Contos de um velho caderno
13 Devaneios
A cama no chão está desarrumada.
O sol deixa suas marcas nas paredes brancas,Luzes tênues e oscilantes.Sobre a bancada perto da janela, uma infinita bagunça de lápis e papéis.Além dela, eu vejo a cidade.Seus braços em volta do meu corpo me acalmam.Sua respiração quente repousa em meu ombro.Seus lábios úmidos que como plumas roçam meu pescoço.No ar, o cheiro do café esperando para ser bebido.E a brisa fresca que entra pela janela e deixa meu rosto rosado.Minha bolsa está na cadeira junto à porta, ao lado do seu casaco, ambos na espera do início de mais um dia.Que ao final nos encontrará novamente à janela, observando as luzes da cidade, diante de uma fumegante xícara de chá.Uma cena que, em minha mente, parece tão enevoada quanto maravilhosa.Certamente não é uma memória, pois não representa o passado.Ah, esta imagem tem as cores suaves e um brilho excessivo.E os contornos são tão incertos quanto o próprio futuro.
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