Contos de Uma História Sem Fim
4 Summer
Notas iniciais
George ainda estava um tanto melancólico quando Angelina entrava pelo salão, mas assim que seus olhos se encontraram, ele a olhou como se ela fosse a coisa mais preciosa do mundo.
Ele não se sentia incompleto quando estava com ela. Se sentia inteiro, de uma forma plena. Ela não era como uma noite quente em um dia de inverno, ela era o próprio verão, irradiando luz e mostrando a ele que ainda era possível encontrar flores mesmo com o fim da primavera. E ele soube naquele momento que aguentaria todos os surtos de raiva dela, juntamente com sua teimosia excessiva, só pra ver novamente aquele sorriso que brincava em seus lábios por todos os dias de sua vida.
Soube também que não poderia ter escolhido dia melhor para se casar se não aquele lindo dia quente de verão.
Quando deu por si, um Teddy de cabelos azuis com detalhes em verde e uma Victoire com terra em seu vestido branco, adentraram o salão com as alianças.
—Você, George Weasley — começou o cerimonialista. — Aceita Angelina Johnson como sua legítima esposa, prometendo-lhe ser fiel, amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?
George piscou para Angelina.
—Eu aceito.
Foi então que ouviram um grito abafado vindo de um dos bancos, mas o cerimonialista pareceu não ouvir, pois continuou seu discurso.
—...Na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?
E então esperou sua resposta, mas Angelina estava mais concentrada em ver o que estava acontecendo mais adiante.
—Angel — George chamou.
—Hã-que? — perguntou erguendo os olhos. — Ah, sim. Sim, eu aceito.
—Sendo assim, eu os declaro marido e...
Outro grito, dessa vez mais alto.
Todos se viraram rapidamente e viram Audrey Weasley se levantando com o marido. Sua bolsa havia estourado.
—Ela fez xixi? — Victoire perguntou.
George e Angelina desceram do altar e foram até onde estava o casal, assim como muitos convidados.
Quando Percy e Audrey seguiram para o hospital bruxo, muitos dos Weasley’s aparataram junto, assim como os parentes dela. O casal de noivos se apressou em assinar alguns papéis, pediram desculpas a alguns convidados, dizendo para que seguissem para a festa e comessem tudo o que quisessem. Finalmente, aparataram ainda com suas vestes de casamento.
—Um casamento digno de George Weasley — Angelina sussurrou no ouvido do marido em determinado momento.
Fleur havia trazido, de carro, Teddy e Victoire por pedido de Molly e Arthur, que queriam que eles conhecessem seu novo neto ou neta. Mas se arrependeram quando viram a dificuldade que aquelas crianças estavam tendo em se comportar.
—Hey — chamou Ron. — Vão comprar alguns doces por aí. E tragam alguma coisa pra mim também.
E entregou a primeira coisa que achou em seu bolso.
—Você não pode fazê-los de escravos — protestou Hermione.
—É claro que posso — disse Ron. — São meus sobrinhos.
Foi um susto quando os dois voltaram com os braços repletos de doces. Victoire mal se aguentava em pé com a quantidade de sapos de chocolates, tortinhas de abóbora e outros variados doces bruxos que carregava.
—Qual você quer, tio? — a garotinha perguntou jogando os doces em uma cadeira vazia entre Ron e Harry.
—Quanto você deu pra eles? — Hermione praticamente gritou, com os olhos arregalados.
—Eu não sei — Ron estava com uma expressão um pouco assustada. — Foi a primeira coisa que eu achei, não prestei atenção no que era.
Victoire subiu no colo do tio e Teddy no de seu padrinho e, assim, começaram a dividir os doces entre si.
—Fleur vai ficar uma fera quando vir isso — dizia Hermione olhando de canto de olho. — E tenho certeza de que Andromeda também não gostaria nada disso.
—Mas Lupin vivia nos oferecendo chocolate, não é? — Ron disse já pegando um dos doces da pilha de Victoire. — E não acho que Tonks se incomodaria muito.
O parto foi um pouco demorado, e passaram tanto tempo sem notícias que algumas pessoas ali começaram a se preocupar. Victoire adormecera no colo de seu tio e Teddy parecia sonolento enquanto observava a conversa de Harry, Ron e Hermione.
Todavia, todos se despertaram quando Percy foi até onde sua família se encontrava.
Parecia tenso e algumas pessoas tiveram medo de lhe perguntar algo, mas foi então que Arthur Weasley interviu:
—E então, como foi?
Percy sorriu como nunca na vida.
—É uma menina.
Muitos soltaram o ar que nem haviam se dado conta de que seguravam. Outros se apressaram em abraçar o terceiro dos irmãos Weasley.
George havia se esquecido dos sentimentos ruins que passavam por sua cabeça horas antes. A família estava mais feliz do que nunca naquele momento.
Percy se aproximou cauteloso da mãe, que sorria com os olhos brilhando de lágrimas.
—Mamãe, eu queria te pedir algo.
A mulher sorriu mas ficou nervosa com o olhar tenso que recebia de seu filho.
—Eu falei com Audrey e ela concordou, mas gostaria de pedir sua permissão — ele respirou fundo. — Eu queria que minha filha tivesse seu nome, mamãe.
Todos olhavam estupefatos para aquela cena. Até Teddy parecia prestar atenção. O menino se encontrava agora ao lado de uma Victoire que dormia com a cabeça encostada em seu ombro.
—Tudo bem pra você?
A mulher soluçou, agarrando o filho e o dando um abraço apertado. Percy ainda não conseguia compreender com clareza o que aquilo significava.
—E então? — perguntou, após se soltarem.
—Será uma honra pra mim, meu filho.
E foi assim que Molly Weasley II viera ao mundo. Em um lindo e quente dia de verão no início de setembro de 2003. Um sábado repleto de pequenas surpresas, mas principalmente, de emoções. Era uma linda bebê ruiva. Bom, não na visão de Victoire:
—Ela parece uma ratinha — disse quando a levaram para visitar sua nova prima, e Fleur teve que respirar fundo para não gritar com a filha naquele momento.
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