Notas iniciais
Bem vindo ao mundo de Raitendia. Para melhor compreensão da história lembre-se que as partes em negrito referem-se a falas da personagem e as em itálico a textos lidos pela mesma.

Os três sóis estavam sobrepostos no centro do céu de Raitendia quando o coreto de ouro desceu dos céus pela primeira vez trazendo à terra mágica escondida sua primeira moradora humana. O coreto era pequeno, cabia apenas uma pessoa e era adornado por formas circulares assimétricas, seu teto era branco como um véu de seda que adentrava por entre os espaços da base disposta como uma grade também de ouro. A mulher dentro dele tinha a pele branca como a neve, usava um vestido branco como um kimono com cortes que deixavam seus pequenos ombros à mostra. Seus cabelos eram negros e lisos chegando até a altura do joelho quando preso em forma de meia lua no topo da cabeça. Soltos chegariam ao chão. Os olhos eram tão escuros quanto o cabelo e piscavam suavemente exibindo seus longos cílios. Os lábios tinham um tom rosado e o nariz era miúdo. Ela abriu o portão e com seus pés descalços caminhou sobre o chão macio de terra da clareira da floresta que se estendia ao redor. O coreto magicamente sumiu voltando aos céus. Ela praticamente flutuava ao andar. À frente se estendia um largo caminho. As árvores eram próximas e formavam linhas de folhas que quase chegavam ao chão. Próximo às raízes das árvores o solo era repleto de flores lilases. E ali, surgido de dentro da floresta, apareceu um pequeno e esguio gato preto de duas finas e longas caudas, seus olhos eram grandes e amarelos e um bigode branco se destacava em meio aos pretos no lado esquerdo de sua face. Pulando e se enroscando em suas pernas ele lhe arrancou um doce sorriso. "Olá, Yue, filho da lua.", ela o chamou como se o conhecesse a anos e ele respondeu com um leve ronronar. Ela seguiu a trilha acompanhada dele e após uma longa caminhada e muitas curvas ela chegou a um campo aberto que levava a um morro que no seu topo abrigava um castelo perolado. A essa altura do dia os três sóis já estavam alinhados, eles tinham uma ordem decrescente de tamanho em direção ao sul onde se punham. Dando a volta no morro para a frente sul do castelo onde se localizava a única entrada ela subiu os dez degraus de grama e depois os dez degraus de mármore. Yue correu escadaria abaixo e sumiu na mata ao sul. Abrindo a porta de vidro com adornos semelhantes ao do coreto a misteriosa garota entrou no primeiro ambiente do castelo que se via todo iluminado pela luz solar. As paredes eram de cor creme e o chão se alternava em azulejos brancos médios e pequeninos azulejos losangulares da mesma cor das paredes. O local era vazio e tinha um formato retangular alongado para as laterais. Adentrando no próximo cômodo se encontrava uma sala de estar, escura e aconchegante. O chão era de um veludo macio vermelho e se viam dois sofás desse mesmo material com uma base em preto paralelos no centro do ambiente com uma pequena mesa preta de tampo em vidro entre os dois. À direita via-se uma escada em caracol e a esquerda uma porta que levava a cozinha. Lá era o maior ambiente comparado aos já percorridos. Se assemelhava ao hall de entrada porém na direção contrária e com uma forma quadrangular. Balcões cercavam toda a volta e ao centro havia uma grande mesa de madeira. Em cima dela estava uma grande cesta de tramas em palha. Subindo a escada ela encontrou uma biblioteca com cerca de vinte longas e altas estantes cheias de livros. Na estante do canto esquerdo ela parou para abrir alguns livros. Estavam todos em branco mas preenchiam-se de palavras em caligrafia dourada a cada um que tocava. Um lhe chamou a atenção, "A história e profecias da terra da luz" dizia o título. "É onde eu estou não? Raitendia... A terra da luz.", refletiu. Ao abrir, assim como os outros, o texto surgiu. "Raitendia surgiu de um sonho que se tornou um mundo real. Sua primeira moradora, diferente do que muitos acreditam ser uma deusa, foi na verdade a origem do universo..." Seus olhos arregalaram-se com a ilustração da página seguinte... "Sou eu!", exclamou assustada. Ela correu até a última página e leu as últimas palavras "O futuro de Raitendia..." e o resto estava em branco. Com os olhos lacrimejando ela correu escadaria acima para o último andar onde encontrou um quarto. Exausta e confusa, ela se deitou e adormeceu antes mesmo de ver o sol a se pôr.

Notas finais
Obrigada por dedicar seu tempo para essa leitura.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.