Contos da Tecnomaga
2 Capítulo 2 - Sentimento reprimido
Notas iniciais
Naquele momento, Sieghart sabia sem dúvidas que aquela garota era a mesma que ele viu pela última vez 600 anos atrás antes de voltar para Vermécia, e se lembrou de ter brigado com seu ex-melhor amigo Dio, que partiu em busca de sua amiga de infância, pois no mesmo dia em que a guerra acabou, ela desapareceu. Se não fosse por aquele motivo, Dio ficaria em Calnat, ao lado de Mari, disputando a atenção dela com Sieghart. Então ele pensava: "Aquele idiota ainda está vivo", e estava, asmodianos vivem muito mais do que os humanos mortais, mas Sieghart estava tranquilo, pois em um mundo enorme como este, eles nunca iam se encontrar, e não existia nada para impedir o relacionamento entre Sieghart e Mari, apenas a amnésia da jovem.
Grand Chase ainda estava naquele mesmo reino de anões, já iam partir para as Ruínas de um Reino Antigo, porém havia muito caminho até lá, ficariam cerca de um mês em viagem, então não tinham pressa, exceto uma ruivinha nervosa que se estressava com a calma dos companheiros.
Em uma noite qualquer, a pequena Mari, teve um sonho em que estava em uma sala cheia de máquinas e protótipos inacabados, o estranho é que lá ela se sentia a vontade, pois tudo ali se parecia familiar, porém, no fundo da sala, onde não conseguia se ver nada, ela ouviu um sussuro, como se alguem estivesse perto dela, dizendo: "Polaris, Polaris, Polaris..." e ali ficava repitindo e repitindo a mesma coisa, até que aquela escuridão, tornou lugar da luz, onde ela viu uma espécie de marreta. Motivada pelo sonho, ela decidiu pesquisar mais sobre aquela palavra misteriosa, que a parecia familiar, como tudo o que ela viu naquela sala, seja como a chave para descobrir algo maior.
No livro em que ela leu, descobriu que Polaris era o título dado á pessoas de alto nível em Calnat, eram valorosos guerreiros, que a arma que manuseavam era uma marreta, lembrando do sonho, Mari projetou aquela mesma marreta derivado de uma espécie de metal que havia encontrado perto de Mjölnir, e era idêntica ás marretas registradas nos livros, e assim como o Revólver, Mari dominou totalmente aquele artefato.
E naquele mesmo dia, ela sonhou com um asmodiano de cabelos escuros, porém não tão escuros como o de Sieghart, que havia a ajudado na guerra, e aparentemente eles eram ótimos amigos, ela mesma, involuntariamente, o chamou de Dio, que lutava ao lado de sua amiga Rey, mesmo se parecendo os dois como inimigos, eles lutavam ao lado dos Duelistas, Mari nunca ficou tão confusa como estava naquele momento, se perguntando o que deveria ter acontecido com aqueles dois, que pareciam ser grandes amigos de Mari.
A maior surpresa, é que naquele dia, á tarde, teria acontecido um eclipse, que cobriu a terra com as trevas, mas Grand Chase não hesitou, todos acordaram e foram em direção ás Ruínas, mas antes Mari encontrou Sieghart e o perguntou, tentando acabar com as dúvidas:
– Sieghart, o que aconteceu com Dio?
– Você se lembrou de tudo? — disse Sieghart aliviado.
– Não, apenas uma parte, mas sinto que mais será descoberto futuramente, mas, retornando á pergunta, o que aconteceu com Dio?
– Mari, não precisa se preocupar, ele já é passado, ele provavelmente morreu de tanto procurar a Rey.
– Aconteceu algo ruim com Rey?
– Ela desapareceu depois de ganharmos na guerra contra os asmodianos de Elyos, então Dio foi atrás dela, mas ele prometeu que quando encontrasse Rey, voltaria imediatamente para Calnat.
Um pouco longe dali:
– Você me disse que ela estava por aqui! — Dio reclama, com semblante cansado.
– Ei Dio, eu não disse nada, quem disse isso foi aquele anão.
– Rey, eu estou me cansando disso, não aguento mais o fato de eu ter procurado você e agora ter que procurar ela, pelomenos ela é realmente um motivo para eu me preocupar, será que ela está bem? — disse Dio, preocupado.
– Dio, deveriamos voltar para Calnat ou ir atrás de Grand Chase, eles passam pelo mundo todo, devem ter visto ela em algum lugar — falou Rey sem os dois ao menos saber por tal catástrofe que Calnat passou, pois ambos não estavam lá quando a explosão ocorreu.
– Nossa! Eu nem pensei, estamos muito tempo fora de Calnat, Mari deve ter morrido, sem dúvidas ela morreu, como ela deve ter sobrevivido tanto tempo, ela envelhece Rey! Mesmo ela sendo maravilhosa ela ainda é mortal! - lamentou Dio, que estava a tanto tempo á procura de uma pessoa que ele pensou estar morta.
– Eu avisei isso um milhão de vezes! Você nunca me ouve, vamos até Calnat, para termos certeza disso.
– Tem uma mínima probabilidade de ela estar viva, não é Rey?
– Sim - disse Rey triste, pois a pessoa de quem ela gostava estava focado em encontrar outra garota.
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