Notas iniciais
Último Capítulo, Deus eu tô no chão :( ACOMPANHEM, DEIXEM COMENTÁRIOS, FAVORITEM, RECOMENDEM POR FAVOR. PRECISO SABER SE VOCÊS ESTÃO GOSTANDO!

O Triunfo da Traição

"A traição nunca triunfa. Qual o motivo?

Porque, se triunfasse, ninguém mais ousaria chamá-la de traição."

– J. Harington

– A criança era... – começou Emma, mas não sabia ao certo se deveria continuar, mas não precisou, porque Jace disse:

– Sim, a criatura mais linda do recinto.

– Impossível. – disse Izzy olhando paro o nada. Quando viu Jace a encarando, completou: — Bem, sabemos... Eu ainda não tinha nascido.

Com isso, todos riram. Isabelle viu Simon falar apenas com o contorno da boca “essa foi boa”, e em seguida piscar para ela.

– Ótimo, ótimo. Minha irmãzinha é uma piadista. Influência do nosso querido suckerblood aqui – e apontou pra Simon, que apenas sorriu. -, agora podemos, por favor, continuar com o drama da história?

***

Quando Michael, a esposa e seu filho Jonathan chegaram ao Solar Fairchild, procuraram Valentim, mas onde ele estava? Estavam todos lá, os membros do Ciclo que conseguiram fugir e os pais da Jocelyn. Valentim entrou na casa sendo acompanhado pelo demônio, ninguém percebeu, estavam todos agitados na sala de estar da casa. Entrou no quarto e retirou Jonathan, o demônio já sabia de sua missão e quando Valentim se retirou da casa. O incêndio começou de cima; as primeiras vigas do teto já caíam sobre eles na sala de estar. Granville tentou correr e se abrigar na lareira, mas foi consumido antes de fazê-lo, o lustre da casa estava despencando e foi em cima de Adele Fairchild, fazendo-a carbonizar.

Robert sentia um aperto em sua clavícula, ele sabia o que era: Michael estava precisando dele. A dor se intensificou, Robert se debatia de forma avassaladora, amarrado não conseguia fazer nada. Caiu, não suportou a dor.

–Michael — Robert arquejava e repetia sem parar.

Alguns membros foram ver o que tinha acontecido, rasgaram sua camisa e viram a runa parabatai tomando uma cor branca prateada.

Michael estava morto.

Valentim via tudo do topo da colina com seu filho nos braços. Eles pareciam idênticos: o cabelo da mesma cor, loiro esbranquiçado; e os olhos negros. Jonathan não tinha nada de Jocelyn.

– Agora somos só nós dois, Jonathan. Você e eu. Agora somos um, meu filho. — e assim saíram os dois.

Lucian correu junto a Jocelyn até a mansão pra ver se ainda conseguiam impedir Valentim, mas era tarde. A mansão tinha sido totalmente destruída. Jocelyn correu até as escadas da frente e lá viu os corpos da mãe e do pai mais longe. Perto da porta, duas pessoas: um homem e uma criança, abraçadas como se o pai defendesse o filho do incêndio. As tapeçarias da família todas destruídas com pedaços aqui e ali, somente a estrutura da casa tinha ficado em pé, com algumas paredes. Jocelyn sentou no que antes eram os batentes da casa, e começou a chorar.

“Vocês vão se arrenpender do que fizeram, pelo resto de suas vidas.”

As palavras de Valentim soavam longe da cabeça de Lucian, ele olhou para o campo adiante e só via o escuro.

– Provalvelmente foi o ataque de um demônio, um incêndio normal não faria um estrago desses.

Jocelyn viu novamente o esqueleto da criança, e lembrou-se da hora que saiu de casa, beijando aquela cabecinha loira platinada, e ele com sua mãozinha dizendo adeus, junto com seus pais.

– Por que Valentim lhe deixou, Por que não lhe levou com ele?

– Porque, eu estou grávida. — Jocelyn falava olhando para o chão.

– E para onde pensa ir, agora? — Lucian perguntou mais por pena, do que curiosidade.

