Contos de Natal

1 Capítulo 1 - O PRIMEIRO NATAL COM WILLIAN


Notas iniciais
Cada capitulo uma nova estoria, com temas natalinos e ano novo. Serão textos leves e espero, divertidos. Espero que gostem. xoxo

Aquele ano seria um Natal diferente, teria a presença de Willian, o primogênito de Oliver. Por muito tempo sua mãe, Samantha, o mantivera afastado de seu pai. Não permitindo que Willian fosse exposto como filho de Oliver Queen. Willian só conhecia Oliver como amigo de sua mãe, era a condição imposta por ela se Oliver quisesse conviver com ele.

Eu ficava de coração apertado toda vez que Oliver mentia pra mim falando que tinha negócios em Central City, ele viajava pra lá dois fins de semana por mês. Ele acreditava que escondendo isso de mim estaria nos protegendo, eu e Willian. Só que ele estava errado, como sempre.

O fato de o meu coração estar apertado não era com medo de que ele se apaixonasse pela Samantha e quisesse um relacionamento com ela para o bem de Willian, não, não. Ficava pela mentira que ele tinha imposto a si mesmo e o seu filho. Eu não entendi do por que da Samantha fazer isso, se ambos poderiam ter um ótimo relacionamento de pai e filho. E isso já durava há um ano.

Nosso primeiro Natal foi um desastre, que não quero nem lembrar, a única coisa que me marcou foram às lágrimas que Oliver deixou derramar depois de falar ao telefone, antes da meia-noite. Ele saiu discretamente, bem não tão discreto assim de mim, em direção a varanda de nosso apartamento, e fez a ligação, de longe eu vi seu pequeno sorriso, uma gargalhada cometida e depois elas, as lágrimas. Aquilo me deixou com tanta raiva que eu queria pedir ao Barry que me levasse em um Flash para Central City, ai falaria poucas e boas para Samantha.

Mas acabei deixando pra lá. Oliver teria seu momento de me contar a verdade, eu confiava nele. E esse momento chegou, depois de um ano.

Estamos sentados na sala, tomando alguns aperitivos antes do jantar, eu, ele e Thea. A torta assada ainda no forno, começando a encher o ar com um aroma exótico dos condimentos indianos que Oliver usara, quando ele nos pediu sua atenção, falando que tinha um segredo para nos contar. Thea arregalou os olhos e perguntou se ele também era filho de Malcon Merly, me fazendo revirar os olhos e rir de sua piada. Oliver riu sem graça e respondeu que não, ele não era filho de Malcon, que ele tinha um filho e que este filho se chamava Willian.

Thea fechava e abria a boca sem disser nada, tentando achar as palavras, que por fim vieram em forma da pergunta, como, onde e com quem. Oliver nos contou tudo que sua mãe fizera com Samantha, do cheque de um milhão de dólares, o qual ainda ela tinha em seu poder, sem descontá-lo. Contou de como ele descobriu e das suas visitas a Central City.

O tempo todo ele me olhava com aquela cara de cachorro pidão, esperando que eu explodisse com ele, que eu falasse alguma coisa, só que não, eu não falei nada, só ouvi.

Fomos interrompidos pelo despertador do forno, avisando que a torta estava pronta. Levantamos-nos e sentamos a mesa, comemos em silêncio. Um tempo depois Thea se despediu, ficando nós dois.

Oliver começou a justificar do porque de manter em segredo sobre Willian, eu levantei a minha mão e pedi que ele parasse. Expliquei que eu já sabia e que só estava esperando que ele me contasse, mas nunca que imaginaria que ele demorasse um ano para me contar. Falei que se ele me amasse não teríamos segredos. Brigamos, e no fim eu o perdoei, mas foi logo depois de eu me lembrar do Natal que ele chorou se não fosse por isso, não sei quando o perdoarei.

Agora, um ano depois, pai e filho teriam seu primeiro Natal juntos.

Montamos uma grande árvore no canto da sala, perto da lareira. A lareira estava enfeitada com ramos verdes e mini maças vermelhas, meias coloridas penduradas na borda, logo abaixo dos ramos. Vários presentes, de todos os tamanhos e embrulhos diferentes e coloridos enchiam o pé da árvore. Pendurei alguns viscos no teto e na varanda e montei uma pequena mesa para o meu Hanukkah.

Todos os nossos amigos de Central City, a família Diggle, a família Lance e o Ray, comemorariam conosco o Natal, e claro, também Willian. Ah, e minha mãe, quase me esqueço. Minha mãe e o capitão Lance estão meio que num relacionamento, acreditem se quiserem. Só de pensar nos dois meus olhos reviram. Esqueci de mais alguém? Acho que não.

O Roy, ele foi convidado, mas não confirmou então né...

