Contos de Ninguém
6 Flutuando
Notas iniciais
Ela sentia-se flutuando.
Fora subitamente transportada para outra dimensão, onde só havia ela, e a imensidão do céu.
As luzes cortavam a escuridão dançando entre si em harmonia, tornando uma das mais belas visões que ela poderia ter.
Fogos de artifício vermelhos se transformavam em verdes, e verdes em amarelos. Era simplesmente magnífico, e ela observava tudo fascinada.
Algo em especial lhe chamara atenção. Uma luz dourada expandia-se pelo céu em formato de estrela, e logo cada uma das pontas brilhantes caía em sua direção, como estrelas cadentes.
Era certamente uma boa definição para o espetáculo: estrelas coloridas que iluminavam a escuridão, e traziam a esperança de uma vida melhor.
Ela estendeu a mão, como se pudesse tocá-las. Seu coração estava leve como uma pluma, os lábios curvaram-se em um sorriso. Sentia-se completamente em paz. Era como se o brilho espantasse para fora todos os seus males.
Colocando as mãos sobre o coração, ela deixou-se envolver por aqueles sentimentos: liberdade, esperança, e paz. Deixou-se flutuar.
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