Contra o Tempo

14 O Que Estava à Sua Espera


Notas iniciais
Sei que não tenho sido frequente nas postagens, mas arranjei um tempinho para entrar no site e liberar este capítulo. Obrigada por continuarem me acompanhando, e em especial aos leitores que de um jeito ou de outro, me deixam suas opiniões. Nem preciso dizer o quanto isso é importante. Boa leitura.

—Isso aqui será o meu xeque-mate! O que me diz ?

Era óbvio que ele pretendia acabar com Grissom e ela. Só assim aquele pesadelo terminaria. Com a morte dos dois.

Porém, a maneira que ele escolheu, ficou claro que era de seu desejo infringir o máximo de tensão possível entre eles. Lutarem, mas que no final a derrota consumisse suas vidas.

—Jamais imaginei que um de meus hobbies um dia seria tão útil! Este em particular é o que mais me fascina, desde garoto, sempre foi assim.

—Você fabricou isso ? — Ela perguntou perplexa.

—Sim, fui eu! Ela não se encaixa tão bem em nosso jogo ? — Havia um certo orgulho em seus olhos quando ele lhe respondeu.

Deus do céu, uma bomba!

Quando ele abriu a geladeira mais ao canto, foi que ela viu a extensão de todo o perigo.

Nitroglicerina, nitrato de sódio e alguns tantos outros recipientes inflamáveis, sem identificação. Havia um verdadeiro artefato para fabricação de bombas!

Ela deu um passo para trás, inconscientemente.

Ele riu.

—Não quer saber como pretendo usar essa belezinha ?

—Você vai nos explodir ... — Ela concluiu com um nó na garganta.

—Como resultado final é isso que vai acontecer, mas tem toda uma preparação antes, digno de um fim apoteótico! Só lamento ter que me desfazer desse galpão no processo, eu realmente gosto daqui.

De repente suas pernas pareciam instáveis, ele percebeu.

—Sabia que iria gostar do que eu tinha para você ... e para o seu amorzinho. — Debochou.

—Você não vai se safar dessa! Quando te pegarem ...

—Eles não irão me pegar! — A interrompeu. _Neste jogo, só há espaço para um vencedor! Quando você vai se convencer de que sou eu, Sara ? Eu venci todos vocês! Agora chega, não quero mais perder tempo, é hora do gran finale!

Sentindo os olhos dela em suas costas, Peter se afastou apenas o suficiente para alcançar a corda que também faria parte do show. Depois ele pressionou a arma em suas costelas, indicando para ela seguir em frente.

Foram apenas alguns passos quando ele indicou que era para ela parar. Ficaram de frente para um dos pilares que sustentava a estrutura do galpão.

Em silêncio e sem oferecer nenhuma resistência, Sara se viu sendo amarrada ao pilar. Suas costas pressionadas contra o cimento. O aperto era firme, conseguia se mexer muito pouco.

E então a bomba.

Ela engoliu em seco quando ele pegou o explosivo com bastante cuidado e o colocou a seus pés, esboçando um sorriso doentio.

—Por quanto tempo mais você acredita que seu supervisor permanecerá apagado ? Preciso explicar as novas regras para ele. Ele pode ser o seu herói ou o seu assassino!

—Deixe ele fora disso! Era a mim que você queria desde o início, Grissom não tem nada a ver com isso!

—Ele tem tudo a ver com isso, ele tem a ver com você, Sara! Muito mais do que deixam transparecer ou estou enganado ? — Quando ela ficou em silêncio, ele riu parecendo surpreso. _O quê ? Não vai me dizer que nunca abriu as pernas para o chefe ? Então deveria me agradecer, se vocês não ficaram juntos na vida, ficarão na morte!

Peter se aproximou mais dela, ficando à centímetros de seu rosto. Ela podia sentir sua respiração e foi impossível não sentir nojo. Odiava aquele monstro.

—Você é uma mulher muito bonita, Sara. Vai ser uma pena estragar esse seu lindo rostinho ... — Ele resvalou seus dedos em seu rosto e quando ela se esquivou do toque, sua outra mão segurou sua mandíbula, neutralizando-a. _Seu corpo bastante apetitoso. — Com ambas as mãos, apertou sua cintura possessivamente, quase ao ponto de lhe causar dor.

—Se afaste de mim! — Ela vociferou e tudo o que conseguira foi um sorriso estranho dele.

Porém, antes de continuar, Peter desfez o contato quando sentiu seu corpo reagir a tamanha proximidade. Ela mexia e muito com ele, aquilo era fato, mas nada o desviaria de seus propósitos.

—As coisas poderiam ter sido muito diferente entre nós. Quando a vi entrar na sala de interrogatório, eu fiquei excitado, completamente excitado. Havia um ar de superioridade em você que eu me peguei imaginando como seria domá-la na cama ... durante o sexo! Mas você estragou minha fantasia no momento em que começou a me acusar, a me dizer todas aquelas coisas. Você não merece viver!

—Eu prefiro morrer que a permitir que alguém como você me toque! Você é desprezível! Me dá nojo!

Nem bem havia terminado, ela sentiu o lado esquerdo de seu rosto queimar pelo tapa.

—Eu voltarei, esta ainda não é a nossa despedida!