Notas iniciais
Arigatou gosaimashita - muito obrigada Gomenasai - desculpa Hai - sim Judaime - 10º Oni-chan e Oni-san - irmão mais velho Shimahu - cabeça de capim

Família? Atributo?? Guardiã??? Sol????

Se-será que...que tudo isso teria a ver com o pássaro e com o anel? Bom, será lógico, uma vez que fora o bicho bizarro que trouxera o anel e as passagens...bom, pelo menos eu não estava sendo seqüestrada! :DDDD

Quando consegui sair um pouco de meus pensamentos sobre todas aquelas informações indecifráveis reparei onde estava. As estradas nipônicas eras lindas! Mesmo no inverno! As árvores desfolhadas, com a neve branca nos galhos, mais brancos ainda por causa do sol. Porém tinha certeza que acharia mais lindo ainda no verão, minha estação favorita.

Antes de voltar a me introverter em meus pensamentos, meu “guia” perguntou-me:

— E então, Ran-san, como era sua vida lá na Itália?

— Boa. Mas meio solitária... – era quase tangível a minha solidão ao lembrar.

— Como assim?

— Eu morava sozinha, Sasagawa-san. – disse eu melancólica

— Ué? Por quê? Seus pais não tinham uma mansão??

— Exatamente por isso – também era quase tangível o meu desgosto por esta palavra... mansão – Tinha muito espaço para nada, meus poucos amigos nunca iam lá, se sentiam mal. E tinha um ar estranho naquela casa, meu pai sempre no escritório, fechado e distante. Por vezes saia do nada, fazia viagens longas e nunca avisava para onde ia ou quando voltaria. Minha mãe até que era presente, mas mesmo assim... – a melancolia em minha voz fazia-se cada vez mais presente.

— Eles te tratavam mal?? – perguntou ele com certa raiva na voz.

— Não! Nunca! Mas o ar daquela casa era pesado,...estranho... eu não curtia. Então na metade do ano retrasado eu falei pros meus pais que eu queria e conseguiria morar sozinha, e eles me deram um apartamento próximo do colégio. É bom morar lá, só às vezes meio... entediante, solitário – realmente, agora que me tocara, nunca tive muitos amigos... na escola ficava meio isolada, claro, conversava com todo mundo, mas nunca tive a minha turma e sempre que chegava em casa estava sozinha novamente. Pelo menos na mansão eu tinha cachorro, Alexandre, e minhas plantas (coisa autista, eu sei, mas eu conversava com elas, tá??). Realmente, estava me sentindo só.

Creio que ele notou o tom que minha voz ia tomando com o passar da conversa e resolveu mudar de assunto,

-E ai, gosta de amarelo e laranja? – perguntou ele olhando para minha roupa e acessórios.

Japona amarela, tênis alaranjados com toques em amarelo, brincos grandes e amarelos, pontas do cabelo em tons de vermelho e laranja, fazendo degrade com o loiro natural.

— Gosto sim ^^, o senhor também, né? – sua blusa era laranja e em seus anéis haviam pedras amarelas.

— Aham, afinal, meu atributo é o Sol, assim como o seu ^-^.

De novo aquela história de atributo. O que era aquilo? E o que eu tinha a ver com essa história?

— Você deve estar se perguntando o que é este anel, e o porquê de um pássaro ter te dado as passagens de avião, certo? – era como se ele tivesse lido minha mente.

— Então, você sabe por que aquele passarinho bizarro veio me encher?? – minha curiosidade e surpresa eram mais que evidentes em minha voz. E a esperança por resposta também.

— Hai... só uma sugestão, quando estiver com o Hibari, nunca chame o Hibird de bizarro....pode custar a sua vida – ele falava sério.

— Ha-haii...- medinho. Mamãe me salva! Para onde este homem está me levando? Tá bom que eu luto kung fu a anos, mas arriscar a vida pra valer?? O Japão é tão perigoso assim???? O.o

Creio que ele notou novamente que aquele assunto não seria muito bom para a minha sanidade mental, então mudou de assunto novamente.

— Então, Ran-san, você sabe por que de sua família ser tão rica ou no que seu pai trabalha? – tá, essa me pegou de surpresa.

— Na verdade não.... – respondi eu após um minuto de silêncio por ter sido pega desprevenida.

— Como o tako head falou, o primo dele não falou para você, né? – falar? Falar o quê? Hãm? Como?

— Mas, não é...ham...normal os filhos não saberem a profissão dos pais? – eu realmente estava confusa.

— Não – disse ele confuso também.

Sabia que tinha algo errado naquela casa!

