Contraste

1 Como a luz e a escuridão


Eu sempre fui uma menina esperançosa, mas nunca deram-me a chance de notar. Até aquele fatídico dia. Com um sorriso no rosto, ele me taxou de otimista, e se foi.

Desde aquele momento, eu soube. Eu queria alcançá-lo.

Quando criança, sempre comparada à Sadako (ou Samara, na versão americana), os que me rodeavam traziam gritos silenciosos de horror no olhar e nojo. Até eu conhecê-lo e meu mundo virar de ponta-cabeça.

Com o vagaroso atravessar dos dias, consegui, por intermédio dele, amigos. Presentes divinos, que jamais poderia desfazer.

Toda vez que eu o olhava, trazia um agradecimento escondido. E, ainda trago, mas tenho méritos próprios.

Mas... com o tempo, uma nova seção em meu coração surgira. E dela se dividiu em dois setores: amigos e minha paixão.

Ele ocupou o segundo setor. Entretanto, eu sabia que jamais poderia ocupar tal seção em seu generoso coração. Nunca.

Somos o contraste. Yin e Yang. Eu, tímida, ele, sempre sociável.

Somos o bem e o mal. O medo e a coragem. A luz e a escuridão.

Sawako e Kazehaya. Eterno contraste de personalidades.

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