Grande parte dos convidados já havia chegado Barry, por ser o homem mais rápido do mundo, sempre estava atrasado, não sei como ele conseguia esta proeza. Minha mãe nos braços do capitão Lance, Laurel e Thea na varanda conversando, quando Oliver chegou trazendo Willian. Assim que a porta abriu, todos se viraram para olhar, um silêncio se fez naquele momento. Então me levantei do sofá que estava sentada conversando com Ray, e fui até eles. Dei um beijo rápido nos lábios de Oliver, depois me abaixei para ficar na altura de Willian e dei um beijo na sua bochecha, falei que ele era bem vindo. Oliver nos apresentou, eu peguei sua pequena mão e o levei comigo para apresentá-los aos outros. No começo Willian ficou tímido, mas depois, foi se soltando aos poucos. O auge da festa aconteceu quando Barry apareceu vestido de Flash para dar um Feliz Natal para Willian, já que ele era fã do Flash, Oliver tinha pedido ao Barry este favor, que ele fez com muito gosto. Logo depois a companhia toca e Barry aparece vestido de Barry.

10, 09, 08...1 FELIZ NATAL, gritamos todos. Fogos de artifício de todas as cores e desenhos explodiam no céu. Abraços e beijos foram trocados, e Oliver novamente chorou, mas desta vez de alegria. Ele apertava e beijava Willian, falando o tempo todo que o amava. Willian também chorava e respondia que o amava antes mesmo de saber que Oliver era seu pai.

Eu segui para a mesa montada para o meu Hanukkah e ascendi à última vela do Menorá, agradecendo a Deus pela vida de Oliver e Willian, e todos os meus amigos e família.

Oliver veio até mim, me beijou, desejou um Feliz Hanukkah e agradeceu por ter trazido luz para a sua vida, como meu Hanukkah, um festival de luzes. Eu ri da sua comparação e também o agradeci por ele ter mudado minha vida, que se não fosse ele a minha vida seria chata e sem graça de garota de TI. Willian também veio me abraçar e falou que já gostava de mim desde a primeira fez que seu pai contou para ele sobre mim.

Era a hora de abrir os presentes, minha mãe correu e pegou o primeiro embrulho para dar ao capitão Lance, fazendo com que eu, Sara e Laurel revirassem os olhos. O capitão Lance ao receber seu presente a pegou em seus braços e inclinou seu corpo para dar um beijo de cena de cinema nela, causando gargalhada em todos. Presentes foram trocados e mais uma vez, abraços e beijos foram dados. Willian me chamou no canto e meu deu um pequeno embrulho, enrolado em papel dourado e fita vermelha, ele me falou que o tinha embrulhado ele mesmo, sem a ajuda de ninguém. Eu agradeci e dei um beijo estalado em sua bochecha. Abri o presente com cuidado e expectativa, dentro dele havia uma estrela de cristal, que na luz refletia as cores do arco Iris, ele disse que seu pai tinha contado que eu era a luz da sua vida, que sem mim ele não seria o que ele era hoje, que eu era as estrelas do céu que iluminavam sua escuridão. Fiquei emocionada com suas palavras, o agradeci e falei que eu o amava. Depois ele me confessou que a meia-noite tinha feito um pedido a Deus, eu perguntei qual era o pedido e ele me respondeu que queria um irmãozinho ou irmãzinha, que estava cansado de ser filho único. Emocionei-me mais ainda, encostei meus lábios bem próximos do seu ouvido e confessei que o seu pedido havia sido atendido. Levantei meu dedo indicador na minha boca em sinal de segredo, ele sorriu e fez um sinal da cruz concordando em manter nosso segredo.

Virei minha cabeça em direção a Oliver e o vi olhando para nós dois com um sorriso largo nos seus lábios.

Já eram três da manhã quando o ultimo convidado se despediu. Eu e Oliver colocamos Willian na cama e desejamos boa noite. Dirigimos-nos ao nosso quarto, quando estávamos deitados, disse ao Oliver que tinha um ultimo presente para ele. Oliver levantou a sobrancelha direita em sinal de interrogação. Peguei uma pequena caixa prateada na gaveta do criado, voltei em direção a Oliver, coloquei a caixa na palma da sua mão, mas antes o beijei longamente e disse que o amava que não tinha dado aquele presente antes porque aquele Natal era para Willian, que eu não queria que a atenção fosse desviada dele.

Oliver abriu cuidadosamente a caixa, levantou a tampa e chorou pela segunda vez.

Antes que ele falasse qualquer coisa, comecei a beijar seu rosto enxugando suas lágrimas, falando que o amava que ele era o homem da minha vida. E Oliver começou a falar coisa com coisa, me abraçando apertado, rindo, chorando, dizendo que me amava.

Fizemos amor lento, demorado e intenso.

A caixa há tempos esquecida, caiu no chão ao lado da cama, e o pequeno sapatinho branco de bebê rolou para fora no tapete.

Notas finais
Espero sinceramente que tenham gostado, porque eu estou amando escrever.Não deixem de comentar os seus pensamentos.até a próxima.Nota:Chanucá ou Hanucá (חנכה ḥănukkāh ou חנוכה ḥănūkkāh) é uma festa judaica, também conhecido como o Festival das luzes. "Chanucá" é uma palavra hebraica que significa "dedicação" ou "inauguração".A Menorá (no hebraico: מנורה - menorah - "lâmpada, candelabro"), é um candelabro de sete braços, é um dos principais e mais difundidos símbolos do Judaísmo.