— Então eu vou te contar, pois já que está inclusa neste mundo do qual seu pai provavelmente quis te proteger. – ele voltara a ficar sério.

— Sa-sasagawa-san...do..do que o senhor está falando? – aquilo estava começando a dar medo. Muito medo!

— Ran-san, a sua família é da máfia. Uma das mais poderosas da máfia italiana.

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Passeio o resto da viagem em choque. Co-como?? Meu pai...da...da...ma...MÁFIA?? Isso não era pra gente que roubava, andava na escuridão, era do lado “negro da força”, que sequestrava e coisas assim?? Mesmo meu pai sendo um pai ausente eu acho que eu ia reparar se tivesse alguém berrando no porão, pedindo pelo amor de Deus pra ser salvo....eu acho.

Mas....eu sabia que tinha algo errado naquela casa!!! E agradeço meu pai por “me proteger” desse universo (pelo que o Sasagawa-san disse), porém, não adiantou de nada ele tentar me proteger! Olha só onde eu estou!!!! Chegando ao quartel general de uma das mais importantes famílias da máfia (pelo que o Sasagawa-san disse), Vongola. E eu pelo jeito vou passar um bom tempo aqui. Bonsai de Sakura, se cuide!! ;-;

Quando chegamos à frente da casa tomei um susto. Peraí, eu falei casa? Corrige: mansão. Uma mansão MUITO grande. Mas MUITO MESMO! Sabe, daquelas que você não tem a menor noção de quantas janelas tem, e que com certeza tem mais coisa no subsolo, e não são somente garagens. Até eu, “menininha riquinha”, que estava relativamente acostumada a ver mansões assustei-me com aquela.

Muito gentil, Sasagawa-san saiu do carro, pegou minha bagagem no porta-malas e veio abrir a porta para mim.

— Domo arigatou – agradeci eu. Nem notei que estava sendo enganada.

Ele simplesmente puxou meu braço e colocou minha barriga em seu ombro novamente, fazendo com que eu ficasse naquela mesma posse do aeroporto.

— Filho da mãe!!!!!! Me solta desgraç.... – ia começar a xingá-lo de todos os palavrões que conhecia, mas me interromperam.

— Oni-chan, isso é jeito de tratar convidados?? – perguntou uma voz doce.

— Ah, gomenasai, Kyoko. Mas no aeroporto eu tive que fazer isto para ela vir comigo. Sabe, ia ser um problema se ela não viesse.

— Eu sei disso, mas agora aposto que isto não será necessário. – disse novamente a voz doce, que muito provavelmente era a tal de Kyoko (n/aqnbbdc: ohhrly?).

E com essa frase da irmã mais nova, ele me colocou no chão, ao lado de minhas bagagens.

— Seja bem vinda – disse a moça. Tinha cabelos compridos, arruivados. Seus olhos eram castanhos e devia ter um ou dois anos a menos que seu irmão. Seu ar, apesar de doce, tinha algum tipo de autoridade.

— A-arigatou gosaimashita... – disse eu.

— Então, você é Gokudera Ran, certo?

— Hai... – será que todo mundo ali sabia meu nome??

— Então venha, Ran-chan, que estão todos te esperando. – e fez sinal para eu acompanhá-la.

— Hai! – disse eu levemente empolgada. Provavelmente, com aquilo, eu sairia da nomotonia de todo dia. Banzai o/ Viva o/. — Ah, só uma pergunta, como é seu nome? – perguntei eu enquanto caminhávamos até a grande porta.

— Ahh, gomenasai, esqueci de me apresentar. Sou Sasagawa Kyoko. Prazer. – e se abaixou em comprimento.

— Prazer. – imitei seus movimentos. — Posso te chamar de Kyoko-chan? É que se eu te chamar de Sasagawa vai fazer confusão com seu irmão.

— Claro, sem problema nenhum, Ran-chan. ^-^ — e fez novamente sinal para eu segui-la mansão adentro.

Entramos em um hall muito bem decorado e iluminado, no teto havia uma pintura com traços barrocos; no centro havia um céu majestoso, imponente. À medida que íamos entrando mais afundo na casa e mudando de cômodos ia notando que as pinturas nos tetos iam mudando. Na sala seguinte do hall havia um sol brilhante. Depois nuvens chegando. No cômodo seguinte uma leve chuva e em seguida trovões. No corredor havia uma tempestade e uma sala antes de nosso destino havia uma leve névoa. Era uma mais linda que a outra, deixou-me tão fascinada que nem notei quando chegamos na sala de “visitas”.

