Notas iniciais
Good day, people! Esse capítulo nos apresenta a peça inicial para o romance. A mensagem dele é para que, independente do que aconteça, ou por quais situações você passe, nunca, em hipótese alguma, deixe de ser você ou renegue sua essência. Você é um fenômeno único na natureza, não se troque por quaisquer outras pessoas. Enfim, indico a música Next to me de Emeli Sandé. Boa leitura, Att, Ames.

Depois de algumas noites chorando por tudo que aconteceu, e pensando em tudo que poderia ter sido e não foi, decidi parar com isso de tentar ser outra pessoa e aceitar que estou aqui por algum motivo especial, ou não.

Embora eu esteja mais positiva, assim que chego na escola passo por uma vergonha, na verdade, é um quase. Eu estava sentada, de boa, curtindo meu fone e minhas músicas até bater o sinal de inicio das aulas, quando alguém toca em meu ombro, é uma menina da minha sala. Eu tiro um dos fones para ouvir o que ela tem a dizer. E ela cochicha sobre os meus ouvidos:

— Um menino pediu pra te avisar que sua calcinha tá aparecendo, concerta a calça.

Na hora levo um baita susto e creio até que tenha ficado vermelha de vergonha.

— Poxa, muito obrigada ...? — Faço menção a saber o nome dela.

— Giuliana. — Ela pisca pra mim.

— Muito obrigada mesmo, Giuliana. Quem foi que pediu pra avisar?

— Aquele menino sentado ali no banco perto da secretaria, de casaco azul. O nome dele é Johnny.

— Ah... Valeu, vou agradecer a ele depois também.

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Mais tarde, na aula de biologia, antes do intervalo, vou falar com o menino que me ajudou.

— É... Com licença, eu gostaria de falar com você, se não for incomodar.

— Pra que falar com tanta educação? Não precisa ser babaca assim.

— Eu só vim agradecer, mas levando em conta que você é um idiota acho que nem precisa.

Ele olha pra mim e dá risada...

— Não precisa ficar estressadinha não...

Respiro fundo e me preparo para sair da sala quando um terceiro menino entra na conversa.

— Ela só é bastante educada, diferente de você, John.

— Sei. — Ele diz.

— Muito obrigada, mas não precisa me defender de imbecis... — Digo ao rapaz que me defendeu.

— Fábio é o meu nome. Sei que não precisa de ajuda, mas é uma honra defender uma gata igual a você.

Agora eu fiquei roxa de tão sem graça. Esse Fábio é pequeno e engraçado, parece uma pessoa que gosta muito de falar e parece que curte boys que nem eu, mas enfim.

— Não precisa ficar dando em cima dela, Fabinho. Relaxe ai. — O babaca fala.

Uma menina se aproxima, eu me lembro dela e até gosto bastante dela também, Erica, esse é seu nome. Fiquei alguns intervalos conversando com ela essa semana, parece que ela faz parte do clube que não se encaixa na sala.

— Vamos, Carol. Deixa eles ai.

Saímos da sala.