Contos de amores que nunca existiram
2 Droga...
Notas iniciais
Mal cheguei e essa escola já se mostrou um saco, menos no conteúdo, enfim, estou aqui pra isso mesmo. Parece que todas as meninas aqui são patricinhas e me olham como se eu tivesse entrado no lugar errado, deve ser porque eu não sou daqui, mas não me importa, não vim aqui pra fazer amizades, odeio essa gente. Vim para escola como se quisesse espantar todos de perto de mim, a parte que mais me irrita é que eu não sou assim, não sou fria, rude, gótica ou qualquer coisa do tipo.
Um idiota atrás de mim virou e perguntou:
— Então, vou te chamar como? De Binha ou de Coisinha?
Prontamente respondi:
— De Carol, porque é o meu nome.
Ele me olhou com aquela cara que todos os babacas costumam fazer, com aquele "uh... Olha só, ela é nervosinha".
Minha mãe pediu para eu voltar de carro, parece que agora temos um motorista... Pra quê que eu vou querer um motorista numa cidade pequena assim? Além de que, eu quero andar para ver se consigo espairecer um pouco.
Acabam-se às aulas e eu sigo meu caminho. De repente alguém me dá um abraço forte por trás, obviamente eu levo um susto. Quem pode ser já que eu não conheço ninguém aqui?
Olho para ver quem é e é um dos meninos mais sorridentes que eu já vi.
— Oi! Tu é a menina nova da minha sala né?
Ainda com cara de interrogação e de "por que você me abraçou?", respondo:
— Oi. Acho que sim. Não tenho certeza.
— Tu não é do 1° ano?
— Sou.
— Então, bicho! Nós somos da mesma sala.
— Ah... Legal. Foi mal, não lembro muito de você, não reparei muito nas pessoas da sala.
— Tudo bem, é assim mesmo. Eu sou Ciro. Qual teu nome?
— Carol.
— E tu mora por aqui é?
— Bem... — Dou uma risadinha, mas é de nervoso — eu acho que sim, não lembro muito bem o caminho, mas é quase certeza que é nessa rua.
— Quem são teus pais? Vai que eu conheça, talvez possa ajudar.
— Valeu. Na verdade, é a casa do meu padrasto, Marcelo.
— Marcelo G? O prefeito?! — Ele fala com muita empolgação.
— Isso.
— Ele é meu tio. Eu te levo lá. Se tu vier todos os dias andando posso te fazer companhia.
— Nossa... Legal. Obrigada, Ciro.
Seguimos o caminho até a minha nova casa, não queria achar isso, mas ele parece um cara legal, parece que será um bom amigo.
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