Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Como vocês estão? Eu espero que muito bem. E aqui estamos com mais um capítulo de CS. Hoje o dia foi bastante complicado e eu não tive muito tempo para escrever. Espero que ainda assim gostem do capítulo. Quero agradecer a AndreaNeves pelos comentários maravilhosos no capítulo passado. É muito bom saber que estão gostando da história. Espero não decepcionar com esse capítulo. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO IX – CONTRATO DE SETEMBRO

CAPÍTULO XIV – EXCEÇÃO

O dia amanheceu ensolarado, lembrando em nada a tempestade acentuada da noite anterior que inundou diversos pontos da cidade. Enquanto dirigia para a empresa, observava discretamente Beth ao meu lado, que digitava freneticamente em seu celular, conversando sobre algum detalhe do casamento com seus primos.

Eu não havia dormido nada essa noite e minha cabeça latejava pelo excesso de vinho que bebi na noite anterior. Por outro lado, Beth parecia muito bem. Nem mesmo parecia que havia bebido o equivalente a duas garrafas de vinho. Para alguém tão pequena e delicada, Beth era muito mais resistente ao álcool do que muitos marmanjos que eu conheço.

Depois de contar toda a história que apenas Glenn, Rick e Michonne sabem e beber, Beth e eu ficamos conversando sobre os projetos que a loira planejava colocar em prática se assumissem a presidência até o retorno da irmã. O maior desafio de Beth tem sido montar um plano empresarial forte o bastante para se tornar praticamente impossível para Michonne e Rick recusarem.

Ainda que Beth tivesse a simpatia e o carinho da família Grimes, Michonne não fecharia um contrato financeiro de grande porte como uma parceria entre as duas empresas grandiosas se não tivesse certeza de que o investimento traria grandes lucros. Ela não havia se tornado uma das mulheres mais ricas e influentes no mundo dos negócios à toa.

E foi assim que passamos a madrugada inteira planejando como Beth apresentaria a sua ideia de investir no produto inovador criado por Barry e Cait em sua faculdade. O primo da loira realizou um trabalho na faculdade com a namorada com o objetivo de diminuir a desnutrição mundial com um baixo custo de produção. Eu não sabia muito dos detalhes técnicos, porque segundo Beth, envolvia muita biologia e engenharia química, no entanto, a base da pesquisa foi desenvolver um iogurte biofortificado que possuísse todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do corpo em todas as idades por um preço acessível.

O casal tinha conseguido até mesmo apresentar o trabalho em Tóquio na maior feira de tecnologia do mundo. Eles já possuíam protótipos e até mesmo conseguiram alguns patrocinadores para desenvolver o produto em outros países. Pela ligação familiar entre eles, Cait e Barry queriam ter o apoio das Corporações Puckett. Então, a ideia de Beth era usar a parceria com as Indústrias Grimes para expandir essa ideia para os continentes americano, africano e europeu, já que Michonne e Rick já dominava o mercado nos dois últimos continentes.

Eu sabia que Beth era inteligente. Kyle repetia com frequência que suas filhas possuíam um raciocínio rápido e não se cansavam de o surpreender. No entanto, depois de virar a noite sem perceber, conversando sobre projetos e abordagens de apresentação, eu pude perceber que ela é brilhante e visionária.

A sua capacidade de se adaptar a situações diversas é impressionante. Mesmo que sua formação inicial seja Direito, sua criatividade e fome de conhecimento a tornavam muito mais preparada para assumir a administração das Corporações Puckett do que qualquer diretor ou investidor da empresa. Se ela conseguisse colocar todas as suas ideias em prática, os lucros da empresa poderiam ser triplicados facilmente.

Desvio o olhar da pista para encarar a loira por alguns instantes. Não foi fácil me manter afastado de Beth na noite anterior. É claro que eu sabia que Beth era uma mulher bonita e atraente, mas durante todos esses anos consegui reprimir qualquer desejo que eu pudesse sentir por ela. No entanto, vê-la usando minha roupa que ficava muito maior nela em seu corpo delicado trouxe reações ao meu corpo que jamais imaginei que poderia sentir. Controlar meus instintos foi muito mais difícil do que eu imaginei que seria quando concordei que ela passasse a noite em meu apartamento depois do seu reencontro com a irmã.