– Paris.

Valentim chegou até a casa que antes pertencera a Michael, entrou e olhou a criança. Os olhos dourados de Cèline o encaravam. E o pouco cabelo que tinha era loiro escuro, iguais aos de Stephen. Valentim ergueu a criança e disse:

– Você se chamará Jonathan. Jonathan Christopher, o menino anjo.

Depois de terem enterrados seus mortos, os Caçadores de Sombras voltaram para o Salão dos Acordos. Saindo de dentro das prisões do Gard vinham os membros do Ciclo, todos cabisbaixos, era tamanha a vergonha deles. Era o dia dos julgamentos de todos. Adentrando o Salão, os irmãos Kadir e Malik Safar carregavam uma mulher. Ninguém a reconheceu de imediato, estava com os cabelos castanhos sobre o rosto, possivelmente resistiu à busca. Levantando o rosto todos viram quem era Amatis Graymark. O Cônsul olhava para todos com um desprezo terrível, estava ferido no ombro, no local onde Hodge o acertou com um chakram.

– Antes de começar o julgamento, eu gostaria de nomear a nova Inquisidora da Clave. — disse ele.

Alguns ficaram surpresos com a revelação, nunca se nomeara um Inquisidor sempre era por votação, porém aguardaram a sentença.

– A nova Inquisidora da Clave será Imogen Herondale.

Amatis sentiu o corpo tremer, Imogen era a mãe de Stephen, sabia que era uma mulher difícil.


–Pois bem, — prosseguiu o Cônsul — Vamos as vossas sentenças.

No Salão se via alguns rostos familiares: Madeleine Bellefluer e Diana Wrayburn. Os membros do Ciclo se ajoelharam perante o Cônsul e a nova Inquisidora esperando o julgamento. Robert estava ao lado de Maryse, Patrick e Jia também estavam lado a lado, John e Cordelia ficaram de cabeça erguidas o tempo todo, somente Jocelyn e Amatis estavam desoladas, somente elas desacompanhadas de seus maridos, um desaparecido e o outro o causador de todo esse problema, Hodge tinha chegado agora a pouco e estava sendo forçado a se ajoelhar também, ele estava ofegante como se tivesse correndo — e ele estava realmente.

Os castigos foram aplicados. Robert e Maryse tiveram que tomar conta do Instituto de Nova York, sem nunca poder voltar a Idris. – apenas se fosse necessário. — Senão obtivessem sucesso seriam castigados com a remoção das Marcas, tendo a supervisão de Kadir Safar. O mesmo aconteceu com os Carstairs, foram para o Intituto de Los Angeles.

–Jocelyn Morgenstern — falou Imogen.


–Fairchild — resmungou Jocelyn — Não precisa falar nada, Imogen, eu vou sumir da vida de vocês, nunca mais me verão, eu estou grávida e estou disposta a viver como mundana, para manter minha filha longe de vocês.
O Cônsul pareceu satisfeito. Jocelyn saiu deixando sua origem para trás.

– Amatis Herondale, nascida Graymark — disse Imogen — Um passo a frente.

Amatis aguardava o castigo, esperava a remoção de suas Marcas, assim como tiraram a runa da União Conjugal.

– Você ficará presa dentro de Alicante, não podendo mais ser uma Caçadora de Sombras ativa, nem podendo se tornar Irmã de Ferro como sua mãe se tornou, você não tem honra para isso. — quando Imogen determinou sua sentença, Amatis começou a chorar, não aguentava o
castigo, era demais para ela. O que faria se não fosse mais Caçadora de Sombras ativa?

– Hodge Starkweather, um passo a frente. — ordenou o Cônsul, Hodge se levantou, deu o passo à frente, firme, ajeitou o óculos e esperava seu castigo. Ele sim corria o risco de tirarem suas Marcas, todos sabiam que era o melhor amigo de Valentim e tinha conhecimentos extras.

