Notas iniciais
A cena se passa após um possível final das Crônicas de Gelo e Fogo.

A sala do trono estava gélida e escura. No alto das paredes, os crânios de dragão ocupavam seus antigos lugares, sombrios e imponentes em sua enormidade. Cersei Lannister caminhava lentamente, enrolada em um roupão de cetim vermelho e tateando com os pés nus o chão frio da Fortaleza de Maegor. Mesmo após dois anos, seus cabelos não haviam recuperado o esplendor de antes. Aquilo que fora uma bela cascata dourada agora não passava da altura dos ombros, e nem mesmo a cor tinha o antigo brilho.

Sua rainha mais jovem e mais bela estendeu a palma da mão, dando a ordem silenciosa para que parasse de andar. Cersei agora se sentia tola por ter pensado que Margaery tomaria seu lugar. Tão frágil... , ela pensou, E nem era tão bela. A rainha Tyrell agora estava nas masmorras, ou talvez já estivesse morta, mas isso não importava. O importante era que Tommen estava a salvo, e depois desta noite, Cersei também estaria. Daenerys Targaryen estava sentada sobre o Trono de Ferro. Um trono diferente, coberto de lençóis macios e almofadas do Leste, mas o mesmo que fora forjado por Aegon, o Conquistador trezentos anos antes. Ela se levantou e desceu graciosamente os degraus de ferro. Também vestia um roupão de cetim, mas este era negro e decorado com dragões vermelhos. Seus cabelos longos e prateados desciam suavemente até metade das costas, e o rosto era tão perfeito que a fez suspirar. Os olhos púrpuros fitavam Cersei de uma maneira quente e lasciva, muito mais penetrantes que os de Rhaegar, o dragão por quem se apaixonara há tanto tempo.

O tecido negro deslizou por seus ombros brancos e caiu ao chão e o corpo da nova rainha era tão surrealmente belo quanto o rosto. Os seios médios e firmes sustentavam pequenos mamilos róseos de excitação... Ou talvez fosse de frio. O tronco esbelto terminava no encontro de suas belíssimas coxas com os pelos púbicos ralos, que de tão claros pareciam brancos.

– Tire o roupão. – a voz ecoou pelo salão, soando como uma ordem rude naquele sotaque oriental.

Obedeceu, revelando seu corpo de mãe a Daenerys. Seus seios eram grandes, mas não tão firmes, e a barriga carregava as marcas dos filhos que tivera. Não se sentia tão desejável quanto já fora, mas mesmo assim os olhos cor de violeta percorreram seu corpo de uma forma voraz e faminta. Em um segundo a mulher de prata se aproximou e tocou o rosto de Cersei. Suas mãos eram quentes e macias, um suave dedo de fogo que lhe acariciava a orelha e eriçava os pelos da nuca. Chegou mais perto e a beijou. A leoa se entregou àquele beijo, sentindo o doce toque dos lábios de Dany e desfrutando do prazer de sua língua. As mãos desceram e acariciaram-lhe as costas, fazendo-a se sentir cada vez mais sensível àquele prazer.

Cersei ergueu as mãos e tocou os seios da outra. Eram tão firmes e macios quanto aparentavam, duas esferas lindas e apetitosas. Sentiu seus desejos subirem à flor da pele, o sangue corria mais rápido e o coração palpitava. Antes ela pensara que foder com a mãe de dragões fosse apenas uma barganha pela própria vida, mas agora desfrutava divinamente daquela relação. Os beijos cessaram e Daenerys desceu pelo pescoço, distribuindo pequenos beijos nos ombros e então nos seios. Cersei agarrou os cabelos de prata de arfou de prazer quando ela começou a sugar. Percorria com a língua o bico direito e com uma mão o esquerdo, fazendo seus seios enrijecerem e a excitação tomar conta de todo o seu corpo. Dany trocou para o seio direito e sugou até deixá-lo roxo e com marcas de mordidas. Quando ela levantou, Cersei sentia seu sexo ensopado.

A rainha do leste se aproximou para um rápido beijo e então a puxou pelo braço. Deram alguns passos até perto do trono, onde dois degraus davam acesso a um patamar mais elevado, coberto por um grande tapete de renda de Myr. Daenerys sentou-se a abriu as pernas, proporcionando a Cersei a bela visão de seu tesouro de prata. Cersei não era muito experiente nisso, mas sabia o que fazer. Ajoelhou-se, quase prostrada, e beijou os lábios debaixo da outra mulher. Alcançou o clitóris com os dentes e o mordeu suavemente, assim como Jaime fizera a ela milhares de vezes, e em seguida passou a explorar o interior da boceta com a língua. O sabor era quente e salgado, e ela estava deliciosamente molhada. Dany arfava de prazer e segurava a cabeça de Cersei com força, enquanto os suspiros se transformaram em gemidos e então em gritos. Depois de vários espasmos, Daenerys ergueu sua cabeça e a puxou para perto de si. Trocaram então um longo beijo, dividindo o sabor lascivo de vagina entre suas bocas.

Entrelaçadas em um abraço repleto de carícias, as duas se puseram sentadas sobre o tapete de Myr com os seios de uma roçando os da outra. Dany estava a beijou com sofreguidão por um longo tempo, enquanto passava-lhe as mãos pelos cabelos e arranhava vorazmente suas costas. Quando enfim parou, estava enrubescida e ofegante. Seus lábios inchados davam um ar ainda mais sensual àquele rosto divino, e um brilho de suor cobria toda a sua pele. Cersei também estava exausta, mas o desejo era latente e seu corpo deveras aquecido queria mais. A nascida da tormenta abriu as pernas em um movimento rápido, mas não desprovido de graciosidade, e deitou as costas no chão. Moveu-se até que sua genitália tocasse a de Cersei, um beijo quente e úmido que fez subir um raio de prazer na mulher dourada. Cruzaram as pernas sobre seus corpos, com a coxa de uma se projetando sobre a barriga da outra.

Foi Daenerys que começou os movimentos. Começou esfregando aos poucos, como se quisesse tardar o prazer que estava próximo, mas o desejo superou a razão e seus movimentos se tornaram frenéticos. A rainha deposta sentia uma onda de fogo inundar seu peito e desligar todos sentidos, deixando-a em um transe magnífico e impensável. Dany gemia cada vez mais alto, pressionando seu sexo com cada vez mais força e paixão. Cersei já não podia sentir as pontas dos pés, e seus dedos arranhavam o tapete de Myr na vã tentativa de impedir seu corpo de se contrair e dançar com a xota daquela mulher.

Apertou com força os seios que ardiam de desejo e se lançou contra o corpo de Dany quando o momento chegou. Soltou um grito tão alto que poderia ter sido ouvido por toda a Porto Real. Uma onda de calor tomou conta de si enquanto ouvia Daenerys gemer e gritar cada vez mais alto, como se também sentisse o orgasmo. Cersei não poderia dizer por quanto tempo ficou em êxtase, mas foi como morrer e visitar os Sete Paraísos. O líquido jorrou de seu sexo e a deixou sem forças, e então se entregou ao cansaço e esticou a cabeça para trás. Com os olhos fechados, sentiu o corpo quente e molhado subir pelo seu, cobrindo-a de beijos e pequenas carícias. Abrochou os lábios e recebeu o último beijo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.