Mais do que apenas atraído por sua beleza, eu sentia uma ligação única com Beth. Com seu jeito extrovertido e sorriso fácil, ela conseguia tirar de mim os meus mais profundos segredos. E por mais perigoso que essa aproximação repentina fosse para o meu coração e minha sanidade, ao mesmo tempo, eu nunca me senti tão vivo como me sinto quando eu estou ao lado dela.

— Nancy já conseguiu anunciar nosso noivado nos sites de notícia e alguns jornais de Chicago. Thea acabou de contar que as pessoas estão comentando bastante nas redes sociais. É bom estar preparado para os olhares e comentários que iremos receber assim que chegarmos na empresa. – Comenta Beth, despertando-me de meus devaneios. Ela desvia o olhar do celular para me encarar.

— Eu tenho a impressão de que a nossa confortável calmaria terá fim e que seremos o assunto das rodinhas de fofoca pelos próximos dias. – Respondo e ela ri, concordando enquanto guarda o celular em sua bolsa.

— Bom, de certa forma, isso é bom para nós. Quanto mais comentarem sobre o casal fantástico que formamos, mais fácil será para a embaixada acreditar que nosso casamento é real. – Explica Beth, lançando uma piscadela. Rio e volto a prestar atenção na pista. – Ah, Oliver conseguiu convencer os avós dele a deixar nós fazermos nosso casamento no jardim da mansão deles. Thea já encontrou o celebrante e irá me entregar os convites amanhã. Damon e Elena falaram que vão atrás da decoração hoje mesmo. Quanto ao meu vestido de noiva, eu irei no ateliê para me encontrar com Evie e minhas primas na sexta-feira.

— Vocês são mesmo impressionante. Já estão tão adiantados assim com os detalhes do casamento? – Comento, surpreso.

— Eu disse que nada era impossível para a família Barton. – Beth se gaba, sorrindo convencida. Rio anasalado e observo a garota brincar com o anel de noivado com os olhos brilhando. Uma música começa a passar no rádio e Beth ri, batendo palmas. – Eu amo essa música!

Nobody likes us at this party (Ninguém gosta de nós nesta festa)

Nobody likes us on this couch (Ninguém gosta de nós neste sofá)

We can't stop eating the candy (Não podemos parar de comer o doce)

We can't stop making out (Não podemos parar de beijar)


E sem se importar com nada, ela aumenta o volume do rádio e começa a cantar com uma voz angelical que jamais imaginei que Beth tivesse. Ela se balança no ritmo da música e me encara com um sorriso divertido em seus lábios. Sorrio, prestando atenção em sua performance.


The girl in the corner knows the story about (A menina no canto conhece a história sobre)

The first night we met (A primeira noite em que nos conhecemos)

She keeps asking "Weren't you together yet?" (Ela continua perguntando: "Vocês já não estavam juntos?")

Beth me lança uma piscadela e usa meu celular que estava no descansa braços ao nosso lado como microfone. Eu conseguia ver o brilho e a animação da loira em cantar aquela música. Ao mesmo tempo, algo naquela letra fazia meu coração saltar ansioso dentro do peito.

Paro o carro no sinal fechado e Beth se aproxima de mim, levando sua mão ao meu peito. Encaro-a sem entender o que ela fazia, enquanto observava seu olhar malicioso e o sorriso divertido em seus lábios.

And I've got my hands in your heart (E eu tenho minhas mãos em seu coração)

You've got your hands in my hair (Você tem suas mãos no meu cabelo)

I don't know these people let them stare (Eu não conheço essas pessoas, deixe eles nos encarar)

And I've got you me wrapped up in your chest (E eu te tenho nas minhas mãos, você me tem no seu peito)

We keep whispering when we're together yet (Nós continuamos sussurrando "ainda não estamos juntos?")

Should we get married tonight? (Deveríamos nos casar hoje?)

Once we've drank all the wine (Já que bebemos todo o vinho)

Would you marry me an always be mine (Você se casaria comigo e sempre seria meu?)

Seus olhos se encontram com os meus e eu me perco na imensidão verde de Beth. Ela acaricia meu rosto e se afasta, voltando a cantar a música com animação. O sinal abre mais uma vez e eu volto minha atenção para o trânsito, sorrindo ao apreciar a doce melodia que vinha da garota.

