Contos da Deusa
8 Capítulo 7 - A caminho de Calnat
Notas iniciais
Já estava de noite, e o lado sombrio de Lin ainda a dominava, estavam a caminho de Calnat, mas apenas o eu sombrio dela sabia por qual motivo percorriam aquele caminho, provavelmente ali aconteceria algo surpreendente.
- Aaaaah que tédio! Ela tinha razão, aqui é muito mais entediante do que parecia — dizia Lin, procurando qualquer coisa para mantê-la ocupada.
- Olá pequena Lin! — disse uma voz doce e acolhedora, se o desabrochar de uma flor soasse algum barulho, sem dúvidas aquela voz seria a representação de tais atos magníficos.
- Ei, quem está falando? — perguntou Lin confusa, acreditando que apenas ela e seu lado sombrio conseguisse ir até tal lugar.
- Lin, não tenha medo, eu sou a pessoa em que você mais deve confiar! — aquela mulher da doce voz disse isso confiante, como se ela e Lin fossem grandes amigas.
- Tá bem, mas quem é você? — perguntou novamente.
E de repente um vútuo se materializou em sua frente, suas características eram iguais da de Lin, olhos profundamente azuis repleto de ternura e cabelos tão claros que chegavam a se assemelhar a luz do dia.
- Lin, eu sou Agnecia! — disse aquela bela mulher, fechando seus olhos para poder abrir um enorme sorriso de alegria.
- Ah... Eu não sei o que falar... — disse Lin paralizada a frente da Deusa.
- Ha ha ha, Lin, não precisa ser tímida, eu sou você, e você sou eu, você tem dúvidas, agora é uma boa hora para esclarecê-las, não?
- Claro, já me sinto um pouco mais á vontade.
Então as duas se sentaram, Lin tinha tantas dúvidas, que era díficil decidir o que perguntar primeiro.
- Ei, isso sempre aconteceu, tipo, você apareceu para todas as reencarnações? — iniciou o interrogatório.
- Claro que não, eu apareci apenas para você, assim como o eu sombrio, vamos dizer que eu sou a luz, e aquela criatura das sombras é suas trevas, e nós aparecemos apenas para você!
- Mas por que só para mim?
- Como nós sabemos, seu aniversário vai cair direitinho na data do eclipse, e quando isso ocorre, o selo que prende o mal se enfraquece, isso é muito mais arriscado do que você pensa, como você viu se aquela árvore causar sombra no jardim inteiro, você perderá seu controle, e o mal vai passar a te controlar para sempre, e isso não será nada bom, e quando o selo está enfraquecido, a árvore vai crescer mais rapidamente.
- Ei, para onde foi meu pai e minha mãe?
- Isso já é muito mais complicado, Lin, vamos dizer que você não nasceu, as reencarnações são criadas, e eu decido onde elas serão criadas, eu decidi no Vilarejo de Gaon, pois era um lugar seguro, e lá eles não a tratariam como uma aberração que tem um mal dentro de si, e sim como uma garota brilhante que tem a honra de ser a reencarnação de uma deusa.
- Então... Eu não tenho família?
- Ah, Lin... Não quero que se sinta triste, você tem a mim, apenas olhe fixamente em mim e nunca esqueça minha aparência, sempre que se sentir sozinha lembre-se de mim, pois estarei ao seu lado, Lin, aproveitemos esse momento, é a última vez que eu verei outra reencarnação, você é a garota mais brilhante e especial que eu conheci, você não tem a honra de ser minha reencarnação, eu que tenho uma enorme honra em estar em seu corpo, você tem mais algo a dizer?
- Agnecia, você me deixou tranquila, você é como uma mãe para mim! — disse Lin, abraçando Agnecia.
- Eu disse, você é uma menina especial! Mas apenas por isso vou te dar uma ajudinha, vou deixar você no controle, porém vai ficar mais difícil para você controlar os poderes de luz, mas do jeitinho que você é, não vai fazer quase diferença nenhuma.
- Você faria isso por mim?
- Claro, filha! Fui eu quem te criei, fui eu quem te dei esse nome, desenvolvi laços familiares por você, sinto muito, mas quando você acordar nunca mais iremos nos ver, apenas em sonhos remotos... E vai demorar cerca de uma hora.
