Contos da Tecnomaga
3 Capítulo 3 - Verdade a caminho
Notas iniciais
Enquanto Sieghart cantarolava de alegria, Dio suplicava aos deuses para que Mari esteja viva e a pequena Rey via o amor de sua vida lamentar por outra mulher (algo que sem dúvidas ele nunca fez), se ao menos Dio soubesse o que sua amiga de infância sentia...
A dupla de asmodianos foram em direção á Calnat, ou pelomenos, o que sobrou daquele reino.
– Estou muito cansada gente! — disse Arme, ofegante.
– Vamos logo! Temos que chegar ás Ruínas — falou Elesis dando uma de durona para cima de Arme.
– Convenhamos Elesis, ela tem razão, estamos andando há dias, merecemos uma pausa, só por essa noite — disse Lire apoiando a maga.
Toda Grand Chase, menos Elesis balançaram a cabeça, demonstrando apoio á Arme, não tinham fôlego o suficiente para dizer alguma coisa.
– Está bem, se insistem — concordou Elesis mesmo indo contra a proposta.
Após toda a preparação para passarem a noite ali, Sieghart se aproximou de Mari, a fim de conversar.
– Mari, você sabe que as ruínas em que estamos a caminho é de Calnat, não é?
– Por acaso existe algo que eu não sei? Aliás, porque naquele momento você me abraçou?
– Viu, disso você não sabe - disse Sieghart rindo.
– Isso vai contra os meus princípios — falou Mari, ainda no tom de voz sério, mas tentando fazer uma piada.
– É isso que eu mais amo nela — pensou Sieghart, olhando apaixonadamente para ela.
– Por que está me olhando desse jeito? Desculpe, preciso ir, prometi á Elesis que eu iria instalar armadilhas e captores de movimento ao redor do acampamento.
– Cla-claro — disse Sieghart atrapalhado ao voltar da miragem em que estava ao olhar para os olhos de Mari, e pensou, maldita ruivinha, não interessa onde ela esteja, ela sempre vai me atrapalhar.
Mari abriu seu livro de tecnomagia e conjurou Kormet, uma espécie de um pequeno robô.
– Kormet, consultar satélite para visão de 1 quilômetro ao meu redor, projetar i.132 com projéteis de matéria paralizadora - ordenou Mari.
– AAAaaaaaah! Que boniiitiinho! - gritou Amy abraçando Kormet.
– Amy, não faça barulho, deve ter muitos monstros caçando agora, já que está de noite — disse Lass.
–Lass! Não importa que monstros apareçam eu sozinha dou conta do recado — falou Amy confiante e ao mesmo tempo distraída com o pequeno robô.
– Aviso! Aviso! Encontrado dois seres vivos de raça desconhecida á 915 metros! Aviso! Aviso! — alarmou Kormet.
915 metros do acampamento:
– Rey, você ouviu isso? Pareceu um grito de uma garota.
– Ouvi sim, mas o que é aquilo?
– Aquilo o que?
– Alerta! Alerta! — dezenas de robozinhôs atirando uma gosma.
– Aiii! Que nojo!
– Isso coçaa! — disse Dio, com aquelas coisas grudentas por todo o corpo.
– Deve ser o sistema de defesa de Calnat, devemos estar perto.
– Esse sistema de defesa só pode ser de Calnat mesmo, porque funciona! Não estou conseguindo me mexer, Rey, você pode se mexer?
– Nãão!
– Pelomenos eles pararam de atacar — disse Dio totalmente imóvel.
No acampamento:
– O plano é o seguinte, Lass, você vai na frente, já que é silencioso e checa a área, se for algo perigoso você nos avisa.
– Como?
– Pegue essa capsula, e aperte o botão em cima dela, então, quem estiver com essa outra capsula vai te ouvir, que no caso vai ser Elesis.
– Legal — disse Lass impressionado com aquele pequeno objeto.
– Arme, você os paralisa, Ryan, conjure totem de fogo á 850 metros, em um local escondido, que apenas nós da Grand Chase sabemos, Lire, deixe eles na mira, mas não deixe que eles te vejam, Ronan, Sieghart e Elesis fiquem na linha de frente, preparados para atacar, Amy fique de suporte curando todos que se machucarem e Jin, os distraia, já a mim, vou ficar na frente contra eles, com meu escudo de mana ativado, qualquer coisa eu os mando para longe — disse Mari, como se fosse algo normal ter uma estratégia daquele nível.
– Uaaaauu! Desse jeito não vamos mesmo falhar - disse Elesis, pela primeira vez parabenizando alguem.
– Como consegue? — perguntou Sieghart– nem eu com tantos anos de vida penso em uma estratégia assim!
– Sieghart, de acordo com meus cálculos, tem uma certa probabilidade de eu ter mais de 600 anos — disse Mari, deixando todos de queixo caído.
– Bem, vamos lá! — ordenou Elesis a todos– E a esquisitona também.
Enquanto todos iam a caminho, aconteceu um imprevisto:
– Aaaaii! — gritou Mari, gemendo de dor.
– O que houve? — perguntou preocupado o Imortal.
– Eu me machuquei, isso nunca aconteceu comigo, nunca exigi tanto de meu físico — respondeu Mari– Sieghart, voltemos ao acampamento, Ronan, fique em meu lugar.
Quando Mari e Sieghart voltaram ao acampamento, Mari fez um pedido á ele:
– De acordo com meus cálculos, temos que chegar em Calnat antes de amanhecer, Sieghart, peque minha mochila, no compartimento lateral dela tem um estojo de capsulas, pegue a capsula marcada como "Hea041".
Sieghart fez o que ela diz.
– E agora? - perguntou Sieghart, tentando ajudar o máximo possível.
– Aperte no botão acima dela — ordenou Mari.
– Sim - fez o que ela mandou, apareceu uma prancha voadora.
– Sieghart, deixe sua espada, ela é muito pesada, me carregue suba e suba na prancha, rápido, ela voa apenas por 10 minutos, não se esqueça da minha mochila — Mari pegou outra capsula– Comando de voz, Mari Ming Onette, conjurar kit de primeiros socorros — e naquele momento, Mari desmaiou.
– Mari! - disse Sieghart se preocupando, com as mãos todas ensanguentadas– Volte Mari, eu não quero te perder de novo!
Segundos depois apareceu um pequeno robô branco, marcado Kormet X em seu peito, tirou sangue de Mari e apresentou um painel, com os status de saúde de Mari:
Batimentos Cardíacos: Equilibrado
Respiração: Equilibrado
Sintomas: Perda de Memória Parcial
Status: Inconsciente
Heterocromático
QI: 3109
Sangramento — Funçao Kormet X ativada
E naquele momento o pequeno robô fez um curativo que parou o sangramento de Mari, deixando Sieghart mais tranquilo. E alguns minutos depois a prancha desativou, obrigando Sieghart a correr com Mari nos braços.
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