It's such a nice night in Brooklyn (É uma noite linda no Brooklyn)

And we shouldn't be alone (E nós não deveríamos ficar sozinhos)

Let's get married baby, married and go home (Vamos nos casar, bebê, casar e ir para casa)

And then the moon could be our witness (E a Lua poderia ser nossa testemunha)

And north fifth street our isle (E o Norte da 5ª rua a nossa ilha)

The stars will cheer and cry and smile (As estrelas vão comemorar, chorar e sorrir)

Beth me encara com um sorriso doce e desliza sua mão pelo meu braço. Novamente, não consigo evitar não sorri e encará-la, deslumbrado com a forma como ela parecia tão livre e feliz naquele momento. Desde a morte de Kyle, essa era a primeira vez que a via tão em paz, exalando aquela aura alegre e única que somente a garota parecia ter.

Oh, our friends will feel left out (Oh, nossos amigos vão se sentir excluídos)

And our parents had no warning (Nossos pais não serão avisados)

But we'll calm them with the good news in the morning (Mas nós ligaremos para eles com as boas notícias de manhã)

So let's get married tonight (Então vamos casar hoje à noite)

Once we've drank all the wine (Já que bebemos todo o vinho)

Would you marry me an always be mine (Você se casaria comigo e sempre seria meu?)

It's such a nice night in Brooklyn (É uma noite linda no Brooklyn)

And we shouldn't be alone (E nós não deveríamos ficar sozinhos)

Let's get married baby, married and go home (Vamos nos casar, bebê, casar e ir para casa)

A loira joga encosta suas costas em meu braço e leva o celular para o alto, cantando como se realmente estivesse gravando um show. Ela então se afasta e acaricia meu cabelo, fazendo com que os pelos da minha nuca se arrepiassem com o toque repentino e eletrizante de Beth.

I don't really be at this party anymore (Eu não quero mais estar nessa festa)

We're running out of jelly beans and there's no one left to pour (Nós estamos ficando sem jujubas e não sobrou ninguém para servir)

Oh we don't want to be at this party anymore (Oh, não queremos mais estar nesta festa)

Make up lies and say goodbye and meet me at the door (Invente mentiras, diga adeus e me encontre na porta)

And let's get married tonight (E vamos casar hoje à noite)

Once we've drank all the wine (Já que bebemos todo o vinho)

Would you marry me an always be mine (Você se casaria comigo e sempre seria meu?)

A garota abre a janela do carro e fecha os olhos, apreciando o vento que bagunçava seus cabelos. Ela não se importava com os olhares curiosos que recebia dos outros carros que passavam ao nosso lado. Era nítido o quanto se divertia cantando junto a cantora do rádio. Beth volta a abrir seus olhos e a se virar para mim.

It's such a nice night in Brooklyn (É uma noite linda no Brooklyn)

And we shouldn't be alone (E nós não deveríamos ficar sozinhos)

Let's get married baby, married and go home (Vamos nos casar, bebê, casar e ir para casa)

Let's get married tonight (Vamos casar hoje à noite)

Once we've drank all the wine (Já que bebemos todo o vinho)

Would you marry me an always be mine (Você se casaria comigo e sempre seria meu?)

Beth acena para uma garotinha que a encarava no carro ao lado, sorrindo pela loucura da loira. A menina de cabelos cacheados e rosto cheios de sardas abre um largo sorriso e acena de volta.

It's such a nice night in Brooklyn (É uma noite linda no Brooklyn)

And we shouldn't be alone (E nós não deveríamos ficar sozinhos)

Let's get married baby, married and go home (Vamos nos casar, bebê, casar e ir para casa)

Let's get married baby, married and go home (Vamos nos casar, bebê, casar e ir para casa)

Let's get married baby, married and go home (Vamos nos casar, bebê, casar e ir para casa)

Ao término da música, Beth suspira e ri, encostando-se no banco do carro. Ela vira seu rosto para mim e abaixa o volume do carro que começava uma nova canção.

— Eu não sabia que você cantava. – Comento e ela ri mais uma vez, dando de ombros.

— Há muita coisa sobre mim que você não sabe. – Responde, dando uma piscadela. Rio e nego, divertindo-me com seu comportamento. – Brincadeira. Na verdade, minha família tem uma ligação muito forte com a música. Tio Clint é apaixonado e meio que compartilhou esse amor entre os primos. Austin é o mais talentoso de todos nós, mas todos da família Barton sabem tocar algum instrumento e conseguimos cantar, mesmo que seja um pouco. O sonho de tio Clint era que fizéssemos um musical.