- Obrigada, obrigada por fazer eu ser quem eu sou, então, o que eu faço para sair daqui?
- Apenas olhe nos meus olhos — disse Agnecia olhando diretamente nos olhos de Lin — vamos ficar todo esse tempo paradas, tente o máximo possível, quanto o mais imóvel você ficar, mais rápido você irá ao controle.
- Sim, senhora!
- Lin, tenho orgulho de você — sussurrou Agnecia.
Então, Lin e Agnecia se abraçaram, despedindo-se para sempre, entao Agnecia ergueu seus braços e pediu para que Lin fizesse o mesmo, e ela fez, aquela imagem era simétrica, ambas Lin e Agnecia estavam de braços erguidos uma olhando aos olhos da outra, como se ela estivesse diante de um espelho, a única coisa que as diferenciava era o tamanho, Agnecia era cerca de 50cm maior que ela, mas mesmo assim eram idênticas.
Enquanto isso, a Rainha Negra, a Lin sombria e o Azin inconsciente iam até Calnat, ou pelomenos o que sobrou daquele reino.
- Eiiii qual é o seu nome? — perguntou a Rainha Negra ao lado sombrio de Lin.
- Não sei, eu não tenho tempo para decidir meu nome — disse a Lin Sombria — ás vezes as pessoas pensam que sou apenas um monstro inconsciente que pensa apenas em afogar Ernas nas trevas, mas, eu sinto que tem um lado de mim que quer seguir por si próprio, que quer fazer o que bem entender, e não o que Régis manda.
- Uaau, você é mais profunda do que eu esperava! — disse a Rainha Negra surpresa.
- E você, como você se chama?
- Eu me chamava Licy, era uma fada do gelo, só que tudo era tão chato, eu decidi me unir a Régis, traindo as outras fadas — disse a Rainha Negra sem remorso, como se não se arrependesse nada do que tivesse feito — você deveria decidir um nome para você!
- Você tem razão, mas vou contar um pouco de minha história — então Lin sombria olhou para baixo, como se odiasse seu passado — eu era uma aprendiz de sacerdotiza normal, só que todos me odiavam, eu achei que quando eu me unisse a Régis, tudo isso iria passar, que eu iria conhecer pessoas novas e que elas gostassem de mim, mas agora ninguem se importa comigo, até eu cheguei a deixar de me importar comigo mesma, a ponto de esquecer meu nome, chegou um dia que eu me enchi de ódio, e decidi espalhar as trevas em Ernas, então apareceu a Yang, ela era a luz, eu era as trevas, Yin, eramos opostas, ela foi a vida inteira adorada e eu odiada, nascemos para sermos inimigas, o destino traçou isso e eu não posso decidir nada, prometi minha lealdade a Régis, e agora que o selo está enfraquecido, tenho minha chance de retornar ao trabalho que Yang me proibiu de concretizar.
- Blá blá blá quanta história, essa tal de Yang que você ta falando é a Agnecia, não é? Só pode ser ela não é?
- Sim, sim ela é Yang e eu sou Yin, é apenas um apelido "carinhoso" que damos uma a outra, mesmo nós sermos incapacitadas de lutar uma com a outra, eu Yin tenho o destino traçado de lutar com Yang, sendo Lin ou Agnecia.
- Já que ela é Yang, você é Yin bobona!
- Yin?
- Aham!! Eu vou te chamar de Yin.
- Hmmhmhmmhm... — gemeu Azin, demonstrando que estava préstes a acordar.
- Licy, estou sentindo Agnecia, ela continua viva em Lin, que irônico, três almas em apenas um corpo, elas se uniram para ela retornar ao controle novamente.
- O esquisitão aqui vai acordar daqui a pouco — disse a Rainha Negra (Licy) enquanto carregava Azin.
- Já estamos em Katsulle, ficarei sobrecarregada se ela tentar dominar minha mente, ficarei por aqui, sinto presença de um grupo a frente, tome cuidado, deixe o garoto aqui, va até Calnat e procure por Duel.
Mari — Oiiee gente, encerrando o capítulo por aqui, vote por favor se vai ser LinxAzin ou LinxLupus, estou com muita dúvida sobre esse assunto, o resultado vai ser secreto ok? u-u
Fale com o autor