Contos de Amor
10 Capítulo 10
Busquei mais de mil explicações
Para poder ao menos compreender
O que sinto quando o vejo partir
Nenhuma que fale de tais emoções
Porque embora as palavras estejam vivas de poder
Nem sempre conseguem descrever
O que eu, e você, humanos.
Pois somos vazios, de razão ou consciência.
Devia ser uma escolha de ciência
Uma questão de presença
Buscarmos respostas para o amor
Para a tristeza e saudade
Que nos perseguem e aparecem com a idade
Ou então o medo
Que nos paralisa fixos com os pés no chão
Sem ao menos nos dar chance de luta
Ou até mesmo ação
Por que quando tu se vais
Deixe-me o porquê, me deixe saber.
Sinto a morte a habitar o meu ser
Como se fosse impossível respirar
Andar, caminhar, incluindo sonhar.
Viver
Ainda não sei como pude viver
Não achei livro ou texto
Ou até mesmo sábio filósofo
Que inteligentemente filosofou
Sobre o amor
Cientistas, artistas ou açougueiros.
Nem mesmo eu
Nenhum desses soube me dizer por que me sinto num braseiro
Aqui então, nessa canção.
Horas depois da sua partida
Que rima e é complacente com ida
Vejo e veja então o que eu perdi
Quando não te impedi de ir
Sem beijar suas mãos
Estranhamente sempre quentes
Em choque com minhas finas
Normalmente frias
Um choque de lábios talvez
Os meus afobados e desejosos
Os seus tímidos e jocosos
Mas, você nunca vai voltar.
E eu para sempre hei de lhe esperar.
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