— Seja bem vinda, Ran-san, estávamos lhe aguardando. – me disse um moço de cabelos castanho claro arrepiados, que devia ter a mesma idade da Kyoko-chan e estava sentado em uma espécie de sofá vermelho com detalhes em dourado, com 6 pessoas ao seu redor.

Em seu lado direito estava um homem de cabelos prateados assim como os de Sasagawa-san, porém mais compridos, e um camisa vermelha por debaixo do paletó e estava fumando; ao lado desde havia um garoto, uns 10 anos mais jovem que os outros, cabelos pretos meio bagunçados, e vestindo uma camisa verde, com detalhes de vaquinhas; sentada no encosto do sofá do lado direito estava uma mulher com cabelos azulados em um corte estranho e usando um tapa-olho com algum desenho que não identifiquei de longe, essa usava uma camisa cor índigo, com saia e botas pretas; do lado esquerdo do moço que me deu os cumprimentos havia um homem mais alto, com uma cicatriz no queixo, cabelos pretos curtos e uma camisa azul sem gravata; sentado no encosto do lado esquerdo estava um bebê com um chapéu maior que seu corpo, com uma faixa laranja grande com uma lagartixa na aba e tinha uma chupeta amarela no pescoço; encostado na parede estava um homem de cabelos pretos também, meio mal encarado, vestindo uma camisa roxa; e atrás do sofá se posicionou Sasagawa-san, com sua camisa laranja.

Olhei assustada para aquela estranha combinação, aquelas pessoas tinham algo...diferente. Podiam ser tudo, menos normais! E eu estava prestes a entrar naquele universo... se é bom ou ruim, juro que não sei.

Só depois de um tempo que percebi que havia me dado as boas vindas:

— Ah, sim... arigatou gosaimashita – disse eu, abaixando meu tronco em comprimento. Sabia que japoneses não eram muito de se cumprimentar com apertos de mãos e sabia que quanto mais formal for a ocasião, mais se deve inclinar o tronco.

— Você sabe por que está aqui, certo? O onii-san te explicou no caminho, certo? – e olhou para o Sasagawa-san.

— Olha, Sawada, eu tentei explicar, mas depois que eu disse que a família dela era da máfia ela ficou com uma cara tão ruim que eu nem tive coragem de explicar o resto.

— O quê??? Você não explicou tudo pra ela?? Seu inútil, Shimahuu!

— Cala a boca, tako head!! A culpa é do teu primo que não explicou as coisas direito pra ela!! – é, aquele escandaloso parecia ser meu tio mesmo.

— Não coloque outras pessoas no meio da história, você estava encarregado de contar pra ela e...

— Ei!! Deu vocês dois! – disse o moço que Sasagawa-san chamara de Sawada.

— Gomenasai Judaime – disse o outro homem de camisa vermelha.

— O.O – essa era a minha reação a tudo aquilo... tipo WTF is going on here???

— Gomenasai, Ran-san, eles são sempre assim u.u’ Então, deixe-me apresentar minha família. Eu sou Sawada Tsunayoshi. 10ª Vongola.

— Eu sou Gokudera Hayato, braço direito do Judaime e Guardião da Tempestade. – apontou para si mesmo meu provável tio.

— Eu sou Yamamoto Takeshi. Guardião da Chuva, prazer ^^ — disse o homem de camisa azul.

— Sou Bovino Lambo e Guardião do Trovão, muito prazer senhorita – disse o mais jovem de camisa verde piscando com um olho.

— Chrome Dokuro, Guardiã da Névoa, junto com o Mukuro-sama. – disse a única mulher ali.

— Hibari Kyoya, Guardião da Nuvem. – disse o homem mal encarado.

— E eu! Sasagawa Ryohei, Guardião do Sol. Gokugennn!

Essa era a família do 10ª Vongola.

— Peraí, e esse bebezinho ai?? – perguntei eu, intrigada. Por que tinha um bebê no meio da máfia??

— Um dos Arcobalenos, os sete bebês mais fortes da máfia. Reborn. – disse Sawada-san.

— ...be-bebê mais...forte???? Hãm??

— Longa história, que fica para outra ocasião – disse Reborn – mas agora vamos ao que interessa. Essa é a família do Tsuna, uma antes da sua. Agora que já conhece seus “antecessores”, está na hora de conhecer a sua família. – e pulou donde estava, indo em direção a uma outra porta – me siga — e continuou andando.

Como estava distraída demorei alguns segundos a mais para perceber que ele estava falando comigo, por isso tive que dar uma leve corridinha para alcançar o bebê super desenvolvido. Fomos parar em outra sala, com um sofá semelhante ao da sala anterior, porém com outras pessoas.

— E essa é a família do 11º Vongola – e apontou para as pessoas no sofá.