Contos dos Deuses
1 Irene
Notas iniciais
Senti a venda sendo retirada dos meus olhos, as mãos que a retirava eram cuidadosas para não me machucar, o ambiente estava levemente iluminado, o que fez com que a minha visão não fosse afetada pela retirada da venda, olhei ao redor, a sala tinha uma decoração peculiar com diversos objetos de várias eras, arrumados nas prateleiras que tomavam as paredes da sala, outros de eras futuristas e alguns nem ousava sugerir de onde eram, pelos meus estudos essa era o Santuário das Eras e o único motivo de eu estar aqui seria…
—Está tudo bem, Irene? — A pessoa que tirou a venda, falou em um tom calmo, interrompendo meus pensamentos, ela me observava, tentando descobrir se tinha algo de errado.
Ela era uma desconhecida para mim, parecia ter uns 40 anos, os cabelos estavam presos em um coque e ela vestia uma capa bege simples, os olhos verdes estavam me examinando.
—Estou bem. — Respondi sorrindo. Ela se acalmou.
—Bom, você deve saber onde está. — A expressão aliviada passou para uma expressão séria.
—Santuário das Eras. — Sussurrei. Ela confirmou com um movimento de cabeça.
—E você sabe o que isso significa?
—Que eu fui escolhida para invocar Ela?
—Sim, claro que você tem a escolha de recusar. Você tem três dias para decidir, caso esteja indecisa até lá, tomaremos sua indecisão como um não. Tem mais alguma pergunta?
—Sim, quem é você? — Estava curiosa sobre ela.
—Sou Layla, sacerdotisa do Templo de Elisora.
Elisora é um cidade próxima, três dias de viagem, não é uma cidade grande, mas já cheguei a viajar até lá, foi uma viagem rápida, mas pelo o que deu para perceber é uma cidade moderna que as pessoas estão mais ligadas ao Deus do Conhecimento, mas sei que lá tem um templo em homenagem à Deusa do Tempo, e para Layla estar nessa sala, ela é uma sacerdotisa de alto nível da Deusa do Tempo.
—Devo te deixar refletir sobre a escolha, suas refeições serão servidas nos horários normais e caso, tenha sua decisão, antes, basta tocar esse sino. — Ela me passa um sino bem ornamentado. — Ela anda até uma parte do Santuário, abre uma das portas e mostra um quarto. — Esse será seu quarto durante os três dias.
—Mais alguma dúvida? — Ela perguntou séria.
—Não.
—Certo, tenha um bom dia. — Ela saiu pela outra porta.
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