Contos de Uma Profissional
1 La dolce Vitta ou não
Era mais uma noite de amor naquele ninho estranhamente gélido e fervente.
Ele me chamava de “meu amor” junto com gemidas e gritos de prazer, e eu, quieta. O que fazer, quando se faz isso por dinheiro??
Já era o quinto só esta noite. Me perguntava “quantos mais serão hoje?”, ou “Quantas mais caixas de camisinha terei que comprar pra amanhã?”. Obvio, não? Ainda não quero engravidar de um cliente, já imaginou, cuidar de uma criança da qual nem se sabe qual é o pai? E ter que “trabalhar” mais ainda pra alimentar mais uma boca, pagar mais roupa, escola então! Imagine! Já me basta ter que me prostituir pra pagar minhas dívidas com minha família adotiva (claro que eles não sabem qual é meu trabalho, mas se pelo menos eu conseguir pagar, já é o suficiente!)
Você deve estar se perguntando, quem é você, sua louca puta que ta ainda me relatando essa tua vida? Bem, sou mais uma pessoa ai neste mundo tentando sobreviver. Uns conseguem trabalho decente, outros vivem de dinheiro dos outros (= pais!), outros roubam do povo mesmo (= políticos!), mas eu, como muitas outras colegas, me prostituo.
E tem gente que acha isso o máximo! (claro, pros homens encalhados/cornos/insatisfeitos com o casamento/menininhos que querem perder logo a virgindade/etc/etc/etc...), Já cheguei a ver mulheres que se exerciam essa profissão por puro prazer... Esse povo fuma ou o quê? Bem, todos os casos... andemos com a história.
Meu nome verdadeiro não interessa. Meu nome de trabalho: Allana. Meu(s) apelido(s) (o que os homens preferem gemer na cama, pois é mais curto): Lana, Ana, Nana, La, Na, e por ai afora.
Onde moro, melhor não saber. Onde trabalho: em qualquer esquina por ai, em qualquer cidade, por sorte tu me acha. Ou então me liga^^.
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