Contos da Tecnomaga
4 Capítulo 4 - Finalmente La Geas
Notas iniciais
Sieghart já estava cansado de tanto que correu, mas valeu a pena, pois estava já uma enorme ruína, que sem dúvidas era de Calnat, o pequeno robô Kormet X avisou:
– Paciente Mari acordando em 10 segundos... 9 segundos... 8 segundos...
– Sieghart, chegamos?
– Você é imprevisível, sim chegamos, o que você quer fazer aqui?
– De acordo com meus sonhos, os tecnomagos de Calnat conseguiram canalizar a própria energia divina dos deuses.
– E temos um problema — disse Sieghart olhando para um ser voando sobre as Ruínas.
– O que houve?
– Mari, fique aqui e procure essa tal pedra da alma, não se esforçe muito, Calnat está logo ali a frente, eu vou cuidar dele.
– Dele quem?
– Aquele grandão ali — apontou para um ser demoníaco, equipado apenas com duas espadas em suas costas.
– Eu me chamo Duel, jovem, saia de meu caminho.
– Estou bem, não precisa se preocupar, daqui para frente vou sozinha.
– Mas ainda nem chegamos nas Ruínas!
– Elas estão perto, posso sentir, vai "cuidar" dele.
Enquanto isso:
– Elesis, está tudo bem ai? — falou Lass através daquela capsula que Mari o entregou.
– Está, só houve um imprevisto, Mari e Sieghart estão no acampamento.
– Uuuui! — disse Lass pensando em segundas intenções, já ele pensava que os dois estão lá sozinhos.
– Para com isso Lass, Mari se machucou feio no caminho.
– Estou avistando eles, são duas pessoas roxas, só que a diferença é que um deles é mulher e tem cabelo rosa.
– Você é daltônico Lass?
– Não, tenho certeza que eles são assim, eles estão paralisados, podem vir sem preocupação.
Grand Chase chegou até os asmodianos.
– Eu falei, eles eram roxos — disse Lass.
– Pare de zombar de nossa pele mortais pálidos, somos asmodianos — falou Dio.
– Somos a Grand Chase, quem são vocês? — perguntou Elesis, apontando a arma para o rosto dos seres roxos.
– Eu sou Rey Von Crimson, sou de uma família nobre da dimensão Elyos.
– Eu não vou me apresentar para eles — disse Dio, de nariz empinado.
– Vish! Esse é cabeça dura — falou Lire– talvez até mais cabeça dura do que Elesis.
– Impossível — disse Arme rindo.
– Nos tirem daquiii mortais, isso coça! — disse Rey, tentando se mecher.
– O que vocês fazem aqui perto do nosso acampamento? — perguntou a ruivinha.
– Estamos indo até Calnat, tentar encontrar uma pessoa — explicou Dio.
– Que pessoa? — perguntou de novo a ruivinha.
– Não te interessa! — disse Dio mostrando a lingua para Elesis.
– Arme, os paralize, vamos leva-los ao acampamento, onde está Mari e Sieghart.
– Mari? Rey! Rey! Ela está viva! Só pode ser ela! E infelizmente aquele imortal idiota também, como é mesmo o nome dele? Sieg não consigo impedir o Dio hart.
– Eu também não sou muito fã dele, mas ele é meu avô, se disser mais algo sobre ele, eu corto sua língua!
– Uii, a ruivinha é da família do Sieg! Interessante — disse Dio, brincando com Elesis.
Enquanto Grand Chase levavam Dio e Rey até o acampamento Mari mancava até as Ruínas de Calnat, e Sieghart distraia Duel, e ao mesmo tempo via Mari se esforçar, fazendo o máximo que pode para derrotar ele logo e ir atrás da garota.
"Vamos Mari, está perto, chegue em casa Mari, venha Mari, você consegue, vamos filhinha, você está linda e forte, está quase chegando você consegue!" ela ouvia aquela voz sussurrar em seu ouvido, era a mesma voz que disse "Polaris!".
Ela observou Calnat como se fosse cerca de 600 anos atrás, antes a explosão, ali estava seu pai e sua mãe, a motivando a dar cada vez mais um passo, de braços abertos, esperando um abraço da jovem.
E naquele momento, Grand Chase chegou a Calnat, que foi em direção daquele reino imediatamente depois de ver que não havia ninguém no acampamento, vendo apenas um rastro de sangue em direção á Calnat, levando Dio e Rey, e chegaram rapidamente, pois foram voando no dragão de Ronan.
– Mari! — gritou Dio, chamando sua velha amiga.
– DIO! — gritou Sieghart com raiva de Dio.
– Ei Sieghart, preste atenção na luta, seu oponente sou eu! — disse Duel.
