pessoas, porque não queria causar preocupação na família. Agora com a morte de tio Kyle e internação de Sam, vocês se aproximaram e resolveram que não adiantava em nada lutar contra o que sentiam um pelo outro. Para que a notícia se torne um boato, Barry e Cait irão usar todo o seu conhecimento intelectual para conseguir espalhar na internet fotos de vocês dois juntos e comentários anônimos sobre o romance de vocês. Enquanto isso, todos os outros irão usar os meus contatos e os de Damon para solicitar flores como decoração da festa, buffet e cuidar de todos os detalhes do casamento. – Explica Elena, sorrindo animada.
— Evie, uma das minhas melhores amigas, trabalha no ateliê da mãe da Elena e pode fazer o vestido de noiva da Beth. – Conta a adolescente de cabelos roxos que descobri se chamar Mal e que é a namorada de Ben.
— Eu posso cuidar dos convites, bebidas e encontrar um celebrante para realizar a cerimônia. – Voluntaria Thea, encarando Beth, que sorri agradecida.
— Austin e eu podemos cuidar da música e toda a parte de iluminação da festa. – Afirma Ally e Austin assente, concordando.
— Nancy acabou de mandar mensagem em nosso grupo e falou que vai ficar responsável pelas fotos e ajudar a divulgar a história pela mídia. – Comenta Damon, encarando o celular.
— Então vocês já pensaram em tudo? – Pergunto, surpreso. – O casamento está para ser realizado em duas semanas. Vocês têm certeza de que vão dar conta de tudo?
— Nós com certeza iremos. – Garante a namorada de Barry, Cait Snow, sorrindo com animação. – Não conhece o lema da família Barton? Eles são teimosos e inteligentes. É claro que vamos dar um jeito de conseguir.
Viro-me para Beth, que sorri convencida, mais uma vez fazendo questão de jogar na minha cara, com seu olhar divertido, de que estava certa. Eles começam a explicar tudo o que precisariam para o casamento, completamente envolvidos com o planejamento da cerimônia.
— Assustado? – Pergunta Beth e eu acabo dando um riso cansado.
— Eles são bem intensos. – Comento e dessa vez é Beth quem ri.
— Eles podem parecer assustadores, mas são pessoas maravilhosas. Essas ameaças são um teste feito por eles para ter certeza de que você não quer apenas se aproveitar da fortuna da família. O pobre do Jonathan, marido de Nancy, também passou por isso quando eles anunciaram que iriam para Chicago e que iriam se casar. – Conta Beth, rindo ao relembrar da história. – Ele ficou bastante assustado. Não conseguiu dormir por vários dias.
— Eu estou bem. Todos nós temos o mesmo objetivo no final das contas. – Respondo e ela me encara com curiosidade.
— Que seria? – Questiona a loira, sorrindo ansiosa.
— Garantir que você estará sempre segura e que continuará a exibir esse seu lindo sorriso que ilumina a todos a sua volta.
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