— Seria divertido ver vocês cantando e atuando. – Sorrio ao imaginar como seria assistir uma peça deles.

— Acho que esse sonho de tio Clint nunca vai se realizar. Infelizmente, Sara morreu quando era criança e Aaron agora se tornou um criminoso. Mas, eu adoraria fazer um musical com todos eles. Sinto falta de passar mais tempo com meus primos. – Conta Beth com um sorriso nostálgico, enquanto dedilha o anel de noivado. Ela parece ver algo de interessante e se vira para mim com um olhar travesso. – E falando em atuar, parece que chegou a hora de entrarmos em nossos personagens.

Balanço a cabeça, concordando ao ver o imponente prédio das Corporações Puckett a nossa frente. Beth se recompõe e não demora muito para que eu entrasse o estacionamento do prédio. Cumprimento os seguranças da portaria, que nos encaram surpresos ao reconhecer Beth ao meu lado, e sigo para a minha vaga no prédio.

Assim que estaciono o carro, Beth e eu descemos, encarando-nos com sorrisos cúmplices. A garota ajeita a bolsa em seu ombro e entrelaça nossas mãos assim que começamos a andar para o elevador que nos levaria do estacionamento para nossos andares. Como era de se esperar, os olhares julgadores e curiosos recaiam sobre nós todas as vezes que notavam nossa presença. Beth e eu permanecemos calmos e fingíamos não nos importar com o que acontecia a nossa volta.

Quando chegamos ao nosso andar e as portas do elevador se abrem, Beth me puxa para fora, atraindo ainda mais atenção dos funcionários da empresa. Caminhamos calmamente até a mesa de recepção, onde não demora muito para sermos notados por Carol, uma das funcionárias mais antiga da empresa, que nos encara confusa ao ver que estávamos de mãos dadas e muito mais próximos do que já ficamos. Eu me sentia um pouco envergonhado pela atenção que recebíamos, mas era divertido ver as expressões de espanto das pessoas.

— Bom dia. – Cumprimenta Carol, levantando-se de sua mesa.

— Bom dia, Carol. Como você está nessa linda manhã de segunda-feira? – Questiona Beth, sorrindo animada.

— É uma manhã de segunda-feira extremamente quente. O que tem de linda? – Retruca Carol com um olhar divertido. Seus olhos recaem sobre Beth, que faz questão de arrumar seu cabelo, exibindo o anel de noivado. Carol arregala os olhos e puxa a mão da garota. – Isso é o que eu estou pensando que é?

— Um magnifico anel de noivado? Sim. É, sim. – Responde Beth, animada, apertando mais as nossas mãos.

— Uau. Eu... desde quando vocês namoram? Por que nunca me contaram? Eu... caramba. Não sei nem o que dizer. Meus parabéns. Fico muito feliz em saber que finalmente admitiram o que sentiam um pelo outro. Sempre foi muito evidente a tensão sexual entre vocês. Eu sabia que uma hora ou outra isso iria acontecer. – Comenta Carol, puxando Beth para um abraço. Assim que elas se separam, a mulher de cabelos grisalhos também me puxa para um apertado abraço. – Espero que vocês sejam muito felizes.

— Obrigado. – Agradeço, um pouco tenso. Eu não gostava muito de contato físico. Sempre me trazia recordações da época em que eu sofria as agressões de meu pai.

Ao notar meu desconforto, Carol se afasta e sorri sem graça, lamentando-se silenciosamente pela ação repentina. Balanço a cabeça, negando. Não havia como ela saber. Na verdade, Beth parece ser a única pessoa no mundo com a qual eu não me incomodo por me tocar e invadir meu espaço pessoal. Era como se ao invés de me trazer os traumas de minha infância ao ter contato físico com ela, Beth me fizesse lembrar das poucas recordações de momentos felizes que passei ao lado de minha mãe antes dela ir embora.

— Beth! Finalmente você chegou! Eu estou precisando da sua ajuda em um contrato importante. O cliente está querendo rever algumas partes legais e eu não faço ideia de como argumentar com ele. Poderia me ajudar? – Questiona Julie, uma funcionária do setor jurídico da empresa.