– Hodge, — disse Imogem se aproximando do rapaz — Eu não vou retirar suas Marcas — Hodge suavizou. — Há muito tempo atrás, um ancestral de meu falecido esposo, se apaixonou por uma mundana e deixou a caça às·sombras, o Cônsul da época, Roderick Morgenstern — Imogen cuspiu o sobrenome do homem. — Resolveu tirar suas Marcas para ver se ele morreria ou desistiria da mundana, mas não, ele não desistiu da moça e casou-se, retiraram suas Marcas e ele sobreviveu dando continuidade a família Herondale.

– Como a senhora sabe se não é Herondale? — Hodge usou o pouco tempo que tinha para fazer amizade com a Inquisidora, a fim de que sua pena diminuísse. — E como era o nome dele?

– História de família, meu caro — Imogen respondeu — O seu nome era Edmund Herondale.

– Hum, interessante...

– Cale-se, você acha que se conversar comigo vai melhorar sua situação? Eu sei o quanto você é perigoso.

– Então me dê logo minha sentença — Hodge a encarou fazendo-a bufar de ódio.

– Você será amaldiçoado a nunca mais tirar os pés de um Instituto, se sair você será morto. Você ficará lá até o dia de sua morte, Hodge Starkweather. — Imogen falava friamente agora.

– Chamem os Irmãos do Silêncio, para aplicar o castigo. — o Cônsul ergueu a voz para os demais, e assim saíram para buscar os Irmãos. Os demais ficaram olhando para Hodge que se mantinha firme de frentepara a Inquisidora e o Cônsul, encarando-os.

***

– Como terá sido? Digo, será que foi doloroso? – Emma parecia interessada.

– Infelizmente, isso é uma coisa que só Hodge saberia dizer. – Respondeu Maryse.

– Ele não dividia, nunca. Nunca nos disse nada sobre sua maldição. – Disse Alec.

– Na verdade ele nunca nos disse nada sobre nada. Não até sua morte. – Izzy completou, segurando firmemente a mão de Simon.

– Então, se formos pensar bem, o Ciclo ainda está no comando da Clave... Jia é a Consulesa, Robert o Inquisidor... – disse Emma, olhando para o chão. Maryse estremeceu.

– Mãe, tudo bem? – disse Izzy.

– Apenas frio, querida. – e sorriu acolhedoramente.

Enquanto todos riam e conversavam, Jace estava calado. Jules percebeu quando ele se levantou e entrou no Instituto e o seguiu.

– Jace? – perguntou ele.

– Ah, oi, Julian. – disse Jace confuso.

– É só que eu nunca tive a chance de agradecer a você por ter dado um fim a Guerra Malígna. E... – mas Jace o interrompeu, rindo.

– Foi tudo a Clary, Jules. Sempre ela.

– Vejo muito da Emma em você, sabia? – quando viu a expressão de Jace, Jules sorriu. – Vocês são teimosos e essa falsa modéstia não combina. Vocês têm passados conturbados...

– Aprendemos a conviver com isso. – disse Jace com um sorriso – Sim, aprendemos. – Dessa vez para si mesmo.

Julian sorriu, e quando já estava de saída, Jace disse:

– Ei, me espera. Não existe um piquenique feliz sem Jace Herondale.

O Instituto de Nova York não via tantos risos em anos. Todos estavam felizes.

Notas finais
Final beeeeem novela da Globo, amo Gente, só esclarecendo: quando tiver 3 estrelinhas/austerísticos (***), quer dizer que eu tô cortando a história pra 2008/2009. E quando tiver uma bolinha (•), quer dizer que eu tô cortando a história pro mesmo tempo/ano mas em lugares diferentes. Enfim, deu pra entender, né? Ok, ok. Vou sentir falta de alguns leitores... Mas não se preocupem! Estamos com mais projetos! Enquanto isso, você pode acompanhar tanto o meu original: http://fanfiction.com.br/historia/581227/The_Heavenly_Artefacts_-_Estado_de_Inverno/, quanto o do meu Parabatai: http://fanfiction.com.br/historia/573728/O_filho_da_Lua/ OBRIGADA PELO CARINHO ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!