Mari deu o último passo, que fez com que ela desmaiasse. E ali mesmo, a Pedra da Alma entrou em contato com a mente abstrata de Mari, fazendo com que ela se lembrasse de tudo, lembrou que a Pedra da Alma, era a pura energia divina dos deuses, criada pelos dois tecnomagos mais inteligentes e sábios, os pais de Mari, que eram quem reinavam em Calnat, então por direito, Mari era rainha de Calnat e apenas ela era digna de usar o poder da Pedra da Alma, aceitando o fardo de absorver tal poder, Mari se tornou La Geas, a pessoa mais próxima de ser um Deus comparada aos humanos comuns. Mas ela aceitou aquele fardo, apenas para proteger o mundo que ela aprendeu a apreciar ao lado de Grand Chase, e as pessoas que eram importantes para ela. Estava tão linda daquela maneira, brilhava como uma estrela.
Se lembrou de tudo, de ela ter sido obrigada a sair de Calnat por Duel, que sabia que tal explosão iria acontecer, criando imediatamente uma máquina, que por algum erro, acabou fazendo com que Mari e Duel hibernassem, conservando-os, porém, fazendo com que Mari perca suas memórias.
Fazendo quantas pedras da alma fossem preciso, Mari usou essas pedras como combustível para seus WDW, a arma, que antigamente, ela conseguia controlar apenas por breves instantes, agora ela teria estabilizado, o usando como sua arma principal, aprendendo novas habilidades.
Vendo ali, aquela mesma garota que ele viu á tanto tempo atrás, Duel lhe ofereceu uma proposta:
– Jovem tecnomaga, que absorveu a poderosa Pedra da Alma, eu lhe salvei, como está viva depois de tanto tempo? Isso não importa, pequena sobrevivente de Calnat, ficaria ao meu lado e dominaria Arquimidia comigo e Astaroth. Vamos lá, apenas me dê a Pedra da Alma — disse Duel, estendendo a mão para Mari — como você se chama mesmo? Vamos, faça isso por eu ter salvo sua vida. Astaroth vai adorar saber que você está viva e está aliada á nós.
– Eu, Mari, me unir, com Astaroth, o monstro que destruiu meu reino? Que extinguiu meu povo? Que zombou dos deuses? É uma oferta tentadora, mas sinto muito, prefiro morrer do que me unir com você, se quiser, te darei o tempo de 10 segundos para você fugir, mas se você aparecer na minha frente de novo, o nome Astaroth nunca mais será ouvido — Mari ameaça o poderoso Astaroth.
– Mortal insolente! Como ousa ir contra mim, por causa disso, vou matar todas essas pessoas lentamente em sua frente, os farei sofrer! Mas, se me der a Pedra da Alma, matarei eles e você rapidamente, você nem vai perceber, será rápido e indolor.
– Quem disse que eu sou mortal?
– Vai morrer por ser espertinha.
Mari lança um raio congelante ao céu, deixando tudo congelado, exceto seus aliados.
– Sieghart, ataque — ordenou Mari.
– Au Au! — brincou Sieghart, da maneira em que Mari ordena e ele sempre obedece.
– Eiiii me solte! Preciso impressionar Mari!
– O que? — disseram todos em coro, menos Mari que estava em combate e Rey que já sabia disso.
– Mari abala corações — brincou Arme.
– Hunf! Me solte logo, senão eu ataco vocês, faço qualquer coisa para que ela seja minha!
– Então tá — disse Elesis.
– Espere Elesis, ele está do lado de Duel — disse Sieghart enciumado, fazendo de tudo para que Mari não veja ele.
– É mentira! Ele está só com ciúmes — explicou Dio.
– Uiiiiiii Mari abala corações — brincou Arme de novo.
– Está bem, "vovô" não sabe esconder os sentimentos direito mesmo! — Elesis zombou de sieghart.
– Agora eu te mato seu imortal de meia tigela! — disse Dio partindo para cima de Sieghart.
– Com licença — Rey se teleportou para fora daquela prisão de gelo que Arme teria feito– Centro Gravitacional! — Rey prende Dio e Sieghart no centro gravitacional, impossibilitando eles de se moverem– Agora já chega Dio.
– Rey! Me solte, estou mandando! — ordenou Dio.
– Dio, você nunca percebeu o que eu sinto por você? Por qual motivo você acha que eu fiquei do seu lado enquanto você procurava aquela esquisitona?
– Ei olha como fala! — disse Sieghart, defendendo Mari.
– Eu fiquei do seu lado, só porque... porque...
– Por que? — perguntou Dio confuso.
– Porque ela te ama idiota, você ficou 600 anos indo atrás de Mari ao lado dela, e nem percebeu isso? Cara, que insensível.
– Rey... Isso é verdade?
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