— Claro. Eu já estou indo. – Concorda Beth, sorrindo para a garota de cabelos curtos pretos e olhos castanhos.

— Obrigada, Beth. – Julie agradece, suspirando aliviada. – Então vou esperar você na sala. Vou até preparar seu café.

— Tudo bem. Obrigada. Eu não demoro aqui. – Garante a loira e Julie assente, seguindo para o corredor que levava ao departamento jurídico da empresa. Beth se vira para mim e sorri. – Bom, eu preciso ir. Nós nos encontramos no almoço?

— Sim. Eu preciso revisar algumas propostas de produtos novos, mas estarei livre no horário do almoço. – Respondo, relembrando das duas reuniões que eu teria com os diretores de marketing e produção.

— Então, até mais tarde, noivo. – Despede-se Beth e com um sorriso divertido moldando seus lábios, ela se aproxima de mim e deixa um beijo demorado no canto de minha boca. A loira se afasta e acena para a secretária que nos encarava com uma expressão divertida. – Até depois, Carol.

— Bom trabalho, Beth. E cuidado para não rasgar seu rosto de tanto sorrir. – Brinca Carol, vendo a garota se afastar, cantarolando a música que havia cantado no carro a caminho da empresa. – Ela está tão feliz.

— Sim. – Concordo, observando-a desaparecer pelo corredor. Sinto que estou sendo observado com intensidade pela mulher e a encaro de volta. – O que foi?

— Nada. Eu apenas estava pensando como a relação de vocês mudou tanto da noite para o dia. – Comenta Carol, voltando para seu lugar. – Até alguns dias atrás, você fugia dela assim como o Diabo foge da cruz. E hoje, vocês aparecem aqui de mãos dadas e exalando aquela felicidade de casal recém-casado com Beth fazendo questão de exibir um anel incrível de noivado. Logo Beth Greene Puckett, a garota que se esgueirava de qualquer tipo de relacionamento.

— Eu também sou incapaz de explicar tudo o que aconteceu. – Respondo com sinceridade. Mesmo sabendo os motivos, tudo mudou tão rapidamente que é difícil assimilar todas as transformações em nossas vidas. – Uma coisa foi levando a outra e agora iremos nos casar. Espero contar com o seu apoio.

— Você sabe que terá. Mas, acho bom se preparar para o que está por vir. – Alerta Carol com preocupação.

— Eu sei. A nossa diferença de idade é...

— Não estou falando sobre isso. – Carol me interrompe, negando. – Estou falando de Hugh e todos os homens que são apaixonados por Beth. O casamento de vocês vai causar um alvoroço entre os investidores. Apesar de serem babacas, eles sabem que Beth é bastante capacitada para assumir a presidência, mas eles são incapazes de aceitar a ideia de serem comandados por uma mulher. Com você ao lado dela, eles automaticamente a preferencia para que assumir o lugar de Kyle será dela. Hugh não vai aceitar muito bem essa situação e vai tentar jogar sujo para conquistar a vaga que ele sempre quis. É melhor se preparar.

— Não se preocupe. Eu tomarei cuidado. Não importa o que Hugh ou o que os investidores tentem fazer, eu não vou deixar que eles estraguem os sonhos de Beth. Eu prometo. – Respondo e a mulher de cabelos grisalhos sorri, satisfeita.

— Muito bem. Agora é melhor ir para a sua sala. Os participantes da primeira reunião do dia estão para chegar. Eu já levo café para você. – Avisa Carol, empurrando-me em direção ao meu escritório que ficava do lado oposto ao de Beth.

— Certo. Obrigado. – Agradeço, despedindo-me de Carol.

Sigo para a minha sala e assim como era de se esperar, eu passei o dia ouvindo as histórias sobre o meu noivado com Beth se espalharem pela empresa. Todos pareciam curiosos para saber como isso foi acontecer em um período tão curto. E assim que passo a receber as mensagens dos outros sócios quotistas da empresa questionando se era verdade que Beth e eu iríamos nos casar, eu soube que o plano da família Barton havia dado certo. Não havia ninguém que não soubesse de nosso casamento e eu sentia que não demoraria muito para que os primeiros colhêssemos os primeiros frutos de nossa loucura.

Notas finais
Married: https://www.youtube.com/watch?v=wbX3YG4zmpA&ab_channel=sammidarlin1 oOo Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara